segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Gentis leitores, obrigado pelo apoio. Vamos descansar por uns dias, estaremos de volta em 04 de janeiro, se eu suportar ficar longe do blog. Um grande abraço e o desejo sincero de dias felizes a todos.

KANT- A menoridade humana

Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade. Segundo esse pensador, o homem é responsável por sua saída da menoridade. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento.
A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. Um outro motivo é o comodismo. É bastante cômodo permanecer na área de conforto. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar. É mais fácil que alguém o faça, do que fazer determinado esforço, pois já existem outros que podem fazer por mim. Os homens quando permanecem na menoridade, são incapazes de fazer uso das próprias pernas,são incapazes de tomar suas próprias decisões e fazer suas próprias escolhas.
Em seu texto O que é o Iluminismo?, Kant sintetiza seu otimismo iluminista 1 em relação à possibilidade de o homem seguir por sua própria razão, sem deixar enganar pelas crenças, tradições e opiniões alheias. Nele, descreve o processo de ilustração como sendo "a saída do homem de sua menoridade", ou seja, um momento em que o ser humano, como uma criança que cresce e amadurece, se torna consciente da força e inteligência para fundamentar, sob o conhecimento à priori, a sua própria maneira de agir, sem a doutrina ou tutela de outrem.
Kant afirma que é difícil para o homem sozinho livrar-se dessa menoridade, pois ela se apossou dele como uma segunda natureza. Aquele que tentar sozinho terá inúmeros impedimentos, pois seus tutores sempre tentarão impedir que ele experimente tal liberdade. Para Kant, são poucos aqueles que conseguem pelo exercício do próprio espírito libertar-se da menoridade.

domingo, 22 de dezembro de 2013

“O buraco da mediocridade em que estamos metidos foi cavado durante anos pelas mãos dos canalhas com mandatos.” (Mim)

“Não consigo mudar nem de roupa e vou querer mudar o mundo?” (Limão)

No paraíso, Caim e Abel se aliviavam na mão ou na mãe?

“As serpentes não evoluíram. No paraíso eles falavam.” (Climério)

“Não ando com gente feia. Para assustar os outros minha feiura já basta.” (Assombração)

“Mulheres lindas agora querem sair comigo. Elas adoram ter um monstrinho de estimação.” (Assombração)

ASSIM É

Governados sempre fomos
Pela nobreza ralé
Hoje é a República Sindical
Que nos dá o osso e come o filé.

“Papa argentino? Não tenho nada contra os argentinos. O que não me desce são os papas.” (Pócrates)

“Após a terceira dose de Bourbon caem todas as barreiras e limites. O animal fica nu.” (Mim)

“Temos por aí uns sovaquinhos que nem O Boticário salva.” (Mim)

“Não ando com garotas de programa. Mal dou conta das velhas de programa.” (Climério)

“Contam que o melhor do inferno são os bailões. Pode-se até dançar pelado. O único inconveniente é a cerveja quente.” (Climério)

“Minha vida está tão boa que estou até cuspindo brigadeiro.” (Mim)

“As víboras humanas passam seus venenos no chocolate.” (Filosofeno)

“Antes ser premiado pela feiura que pela burrice.” (Assombração)

GUILHERME FIUZA-Mandela e o mensalão

A frase que resume os dez anos de reinado do oprimido no Brasil foi dita pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no processo do mensalão: “Se o Mandela ficou 27 anos preso, eu suportarei também.”

Nelson Mandela tinha acabado de morrer, e já era contrabandeado pelo herói mensaleiro. Os oprimidos de gravata sugam o que podem, até a memória alheia. Não se pode esquecer que, em sua propaganda eleitoral, Dilma Rousseff confiscou a identidade de Norma Bengell, usando uma foto da atriz na passeata de 1968 em sua apresentação biográfica. No dia seguinte ao brado de João Paulo Cunha, Dilma estava no Congresso do PT que apoiou os mensaleiros condenados. A presidente repetiu, com a ajuda de Lula, o já famoso gesto do braço erguido com o punho cerrado — inaugurado por Dirceu e Genoíno na chegada à prisão. Não se sabe bem o que significa aquela mão fechada. Há quem diga que é um aviso de que não vão devolver o que roubaram.

Como pode a presidente da República participar de um comício em defesa de corruptos condenados e presos? Um comício onde um partido político censura a mais alta corte da Justiça, com pesados ataques ao seu presidente? Dilma pode. Assim como o mensaleiro João Paulo pode se comparar a Mandela e, em seguida, dizer “longe de mim me comparar a Mandela”. Pode também distribuir centenas de exemplares de uma revista inocentando a si mesmo, e se declarar ofendido quando a imprensa pergunta quem pagou aquilo. Num país saudável, João Paulo Cunha viraria piada e Dilma Rousseff teria de prestar esclarecimentos no Congresso Nacional sobre seu gesto favorável a criminosos. Mas no Brasil a moral virou geleia.

Tanto que, no embalo do espírito natalino, virou moda entre a elite culta defender José Genoíno. Vozes intelectualizadas se erguem para avisar que o ex-presidente do PT, condenado e preso, não ficou rico e vive até hoje modestamente. Os samaritanos não chegam a dizer que o mensalão não existiu, mas dizem que a biografia de Genoíno é ótima e ele é cardíaco. Bradam que é um absurdo estigmatizar como bandido um cara tão legal.

Não é preciso dizer mais nada para explicar o Brasil de hoje. Um indivíduo condenado como partícipe do maior assalto aos cofres públicos da história da República encontra, entre vozes supostamente respeitáveis, uma espécie de anistia informal. Estava no bando mensaleiro, mas leva uma vida franciscana. Se meteu nesse rolo, mas é gente boa. Note-se que essas pessoas de bem não chegam ao delírio petista de afirmar que qualquer um dos mensaleiros seja inocente. Apenas se mostram indignadas com o fato de um sujeito bacana como Genoíno (condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha) ser tratado como criminoso. Está inaugurada a figura do infrator bonzinho.

Possivelmente Genoíno não tramaria o valerioduto, exatamente por sua boa índole. Mas então deveria, em vez de assinar a papelada suja de Valério, ter se demitido imediatamente da presidência do PT. Não o fez porque já havia transformado a política em emprego, assim como o exército de companheiros medíocres que tomaram o Brasil de assalto como meio de vida. E não largarão o osso em 2014, justamente porque os brasileiros honestos são indulgentes com o infrator bonzinho.

No mesmo congresso partidário em que Dilma participou do desagravo aos mensaleiros, Lula deu mais uma aula de princípios. O oráculo afirmou que a imprensa (sempre ela) exagerou no caso do emprego de José Dirceu. Um sujeito condenado por desviar uma montanha de dinheiro público consegue, na prisão, salário de 20 mil reais como gerente de um hotel que tem um “laranja” entre seus donos. Mais impressionante: esse condenado que não disfarça suas ótimas relações com o submundo é apoiado em público pelo ex-presidente e sua preposta que governam o país. E o país, ato contínuo, avisa que vai reeleger o bando em primeiro turno.

Pensando bem, com um salvo-conduto desses, piratear Nelson Mandela e Norma Bengell está barato. Jesus Cristo não escapa.

Enquanto isso, na realidade tediosa dos que não têm os punhos cerrados em direção ao céu, o Brasil bate mais um recorde: maior rombo nas contas externas em mais de 50 anos. Uma bobagem, puro preconceito contra o governo popular: os investidores estão fugindo do Brasil só porque o governo petista mente sobre suas contas, tenta esconder a inflação comprimindo tarifas e comprometendo empresas como a Petrobras, diz coisas desencontradas sobre política monetária, abandona a infraestrutura e fatura com a selva tributária, fazendo o risco Brasil disparar. Tudo inveja da ascensão terceiro-mundista, diria o saudoso Hugo Chávez.

Agora há uma corrente do PT defendendo apoio formal aos métodos boçais dos black blocs. Medida desnecessária. Os métodos do partido destroem com muito mais eficácia.


“Antes ser um vivo fora de moda que um defunto elegante.” (Mim)

“Alguns homens com o passar do tempo se transformam em ursos: só bafo e pelos.” (Josefina Prestes)

Amar é...Só bater nela com os lábios.

“Além de curtir uma lareira, quais os outros divertimentos no inferno? Alguém sabe? ” (Climério)

“A mãe de Hitler achava ele um anjinho. O certo é que mães também se equivocam.” (Filosofeno)

“Loucura; uma fatalidade. Estupidez; uma escolha.” (Filosofeno)

“Deveríamos comer moscas. Não vejo sapos doentes por aí.”(Pafúncio)

RODRIGO CONSTANTINO- CIA ajudou Colômbia a matar líderes das Farc? Parabéns!


Leio no jornal que, segundo o “The Washington Post”, a CIA teria ajudado o governo colombiano a matar, em ataques cirúrgicos, os líderes das Farc. Vejam a notícia:
O jornal revelou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) também forneceu “ajuda substancial de espionagem” à Colômbia.
A publicação indica ainda que os Estados Unidos providenciaram ao país um sistema movido por GPS que transforma munições normais em “bombas inteligentes”, capazes de acertar o alvo com precisão, mesmo que ele esteja na selva.
Tomas Medina Caracas, conhecido como Negro Acacio, chefe do tráfico das Farc, foi o primeiro alvo do ataque. Em 1º de setembro, às 4h30 da manhã, pilotos com óculos de visão noturnas instalaram diversas “bomas inteligentes” em seu acampamento, no leste da Colômbia. As tropas recuperaram apenas uma perna.
Seis semanas depois, as bombas mataram o líder Gustavo Rueda Díaz, conhecido como Martin Caballero, enquanto ele falava ao celular. As mortes dos dois dirigentes provocaram o colapso de duas frentes das Farc, e desencaderam deserções em massa. Em 2008, a Colômbia, com aprovação tácita dos EUA, lançou bombas no Equador, matando o comandante da facção Raul Reyes, considerado o número dois da organização.
A reportagem se baseia em entrevistas com mais de 30 autoridades atuais e antigas dos Estados Unidos e da Colômbia, que falaram sob condição de anonimato, uma vez que o programa, aprovado em 2000 pelo então presidente George W. Bush, é confidencial e se encontra em curso.
Só tenho uma coisa a dizer: se for verdade mesmo, parabéns! As Farc são um grupo terrorista, composto por sequestradores e narco-traficantes, que usam o manto da ideologia revolucionária comunista para justificar todo tipo de crime abjeto. Uma guerrilha que inferniza a vida do país há décadas, e que precisa ser eliminada. 
Ataques cirúrgicos, possíveis graças à tecnologia, ajudam a salvar vidas inocentes – e até a de não-inocentes. Esses ataques certeiros costumam matar apenas o alvo, normalmente o líder dos bandidos. Israel utiliza esse instrumento para matar líderes terroristas islâmicos também, enquanto os próprios terroristas fazem o contrário: tentam maximizar a quantidade de alvos inocentes em seus ataques.
Tal diferença, aliás, diz tudo sobre cada lado. Um tenta proteger suas crianças e matar apenas os líderes terroristas do outro lado, tentando proteger os inocentes de lá; o outro coloca as próprias crianças e mulheres como “escudos humanos”, e tenta matar as crianças e mulheres do outro lado. Mas há quem adote uma postura “neutra” nessas guerras…
O governo colombiano de Uribe fez um ótimo trabalho no que diz respeito à ameaça comunista das Farc, e ainda teve bons resultados econômicos também. Hoje a Colômbia, junto com os demais países da Aliança do Pacífico, desponta em crescimento com baixa inflação.
Enquanto alguns governos latino-americanos olham para os Estados Unidos como parceiros, tanto comerciais como militares, para combater terroristas, guerrilheiros e traficantes, outros olham como a grande ameaça, e preferem se aliar… aos terroristas, guerrilheiros e traficantes!
Há quem deseje ver os sequestradores das Farc tendo um partido político oficial e disputando eleições democráticas. Os líderes do PT se colocam como “interlocutores” dessa gente, e alguns chegaram a receber os criminosos, como fez o então governador Olívio Dutra no Palácio Piratini. Sem falar daquela denúncia que a Veja fez, de que as Farc teriam dado 5 milhões para a campanha de Lula…
Em resumo, há basicamente dois lados nessa história: aqueles que se colocam radicalmente contra terroristas, dispostos inclusive a pedir ajuda aos americanos para combatê-los; e aqueles que fingem neutralidade, enquanto estão claramente do lado de lá, dos terroristas e guerrilheiros traficantes.
Eu, obviamente, tomo partido, e aproveito a ocasião para dar os parabéns ao governo colombiano, ao mesmo tempo que lamento profundamente termos um governo tão conivente com criminosos em nosso país.

RODRIGO CONSTANTINO- Obama: o carrasco dos imigrantes ilegais. Ou: Mais um mito obamista que desmorona

Eis aí mais um mito da esquerda caviar que desaba num piscar de olhos. Lembram daquele candidato multiculturalista, aberto aos imigrantes, camarada de todos? Pois é: o Obama real, no poder, é aquele que bate recorde em captura de imigrantes ilegais. O que seria da esquerda caviar sem sua retórica grandiosa e sua prática diametralmente oposta, ou seja, sem sua hipocrisia?
Deu na Folha que captura de imigrante ilegal na fronteira bate recordo com Obama:
No ano fiscal de 2008, 134 mil indivíduos foram devolvidos ao México após serem apreendidos no ato da travessia para os EUA.
Neste ano, o volume saltou para 235 mil, segundo dados do Departamento de Segurança Interna divulgados na última quinta-feira.
“Há uma relação entre o aumento da militarização na fronteira e a quantidade de mortes. Antes, eles cruzavam por caminhos planos e, em um certo ponto, um parente ou ‘coiote’ [atravessador] os buscava de carro”, diz Geena Jackson, voluntária do No More Deaths (“Chega de Mortes”), organização de ajuda humanitária.
“Mas, com o recente aumento dos guardas e pontos de vistoria nas estradas, eles precisam abrir trilhas mais perigosas, escalar montanhas e caminhar até mais longe antes de serem buscados de carro. São pessoas comuns, sem nenhum equipamento adequado, arriscando a vida para fugir da Border Patrol [a Patrulha de Fronteira]“, declara Jackson.
As travessias são feitas em grupo, mas alguns podem ficar pelo caminho -e muito provavelmente morrer- devido a uma desidratação ou a uma simples bolha nos pés que os impeça de continuar.
Neste ano, foram encontrados 187 corpos de pessoas que morreram tentando cruzar para os EUA, segundo Daniel Wilson, um dos voluntários que estudam e refazem as trilhas deixando galões de água, latas de feijão, cobertores e meias secas, na esperança de que sejam encontrados por migrantes necessitados.
Veja bem: nem é o caso de discordar ou não na fiscalização rigorosa. Lei é lei, e deve ser cumprida. O fato é que Obama tinha um discursinho bem diferente desta realidade. Ainda assim, são sempre os Republicanos que acabam vistos como “anti-imigração” e coisas do tipo. Checar os fatos? Isso dá um trabalho…
Sobre a imigração em si, já publiquei um texto aqui. Os Estados Unidos foram criados na base da imigração. Mas eram tempos diferentes: cada indivíduo tinha que se virar, não podia contar com tantos impostos, ou seja, recursos alheios, para tantas regalias. Em outras palavras, não havia esse estado de bem-estar social, incompatível com a livre imigração.
welfare state oferece uma carona “grátis” aos acomodados, aos novos imigrantes, aos que acabaram de chegar e já podem usufruir de várias coisas pagas pelos demais. Claro que esse modelo gera xenofobia e aversão à imigração livre. Só na cabeça oca e hipócrita da esquerda caviar é que as pessoas adoram trabalhar pesado para bancar as necessidades dos outros.
No mais, vale notar que o fluxo de imigração diz muito sobre os modelos. Por que não há uma horda tentando invadir Cuba, por exemplo? Poxa, não é um “paraíso” onde “nenhuma criança dorme na rua”, com boa saúde e educação de qualidade? Piada de mau gosto. E nada como o “teste do pudim” para verificar onde as pessoas realmente querem viver: nos países mais capitalistas.
Outro ponto importante: construir muros para impedir a entrada de imigrantes ilegais não é o mesmo que construir muros para impedir a saída do próprio povo. Falo esta obviedade ululante pois sempre aparece um ou outro esquerdista para comparar muros nos Estados Unidos e Israel com o Muro de Berlim dos comunistas. Outra piada de mau gosto.
Enfim, defendo uma política bastante liberal de imigração, desde que o modelo não seja o de welfare state coletivista. Já a esquerda, representada por Obama, defende tanto a abertura geral das fronteiras como um mega estado de bem-estar social. Claro que a conta não fecha. Na prática, precisam fechar mais a fronteira e capturar os imigrantes ilegais.
Obama foi o recordista nessa prática. Assim como é o recordista em promessas não realizadas, em hipocrisia, em retórica vazia e em cara de pau. Parabéns, Obama! E parabéns a todos aqueles inocentes úteis que choraram de emoção com sua eleição, pois “tudo” seria diferente. Tem gente que nunca aprende mesmo…

"Com Chávez e agora com Maburro o venezuelano vive numa verdadeira demoniocracia.” (Pepe, um venezuelano com aquilo roxo)

"Já fui fulano, sicrano e beltrano.Hoje sou um rato." (Climério)

"Meu perfume preferido é o Porco Rabane." (Climério)

“Antes ser tutelado pelo capeta que pelos petistas. Com o diabo ainda teremos alegria e bailões. Com os enrustidos comunistas teremos censura, liberdade vigiada, perseguições e miséria. Não é assim em Cuba? Não está sendo assim na Venezuela?” (Eriatolv)

“Por que é que falam mal do meu bafo? Algum desses linguarudos já me beijou? “(Onça Joana)

Um sorriso no rosto, sempre uma graça por fazer. No bolso, contas, muitas contas.

“Devem ser bois da Arca. Em alguns restaurantes servem bifes que só Wolverine conseguiria cortar.”

“Devem ser bois da Arca. Em alguns restaurantes servem bifes que só Wolverine conseguiria cortar.”

“Não tenho arma e nem alma. Sou apenas um minúsculo bagaceira.” (Climério)

“A esperança é o alimento do espírito.” (Filosofeno)

Estar vivo e saudável. Não tem preço.

sábado, 21 de dezembro de 2013

CELSO MING-Mais riscos de inflação

CELSO MING - O Estado de S.Paulo
A inflação não está tão controlada como vem declarando o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os riscos de alta persistem.
É o que está no Relatório Trimestral de Inflação, um dos mais importantes documentos do Banco Central, que avalia todos os fatores que direta ou indiretamente têm a ver com a formação de preços. Desta vez, o Banco Central chama a atenção para a persistência de três principais riscos, não só de inflação, como, também, das expectativas dos formadores de preços em relação a ela.
O primeiro deve ser entendido como advertência ao governo. É o forte desalinhamento dos preços administrados, aqueles que dependem de autorização dos ministros para serem reajustados. Enquanto a inflação acumulada em 2013, até fim de novembro, atingiu 4,95%, os preços administrados foram corrigidos em apenas 0,9% e pedem atualização.
Fato notável é que esse discurso tromba com o do ministro Mantega. Para este, os preços dos combustíveis e da energia elétrica devem ser represados para segurar a inflação. Enquanto isso, o Banco Central afirma que esse atraso nos reajustes produz incertezas e, por tabela, inflação. Para as tarifas de energia elétrica, por exemplo, o Banco Central prevê um reajuste de 7,5% ao longo de 2014.
Outro risco tem a ver com a volatilidade nos mercados financeiros globais, provocados principalmente pelas condições precárias da economia da área do euro. Essa volatilidade tende a continuar a pressionar o câmbio interno (cotação do dólar) e, por esse canal, a aumentar em reais os preços dos produtos importados. Em contrapartida, a atividade econômica global, sobretudo nos Estados Unidos, deve melhorar e reduzir a atual tensão que toma os mercados e produz estragos na economia brasileira.
A terceira fonte de riscos para a inflação interna, aponta o Relatório, é o persistente aumento dos custos da mão de obra que, por sua vez, decorre da alta dos salários acima do aumento da produtividade da economia. Por trás desse quadro não estão apenas os aumentos mais generosos do salário mínimo, mas, também, "a margem estreita de ociosidade" do mercado de trabalho. Enfim, é o pleno-emprego concorrendo para aumento dos custos de produção e dos preços.
Denuncia, ainda, o impacto sobre a inflação produzido pelas negociações salariais, que atribuem "peso excessivo à inflação passada, em detrimento da inflação futura". Mas o Banco Central não deixa de pontuar que esses riscos tendem a se reduzir (não diz em quanto), graças a reajustes futuros mais baixos do salário mínimo e da remuneração dos funcionários públicos. Pelo que se vê, o Banco Central não levou em conta que, em ano eleitoral, governadores e governo federal tendem a ser mais pródigos com os servidores públicos.
No mais, o Banco Central avisa que o avanço econômico no período de 12 meses terminado em outubro de 2014 não deve ser superior a 2,3%. A novidade aí é que, diferentemente dos anos anteriores, em que embarcava em projeções otimistas para a atividade econômica, o Banco Central se contenta agora com número bem mais realista. Melhor assim.

“O tédio é um articulador de bobagens.” (Pócrates)

“Abestados usam o mito deus para fazer julgamentos e proferir sentenças que deverão ser cumpridas eternamente. Tenho pena desses acéfalos.” (Pócrates)

“Alguns filhos são como gordura: atacam o fígado dos seus pais.” (Pócrates)

“Na política existem dois ou mais lados, e o sempre providencial muro.” (Mim)

“Meu pinto não é católico. Ele trabalha com camisinha sem problemas.” (Mim)

“Preciso comprar um presente bem bacana para o sujeito que levou a minha mulher embora. Quem sabe um contêiner de antidepressivos?” (Climério)

RODRIGO CONSTANTINO- A DEMOCRACIA NA AMÉRICA

Em homenagem a minha passagem pelos Estados Unidos, cujo término se aproxima, e depois de um texto ranzinza sobre sua classe média, ainda que louvando suas qualidades (maiores do que os defeitos), segue uma resenha do clássico livro de Tocqueville, que merece ser lido por todos.
A democracia na América
“Democracia e socialismo não têm nada em comum além de uma palavra: igualdade; Mas note a diferença: enquanto a democracia procura a igualdade na liberdade, o socialismo procura igualdade na restrição e servidão.” (Alexis de Tocqueville)
Alexis de Tocqueville escreveu seu clássico Democracia na América buscando contribuir para a preservação da liberdade na França, durante a conturbada transição da aristocracia para a democracia. Apesar do tempo transcorrido, o livro continua atual e válido em vários aspectos.
Tocqueville reconhece a importância do caráter nacional americano para a liberdade existente no país, e dá crédito aos religiosos puritanos pela moldagem desse caráter. Ele nasceu em 1805 em Paris, numa família aristocrática que foi vítima da Revolução Francesa. Viajou para os Estados Unidos em busca de um escrutínio cuidadoso de todos os elementos da vida americana. O que ele constatou lhe marcou profundamente, e rendeu o excelente clássico.
Entre as observações que fez sobre o país, consta a extraordinária força das associações voluntárias no dia a dia da vida americana, como uma força social muito mais potente e extensiva que o Estado. Se os franceses se voltavam para o Estado, e os ingleses para a aristocracia, os americanos formavam livres associações uns com os outros quando precisavam ou demandavam alguma coisa. Assim praticavam o autogoverno. Não dependiam do governo, mas se organizavam para alcançar os próprios objetivos.
Ele concluiu que a lei da associação é a primeira lei da democracia. Ele disse: “Entre as leis que governam as sociedades humanas, há uma que parece ser mais precisa e clara do que todas as outras. Se os homens devem continuar a civilizar-se ou tornar-se civilizados, a arte de associação deve crescer e melhorar, na mesma proporção em que aumentam as condições de igualdade”. Muitos países subdesenvolvidos apresentam instabilidade política justamente por conta desse problema: a igualdade na participação política cresce muito mais rápido do que essa “arte de associação”. Tocqueville foi enfático: “A ciência da associação é a mãe da ciência; o progresso de todo o resto depende do progresso que ela realiza”.
Os americanos imaginam, segundo observou Tocqueville, que está em seu próprio interesse fazer contribuições para o bem-estar comum e o bem público. O futuro deles e de seus próprios filhos se beneficia disso. O bem público está assim associado ao próprio interesse de cada um. Não é preciso falar em altruísmo, pois a própria busca da satisfação dos interesses particulares já leva um povo mais avançado culturalmente a cuidar dos bens comuns. O americano sente que a coisa pública é sua também, é de todos.
Disso deriva a defesa de uma igualdade perante a lei. Isso diverge da postura patrimonialista predominante no mundo latino por tantos anos, onde o Estado é visto como um bem privado a ser conquistado para a Grande Família à custa do restante. Enquanto um americano gritaria para alguém tentando furar fila: “quem você pensa que é?”, dando ênfase à igualdade das leis, um brasileiro provavelmente gritaria de volta, caso fosse criticado por furar fila: “você sabe com quem está falando?”, ressaltando o peso do privilégio.
A importância que o católico Tocqueville deu ao fator religioso, especialmente o protestante, no sucesso relativo dos Estados Unidos, foi enorme. Conforme resume Michael Novak em seu The Universal Hunger for Liberty, seriam basicamente cinco aspectos mundanos da utilidade religiosa: restrição aos vícios e ganhos na paz social; idéias fixas, estáveis e gerais sobre as dinâmicas da vida; o foco na questão de igualdade perante a lei; uma nova concepção de moralidade como uma relação pessoal com Deus, e, portanto, um motivo para agir de forma correta mesmo quando ninguém está observando; e, através da elevada honra dedicada ao laço do matrimônio, uma regulação tranqüila das regras no casamento e em casa. Uma rede de confiança inspirada pela fidelidade, alimentada dentro do lar familiar e criando filhos felizes, aumentaria as chances de sucesso de um governo republicano.
Esta visão de cunho religioso se aproxima mais daquilo que os conservadores costumam defender, não necessariamente alinhado com o que os liberais pregam. Mas isso não impede que liberais reconheçam na instituição familiar um importante aliado na construção de uma sociedade de confiança, ainda que as bases para tanto não dependam necessariamente do aspecto religioso. O pensador mais famoso em fazer esta ligação causal entre religião e sucesso capitalista foi o sociólogo Max Weber, ressaltando a importância da ética protestante, particularmente a calvinista, no espírito do capitalismo. A predestinação e a conseqüente interpretação do êxito material como prova da graça divina seriam estimulantes poderosos. 
Na obra de Tocqueville a escravidão é duramente criticada. Para ele, ela desonra o trabalho, introduz ociosidade na sociedade, ignorância e orgulho, pobreza e luxúria. A distinção entre o sul e o norte dos Estados Unidos poderia ser explicada, em parte, pela influência da escravidão no sul. As bases da teoria social americana estariam presentes, segundo Tocqueville, no norte do país, cujos primeiros imigrantes pertenciam a classes prósperas no país de origem. Praticamente todos tinham recebido educação avançada, e esses imigrantes teriam levado junto boa dose de ordem e moralidade.
Mas, acima de tudo, o espírito de empreendedorismo era a marca registrada deles, em contraste com os demais imigrantes. Não haviam abandonado o país de origem por necessidade ou à força, e deixaram para trás posições sociais invejáveis. Estavam em busca de satisfação intelectual, do triunfo de uma idéia, da liberdade. Não aceitavam a perseguição religiosa da terra natal de forma alguma. Este berço faria toda a diferença depois, na fase adulta da nação.
“Eu penso que não existe um país no mundo onde, em proporção a população, existe tão poucas pessoas ignorantes como na América”, escreveu Tocqueville. A educação primária estava ao alcance de todos. A maioria dos ricos começou como pobres lá, prosperando por conta própria. Era a terra das oportunidades. Na juventude, eram homens ocupados com o trabalho, portanto. Enquanto tinham gosto para os estudos mais profundos, não tinham tempo, e quando conseguissem o tempo, teriam perdido o gosto. Na América, certo nível comum de conhecimento foi estabelecido, o qual todas as mentes alcançavam.
Em outras palavras, surgia uma enorme classe média. O elemento aristocrático, por outro lado, sempre fraco desde o começo, foi praticamente destruído, sem ter praticamente influência alguma no curso dos acontecimentos. Entende-se então um dos motivos pelos quais alguns europeus, especialmente franceses, alimentaram ressentimento pelo país. Insistem que se trata de um povo de “bárbaros”, pois no fundo não suportam a idéia de que o título hereditário de nobreza não vale mais nada lá. Ainda hoje é possível verificar resquícios disso, pela animosidade que gera o fato de o homem mais rico do mundo ser apenas certo Bill, que abandonou a universidade para empreender.
Com todas as suas imperfeições – muitas inclusive agravadas desde então, o fato é que a construção dos Estados Unidos tem muito a ensinar para o mundo. Analisar as raízes do sucesso americano, observando o que pode ser replicável mundo afora, separando as idiossincrasias dos valores universais, é trabalho que agrega muito valor na busca da liberdade e do progresso. Alexis de Tocqueville deu um pontapé inicial nesse esforço. O resultado foi um excelente estudo que ainda serve como base para muitas conclusões importantes. Entre elas, destaca-se a livre associação entre indivíduos, independente do mecanismo estatal. 

RODRIGO CONSTANTINO- Igualdade, valor e mérito



Muitas pessoas defendem o socialismo por não aceitarem que pessoas egoístas ou brutas, sem nobres intenções ou refinamento, possam se dar tão melhor que outras, imbuídas de compaixão pelo próximo (ao menos nos discursos), no sistema capitalista. Passam, então, a pregar a igualdade.
Talvez a inveja esteja por trás disso, como tenho mostrado em uma série de artigos. Talvez seja a ignorância acerca das diferenças entre valor e mérito. Talvez uma mistura das duas coisas.
Com isso em mente, segue um texto que escrevi como resenha de um capítulo de um dos melhores livros de Hayek, um dos maiores defensores do liberalismo. Claro, nem preciso dizer que recomendo a leitura do livro na íntegra. Por enquanto, segue o aquecimento:
Igualdade, valor e mérito
“Eu não tenho nenhum respeito pela paixão pela igualdade, que me parece meramente uma idealização da inveja.” (Oliver Wendell Holmes, Jr.)
No seu brilhante livro The Constitution of Liberty, Hayek trata da distinção entre valor e mérito naquele que é um dos melhores capítulos da obra. Para Hayek, o único tipo de igualdade que podemos buscar sem destruir a liberdade é aquela perante as regras gerais, perante as leis. A igualdade de resultados é totalmente incompatível com a liberdade. Está na essência dessa demanda por igualdade perante a lei, que pessoas devem ser tratadas da mesma forma ainda que sejam diferentes.
Existem, já no nascimento de um bebê, infinitas características que irão contribuir para seu crescimento. Se as diferenças entre os indivíduos não importam, então a liberdade também não é importante. As habilidades, a genética, as paixões e ambições, enfim, várias características serão diferentes caso a caso. A igualdade perante a lei que a liberdade exige levará, portanto, a uma desigualdade material.
A demanda por uma igualdade de resultados costuma partir daqueles que gostariam de impor à sociedade um padrão preconcebido de distribuição. A coerção necessária para realizar essa suposta “justiça” seria fatal para a liberdade da sociedade. O ponto de largada de cada um nunca será igual. A herança genética já é diferente. Em seguida, o ambiente familiar, o tipo de educação dos pais, os círculos de amizade, enfim, inúmeras características terão influência na formação do indivíduo, sendo impossível determinar quanto de cada uma é responsável por suas escolhas.
Para Hayek, quando se busca o motivador pelas demandas de igualdade nos resultados, ignorando que as pessoas são diferentes, encontra-se a inveja que o sucesso de alguns provoca nesses não tão bem sucedidos. E a inveja, segundo John Stuart Mill, é “a mais anti-social e maligna de todas as paixões”.
Em um sistema livre, não é possível nem desejável que as recompensas materiais sejam correspondentes àquilo que o homem reconhece como mérito. O mérito em questão está ligado ao aspecto moral da ação e não ao valor alcançado por ela. Se os talentos de um homem são extremamente comuns, dificilmente terá elevado valor financeiro, e não há muito que se possa fazer quanto a isso. O valor que as capacidades de alguém ou seus serviços têm para a sociedade não possui muita relação com aquilo que chamamos de mérito moral.
O mérito é um esforço subjetivo, enquanto esse valor financeiro em questão é objetivamente mensurável. Um esforço em produzir algo pode ter bastante mérito, mas ser um fiasco em resultado, enquanto um resultado valoroso pode ser atingido por acidente. Podemos julgar com algum grau de confiança apenas o valor do resultado, não das intenções ou dos esforços. Em resumo, o mesmo prêmio vai para aqueles que produzirem o mesmo resultado, independente do esforço. Quem não concorda deve se questionar se aceitaria pagar mais por uma pizza somente porque o entregador veio andando, e não de moto.  
Muitas pessoas, principalmente intelectuais, costumam confundir valor e mérito. No dicionário Michaelis, valor contém inúmeras definições, mas duas em especial nos interessam. Uma diz que valor é o “caráter dos seres pelo qual são mais ou menos desejados ou estimados por uma pessoa ou grupo”. Esse conceito não é o do nosso interesse, e justamente por causa dessa definição muitos fazem confusão. O valor que estaremos utilizando aqui é a “apreciação feita pelo indivíduo da importância de um bem, com base na utilidade e limitação relativa da riqueza, e levando em conta a possibilidade de sua troca por quantidade maior ou menor de outros bens”. Em resumo, é o conceito de valor financeiro. Já mérito estará diretamente atrelado ao esforço do indivíduo.
É curioso notar que são os igualitários que brigam pela igualdade financeira, sendo, portanto, os mais materialistas. Afinal, o valor ligado à estima do caráter não depende da conta bancária. Independente do fato de um jogador de futebol ser mais rico que um médico que salva vidas, pode-se continuar estimando mais o segundo. Há mais que dinheiro na vida. Só não é correto reduzir na marra a diferença entre suas riquezas, ainda mais usando o pretexto da “justiça social”.
Foi a própria sociedade que livremente decidiu avaliar o jogador com mais generosidade que o médico, dado as restrições de oferta e demanda. O jogador não tem culpa de ter um talento mais raro e demandado, e usar a coerção estatal para tentar equalizar os ganhos é a garantia da destruição da liberdade. Hayek deixa claro que considera o princípio da justiça distributiva oposto a uma sociedade livre.
Pode-se falar, no máximo, em melhores condições para os mais necessitados, ou em uma rede de proteção básica. Mas é importante notar que até mesmo a igualdade de condições é contrária à liberdade. Já ao nascimento as pessoas largam de condições diferentes, através da genética, educação familiar, rede de amizades etc. Falar em igualdade de condições seria o mesmo que proibir a existência de Harvard. Seria nivelar pelo pior. A plena igualdade de condições exigiria que todos nascessem no mesmo berço. Seria como quebrar as pernas de quem pode correr mais somente porque um dos corredores está numa cadeira de rodas. Seria preciso acabar com a herança, e nem isso seria suficiente. Até mesmo a igualdade de condições, como fica claro, é incompatível com a liberdade.
Deixo a conclusão com o próprio autor: “Em outras palavras, devemos olhar para os resultados, não para intenções ou motivos, e podemos permitir que aja com base no seu próprio conhecimento apenas se também permitirmos que mantenha aquilo que os demais estão dispostos a pagar-lhe pelos seus serviços, independentemente do que se possa achar sobre a propriedade da remuneração do ponto de vista do mérito moral que o indivíduo possui ou da estima que temos por ele enquanto pessoa”. 

ASSIM SÃO OS PETISTAS

Flagrada descumprindo lei de trânsito, Dilma se desculpa

Presidente foi fotografada carregando o neto de 3 anos no colo, no banco de trás do carro – infração considerada gravíssima na legislação brasileira

Dilma carrega o neto no colo, no banco de trás do carro
Dilma carrega o neto no colo, no banco de trás do carro (Ricardo Duarte / Ag. RBS / Folhapress)
A presidente Dilma Rousseff foi fotografada na tarde desta sexta-feira cometendo uma infração considerada gravíssima na legislação de trânsito brasileira. Em Porto Alegre para participar da inauguração de uma rodovia, Dilma foi flagrada carregando no colo o neto Gabriel, de três anos, no banco de trás do carro.

Leia mais: Cadeirinha no carro salva uma criança por semana no país

Em vigência desde 2010, a chamada "lei da cadeirinha" determina que crianças de 1 a 4 anos sejam transportadas em um equipamento especial de segurança. A pena para o descumprimento da norma é a perda de sete pontos na carteira, multa de 191,54 reais e a retenção do automóvel até a instalação da cadeirinha.

Horas depois do flagrante, a presidente usou o Twitter para se desculpar pela infração. "Estive hoje na casa da minha filha e, de lá, levei meu neto à casa do avô, que fica no mesmo bairro. Meu neto foi abraçado comigo no banco de trás. Foi um erro. A legislação de trânsito é clara: criança tem que andar na cadeirinha. Peço desculpas pelo erro", escreveu Dilma.
VEJA

AUGUSTO NUNES- Que Bolsa Família, que nada: nenhum programa assistencial deu tão certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada

Que Bolsa Família, que nada: nenhum programa assistencial deu tão certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada, informa o balanço do projeto concebido em 2003 para garantir um bom salário mensal a todo brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. O sucesso foi tão extraordinário que, passados 11 anos, o petista desempregado sumiu. Ou é uma espécie extinta ou se tornou invisível. Faz tempo que busco em vão enxergar remanescentes da tribo. Não conheço nenhum. Nem sei de alguém que conheça.
A filiação ao PT dispensa o companheiro do aflitivo garimpo de vagas no mercado de trabalho. O emprego vem junto com a carteirinha de filiado (à disposição dos interessados por módicos R$3,50). Basta a exibição do documento para que o portador dê um jeito na vida e um fim nas inquietações financeiras. Sem concursos, exames ou avaliações de qualquer gênero, porque o currículo dos novos servidores da nação é irrelevante. Sejam gênios da raça ou cretinos fundamentais, doutores de verdade ou doutoras dilmas, primeiros da classe ou ignorantes sem cura, há sempre lugar para mais alguns no mamute estatal.
Eles mordem o dinheiro dos pagadores de impostos no Planalto, no Congresso, no Judiciário, nos ministérios, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica, na Petrobras, no pré-sal, na empresa que promete parir um trem-bala, nas agências reguladoras, nas administrações estaduais, nas prefeituras, nas ONGs exploradas por comparsas, nos blogs estatizados, nos Correios, nos aeroportos, no Ibama, no Incra ─ os roedores dos cofres públicos estão por toda parte. Nem o mais remoto cafundó do Estado-patrâo escapou do aparelhamento indecente, repulsivo, criminoso.
O IBGE acaba de informar que, em novembro, os desempregados na Grande São Paulo somavam cerca de 1 milhão. É provável que muitos votem no PT. Mas não existe nessa imensidão de brasileiros um único e escasso petista de carteirinha. É compreensível que a hipótese da derrota de Dilma Rousseff em outubro de 2014 tire o sono, o que resta de pudor e o pouco juízo dos ineptos assombrados pela demissão. Perder a eleição é muito ruim. Perder o salário é um pesadelo, principalmente quando não se tem para onde ir.
Como Lula em 2006 e a atual presidente em 2010, Dilma não vai apenas liderar uma campanha eleitoral. Vai sobretudo comandar uma guerra contra o desemprego no PT. É mais que uma batalha eleitoral. É uma luta pela sobrevivência.

DAS ANTIGAS

Em 1932 o jovem Nelson Rodrigues foi trabalhar da distribuidora de filmes que representava a RKO, Ponce & Irmão. Seu trabalho era criar anúncios para os filmes. Para Dr. Topaze, com John Barrymore e Myrna Loy, ele criou o slogan “Um filme só para inteligentes.” Não deu certo, pois com isso afastou da bilheteria os burros, que ficaram com medo de não entender o filme.

“Venho de uma família de nobres, mas infelizmente decaímos. Hoje temos que comer até mesmo comunistas, petistas e outras porcariazinhas.” (Will Verme, o verme anticomunista)

“Bom dia humano! Espero comer você um dia!” (Will Verme)

“Ao contrário do meu dono sou um cão civilizado. Não faço merda em lugares públicos,”(Bilu Cão)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

“Minha mãe ficou fã de Elvis depois que comeu um turista que usava uma camiseta estampada com a foto dele. Faz tempo.” (Leão Bob)

“Quem só vê o rabo dos outros é macaco com torcicolo.” (Pócrates)

“Nossa família jamais gostou de fogo. É uma questão de sobrevivência.” (Will Verme)

“Se como diz o dito popular ‘vamos começar pelo começo’, que todos os conterrâneos aprendam a escrever e a ler com a devida qualidade para que os nossos pastos sejam destinados apenas aos bovinos e outros quadrúpedes deste maravilhoso país.” (Mim)

MADAME TÂNIA

Madame Tânia
Migrou da Albânia
Numa crise momentânea
Trouxe consigo os filhos
Fiodor e Melânia
Para montar uma casa
Da mais pura infâmia
Mas quando surgiram os lucros
Houve cizânia
Entre Fiodor e Melânia
Madame Tânia aborrecida
Voltou à Albânia.

“Juventude e tesão juntos pisoteiam o juízo.” (Climério)

“Tivesse eu frequentado escolas cínicas poderia ter sido um santo.” (Climério)

“Sábio é o homem que sabe engolir palavras.” (Filosofeno)

“Ainda bem que a burrice não é eterna. Estou salvo.” (Pócrates)

“Pedro, o que vem a ser Ménage à trois?” (Deus)

“Pedro, por favor, me compre uns tampões. Não suporto mais ouvir orações e lamúrias.” (Deus)

“Suponhamos que o inferno seja algo real. Como o diabo fará para dar conta de tantos advogados?” (Eriatlov)

“Gostaria de ser um adúltero sem culpa.” (Climério)

"Melhor que não ter o rabo preso é não ter rabo." (Mim)

“Um homem sem vícios é um homem perigoso. Larguei da bebida, do jogo e também parei de fumar. Se largar das putas corro o risco de me tornar mau.” (Climério)

A MÚMIA

Uma múmia foi encontrada no Egito. Os arqueólogos não conseguiram determinar a sua origem. Então um assessor cubano ofereceu sua ajuda. A múmia foi entregue à embaixada cubana. Em duas horas, o assessor apareceu e disse: "Seu nome era Amenkhotep 23."
"Como é que vocês descobriram?"
"Ele confessou.”

VAIDADES

Somos insignificantes para o universo
Um nada no todo
Mas diante de alguns valores da sociedade humana
Alguns seres se embriagam na fonte da vaidade
E vão construindo pela vida castelos de areia
Que se desmancham com o sopro da morte.

DUELOS VIOLENTOS- Freddy versus Jason/ Predador versus Alien/ só falta agora Brack Blocs versus Torcidas Organizadas.

“Tenho pena dos meus donos. Digo para mim: é melhor ter uma leva de pulgas do que ter certos vizinhos.” (Bilu Cão)

“Os vagabundos querem sempre a mesa pronta. Os calos são para os outros.” (Mim)

RODRIGO CONSTANTINO- A fábrica da inveja

Mais um texto para a série “a inveja como causa do socialismo”, dessa vez com base no excelente livro de Ayn Rand:
A fábrica da inveja
A lei moral de que o justo é tirar de cada um de acordo com sua habilidade e dar para cada um de acordo com sua necessidade corrompeu milhões de corações ao longo dos anos, e ainda o faz. No entanto, nada poderia ser mais imoral, injusto e ineficaz que este conceito. A novelista Ayn Rand fez um dos melhores retratos das conseqüências dessa máxima colocada em prática, no seu livro Atlas Shrugged, assim como expôs com perfeição os reais motivadores de seus defensores.
Na ficção, infelizmente nada distante da realidade de muitos, uma fábrica de motores decidiu votar um plano onde todos os funcionários iriam trabalhar de acordo com suas habilidades, mas o pagamento seria de acordo com as necessidades. Falaram que o plano objetivava um nobre ideal de justiça. Era chegada a hora de acabar com a ganância individual, com a busca pelo lucro, com a competição selvagem. Todos os trabalhadores seriam uma grande família, e o bem coletivo seria colocado à frente dos interesses particulares.
Um ex-operário relata como o plano funcionou. Tente colocar água num tanque onde há um duto no fundo drenando o líquido mais rápido do que você é capaz de enchê-lo, e quanto mais você joga água dentro, maior fica o duto. Quanto mais você trabalha, mais é demandado de você, até que suas horas trabalhadas multiplicam-se para que seu vizinho tenha sua refeição diária, a esposa dele tenha a operação necessária, sua mãe tenha a cadeira de rodas, o tio dele tenha a camiseta, o sobrinho a escola etc. Até pelo bebê que ainda não veio, por todos à sua volta, mais e mais é demandado de você, sempre em nome da “família”. A cada um pela necessidade, de cada um pela habilidade.
Foi necessário apenas uma reunião para perceberem que todos haviam se transformado em vagabundos pedindo esmolas, pois ninguém poderia reclamar um pagamento justo, não havia direitos e salários, seu trabalho não lhe pertencia, mas sim à “família”, e nada era devido em troca, sendo o único direito sobre ela a “necessidade”. Cada um tinha que demandar tudo, alegar misérias, pois suas misérias, não seu trabalho, tinham tornado-se a moeda de troca. Ninguém podia mais nada. Afinal, ninguém era pago pelo trabalho, pelo valor gerado, mas apenas de acordo com a “necessidade”. Em pouco tempo, sendo a necessidade algo subjetivo, todos passam a necessitar de tudo, e a “família” experimenta enorme crescimento de ressentimento mútuo, trapaças, mentiras. A cirurgia da mãe do vizinho passa a ser vista com desconfiança, pois seu trabalho que paga a conta. Cada nova demanda através do apelo de “necessidade” gera mais intrigas e brigas.
Bebês foram o único item de produção em alta, pois ninguém tinha que se preocupar com os custos dos cuidados de um filho, já que a conta recaía sobre a “família”. Além disso, não havia muito o que fazer, pois a diversão era vista como algo totalmente supérfluo, um dos primeiros itens a ser cortado em nome da “necessidade” de todos. A diversão passa a ser vista quase como um pecado. Um dos meios mais fáceis de se conseguir um aumento no pagamento era justamente pedir uma permissão para ter filhos ou alegar alguma doença grave.
Não há meio mais seguro de destruir um homem que forçá-lo a um mecanismo de incentivo onde seu objetivo passa a ser não fazer o seu melhor, onde sua luta é por fazer um trabalho ruim, dia após dia. Isso irá acabar com ele mais rápido que qualquer bebida ou o ócio. A acusação mais temida era a de ser mais habilidoso que o demonstrado, pois sua habilidade era como uma hipoteca que os outros tinham sobre você. Mas para que alguém iria querer ser mais habilidoso, se seus ganhos estavam limitados pela “necessidade”, e suas habilidades significariam apenas mais trabalho pesado para que outros ficassem com os benefícios?  
A explicação dos motivos que levaram tal plano a ser aprovado está na passagem em que o ex-operário diz que não havia um único homem votando que não pensasse que sob tais regras poderia avançar sobre os lucros de outros homens mais habilidosos que ele. Não havia alguém rico ou esperto o suficiente que não achasse que alguém seria mais rico ou mais esperto, e que tal plano daria a ele uma parcela de sua maior fortuna ou cérebro. O trabalhador que gostava da idéia de que sua “necessidade” lhe daria o direito a ter o carro que seu chefe tinha, esquecia que todos os vagabundos do mundo poderiam demandar aquilo que ele tinha conquistado pelo seu trabalho. Este era o verdadeiro motivo para a aprovação deste plano igualitário, mas ninguém gostava de refletir sobre o assunto, e quanto menos gostavam da idéia, mais alto gritavam sobre o amor pelo bem geral.
A fábrica continuou perdendo os melhores homens, pois os habilidosos “egoístas” fugiam como podiam para lugares onde pudessem trabalhar pelos seus próprios interesses, sem terem o fardo de sustentar os parasitas. Em pouco tempo, não havia mais nada além dos homens “necessitados”, pois não tinha um único homem de habilidade. E a fábrica teve que começar a apelar para as suas necessidades tentando não perder todos os seus clientes, pois seus produtos não mais eram competitivos ou eficientes. Mas qual o bem que faz aos passageiros de um avião um motor que falha em pleno vôo? Se o produto for comprado não pelo seu mérito, mas por causa da necessidade dos empregados da fábrica ineficiente, seria isso correto, bom ou a coisa moral a ser feita pelo dono da empresa aérea? Se um cirurgião compra um equipamento não pela sua qualidade, mas pela necessidade dos funcionários do produtor, seria isso correto com seu paciente?
No entanto, é esta a lei moral pregada por vários líderes, intelectuais e filósofos do mundo. A cada um pela necessidade, de cada um pela capacidade. A fábrica da inveja, na brilhante novela de Ayn Rand, faliu, virou uma fábrica de miséria, assim como os países socialistas que tentaram adotar a mesma máxima de vida.

RODRIGO CONSTANTINO- A máscara da inveja

Dando continuidade ao tema da inveja como causa do socialismo, segue mais um texto com base no mesmo livro de Helmut Schoeck já citado aqui.
A máscara da inveja
“A inveja é a paixão que vê com maligno desgosto a superioridade dos que realmente têm direito a toda a superioridade que possuem.” (Adam Smith)
O escritor argentino Gonzalo Otálora causou polêmica ao defender a cobrança de impostos das pessoas consideradas mais belas para compensar o “sofrimento” daqueles que supostamente foram menos favorecidos pela natureza. O escritor disse que sua iniciativa tem o objetivo de provocar um debate sobre o culto à beleza. Com um megafone, ele foi à frente da Casa Rosada reclamar os “direitos” dos feios. Esperava contar com o apoio do então presidente Kirchner, a quem classifica como “pouco atraente”. Otálora alega que os deboches sofridos na infância prejudicaram sua auto-estima e atrapalharam na conquista de melhores empregos. Em sua opinião, um dos assuntos que deveriam ser debatidos é a representação de “todos os tipos de constituição física” nos desfiles de moda. A inveja é alçada ao patamar de justiça, e a mediocridade é enaltecida enquanto o superior é condenado por suas virtudes, e não vícios.
Ainda que as demandas do argentino feioso pareçam absurdas – e são, elas no fundo representam apenas os ideais igualitários levados ao extremo de sua coerência. No fundo, um igualitário deveria pregar a igualdade plena, abolindo qualquer tipo de diferença entre os indivíduos. Aquele igualitário que prega uma distribuição de riqueza igual entre os indivíduos precisa aplaudir o apelo do argentino sob pena de ser acusado de materialista, caso não o faça. Ora, ficaria evidente demais que ele só pensa em dinheiro! Por que todos deveriam ter uma renda igual, mas rostos diferentes, podendo se destacar pela beleza num desfile? Onde estaria a igualdade? Na verdade, os igualitários, ou socialistas, pregam a igualdade das contas bancárias, assumindo involuntariamente que focam apenas nos bens materiais. Normalmente, são os primeiros a acusar os capitalistas de materialistas, mas só querem saber de dinheiro. Talvez porque demandar igualdade em outros campos tornaria o verdadeiro motivador de suas idéias aparente demais. E este motivador é conhecido: a inveja.
Na década de 1960, os igualitários ganharam força. O Partido Trabalhista inglês, de esquerda, demandava uma sociedade de iguais “absolutos”. Uma novela satírica iria explorar esta “paixão anti-social”, como dizia Mill, no campo do cotidiano. O escritor inglês L. P. Hartley era o autor, e a obra chamava-se Facial Justice, comentada no excelente livro de Helmut Schoeck sobre o tema, intitulado Envy: a Theory of Social Behaviour. Na sátira, Hartley chega à conclusão lógica através das tendências do século passado, e expressada por Schoeck no seu livro, sobre a estranha tentativa de legitimar o invejoso e sua inveja, de forma que qualquer um capaz de despertar inveja é tratado como anti-social ou criminoso. Em vez de o invejoso ter vergonha de sua inveja, é o invejado que deve desculpas por ser melhor. Há uma total inversão dos valores, explicada apenas por uma completa aniquilação do indivíduo em nome da igualdade coletivista. Os seres humanos passam a ser tratados como insetos gregários, e o indivíduo que ousa se destacar passa a ser tratado como um inimigo da “sociedade”. O rico, ainda que tenha criado sua riqueza de forma honesta através de trocas voluntárias, é execrado pelos invejosos. O sucesso individual é um pecado!
A heroína da novela de Hartley chama-se Jael, uma mulher que, desde o começo, não se conforma com a visão igualitária, recusando-se a aceitar porque pessoas mais bonitas ou inteligentes deveriam se anular como indivíduos por causa da inveja alheia. A novela se passa no futuro, depois de uma Terceira Guerra Mundial, e as pessoas eram divididas de acordo com o grau de aparência. A meta era obter uma igualdade facial, pois a igualdade material não era suficiente para acabar com a inveja: alguns sempre terão algo que os outros não têm e invejam.* Havia um Ministério da Igualdade Facial, e a extirpação dos rostos tipo Alfa, os mais belos, não bastava, pois os rostos tipo Beta ainda estavam em patamar superior aos do tipo Gama. Enquanto todos não tivessem a mesma aparência, não haveria justiça. Ninguém poderia ser desprivilegiado facialmente. Hartley combate a utopia dos igualitários, mostrando que a igualdade financeira jamais iria abolir a inveja na sociedade. Durante sua vida, ele demonstrou aversão a todas as formas de coerção estatal.
No livro Teoria da Personalidade, o psiquiatra G. J. Ballone diz: “Todas as tendências ideológicas que enfatizam a igualdade dos seres humanos, num total descaso para com as diferenças funcionais, ecoam aos ouvidos despreparados com eloqüente beleza retórica, romântica, ética e moral. Transportando tais ideais do papel para a prática, sucumbem diante de incontáveis evidências em contrário: não resistem à constatação das flagrantes e involuntárias diferenças entre os indivíduos, bem como não explicam a indomável característica humana que é a perene vocação das pessoas em querer destacar-se dos demais”. O sonho com um mundo de iguais, como se homens fossem cupins, denota um escancarado complexo de inferioridade. As diferenças agridem este indivíduo, pois ele é incapaz de aceitá-las, provavelmente por detestar ver no espelho aquilo que o diferencia dos demais. A inveja toma conta de seus sentimentos, e a destruição dessas diferenças passa a ser sua meta. Como ele não suporta as conquistas alheias, ele demanda a mediocridade geral. Os coletivistas odeiam admitir que indivíduos possam fazer a diferença. A riqueza precisa ser explicada como um fatalismo coletivista, os méritos individuais precisam ser derrubados, as escolhas individuais cedem lugar ao determinismo, tudo para anular o indivíduo enquanto indivíduo, substituindo-o pelo coletivo.
Em resumo, o que está por trás do igualitarismo é apenas a inveja mesquinha. O socialismo não passa da idealização da inveja. O foco desses igualitários costuma ser somente o material por dois aspectos: é inviável pregar de fato a igualdade facial, por exemplo; e fazê-lo iria rasgar de vez a máscara da hipocrisia que cobre seus apelos invejosos do mais “nobre” altruísmo. Mas a lamentável verdade é que igualitários não suportam as diferenças. E como os indivíduos, felizmente, são diferentes, parece evidente que existirão vários graus distintos de beleza, inteligência, altura, velocidade, talento musical e sim, também renda. Para Bill Gates ficar bilionário, ele não teve que tirar nada de ninguém. Foram os consumidores que, voluntariamente, julgaram os produtos de sua empresa valiosos, pois criavam valor para eles. Logo, não há motivo algum para que o governo meta suas garras na fortuna de Gates de forma compulsória, em nome da “igualdade”. Ele tem o direito de ser bem mais rico que os outros. Aqueles que não aceitam isso, desejando um imposto extorsivo sobre sua fortuna, podem tentar mascarar seu motivador com a desculpa que quiserem, mas isso não mudará o fato de que, por trás dessa máscara, reside somente a abominável inveja daqueles que não são capazes de admirar o sucesso alheio.     
* No filme Círculo de Fogo, que conta a história de um soldado russo que precisa enfrentar umsniper enviado pelos nazistas especialmente para matá-lo, isso fica bem evidente quando um companheiro político, interpretado por Joseph Fiennes, acaba traindo Vasily Zaitsev, o soldado russo interpretado por Jude Law. Sua constatação, quando realiza sua traição, expressa a essência da mensagem. Ele descobre que sempre haverá algo no vizinho que desejamos, mas não possuímos, independente da igualdade material. No caso do filme, trata-se do amor de uma mulher, disputada por ambos. A inveja é uma característica da pessoa, não fruto das desigualdades em si, que sempre existirão.     

RODRIGO CONSTANTINO- Disney é muito melhor do que Foucault

Como muitos já sabem, vim para Miami participar de um evento do Liberty Fund. Aproveitei para esticar alguns dias em Miami, para umas comprinhas básicas de Natal, já que não sou rico para pagar o triplo do preço pelos mesmos produtos no Brasil. Agora, estiquei um pouco mais para levar a filha novamente na Disney e na Universal (deve haver um lugar no céu reservado aos incríveis pais que fazem isso duas vezes em um só ano!).
Pois bem: sempre que venho aos Estados Unidos fico com a mesma impressão: trata-se de um país classe média. O que mais chama a atenção aqui é isso: todos parecem de classe média, à exceção de alguns realmente ricos e alguns pobres. Mas cuidado! O “pobre” aqui normalmente é classe média alta no Brasil. Tem carro, casa própria (ou quase), e leva uma vida considerada bastante digna para nossos padrões.
Classe média, como diz o nome, tem um “quê” de medíocre. Quando se fala de Miami, então, isso é mais claro ainda. E quando falamos de Orlando, vixe! Um dia em um parque desses é suficiente para eu quase compreender uma Marilena Chauí da vida. Ok, forcei muito a barra. Mas já faço meu ponto.
As músicas irritantes, especialmente perto do Natal, aqueles desfiles (“parades”) chatérrimos, e aqueles típicos americanos meio “bocós” e idiotizados de um lado pro outro, entre uma massa de brasileiros. Tenho uma tese: o clima nesses parques imbeciliza até pessoas normais. Algo no ar deve atrofiar o cérebro um pouco. Vi na Universal hoje vários adultos com capas de Harry Porter, e pior!, andando em tal estilo que pareciam se sentir o mágico em pessoa.
Sei que estou sendo ranzinza, que a fantasia é a alma do negócio por aqui, que tudo isso faz parte do show. Mas sei lá, umas duas montanhas-russas, alguns brinquedos com tecnologia de ponta (como o “Homem-Aranha”), que te transportam para um mundo à parte, e minha paciência já está no limite. É algo estético, como diria Pondé.
Ainda assim, como defendo isso tudo aqui! Se a vida é dura ou mesmo sem sentido, e se nem todos vão buscar em Caravaggio, Beethoven ou Dostoievsky um refúgio refinado, um leitmotivpara a existência, que ao menos possam se divertir em parques de primeiro mundo chegando em seus carros modernos e baratos!
Aluguei um simples Toyota Corolla que não custa nem US$ 15 mil aqui, menos da metade do que custa no Brasil. Peguei uma estrada maravilhosa de Miami para Orlando. O profissionalismo dos funcionários da Universal e da Disney é impressionante. Tudo funciona conforme o esperado. A gente até engole o lado brega disso tudo…
Marilena Chauí pensa que a classe média é “fascista”. Os Estados Unidos são o país classe média por excelência. Não há fascismo algum aqui. O país tem a mesma constituição desde sua fundação, há mais de dois séculos. Sobreviveu com poucas emendas a Roosevelt, Jimmy Carter e até Obama. E tem demente que prefere Cuba?
Minha reflexão foi nesse sentido: mesmo aceitando a premissa de que o típico americano é meio abobalhado e brega, como preferir Foucault, Derrida e aquela turminha marxista da Escola de Frankfurt? Esses “intelectuais” podem vomitar de horror com a “alienação” dessa classe média, mas mil vezes melhor isso do que qualquer alternativa proposta por esses embusteiros metidos à besta!
Não precisei voltar aqui para constatar essa obviedade; apenas serviu para refrescar minha memória: Disney é muito melhor do que Foucault. Em todos os sentidos.
Agora preciso de férias das “férias”, de preferência relaxando longe de tumultos, e lendo um bom livro…

“Não quero que o PT acabe, apenas que crie vergonha.” (Mim)

“Se possuir alguns pelos na face fosse sinal de respeito e responsabilidade com certeza eles não nasceriam na bunda.” (Mim)

Certa vez o Lula foi chamado de Deus por Marta Suplicy. Se Lula é Deus supomos que Jesus Cristo seja o Zé Dirceu? Ou não?

“Já fui doméstica. Sei que não é nada fácil aturar madame sem cultura. Elas confundem Poder Paralelo com Padre Marcelo e pensam que Voltaire foi um escritor português que foi à guerra pra ‘voltaire’.” (Eulália)

“Crise mesmo é quando casca de banana é sobremesa.” (Mim)

“Como demorei em me encontrar! Quase não me reconheci!” (Mim)

Cachorro de padre também se perde em procissão?

“Minha perereca, minha vida. Foi ela que enfeitiçou o meu humano sustentáculo.” (Eulália)

“Ando tomando sopa de pedra para não vender os meus princípios.” (Limão)

UMA MULTIDÃO: Assim fica feio: Diploma universitário na parede e falando ‘a nível de Brasil’?

“Tive mãe, mas fui adotado por uma vaca.” (Climério)

Perguntar não é ofensa: Dá para confiar mesmo nessa gente colocada nos chamados ‘cargos de confiança’?

LOUCURA

Vivemos dentro sociedade uma tempestade de
Drogas
Pressa
Trânsito maluco
Desamor
Interesses
Crueldade
Corrupção
Desconfiança
Stress
Depressão
O melhor a fazer é desligar o motor do mundo
E criar o seu próprio modo de viver.

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