quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Obama é prefeito em Maricá?

Rodrigo Constantino

Deu no GLOBO: O exército de Quaquá: prefeito de Maricá contrata segurança privada por R$ 2,1 milhões

Quanto vale a segurança pessoal de um prefeito? No caso de Maricá, cidade da Região Metropolitana do Rio com 134 mil habitantes, a proteção do chefe do Executivo, Washington Quaquá (PT), custa R$ 2,1 milhões por ano, apesar de a Polícia Militar ter como dever garantir a proteção dele — que só anda de carro blindado — e de toda a população do município. O dinheiro público banca a despesa de um grupo de 24 homens armados durante 24 horas por dia. Por mês, o município desembolsa cerca de R$ 173 mil para evitar que Quaquá seja vítima de qualquer ataque. O serviço se estende ao vice-prefeito, professor Marcos Ribeiro, também do PT, que tem direito à metade desse contingente.

Os pagamentos são feitos à Guepardo Vigilância e Segurança Empresarial Ltda., empresa com sede em Niterói, também na Região Metropolitana. O prazo do contrato, publicado em 2 de maio deste ano no Diário Oficial do município, é de um ano e 17 dias. O termo firmado entre a prefeitura e a empresa prevê a “prestação de segurança pessoal privada armada no desenvolvimento de atividades de segurança de pessoas para atendimento das autoridades”.

Haja risco de vida para justificar um aparato tão grande de seguranças! Não será culpado quem pensar que é o próprio Barack Obama o prefeito de Maricá. Ou, então, podemos aderir a uma tese diferente: muitos petistas, apesar do discurso popular (populista?), quando chegam ao poder aderem ao estilo nababesco de vida dos típicos milionários, sendo que jogam a conta para ombros alheios.

E quem poderia acusá-los de não ter um "bom" exemplo em cima, no topo da hierarquia do partido? Alguém lembra que o metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva, assim que eleito, usou carro oficial exclusivo em desfile para a sua cadela? Alguém lembra dos tecidos egípcios comprados para forrar os cômodos do Palácio? Alguém lembra de familiares do ex-presidente usando aviões da FAB por diversão?

O "argumento" usado por Quaquá para contratar mais de 130 "cumpanheiros" para cargos de confiança é que ele é contra o "estado mínimo". Percebe-se! Os petistas, pelo visto, apreciam um "estado máximo" para caber todos os seus camaradas. E quem paga a conta dessa farra toda? Ora bolas, nós, os defensores do estado mínimo.

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