quarta-feira, 24 de julho de 2013

RUI FALCÃO DIZ QUE DILMA ESTÁ FIRME E FORTE. ALIADOS QUE SE PREPAREM, por Pedro Luiz Rodrigues

Dilma parece fraca, demonstra fraqueza, mas segundo o presidente do PT não é nada disso, é tudo ilusão de ótica. Ela está firme e forte, e será a candidata à reeleição, pelo partido, em 2014.
O presidente do PT, o deputado estadual por São Paulo (e ex-jornalista- foi do Jornal da Tarde e editor da revista de negócios Exame-) Rui Falcão, parece sinceramente convencido de que a Presidente Dilma Rousseff não é mais a mesma. Não só teria mudado, mas mudado de forma súbita e radical: saiu do casulo, da espécie de aparelho em que se manteve no Palácio do Planalto nos primeiros dois anos e meio de seu governo para, pronto, com um toque de pirlim-pim-pim, transformar-se em modelo de sensibilidade política, captando as emanações das ruas e avenidas, abrindo-se à sociedade, à base aliada e ao PT.

Para Falcão não paira dúvida, Dilma será a candidata do partido no ano que vem.

É importante conhecer a percepção de Rui Falcão, mesmo que ela colida frontalmente com a de outros excelsos dirigentes da agremiação, que dizem que tentam, mas não conseguem perceber a Presidente em meio a um processo de metamorfose. Para esses petistas graduados, a líder máxima tem personalidade firme. Possui idéias claras sobre como as coisas devem ser conduzidas  e delas não se afastará. Também não gosta dos que a confrontam com ideias novas e continua a não apreciar o envolvimento com políticos, com suas manhas e perenes futricas, com sua lógica tortuosa.

O que está em jogo é o esfarelamento do PT.
Rui Falcão tem a obrigação de cuidar do futuro do partido. Não lhe importa se a presidente não compareceu à reunião do diretório do Partido, no sábado, para captar as emanações dos colegas de partido. Não pode deixar o prestígio da Presidente continuar seguindo na atual trilha de esfarelamento, pois em última instância quem vai se enfraquecendo é o próprio PT, cercado de aliados gulosos, doidos para abocanhar o que lhes surja pelo caminho.
Cabral, escanteado
O Rio de Janeiro é um caso relevante para Falcão. Aponta a situação do governador Sérgio Cabral – do PMDB, um suposto aliado – envolvido em trapalhadas, tendo se tornado alvo principal das constantes manifestações de rua (dizem, falta prova cabal, que por trás de alguns excessos  nas ruas estaria o dedo de Anthony Garotinho).  Essa situação é percebida como um convite ao lançamento da candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao governo estadual no ano que vem. Se o atual vice governador pemedebista Pezão tiver qualquer pretensão, que seja a de continuar vice-governador.
No caso de São Paulo, parece mesmo que vai dar Padilha.
O presidente do PT acha que em São Paulo não vai ter erro. O diretório estadual vai se reunir em Bauru na segunda semana de agosto e o candidato forte é o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Este tem andado um pouco nas sombras, uma vez que a ideia de importar médicos não teve em Sâo Paulo a mesma receptividade exibida em Roraima ou Rondônia. Por via das dúvidas, o Ministro, segundo informou O Globo há alguns dias, já cuidou de transferir seu título eleitoral de Santarém (no Pará, onde o rio Tapajós conflui com o Amazonas) para São Paulo.
Em todo esse cenário, Eduardo Campos é o que mais aterroriza o PT.
O interessante nessa história toda é que a birra do PT não parece se dirigir contra o adversário natural, o PSDB, mas contra os aliados PMDB e PSB. Com o PSB, então, a posição já é abertamente adversarial. O PT está simplesmente de olho em todos os seis estados governados por pesebistas, inclusive em Pernambuco, do presidenciável Eduardo Campos.
Em hipótese alguma o PT vai aceitar conversa de companheiro com um forasteiro, no caso o pernambucano Campos, que pretenda desbancar Dilma.
A promessa é de luta ferrenha, de troca de chumbo grosso.
Diário do Poder

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