segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PEDRO LUIZ RODRIGUES- MÁ CONDUÇÃO DA POLÍTICA ENFRAQUECE O PLANALTO, O PT E AMEAÇA BASE ALIADA



Os dirigentes do PT andam ariscos ultimamente, por perceberem que o partido está sendo empurrado para fora da zona de conforto em que há dez anos se refastelou. Pior, sentem que não há muito o que possam fazer para reverter essa situação.

Desde que Lula retirou-se da Presidência, há dois anos e meio, o PT passou a perder direção. Os inequívocos sinais de comando e liderança que antes emanavam do Palácio do Planalto, deram lugar a uma berraria inconsistente. A própria base parlamentar do partido passou a sentir-se alijada do processo político.

Hoje, a eventual derrota da presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem deixou, aos olhos dos petistas, de ser considerada uma hipótese absurda. Com o desabamento do prestígio presidencial junto à opinião pública, não só o PT se preocupa, mas também os aliados começam a rever suas posições.

O PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Cassab, esclarece que seu compromisso é com Dilma e não com o PT. Em bom politiquês, isso quer dizer que se a Presidente não for candidata, ou se se mostrar raquítica nas pesquisas de opinião, adeus apoio! Comentando o quadro, Raquel Ulhoa, do Valor, entende que para o PSD o mais natural seria o apoio a Serra, caso ele viesse a entrar na disputa, “como admitem até pessedistas que não gostam dele”.

O PSB vai também, aos poucos, se afastando dos petistas. O presidente do partido, o governador de Pernambuco Eduardo Campos já colocou suas cartas na mesa: é pré-candidato. Poderá desistir de sua candidatura se Lula apresentar a dele. Mas apoiar Dilma, nem pensar, está fora de sua cogitação.

A fragilidade do PT e da Presidência é percebida com clareza quando se examina a base de apoio parlamentar do Governo no Congresso. Hoje o Palácio sabe que perdeu a maioria no Senado, e que só pode com o apoio irrestrito de 37 dos 81 Senadores. Na Câmara, possivelmente 220 deputados estarão com Dilma para o que der e vier.

Um bom teste para o prestígio da Presidente será a tramitação do novo Código de Mineração. O Executivo passou oito anos estudou a matéria e pediu urgência constitucional ao Congresso.

O relator da matéria, do próprio PT, acha a matéria importante demais para ser tratada assim de supetão.

Quer mais tempo.

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