terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dilma, um governo vazio e medíocre, por Jorge Oliveira

Vitória – Com exceção das privatizações – que os petistas insistem em chamar de concessões – o governo da Dilma chega ao seu terceiro ano na estaca zero. Não se conhece uma obra com a sua digital. A economia está em frangalhos, as obras de infraestrutura do PAC paralisadas, a inflação indomável, a violência se alastra e o crack destrói uma geração inteira, apesar da Dilma prometer na campanha de 2010 que iria combater a epidemia dessa droga no país. Três anos depois, nada mudou. O governo não move uma palha para impedir que os bolivianos abasteçam o país com todo tipo de entorpecente. As fronteiras estão escancaradas, porque o governo do PT entendeu que Evo Morales – que acumula as funções de presidente da Bolívia e a da Associação dos Cocaleiros – é um grande amigo do Brasil, mesmo depois de desapropriar a Petrobrás e ameaçar cortar o gás que abastece a maioria das indústrias paulistas.

O Brasil nunca esteve tão exposto as oscilações econômicas externas e a bagunça interna. Não existe comando nem liderança no país. Mais de 70% dos ministérios já sofreram intervenção da Polícia Federal que, invariavelmente, deixa os gabinetes com alguém algemado ou com provas irrefutáveis da corrupção. A bandidagem bateu às portas do Ministério da Fazenda e comprometeu dois altos funcionários do Guido Mantega com recebimento de propinas. As previsões do ministro são furadas, o PIB não se confirma e a produção industrial cai. Para piorar, a máquina do estado inchou e a folha de pagamento deu um pulo de 75 para 212 bilhões de reais nos últimos dez anos.

Na política externa, a presidente hostiliza os Estados Unidos, acusando o país de arapongagem, mas não consegue responder a espionagem da ABIN contra embaixadas em Brasília. Num lance propagandístico, ela vai aos EUA e evita falar com Barack Obama, principal parceiro econômico do Brasil, mas se permite uma audiência pública com Bill Clinton, um dos maiores lobistas do mundo, agora no Brasil para embolsar uma fortuna como intermediário de negócios.

A promiscuidade bate em todas as portas. Dentro do gabinete da Ministra Gleise Holfmann, a Polícia Federal arranca de lá um pedófilo, acusado de abuso sexual de dezenas de crianças, cabo eleitoral, protegido dela. A poucos metros do seu gabinete, outra ministra, Ideli Salvatti, é acusada de usar helicóptero para fins eleitorais em Santa Catarina enquanto pessoas acidentadas nas estradas morriam por falta de socorro médico. Quando esteve à frente do Ministério da Pesca, essa mesma ministra envolveu-se no escândalo da compra de lanchas hoje sucateadas. Outro ministro, Fernando Pimentel, foi acusado de receber milhões da Federação da Indústria de Minas Gerais sem comprovar que prestou os serviços.

Na Esplanada, a Polícia Federal invade o Ministério do Trabalho e encontra ali uma quadrilha que surrupiou mais de 200 milhões de reais. Algema vários funcionários, mas deixa solto o chefe da quadrilha, o ex-ministro Carlos Lupi, que continua dando as cartas no MT e no partido. No governo da Dilma nada é feito mais às escuras. A corrupção é visível porque falta comando, o governo, sem pulso, não impede as falcatruas. A própria presidente usa o expediente de mandar os corruptos para a Comissão de Ética, onde os notáveis normalmente os absolvem.

O governo vive dentro de uma ratoeira, onde os ratos se alimentam fartamente do queijo sem que a ratoeira dispare. Apenas uma vez ela capturou um deles. Para não ficar sangrando, o deputado Roberto Jeferson entregou a quadrilha da qual participava. Só assim, o Brasil conheceu os malfeitores da república, ladrões do dinheiro público. O resultado da deduragem do parlamentar petebista culminou com a prisão de vários mensaleiros. O Brasil precisa de mais Jéfersons arrependidos. Se isso ocorrer, dificilmente escapará um rato do braço mecânico da ratoeira para contar o final da história.

Da série Coisas do Brasil.
Diário do Poder

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