segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Mil e uma utilidades. Coluna Carlos Brickmann

O inquérito suíço sobre a Alstom e os documentos fornecidos pela Siemens sobre irregularidades nas concorrências para o Metrô e os trens urbanos de São Paulo devem ser aprofundados, e logo. Não se pode esquecer que o inquérito da Suíça foi ignorado no Brasil por cinco anos, e que os pedidos suíços de colaboração ficaram engavetados, oficialmente "por engano", no Ministério Público Federal. Houve propina para dirigentes tucanos, desde o Governo Mário Covas, como informa um ex-diretor da Siemens? Quem recebeu, quem pagou, quem acobertou? Quais os cúmplices da ladroeira que elevou o preço de obras vitais?

A investigação tem de ser feita - mas, até que termine, há mil e uma coisas que podem acontecer rapidamente. Por exemplo, com base no inquérito suíço e nos documentos fornecidos pela multinacional alemã, parece haver motivos suficientes para afastar Alstom e Siemens, de imediato, de novas licitações; para promover auditorias independentes, afastadas de Governos, nos contratos de que participam; e para afastar de seus cargos oficiais, provisoriamente, as autoridades acusadas de receber propinas. Não se trata de prejulgamento; apenas, como o presidente Itamar Franco fez com seu amigo e ministro Henrique Hargreaves, de evitar qualquer suspeita de abuso de poder no inquérito. Comprovada a falsidade das acusações, retornariam a seus cargos, vitoriosas, como o fez Hargreaves.

O escândalo se iniciou no Governo Covas. Quem eram as autoridades encarregadas de evitar irregularidades nos contratos oficiais? Serão responsabilizadas?

Detalhando a denúncia

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer diz que propinas foram pagas em todos os Governos tucanos paulistas - Covas, Alckmin, Serra - e reforçaram o Caixa 2 de campanha do PSDB e de seu maior aliado, o DEM. As acusações, pela primeira vez, deixam de atingir apenas o segundo escalão e chegam a secretários de Estado e dirigentes de partidos aliados ao PSDB paulista.

E citam ainda multinacionais como Bombardier e Caterpillar, além de Siemens e Alstom.

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