terça-feira, 26 de novembro de 2013

PEDRO LUIZ RODRIGUES- PT APRENDEU NA CARNE QUE SOCIEDADE ESTÁ FARTA DE CORRUPÇÃO

O PT vai fazer barulho, estrilar e se esgoelar na abertura de seu 5º Congresso (12 a 14 de dezembro, em Brasília), em favor de seus ex-líderes, hoje em cumprimento de penas no sistema penitenciário. Mas no fundo, no fundo, sabem todos, no partido e fora dele, que os mensaleiros, são hoje cartas fora do baralho. O PT, como o Governo, não dão um passo sem ter em mãos pesquisas sobre a reação da sociedade sobre os mais diversos temas. Sabem, partido e governo, muito bem, quais são as áreas críticas: segurança, saúde, educação e corrupção. A projeção que adquiriu o Presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa, ao longo do julgamento do mensalão trouxe, às grandes massas, uma satisfação muito particular: a de que os ricos e poderosos também podem passar temporadas atrás das grades.

Para a maior parte de nosso bondoso povo, não emerge da constatação um sentimento negativo, de vingança ou de ódio social. Ao contrário, nele começa a se construir a percepção da cidadania, de que todos somos, ou deveríamos ser, iguais perante a lei. Na festa de Brasília, o que vai acontecer é um grande teatro. Serão renovados os protestos contra as ‘arbitrariedads’ na execução das sentenças. Os dirigentes do partido vão promover um desagravo a Dirceu, a José Genoíno e a Delúbio Soares. Mas as lideranças do partido sabem que precisam ter muito cuidado, para não deixar que os gestos de simpatia aos ex-líderes sejam confundidos como de apoio às desonestidades praticadas. Da Presidente Dilma não os mensaleiros não esperavam, nem receberam (nem vão receber)qualquer afago ou palavra de carinho.

Afinal, foi a partir do vigoroso combate aos corruptos na administração pública que Dilma construiu sua imagem de líder corajosa e implacável com os incompetentes, os trapalhões e os desonestos. O próprio Lula, no começo, fez-se de desentendido. Dele – a cujo projeto de governo as trapalhadas mensaleiras tanto ajudaram, conforme consta nos autos – os políticos presos esperavam uma mal estendida, um gesto de apoio, uma palavrinha de reconhecimento. Para que isso acontecesse, foi preciso que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, criticasse o ex-presidente pela forma como vinha se comportando. Esse comportamento, na percepção do ex-ministro, poderia produzir reflexos negativos importantes na imagem do PT, capazes até de prejudicar a campanha eleitoral de 2014.

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