sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

JORGE OLIVEIRA- AIRBAG: O VOTO OU A VIDA

Brasília – Mantega apareceu meio abobalhado no Jornal Nacional para tentar explicar o inexplicável: o adiamento da obrigatoriedade dos airbags nos carros fabricados no Brasil. Atendia, constrangido, aos apelos petistas, os office-boys da indústria automobilística, mesmo que a decisão provoque mortes e lesões em milhares de pessoas todos os anos. O adiamento da instalação dos airbags e dos freios ABS nos carros é uma medida tão leviana que pode levar Guido Mantega a responsabilidade criminal pelos acidentes com vítimas.

Sem autonomia no ministério, desgastado pelas previsões fantasiosas, responsável pelo pior PIB (Produto Interno Bruto) do G-20 em 2012, com o ministério envolvido em escândalo de corrupção, Guido Mantega virou marionete, um ministro de papel, descartável e desacreditado no mundo econômico. Ao aparecer na televisão para anunciar a morte de milhares de brasileiros por falta de segurança nos carros, Mantega atendia aos apelos populistas e demagogos de Lula e da Dilma que pretendem manter os preços dos carros a qualquer custo. O ex e a sombra do ex querem com isso manter o poder do partido com a reeleição da presidente em 2014. Troca-se, portanto, uma vida por um voto.

O incentivo a compra de carros a pretexto de manter os empregos na indústria automobilística foi uma política irresponsável do governo petista. Pretendia-se com isso evitar o tsunami da crise na Europa. A ordem era: incentivar o consumo com financiamento barato e a longo prazo para carros e eletrodomésticos com o governo se penalizando com a redução do IPI. Mantinha-se assim o consumo vivo, os empregos e o crescimento industrial. O que se viu depois foi um desastre. Sem planejamento, o país parou. O PIB de 0,5% foi o pior dos últimos dez anos, a inflação  galopa, as obras do PAC estão paralisadas, os juros voltaram a casa dos dois dígitos, a inadimplência das pessoas físicas chega a 1 trilhão de reais e a economia está em frangalhos. Os petistas, de verdade, não sabem planejar nem governar. Preferem o improviso, quando não estão ocupados em depenar os cofres públicos.

De 2002 até hoje os acidentes de trânsito cresceram 64%. Atualmente, morrem ou ficam mutilados nas estradas e nas ruas das cidades mais de 60 mil pessoas. O custo dessa tragédia é muito alto e sai do bolso do contribuinte. São gastos bilhões de reais com a saúde; a maioria dos leitos dos hospitais estão ocupados por vítimas de acidentes de carro e de motos; os hospitais são poucos para atender a tragédia; as cidades estão entupidas de carros; consomem-se mais combustíveis  a um custo altíssimo da produção de petróleo; derrubam-se prédios (até os históricos) para o lucrativo mercado de estacionamentos; e as cidades viraram um verdadeiro quebra-cabeça de viadutos e elevados construídos a preços exorbitantes, porque boa parte da grana vai para a caixinha da corrupção.

Como se pode ver, a irresponsabilidade de Guido Mantega não se restringe apenas ao adiamento de dotar os carros de segurança, a consequência desse ato eleitoreiro é mais grave do que se imagina. O governo do PT, para se manter no poder, negocia até a vida do brasileiro. Beneficia a indústria do carro e esquece de fazer uma política voltada para as pessoas, a quem as cidades deveriam beneficiar com mais transporte público eficiente, áreas de lazer e bem estar social.

Guido Mantega, que não apita mais nada no governo, ainda tem chance de deixar o governo antes do desastre total da economia. Se não fizer isso a tempo, está sujeito depois a disputar vaga de síndico. E perder.

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