sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

RODRIGO CONSTANTINO- Disney é muito melhor do que Foucault

Como muitos já sabem, vim para Miami participar de um evento do Liberty Fund. Aproveitei para esticar alguns dias em Miami, para umas comprinhas básicas de Natal, já que não sou rico para pagar o triplo do preço pelos mesmos produtos no Brasil. Agora, estiquei um pouco mais para levar a filha novamente na Disney e na Universal (deve haver um lugar no céu reservado aos incríveis pais que fazem isso duas vezes em um só ano!).
Pois bem: sempre que venho aos Estados Unidos fico com a mesma impressão: trata-se de um país classe média. O que mais chama a atenção aqui é isso: todos parecem de classe média, à exceção de alguns realmente ricos e alguns pobres. Mas cuidado! O “pobre” aqui normalmente é classe média alta no Brasil. Tem carro, casa própria (ou quase), e leva uma vida considerada bastante digna para nossos padrões.
Classe média, como diz o nome, tem um “quê” de medíocre. Quando se fala de Miami, então, isso é mais claro ainda. E quando falamos de Orlando, vixe! Um dia em um parque desses é suficiente para eu quase compreender uma Marilena Chauí da vida. Ok, forcei muito a barra. Mas já faço meu ponto.
As músicas irritantes, especialmente perto do Natal, aqueles desfiles (“parades”) chatérrimos, e aqueles típicos americanos meio “bocós” e idiotizados de um lado pro outro, entre uma massa de brasileiros. Tenho uma tese: o clima nesses parques imbeciliza até pessoas normais. Algo no ar deve atrofiar o cérebro um pouco. Vi na Universal hoje vários adultos com capas de Harry Porter, e pior!, andando em tal estilo que pareciam se sentir o mágico em pessoa.
Sei que estou sendo ranzinza, que a fantasia é a alma do negócio por aqui, que tudo isso faz parte do show. Mas sei lá, umas duas montanhas-russas, alguns brinquedos com tecnologia de ponta (como o “Homem-Aranha”), que te transportam para um mundo à parte, e minha paciência já está no limite. É algo estético, como diria Pondé.
Ainda assim, como defendo isso tudo aqui! Se a vida é dura ou mesmo sem sentido, e se nem todos vão buscar em Caravaggio, Beethoven ou Dostoievsky um refúgio refinado, um leitmotivpara a existência, que ao menos possam se divertir em parques de primeiro mundo chegando em seus carros modernos e baratos!
Aluguei um simples Toyota Corolla que não custa nem US$ 15 mil aqui, menos da metade do que custa no Brasil. Peguei uma estrada maravilhosa de Miami para Orlando. O profissionalismo dos funcionários da Universal e da Disney é impressionante. Tudo funciona conforme o esperado. A gente até engole o lado brega disso tudo…
Marilena Chauí pensa que a classe média é “fascista”. Os Estados Unidos são o país classe média por excelência. Não há fascismo algum aqui. O país tem a mesma constituição desde sua fundação, há mais de dois séculos. Sobreviveu com poucas emendas a Roosevelt, Jimmy Carter e até Obama. E tem demente que prefere Cuba?
Minha reflexão foi nesse sentido: mesmo aceitando a premissa de que o típico americano é meio abobalhado e brega, como preferir Foucault, Derrida e aquela turminha marxista da Escola de Frankfurt? Esses “intelectuais” podem vomitar de horror com a “alienação” dessa classe média, mas mil vezes melhor isso do que qualquer alternativa proposta por esses embusteiros metidos à besta!
Não precisei voltar aqui para constatar essa obviedade; apenas serviu para refrescar minha memória: Disney é muito melhor do que Foucault. Em todos os sentidos.
Agora preciso de férias das “férias”, de preferência relaxando longe de tumultos, e lendo um bom livro…

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