quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

RODRIGO CONSTANTINO- João Paulo Cunha se compara a Mandela. Que tal 27 anos de cadeia?

Como vocês sabem, estou em Miami para um evento do Liberty Fund, com pouco tempo para acompanhar as notícias brasileiras. Mas isso não quer dizer que vou relaxar e deixar passar em branco as barbaridades de nossos colegas. Soube que o mensaleiro João Paulo Cunha se comparou ao Mandela. Confirma isso, produção?
Se fez isso mesmo, então poderia começar ficando 27 anos na cadeia, para as similaridades aumentarem um pouco. E depois poderia sair rejeitando seu passado de luta, reconhecendo seus erros, e pregando a união de todos (ok, isso é mais mito do que o que Mandela efetivamente fez, mas vale para nosso caso aqui).
Que me diz disso, Cunha? Sinceramente, usar o cadáver ainda fresco de Mandela dessa forma tão descarada é mesmo algo que só um petista faria, não acham? O que ele quis dizer com isso? Que o governo atual é tão nefasto quanto o apartheid era? Mas… não é um governo do próprio PT, há mais de 10 anos? Com quase todos os ministros do STF apontados pelo próprio partido? Que confusão!
Até quando o PT vai insistir que o mensalão foi uma farsa, que o julgamento foi político e coisas do tipo? Isso pega muito mal, é muito feio. Até para os padrões petistas. Cumpram as penas estabelecidas pelo STF com um pouco mais de dignidade, mensaleiros! Reconhecer os erros do passado é algo importante.
Mandela soube fazer isso, e se tivesse seguido na mesma toada que o levou para a prisão, certamente não gozaria dessa estima toda hoje. Aprendam alguma coisa com o líder africano, em vez de usarem seu nome de forma deturpada e oportunista. É o mínimo que se espera de vocês…

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.