domingo, 15 de dezembro de 2013

Rodrigo Constantino- O marxismo e o Papa Francisco

O Papa Francisco se defendeu de acusações feitas por conservadores, como Rush Limbaugh, que o acusaram de marxista, ou de defender ideias marxistas. Ele disse não ser marxista, mas alegou não se sentir ofendido com a acusação, pois conheceu muitos marxistas que eram boas pessoas, apesar de equivocados ideologicamente.
Ao contrário do Papa Francisco, confesso não conhecer marxistas que são boas pessoas. Conheço muitos esquerdistas que são boas pessoas, com belas intenções. Mas marxistas mesmo, daqueles mais caricatos, não. São todos claramente invejosos e odientos. Mas talvez seja minha amostragem limitada…
Como disse o embaixador Meira Penna, porém, “Os marxistas inteligentes são patifes; os marxistas honestos são burros; e os inteligentes e honestos nunca são marxistas”. Com isso concordo totalmente. Se alguém me tomasse por um marxista, como ocorreu com o papa, eu ficaria bastante ofendido sim. Afinal, desconheço um que seja honesto e inteligente.
O atual papa vem da ordem dos jesuítas, tradicionalmente mais ligados aos progressistas. Em outro documento semana passada, o papa disse que salários enormes e bônus eram sinstomas de uma economia baseada na ganância e pediu que as nações diminuíssem a desigualdade econômica. Esse tipo de mensagem é alimento para as esquerdas e, quando não é fruto da simples inveja, é resultado do desconhecimento econômico.
O grande problema de parte da Igreja e das esquerdas é que odeiam os ricos mais do que amam os pobres. Encaram, ainda, a economia como um jogo de soma zero, onde Pedro, para ficar rico, precisa tirar de José. Nada mais falso. Os altos salários de alguns executivos e os bônus meritocráticos não representam um problema em si, assim como a desigualdade material tampouco deveria ser o foco de tanta atenção.
Muito mais importante é saber se os ganhos são derivados da meritocracia no livre mercado ou de conexões com o governo, no capitalismo de estado condenável. E todos deveriam lutar para reduzir o nível absoluto de miséria, em vez de só olhar para a distância entre ricos e pobres. A fortuna de Bill Gates não fez ninguém mais pobre, e não deve ser condenada.
Não sou católico praticante (fui batizado), mas tenho simpatia por este papa atual. Considero preocupante, portanto, suas declarações que servem de pretexto para o avanço socialista. É bom que o papa deixe claro não ser um marxista. Mas falta mais convicção na negativa. Eu, ao contrário de Francisco, sentir-me-ia muito ofendido de ser confundido com um marxista…

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