quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

RODRIGO CONSTANTINO- Presidente cubano, Míriam?

Míriam Leitão cita indiretamente um artigo meu uma vez mais, aquele sobre o “outro lado” de Mandela dessa vez. Ela elogia a “sinfonia de sua vida”, independentemente de uma ou outra nota fora do tom. Uma ou outra nota fora do tom?
Bom, abraçar o terrorismo e o comunismo não é exatamente “uma nota” fora do tom. São erros abomináveis, e responsáveis, no primeiro caso, por sua prisão por 27 anos. Ele não foi preso por acaso, ou só por condenar o nefasto apartheid, pois muitos condenaram, até abertamente, e não foram parar na prisão por quase 3 décadas.
Mas Míriam, esquerda caviar até a medula, deixa claro que isso não é nem mesmo um problema para ela. Atentados terroristas em locais com civis inocentes é legítimo para combater uma injustiça? Há quem pense que não – meu caso, e há quem ache que sim, pegar em armas e usar inocentes como alvos é aceitável se a causa for boa.
A colunista se entrega mesmo é quando usa o termo PRESIDENTE para definir o DITADOR cubano. Presidente, Míriam? Agora Cuba é o que, uma república democrática, por acaso? Com a mesmíssima quantidade de candidatos e eleitos? Com um tirano que repassa o comando de sua ilha para o irmão, como quem transfere SUA propriedade particular ao herdeiro?
Eu tenho essa mania chata de chamar as coisas pelos seus nomes, e a esquerda não suporta isso. Raúl Castro não é presidente, Míriam. É um ditador, um cruel ditador, com as mãos sujas de muito sangue inocente. Aceite os fatos como eles são. Você pode até continuar admirando a “sinfonia”, com “uma ou outra nota” fora do tom. Só não precisa apelar tanto, como se aquele imenso desafino fosse, na verdade, uma das partes belas da música…

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