terça-feira, 13 de agosto de 2013

"EL COMA ANDANTE" completa 87 anos, por Rodrigo Constantino

Fidel Castro completa 87 anos de vida hoje. É tempo demais espalhando desgraça, destruindo vidas, prejudicando inocentes. Segue minha singela homenagem a este grande crápula assassino, ainda adorado pelos idiotas úteis da esquerda. Trata-se de um artigo publicado no GLOBO em outubro de 2012:
Castrolândia
Michael Moore, Jack Nicholson, Oliver Stone, Steven Spielberg, Francis Coppola, Robert Redford, Danny Glover e Sean Penn: o que todos eles têm em comum, além da fama e da fortuna? São bajuladores da mais longa, cruel e assassina ditadura do continente.
Cuba ainda desperta fortes emoções em muito inocente útil mundo afora. Por isso devemos celebrar o lançamento, pela Leya, do livro Fidel: O tirano mais amado do mundo, de Humberto Fontova.
Exilado em Miami, Fontova é também autor de O Verdadeiro Che Guevara. Não deve ser fácil ver os gringos tratando como heróis esses que dizimaram e escravizaram seus familiares, transformando sua nação em um feudo miserável.
A reverência ao meio século de totalitarismo cubano mostra que alardear boas intenções vale mais do que atos concretos. A retórica “altruísta” dos revolucionários serve como salvo-conduto para todo tipo de crime comum. Em nome da utopia socialista, vale tudo. Os “nobres” fins justificam os meios mais nefastos.
Muitos falam dos “avanços sociais” na saúde e na educação. Como se isso, mesmo que fosse verdade (não é), absolvesse todos os crimes hediondos do ditador adulado por Hollywood.
Cuba não era um prostíbulo americano antes de 1959. Era um país com ampla classe média, com o terceiro maior consumo de proteína no hemisfério ocidental, a segunda renda per capita da América Latina (maior que a Áustria e o Japão), e a taxa de mortalidade infantil mais baixa da região.
Sua taxa de alfabetização já era de 80% em 1957, e o mais importante: os cubanos tinham cerca de 60 opções de jornais diários para escolher. Compare-se a isso a realidade hoje, com um único jornal, monopólio estatal, que reproduz somente aquilo que o ditador deseja. Nas salas de aula, os alunos “aprendem” sobre as maravilhas do socialismo, e depois precisam enfrentar a realidade infernal da ilha-presídio. Educação?
Em 1958, Cuba tinha nove cassinos, e apenas 5% do capital investido no país eram americanos. Se muitos turistas buscavam diversão na ilha, vários cubanos também viajavam para Miami. Hoje, milhares de cubanos estão dispostos a nadar no meio de tubarões para tentar a liberdade nos Estados Unidos, tudo para fugir do “paraíso” socialista onde “nenhuma criança dorme na rua”.
Para piorar o quadro, Havana recentemente passou Bangcoc como “capital do sexo infantil no mundo”. Possui ainda as maiores taxas de suicídio e aborto da região, fruto da miséria e do desespero. Isso apesar dos mais de US$ 100 bilhões de subsídios que a antiga União Soviética mandou para Fidel. Chávez assumiu a mesada, mas fica tudo concentrado na “nomenklatura” escolhida pelo Líder Máximo.
Há também uma segregação racial na ilha, com 80% dos presos sendo negros, contra menos de 1% da cúpula do poder. Homossexuais são perseguidos. Os “progressistas” da esquerda caviar não suportariam viver um dia sequer em A Ilha do Doutor Castro (outra leitura recomendada). Cuba virou importante rota de tráfico de drogas, com claros sinais de envolvimento do governo, assim como um quintal para terroristas antiamericanos.
Raúl Castro escreveu em 1960: “Meu sonho é jogar três bombas atômicas em Nova York”. Seu irmão chegou a arquitetar planos para efetivamente lançar bombas na cidade, que felizmente fracassaram.
Fidel, retratado como humanitário pelos idiotas, já demonstrava sua paixão pela violência desde jovem. Em seu livro Cuba sem Fidel, Brian Latell diz: “Já com 20 anos de idade, Fidel considerava a prática de assassinatos e a provocação de situações caóticas meios justificáveis e aceitáveis para ver materializados seus interesses pessoais”.
Mas eis que o tirano ainda conquista corações ingênuos por aí. Alguns podem alegar que a Guerra Fria acabou, que o socialismo morreu, e que digo o óbvio. Nelson Rodrigues sabia que “somente os profetas enxergam o óbvio”.
O leitor duvida? Então por que ainda temos partidos que pregam o socialismo, enaltecendo o regime cubano, como faz o PSOL de Chico Alencar e Marcelo Freixo? Por que nossa presidente chama Cuba de “país-irmão” na ONU, criticando o embargo americano (parece que ser “explorado” pelos ianques é algo bom, afinal), mas é incapaz de fazer uma crítica ao regime ditatorial dos Castro?
Não se engane. A esquerda carnívora ainda vive, e tem em Fidel um guru. Aguardem o dia de sua morte para ver a patética comoção. Daí a importância do livro de Fontova, um antídoto para essa doença que ainda encontra terreno fértil abaixo da linha do Equador, com a ajuda dos nossos “intelectuais” e dos famosos de Hollywood.

RS- Cumpra a lei de responsabilidade fiscal, governador

Erico Valduga


Sem exagero, é crime contra a sociedade riograndense o crescente desvio dos recursos de todos para beneficiar uns e custear a máquina de pouco retorno


É tentativa de tapar o sol com a peneira, se não uma mistificação rasteira, a afirmação de que a dívida com a União atrasa o Rio Grande do Sul. Não será a negociação sobre a redução de juros (6% para 4%) e mudança de indexador (IPCA em vez de IGP-DI), nem a improvável diminuição de 13% para 8% no limite de receita comprometida, que resolverá o grave problema da falta de investimentos do governo estadual nos serviços públicos de sua responsabilidade, em especial saúde, educação, segurança e transporte. Não o será por dois motivos elementares, que até militontos entendem. Primeiro, não há indicativo seguro que o refazimento dos termos do negócio, que foi bom em 1998, terá a concordância do credor; segundo, se tiver, representa um ganho de mais ou menos R$ 500 milhões anuais. Quase o que é devido aos municípios em obras da Consulta Popular que o Executivo não executa, e muito menos do que o governador Tarso Genro gastou na máquina pública desde a sua posse, em janeiro de 2011.

Comparem, prezados leitores, o valor a ser economizado com o Orçamento de 2013, que estima receitas e despesas de R$ 45 bilhões. Quase um risco n’água, perto dos 79% (percentual do mês passado) comprometidos com o pagamento do funcionalismo ativo e inativo. Esta irresponsabilidade não é de agora, é verdade, mas o rombo nos cofres públicos foi agravado no atual governo. E nem tentativa de correção há, como a de Dona Yeda, com o “déficit zero”. A propósito (ZH de ontem), o dr.Tarso afirmou que o Estado “vai continuar no vermelho; do contrário, para”. Não se pode parar o que está parado, e no que está parado inclua-se o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000, que determina o que deve ser feito quando a despesa com pessoal passar de 60% da receita corrente líquida. O excedente começará a ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes à constatação, com a redução de despesas com cargos em comissão e de confiança em pelo menos 20% (extinção ou redução de salário).



PEDRO LUIZ RODRIGUES- NA ARGENTINA, ELEIÇÕES PROGNOSTICAM FIM DA ERA KIRCHNER

Cristina Kirchner, a presidente da Argentina, cujas práticas e métodos no exercício do poder em muito se assemelham aos do populismo messiânico do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, acaba de ser advertida pelas urnas de que seu estilo de governar e o mau desempenho da economia do país são motivo de crescente desagrado do eleitor argentino.

Os resultados das eleições de ontem representaram um choque para a Presidente Kirchner.

Mas ontem à noite, La Presidenta, fez o que tinha de fazer. Comemorou. Embora as forças oposicionistas tivessem conquistado 70,8% da preferência dos eleitores (nas eleições legislativas primárias e obrigatórias), Cristina reagiu publicamente com entusiasmo diante dos 29,1% dos votos, obtidos por sua FPV (Frente para a Vitória), que continua a ser, individualmente, o principal agrupamento político argentino.

Mas com esses resultados, sua expectativa de formar uma maioria no Congresso que permita a mudança da Constituição para possibilitar uma nova reeleição sua, fica fortemente abalada.

As eleições primárias de ontem tiveram por objetivo eleger os candidatos que, no próximo 27de outubro, irão disputar o pleito para renovar metade dos assentos da Câmara dos Deputados e um trço do Senado. Mas, antes que tudo, foram percebidas como um teste do prestígio tanto de Cristina – que se envolveu ativamente na campanha – quanto dos líderes opositores e eventuais candidatos presidenciais para 2015.

A oposição, fracionada, também comemorou. Os sociais-democratas e seus aliados progressistas, encabeçados pela União Cívica Radical (a UCR, à qual pertenceu o ex-presidente Raúl Alfonsín) conquistaram expressivos 23,6% dos votos. O peronismo dissidente, divididíssimo, ficou com 21,6% e a Proposta Republicana, conservadora, com 7,8%.

Dado relevante foi a expressiva vitória da oposição nos cinco principais colégios eleitorais do país: a província de Buenos Aires ( cerca de 40% da população e dos eleitores), Córdoba, Santa Fé, Buenos Aires (capital) e Mendoza. Cristina perdeu também em Santa Cruz (reduto eleitoral dos Kirchner), La Rioja e Chubut.

Ainda que a frente liderada pelo alfonsinismo tenha sido, na oposição, a que apresentou melhor resultado, o grande vitorioso foi o jovem prefeito de Tigre, Sérgio Massa, líder da Frente Renovadora (peronismo dissidente) vencedor na Província de Buenos Aires com vantagem de mais de cinco pontos percentuais.

Com os resultados de ontem, ficou mais difícil para Cristina Kirchner concretizar seu objetivo de, em outubro, conseguir formar maioria de dois terços na Câmara e no Senado que, como já observamos, abriria o caminho para a mudança constitucional que permitiria que disputasse uma segunda reeleição em 2015.

Os 28,2% de votação obtidos ontem representam pouco mais da metade dos 54% que La Presidenta obteve para reeleger-se em 2011.

O Papa e o respeito impossível, por Janer Cristaldo

O papa Francisco expressou neste domingo, durante a tradicional reza do Ângelus, seu desejo de que os cristãos e os muçulmanos se comprometam a promover o "respeito mútuo", sobretudo através da educação dos mais jovens.

Os antigos papas não lembraram que o dogma aprisiona os papas futuros, e os atuais papas esquecem que estão presos a dogmas antigos. Que respeito mútuo pode existir entre católicos e muçulmanos, quando para os católicos todo muçulmano está condenado ao fogo do inferno?

Extra ecclesia nulla sallus. Fora da Igreja não há salvação. Este é um dos dogmas da Igreja, definido pela primeira vez no Concílio de Latrão (1215) e mais tarde pelo Concílio de Florença: 

"A Santíssima Igreja Romana crê, professa e prega firmemente que ninguém que não esteja dentro da Igreja Católica - não apenas pagãos, mas também judeus, heréticos e cismáticos - jamais poderá tornar-se partícipe da vida eterna, mas que será votado ao fogo eterno, "que foi preparado para o demônio e seus anjos" (Mt 25, 41), a não ser que, antes da morte, se una a ela; e que tão importante é a unidade deste Corpo Eclesiástico, que apenas aqueles que permanecem dentro desta unidade podem lucrar dos sacramentos da Igreja para a salvação, e que apenas eles poderão receber recompensa eterna por seus jejuns, suas esmolas, e outros trabalhos de piedade cristã e deveres de soldado cristão. Ninguém, não importa quão grandes e numerosas sejam suas esmolas, ninguém, ainda que verta seu sangue em nome de Cristo, poderá ser salvo se não permanecer no seio e na unidade da Igreja Católica."

Diga-se de passagem, do inferno não escapavam nem crianças inocentes. A rigor, nem os que haviam nascido antes da instituição do batismo. Para resolver o impasse, a Igreja criou primeiro o limbus patrum, para onde vão os justos, como Abraão e Moisés, que viveram antes do Cristo. Segundo, o limbus parvulorum ou limbus infantium, onde ficam os bebês mortos sem batismo. Como carregam a culpa do pecado original mas não cometeram pecados pessoais, não podem ser premiados com o céu nem castigados com o inferno. 

O limbo nunca constituiu dogma, era apenas uma posição doutrinária do catolicismo. Ocorre que os papas, a cada vez que tentam espanar a poeira dos séculos do carro da Igreja, criam mais perguntas que respostas. A emenda saiu pior do que o soneto.

Verdade que teólogos mais moderninhos pretendem que a salvação não está presa entre as paredes da Igreja, pois existem em algumas igrejas elementos de salvação. Entretanto, “não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiseram nela entrar ou nela perseverar”(Lumem gentium 14).

Quer dizer, fica o dito pelo não dito. Há uns sete ou oito anos, alertei meus leitores para uma notícia de vital importância para o gênero humano. Em dezembro de 2005, os teólogos do Vaticano se preparavam para recomendar ao papa Bento XVI o fim da idéia de limbo, o lugar para o qual iam, segundo as crenças católicas, as almas das crianças que morreram sem serem batizadas. Conforme a proposta, essas crianças iriam direto ao paraíso graças à "infinita misericórdia de Deus".

Segundo a doutrina do pecado original - comentei então - todo ser humano nasce com folha corrida. Sem batismo, nada de paraíso. Santo Agostinho considerava que os bebês não batizados iam direto ao inferno, embora tenha ressalvado que seu sofrimento seria de alguma forma mitigado. O Concílio de Cartago, do ano 418, negou a estes bebês a felicidade eterna. A Comissão Teológica Internacional (CTI) - colegiado composto de uma trintena de teólogos católicos - recomendava então abolir a noção de limbo de todo o ensino do catecismo católico. Já em outubro de 2004, Sua Santidade o papa João Paulo II considerava o tema de máxima importância e pedira à CTI que elaborasse "uma maneira mais coerente e ilustrada" de descrever, dentro da ortodoxia católica, o destino dos bebês mortos em inocência.

Se para a Igreja até uma criança nasce culpada, que tolerância se pode esperar para adultos de outra religião? Não seria necessário alegar o dogma do “extra ecclesia”. Um deus que se pretende único significa que todos os demais deuses são falsos. Coerente era o velho Jeová, que mandava destruir os altares de outros deuses e queimar suas imagens esculpidas. Um católico só pode considerar Alá uma contrafação. Como então pedir respeito aos muçulmanos? 

Muito menos os muçulmanos podem respeitar os católicos. Não está escrito no Corão sobre os infiéis: "Matai-os onde quer que os encontreis" (sura 2:191)? Ou sura 4:91: "...capturai-os e matai-os, onde quer que os acheis, porque sobre isto vos concedemos autoridade absoluta".

Coerente com o Livro, a Igreja de Roma, ao longo de seu percurso, destruiu não poucos templos de outros deuses. Em 391, uma multidão de cristãos, guiados por Santo Atanásio e Santo Teófilo, pôs abaixo o templo e a enorme estátua de Serapis, em Alexandria, duas obras-primas da antiguidade. Em 412, Santo Cirilo, doutor da Igreja, à frente duma multidão de cristãos, incendiou as sinagogas da cidade e fez fugir os judeus. 

Verdade que a Igreja, com o tempo, deixou de queimar sinagogas. Passou a queimar judeus. Sempre de Bíblia em punho. Quanto aos muçulmanos, até hoje estão massacrando os cristãos. Há três anos, na Nigéria, os fiéis a Alá chacinaram mais de 500 cristãos. Sempre em nome do Corão.

Nem a Igreja nem o Islã renunciam a seus livros sagrados. Soa então a suma hipocrisia do Sumo Pontífice fazer apelos ao respeito mútuo. Se o papa quer respeito mútuo, primeiro tem de queimar a Bíblia e depois fazer tábula rasa de seus dogmas.

Mas aí a Igreja não seria mais a Igreja. Ainda este ano, quando a imprensa via perspectivas de revolução na Igreja com a eleição do argentino, eu afirmava que revolução mesmo, só quando um papa afirmar ex-catedra:

“Isso de céu, inferno e purgatório são cantigas para ninar pardais. Se a vida de muitos irmãos já é um inferno aqui na terra, para que condená-los a mais um depois da morte? Céu? Depois do Galileu, não há planeta para abrigá-lo. Purgatório foi apenas um achado, em época em que a Igreja andava mal das pernas, para juntar alguns trocados para a obra divina. Tudo o mais é negociável. E antes que me esqueça: Deus não existe”. 

Como papa algum jamais dirá isto...

O gigante sonolento, por Rodrigo Constantino

Não faz nem dois meses, e a euforia nas redes sociais era enorme: o gigante finalmente tinha acordado! A quantidade de gente que celebrava com emoção de torcida de futebol em final do campeonato era assustadora. De nada adiantava tentar levar um pouco de cautela, fazer alertas, pregar o ceticismo.
Confesso que dá até um pouco de preguiça ser mais cético em um país como o Brasil, afeito a soluções mágicas e utópicas. O mesmo povo que votou na reeleição de Lula logo depois do mensalão, que depois elegeu seu “poste” acreditando que se tratava de uma incrível gestora e “faxineira ética”, do nada despertava para a realidade? Só por aqui mesmo…
Mas quem ousava apontar isso era espinafrado pelas redes sociais: “Como ousa ser um preguiçoso pessimista que não tira a bunda da cadeira?”, eles bradavam com letras garrafais no Facebook. Então era assim: se você tinha passado os últimos dez anos de sua vida se dedicando dia e noite para expor os escândalos do governo, apontar os erros de rumo da economia, derrubar cada mito inventado pelo marqueteiro petista, você não passava de um preguiçoso acomodado, tudo porque não saía às ruas com uma bandeira verde e amarela para protestar, sabe-se lá exatamente contra o que.
Já muitos que até o dia anterior só queriam saber das novelas e de seu time de futebol, de repente viravam grandes patriotas que combatiam o Mal e construíam um “novo mundo”, onde tudo seria diferente. Estudar para que, se basta surfar a onda em uma “micareta política” para posar no “Face” como soldado das boas causas?
Peço perdão pelo tom de “eu avisei”, mas garanto que não há ressentimento de minha parte por ter apanhado tanto dos “neopatriotas”. O importante é aprender com os erros. Por isso falo do assunto agora, quando a ficha de muitos parece já ter caído. Se não usarem a experiência para tirar lições úteis, então vão insistir no erro na próxima ocasião que surgir, quando a psicologia das massas contagiar a multidão novamente.
Não se constrói uma democracia sólida da noite para o dia, com jovens nas ruas. Mas poucos mantiveram a sobriedade diante daquela euforia. Meu vizinho virtual Reinaldo Azevedo foi um deles, assim como Guilherme Fiuza. Ambos também sofreram duros ataques nas redes sociais, até mesmo dos alinhados ideológica e politicamente. Era o “fogo amigo”, de gente que se deixou levar pelas emoções, encantando-se com o suposto despertar do gigante.
Eu até cheguei a explicar os motivos pelos quais, com o passar do tempo, as manifestações tendiam a virar monopólio da esquerda. Quem pode bancar a “profissão” de revolucionário? A Mídia Ninja pode, pois conta com verba estatal. Os anarquistas do Black Bloc também, pois muitos são desocupados. Mas o cidadão médio, correto, trabalhador? Piada…
E eis que até o principal argumento utilitarista, daqueles que cederam ao slogan típico da esquerda, de que os fins justificam os meios, também corre o risco de ir por água abaixo. Sim, a presidente Dilma sofreu enorme queda de popularidade. Mas já ensaia uma recuperação, sem falar que o ex-presidente Lula venceria as eleições no primeiro turno! Gigante acordado? Só se for um gigante chinês.
Então, quantos daqueles ultra-empolgados em junho com as manifestações, alegando que o gigante finalmente acordara e que aquela gente toda nas ruas iria mudar finalmente o país para melhor, ainda insistem naquele exacerbado otimismo infantil?
É hora do gigante realmente acordar, e compreender que o processo do desenvolvimento, econômico e político, não pode pular etapas impunemente. Vamos acordar para a realidade e deixar as utopias bobinhas de lado?

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

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