segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Graças à altivez do diplomata Eduardo Saboia, o senador boliviano escapou do cerco armado por Evo Morales e Patriota, por Augusto Nunes

Se conseguisse manter na vertical a espinha dorsal, o chanceler Antonio Patriota estaria celebrando desde sábado, a exemplo dos democratas do mundo inteiro, a chegada ao Brasil de um perseguido político asilado há 15 meses numa representação do Itamaraty — e impedido de dali sair pela arrogância de um tirano de ópera-bufa. Como vive de joelhos, Patriota determinou a divulgação da seguinte nota sobre a libertação do senador boliviano Roger Pinto Molina:
O Ministério das Relações Exteriores foi informado, no dia 24 de agosto, do ingresso em território brasileiro, na mesma data, do Senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado há mais de um ano na Embaixada em La Paz. O Ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias em que se verificou a saída do Senador boliviano da Embaixada brasileira e de sua entrada em território nacional. O Encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, Ministro Eduardo Saboia, está sendo chamado a Brasília para esclarecimentos. O Ministério das Relações Exteriores abrirá inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
A nota de hoje do Ministério das Relações Exteriores reflete a crise moral por que passa a diplomacia brasileira”, retrucou o advogado Fernando Tibúrcio, que defende o parlamentar cassado e caçado por Evo Morales. “Ao invés de proteger e prestigiar um funcionário que deveria ser visto como exemplo, alguém que corajosamente tomou a única medida cabível numa situação de emergência, o Itamaraty optou por jogar Eduardo Saboia aos leões. Pior, inviabilizou a sua volta à Bolívia, por razões óbvias de segurança”.
Tibúrcio constatou que, na ânsia de bajular o lhama-de-franja, o chanceler “não foi capaz nem mesmo de lembrar que a esposa do Ministro Conselheiro Eduardo Saboia, funcionária do Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra, e os filhos do casal, permanecem na Bolívia”. A nota oficial abjeta confirma que, se dependesse do ministro, a clausura de Pinto Molina se estenderia por muitos meses, ou anos. A sorte do senador é que ainda há no Itamaraty homens que honram o legado da instituição, cultivam valores morais e não desengavetam os direitos humanos apenas quando lhes convém.
“Se tudo deu certo, se uma grave questão humanitária foi resolvida,  foi graças aos funcionários da embaixada”, afirma Tibúrcio. Graças sobretudo à bravura e à altivez de Eduardo Saboia. Segundo o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores e um dos participantes do resgate de Pinto Molina, a vítima de Evo Morales viajou de La Paz para o Brasil acompanhado por Eduardo Saboia e escoltado por fuzileiros navais que integram o esquema de segurança da embaixada. (Nessa espécie de missão no exterior, militares se subordinam não ao Ministério da Defesa, mas ao chefe da representação diplomática).
Na viagem de 22 horas até Corumbá, a 1.600 km de distância, os dois carros com placas consulares que transportaram o grupo passaram por cinco postos policiais antes de alcançar a fronteira da Bolívia com Mato Grosso do Sul. Já em território brasileiro,  Saboia telefonou para Ferraço. “Ele me disse que não tinha como levar o senador  até Brasília”, relata o parlamentar capixaba. “Tentei falar com o presidente Renan Calheiros e com outras autoridades, sem sucesso. Então consegui um avião e fui buscá-lo e levá-lo para Brasília”.
Ferraço confirmou que Sabóia se vinha mostrando crescentemente preocupado com a situação de Pinto Molina: “Ele me disse que advertiu o Itamaraty, porque a situação logo ficaria inadministrável. Molina estava com depressão, sua saúde estava se deteriorando”. Inconformado com o teatro do absurdo, Saboia avisou que, se aparecesse alguma oportunidade, ele próprio trataria de resolver o impasse. “Não sei se o governo acreditou”, diz Ferraço.
Não acreditou, grita  a reação repulsiva dos condutores da política externa da cafajestagem. Também surpreendido com a viagem rumo à liberdade do senador que ousou enfrentá-lo, Evo Morales determinou ao Ministério das Relações Exteriores que rebaixasse Pinto Molina a “fugitivo da Justiça”. Se pudesse, o chanceler de Dilma Rousseff já teria deportado o perseguido.  Agora é tarde: por enquanto alojado na casa de Ferraço, Roger Pinto Molina é um asilado político que o governo está obrigado a proteger.
Os democratas venceram mais uma. E terminaram o fim de semana estimulados pela reafirmação de que um Eduardo Paes Saboia vale mais que milhares de antonios patriotas.

E não é que o médico cubano ainda reclamou da nossa infraestrutura hospitalar?

Deu na Folha: Governo brasileiro precisa melhorar infraestrutura de hospitais, diz médico cubano
O médico cubano Juan Hernandes, que desembarcou em Fortaleza na tarde deste domingo (25) para participar do programa Mais Médicos, disse que o governo brasileiro precisa melhorar a infraestrutura nos hospitais de municípios do interior.
“O governo vai ajudar, o governo tem que ajudar”, afirmou, quando questionado sobre a falta de recursos e equipamentos em hospitais da rede pública de saúde. Ao tomar ciência das condições da saúde brasileira, Hernandes afirmou ter confiança na capacidade do governo brasileira em melhorá-las.
Um dos argumentos dos médicos que se opõem a vinda de estrangeiros ao país é que o problema não é falta de profissionais, mas de infraestrutura de atendimento em cidades do interior.
[...]
Ele mesmo já trabalhou em regiões pobres da Bolívia e Venezuela. Quando questionado sobre o salário que receberá, o médico disse que quer “apenas o suficiente para sobreviver”.
Os R$ 10 mil mensais da bolsa do programa não serão repassados diretamente aos médicos, mas ao governo cubano, que fará a distribuição. A gestão Dilma diz que, em outras parcerias, Cuba costuma repassar de 25% a 40% do total –que, no Brasil, seria de R$ 2.500 a R$ 4.000.
Nós, brasileiros, sabemos que a infraestrutura é realmente caótica, e essa é uma das principais reclamações dos próprios médicos. Mas não deixa de ser curioso o cubano ter feito tal crítica: se ele fizer a mesma crítica em Cuba, seu país, ele vai preso. E lá as condições hospitalares fazem as nossas parecerem razoáveis, mesmo do interior!
Além disso, é uma afronta à nossa inteligência esses médicos declararem que não vieram pelo dinheiro, e sim por altruísmo. Não há altruísmo sem liberdade de escolha! Ninguém pode praticar um ato moralmente louvável sob a mira de uma arma.
Eles são escravos da família Castro, mandados para cá como produtos de exportação da ditadura, e obrigados a repetir mentiras. Tudo isso é muito absurdo. E nosso governo ainda faz esse jogo de cena, fingindo que não está fazendo o que está fazendo: alugando escravos de um senhor feudal por meio bilhão de reais por ano, do nosso dinheiro!
Rodrigo Cosntantino

MAURÍCIO TERRA DIAS- MÉDICOS IMPORTADOS SÃO POLITIZADOS E CASTRISTAS CONVICTOS



Dos cerca de 700 profissionais da área de medicina que participaram do projeto pioneiro de Saúde Familiar no Estado do Tocantins, uma parceria experimental entre o governo do TO e o Estado Cubano no início do primeiro governo Lula, conheci aqueles que ficaram lotados na minúscula cidade onde eu trabalhava como caixa de um banco público.

O choque representado por aquelas pessoas dentro de uma comunidade tão carente de tudo foi enorme, mas o choque para eles trabalhando e vivendo em um lugar tão ao contrário de tudo o que conheciam foi talvez ainda mais enorme. Só que eram eles que estavam fora do lugar.

Sendo eu uma pessoa com interesses culturais diversos, era praticamente a única pessoa na cidade com quem os cubanos podiam contar para uma conversa um pouco mais profunda. O habitual para eles era serem abertamente hostilizados pela dificuldade com a língua, as diferenças radicais de hábitos sociais e, por mais inacreditável que possa parecer, pelo fato de que todos eram comunistas e castristas absolutamente convictos. Como é que eu, que nasci no meio da paranóia Macarthysta da década de 1960, deixaria de ouvir em primeira mão, finalmente, o que é que os caras do lado de lá têm a dizer sobre como funciona um ambiente que cozinha o povo naquele caldeirão soviético?

Além de ser uma referência cultural para aquelas pessoas, eu era a interface entre eles e as duríssima relidade dos negócios bancários, uma vez que eles tinham acesso a crédito instantâneo equivalente a vários anos do salário que recebiam em Cuba. É facílimo lambuzar-se com tanto melado sobrando com tanta facilidade, como atestam os SPCs das grandes cidades em que pobre compra bugiganga no carnê a perder de vista.

O fato é que todos os cubanos são inteiramente politizados, os assuntos da política são corriqueiros, os deputados que os representam nas assembléias para ratificar as decisões tomadas pelos figurões saem das brigadas normais de trabalho. A atividade política, em qualquer nível, funciona lá como uma espécie de atividade sindical. O cidadão é eleito, sai do posto de trabalho e vai para o seu parlamento, prefeitura, ou qualquer lugar e vai trabalhar lá, ganhando o próprio salário de operário, cortador de cana, médico ou vendedor. Não há a figura do nababo profissional que tanto conhecemos aqui.

É esse povo, com essa mentalidade a respeito do estado, que estamos importando. Pessoas que vêm atrás de um eldorado para comprar um playstation pra o filho, gente que não tem como conversar com familiares sem que a censura oficial monitore cada palavra, cada movimento, cada intenção.

As poucas pessoas que afrontaram o estado cubano e conseguiram fugir tiveram que enfrentar o imenso drama de consciência de deixar para trás os familiares que ficaram retidos na ilha, a absoluta falta de apoio dos governos municipal e estadual, que os empregaram, e federal, que acompanhava a questão sob o ponto de vista diplomático, e, talvez o ainda mais difícil salto contra a ideologia envenenada na raiz da consciência desde o nascimento e para toda a vida pela propaganda oficial. É muito difícil para um cubano que nasceu depois da revolução perceber que o sonho megalômano dos irmão Castro, apesar de todos os óbvios benefícios que trouxeram àqueles que hoje são profissionais respeitados e bem formados, trouxe junto os mecanismos que mantiveram a ilha sob servidão aos soviéticos e bloqueio americano, dois desastres para a vida moderna do povo daquele país, sem contar a falta de autorização para o pensamento individual não-alinhado, uma tragédia para qualquer cultura.

De tudo isso, é possível avaliar que trazer novamente esse pessoal para cá, nas condições em que eles vêm e permanecem, para fazer o que o governo federal pretende que façam, de forma nenhuma soluciona qualquer problema que temos de sobra na área de saúde. Basta investigar com critérios sérios e honestidade aquele programa ocorrido no Tocantins, que nem é tão distante no tempo para impedir uma análise adequada, e perceberemos que os problemas causados não justificam os benefícios pretendidos, quaisquer que sejam eles. E, é claro, é absolutamente imprescindível que haja absoluta transparência para toda a população envolvida, o que até agora não foi minimamente demonstrado pelo governo, que age inteiramente à revelia dos cidadãos que serão afetados por toda essa confusão e, é claro, dos cidadãos que pagarão a conta mais uma vez. Sem esquecer que esse pessoal que vem com sonhos não muito claros precisarão de algum suporte para adaptação a um mundo livre.
Diário do Poder

DONA MARTA QUEBRA TODOS PARADIGMAS DA CORRUPÇÃO , por Janer Cristaldo

Cultura é palavra abrangente, de difícil definição. Em seu sentido mais lato, eu diria que cultura é tudo o que o homem faz. Assim, tanto um anzol como a bomba atômica, um ábaco ou um computador, uma ópera ou um show de rock, um tacape ou a pedra de Rosetta constituem cultura. Já num sentido restrito, para efeitos pessoais delimito a cultura àquela área das grandes produções do espírito. Neste sentido, fazem parte da cultura tanto a lei da gravidade como a da termodinâmica, a Bíblia ou o Quixote, tanto Mozart como Shakespeare, Platão ou Dante, Schliemann ou Champollion. Mas jamais Rowling ou Paulo Coelho, Madonna ou Lady Gaga, Roberto Carlos ou Chico Buarque, Beatles ou U2. Aí estamos o mundo do comércio, do show business.

Moda é cultura? Naquele sentido lato, claro que sim. Pode um desfile de moda ser patrocinado por uma lei de incentivo à cultura? Neste momento, se ficamos com o sentido lato, a lei Rouanet pode financiar tudo o que o homem faz, desde turismo até mesmo guerra. Não é este no entanto – ou não era – o sentido da lei Rouanet. A lei teria o sentido original de incentivar as produções do mundo das artes. Diz o artigo 18 da lei nº 8.313, de 23.12.1991:

§, 2º. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real não poderão deduzir o valor da doação ou do patrocínio referido no parágrafo anterior como despesa operacional.
§ 3º. As doações e os patrocínios na produção cultural, a que se refere o § 1º, atenderão exclusivamente aos seguintes segmentos:
a) artes cênicas;
b) livros de valor artístico, literário ou humanístico;
c) música erudita ou instrumental;
d) exposições de artes visuais;
e) doações de acervos para bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, bem como treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos para a manutenção desses acervos;
f) produção de obras cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e preservação e difusão do acervo audiovisual; e
g) preservação do patrimônio cultural material e imaterial.
h) construção e manutenção de salas de cinema e teatro, que poderão funcionar também como centros culturais comunitários, em municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes.

A data da lei é emblemática, vésperas de Natal. Augúrios de presentes a amigos e conhecidos. A lei não diz, mas pela lógica seria de supor-se que o financiamento seria a obras de difícil comercialização, já que não tem sentido algum financiar obras que vendem bem e dão lucro. Se assim fosse, teríamos o Estado bancando a iniciativa privada. Ocorre que estamos no Brasil. Mesmo no espírito original da lei, a porta já estava aberta para a corrupção. Com a política de clientelismo que impera no país, óbvio que o governo só vai autorizar o financiamento dos amigos.

Assim, já nos 90, sob as asas da abençoada lei, Rubem Fonseca, Patrícia Mello, João Gilberto Noll e Chico Buarque desembarcavam em Londres, onde fizeram leituras públicas de suas obras e lançaram livros não só na capital britânica, como também na Escócia e no País de Gales.

Em um primeiro momento, poderíamos pensar: que maravilha, o Reino Unido se interessa por nossa literatura. Nada disso. Era o Ministério da Cultura brasileiro que promovia tais turismos e financiava as traduções dos autores brasileiros. A famigerada lei serviu para entronizar a vaidade de um ex-presidente. De ilhapa, sobrou dinheiro até para empresas fantasmas. 

Conta-nos o Estadão que em 2005 a Fundação José Sarney , para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República,- desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. 

Segundo o jornal, do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício. A verba foi transferida em ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet.

Se o financiamento da fundação se enquadrava no que chamo de corrupção perfeitamente legal, o mesmo não se pode dizer para do desvio para empresas fantasmas da família do senador. Alguma punição, pelo menos para a corrupção ilegal? Pelo que sei, nenhuma. 

Uma vez amigo do Rei, para sempre amigo do Rei. Em maio de 2012, Chico Buarque voltou a beber na generosa fonte. Recebeu financiamento da Biblioteca Nacional para a tradução de seu livro Leite Derramado para o coreano. Mais uma ajuda financeira indireta do Ministério da Cultura, comandado pela mana Ana. Chico quer empurrar sua “obra” ao mercado asiático. Quem a paga a tradução da obra do vate na Coréia? Você, leitor, que é coagido a pagar e cinicamente chamado de contribuinte.

Sobrou até para autores insólitos no mundo das Letras, que fizeram carreira abrindo as pernas para quem pagasse. Bruna Surfistinha teve uma renúncia fiscal de dois milhões de reais aprovada pelo Ministério da Cultura para a produção da peça de teatro Doce Veneno, inspirada em sua vida exemplar de prostituta. Como a dita vida fácil andava muito difícil, Bruna Surfistinha preferiu optar por ofício similar e mais confortável, a literatura. Acabou estreando no teatro, graças às mordomias da Lei Rouanet.

Os favorecimentos a amigos do Rei foram se sucedendo, mas sempre dentro de áreas que, a rigor, se enquadravam no disposto na lei. Em 2007, os amigos foram mais ousados. O governo federal autorizou a organização da Oktoberfest, festa do chope no Rio Grande do Sul, a captar R$ 1,182 milhão, via Lei Rouanet. Justificativa: o projeto "mantém e potencializa a cultura local, essencialmente germânica, contemplando a música instrumental". Chope também é cultura. Pergunta ao contribuinte que gosta de chope: se você já financiou a festa, por que terá pagar de novo pelo chope? 

Esta farra com o bolso alheio teve seu ápice quando o Cirque du Soleil, companhia circense do Canadá, apresentou-se em São Paulo subsidiado pela famigerada lei. E deu-se ainda ao luxo de cobrar ingressos caríssimos dos contribuintes que financiavam seu espetáculo. Os canadenses devem ter ficado perplexos com a generosidade tupiniquim. Eram pagos para ganhar dinheiro.

Nesta semana, a escalada foi mais longe. Com a aprovação de dona Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy, psicóloga, sexóloga e hoje ministra da Cultura, três estilistas brasileiros estão autorizados a captar, por meio da generosa lei, cerca de R$ 7, 6 milhões para a realização de desfiles de moda. Pedro Lourenço irá receber R$ 2, 8 milhões para desfilar na Semana de Moda de Paris; Ronaldo Fraga será contemplado com R$ 2 milhões para realizar suas duas próximas coleções e desfiles na São Paulo Fashion Week. Alexandre Herchcovitch vai poder captar R$ 2, 6 milhões, para criar sua próxima coleção, que irá desfilar em Nova York e na SPFW.

"No meu desfile, as pessoas terão acesso à cultura brasileira por meio de uma moda surpreendente, trazendo ainda a arquitetura jovem do país para criar um espaço diferente e vão conhecer o que há de mais inovador nestes setores", disse Pedro Lourenço.

“Quebra de paradigmas” – leio no Estadão de hoje. “Assim vem sendo vista pelo mundo da moda e pela ministra da Cultura Marta Suplicy a aprovação do projeto”.

De fato, foi uma quebra de paradigmas. "Il nous faut de l'audace, et encore de l'audace, et toujours de l'audace" - dizia Danton. Dona Marta escancarou de vez a porta para os corruptos. Orgulhe-se, meu caro contribuinte. Sua “contribuição” de 7,6 milhões de reais está financiando desfiles nas mais prestigiosas capitais do Ocidente. 

Daqui pra frente, tudo será diferente. Não mais serão financiados apenas escritores, teatrólogos e cineastas corruptos. A hora e a vez é dos estilistas.

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