domingo, 1 de setembro de 2013

Síndrome de Estocolmo, por Rodrigo Constantino

Em meu novo livro Esquerda Caviar, que será lançado em outubro pela Record, tento especular sobre vinte possíveis causas do fenômeno. Uma delas seria a tal Síndrome de Estocolmo. Explico um pouco mais abaixo, antecipando (sem a permissão do meu editor, não espalhem) um pequeno trecho do livro:
No dia 23 de agosto de 1973, três mulheres e um homem foram usados como reféns em um assalto a banco em Estocolmo, na Suécia. O assalto estendeu-se por seis dias, e, para a surpresa geral, os reféns acabaram protegendo seus raptores. De fato, meses depois, duas das reféns chegaram a casar com seus algozes. Desde então, chama-se “Síndrome de Estocolmo” esse fenômeno psicológico, quando o refém demonstra afeição por seu raptor. Uma parte da esquerda caviar sofre dessa patologia.
Quanto mais o sujeito bate na riqueza, no capitalismo, na burguesia, no estilo de vida ocidental, mais o rico capitalista burguês do Ocidente parece se encantar com ele. Um ditador ameaça destruir toda Nova York com uma bomba atômica? Ele é defendido pelo rico que vive em Nova York. Um tirano chama de porco todo aquele empresário rico? O empresário rico não só o aplaude, como financia o projeto de poder do tirano.
Trata-se de algo muito estranho, mas que ocorre com certa frequência. É a esquerda “mulher de malandro”, que gosta de apanhar, que goza com o seu masoquismo, que treme de prazer diante de um inimigo viril, tal como a mulher que apanha do marido, mas é incapaz de abandoná-lo. Fidel Castro representou essa figura para muitos da esquerda caviar, seguido por Hugo Chávez.
Em The Oslo Syndrome: Delusions of a People under Siege, Kenneth Levin trata justamente desse assunto, tendo a elite de Israel como foco. Descreve que a Síndrome de Estocolmo é uma resposta comum entre populações cronicamente sitiadas, quando minorias são alvo de discriminação, difamação e ataques. O mesmo vale para pequenas nações sob persistente ataque dos vizinhos.
As pessoas que vivem sob tais condições estressantes muitas vezes optam por aceitar, pelo valor de face, os ataques de seus acusadores, na esperança de, assim, escapar dessa situação. Não suportam mais tanta perseguição, e acabam desenvolvendo uma visão ilusória sobre seus inimigos, como mecanismo de autodefesa. 
Esse tipo de pressão psicológica pode explicar muita coisa. Um rico acuado que não aguenta mais ser tratado como canalha explorador só por ser rico e acaba abraçando bandeiras socialistas, por exemplo. Ou, quem sabe, um grande grupo de mídia tendo que bancar o “progressista” pois não suporta mais ser acusado por todos os males da sociedade e ser tachado de reacionário.
Ou, ainda, um ex-presidente social-democrata, de esquerda portanto, que não tolera mais ser visto como “neoliberal” pela esquerda jurássica hoje no poder, e acaba tentando suavizar a própria imagem de seu carrasco ideológico e político.
Achei que era conveniente trazer essa parte do livro para reflexão dos leitores nesses dias. Tem gente que acaba fazendo de tudo para “ficar bem” na opinião dos próprios inimigos, pois precisa expiar culpa e tem a esperança de que, agindo assim, será deixada em paz. Ledo engano. Essa postura só alimenta ainda mais a fúria dos inimigos. Já deveriam ter aprendido essa lição na história.

‘O tempo fora de tempo’, por Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN
Diz o Eclesiastes, um dos livros da Bíblia, que há um tempo para tudo, um tempo para tudo o que ocorre. Há, pois, que ter o tempo como aliado; e saber quando a hora não chegou. E, quando não for o tempo, adiar o que se deseja.
É justo ou não o pedido do ministro Joaquim Barbosa de aumento de salários no STF? Pode ser; mas não é hora de elevar agora o salário do STF para mais de R$ 30 mil, quando o salário mínimo talvez vá para R$ 722, e só no ano que vem. É correto manter o mandato do deputado federal Natan Donadon, do PMDB, preso por corrupção? Este colunista acha que não, a Câmara acha que sim; mas não é hora de criar a figura jurídica do deputado sem direitos políticos, que não pode votar nem ser votado, nem comparecer às sessões, mas continua deputado.
Não é o tempo certo para que a cúpula do país faça reivindicações, por justas que lhe pareçam. Multidões foram às ruas pedir seriedade na administração pública. Não é o tempo certo para que o governador do Ceará, do PSB, compre quatro helicópteros sem licitação e contrate bufês suntuosos para servi-lo; nem para que o senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, arranje emprego público para a namorada, a sogra e o cunhado; nem para que o governador gaúcho, do PT, gaste R$ 400 mil do Tesouro para avaliar se o jornal Zero Hora o trata com imparcialidade; nem para que o governador do Piauí, do PSB, queira pagar seu hidratante, xampu reparador e gel esfoliante com dinheiro público. Puro deboche.
Parafraseando o Eclesiastes, que proveito tirou o povo de suas manifestações?
Sabedoria antigaUm grande historiador, Capistrano de Abreu (1853-1927) dizia que a nossa Constituição deveria ter apenas dois artigos: “1 – Todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara. 2 – Revogam-se as disposições em contrário”.
O caminho das pedrasEm duas semanas, dois jogos em Brasília, com times de fora, e duas grandes brigas no Estádio Mané Garrincha. Um torcedor do Flamengo foi seriamente machucado por são-paulinos; corinthianos e vascaínos brigaram a pauladas, ignorando a polícia. Três dos brigões corinthianos estavam entre os detidos em Oruro, após a morte do garoto boliviano Kevin Strada. Fala-se em proibir as torcidas organizadas, mas isso não funciona: basta que troquem de nome, e pronto.
No caso Watergate, a principal fonte dos jornalistas que revelaram o escândalo repetia sempre um lema: “Sigam o dinheiro”. O que se tem de fazer no futebol é buscar o caminho do dinheiro. Como puderam os briguentos ir a Oruro, viajar de avião a Brasília, comprar os caros ingressos, fora outras despesas? Os que ficaram detidos em Oruro por vários meses certamente perderam o emprego. Quem paga suas viagens?
Achando-se a resposta, as brigas acabam na hora.
Ela não sabia!Eduardo Gaievski, assessor da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, está foragido: exonerou-se e desapareceu depois de ter sido acusado de abusar sexualmente de meninas pobres, pagando-lhes de R$ 150 a R$ 200 (há outras acusações contra ele, mas esta é a mais grave). Gaievski foi prefeito de Realeza, no Paraná, preparava sua candidatura a deputado estadual pelo PT e seria coordenador da campanha de Gleisi ao Governo do Estado, no ano que vem.
E que disse a petista Gleisi sobre o caso? Claro: que não sabia de nada. Que, antes de nomear o assessor, o Governo consultou a ABIN, a Justiça, cartórios “e todos os órgãos necessários”, mas não recebeu informações porque os processos contra ele corriam em segredo de justiça. Pois é. Mas talvez tenha se esquecido do Cartório da Comarca de Realeza.
A certidão, mediante simples consulta, lista 12 ações contra Gaievski, incluindo a de exploração sexual.
Dúvida pertinente
Uma pergunta: que significa “rigoroso inquérito”? Há inquéritos dignos desse nome que não sejam rigorosos? A propósito, já existe algum resultado do “rigoroso inquérito” sobre as denúncias da Siemens a respeito do cartel nos fornecimentos para trens urbanos e Metrô em São Paulo, que conforme as denúncias funcionaria desde o Governo Mário Covas, o primeiro da atual dinastia do PSDB?
Há gente daquela época até hoje ocupando cargos importantes, e seria de seu interesse que tudo fosse logo esclarecido, para afastar qualquer suspeita.
A fila anda
É bom que o “rigoroso inquérito” sobre o cartel em São Paulo ande logo, porque parece que há mais coisas rolando. Existe quem fale em problemas em outros Estados, em fornecimentos para usinas e trens de passageiros regionais.
Faça o que eu digoEstá em pleno desenvolvimento o esforço governista de demonização do senador boliviano Roger Pinto, que ficou 455 dias isolado num quarto da Embaixada brasileira em La Paz e fugiu para o Brasil com auxílio do diplomata Eduardo Saboia. Todas as acusações que o Governo boliviano fez contra ele foram descartadas pelo Governo brasileiro, ao conceder-lhe asilo; mas agora são utilizadas como se fossem verdadeiras e comprovadas.
Veja o que diz José Dirceu – o próprio – em seu blog: “Molina, que deveria estar cumprindo pena (…)”

Embraer produz peças em Portugal e exporta para o Brasil. Faz isso porque é privada, e está certa!

Deu na Folha: Embraer fabrica peças em Portugal e traz para o Brasil
Com a queda da competitividade brasileira, a Embraer está fabricando peças de aviões em Portugal e exportando para o Brasil.
Nas duas fábricas que a empresa tem em Évora estão sendo montados componentes para a cauda e as asas dos jatos Legacy 500. As peças são mandadas por navio para o Brasil e aí entram na montagem final do avião.
No início de 2014, as fábricas da União Europeia passam a fabricar também componentes para o KC 390, o avião militar que a Embraer vai produzir, segundo João Taborda, diretor de relações externas da Embraer Europa.
“Isso demonstra que o Brasil não perdeu competitividade apenas para a China, mas também para países europeus”, diz Antônio Corrêa de Lacerda, professor de Economia Política da PUC-SP.
“Fabricar em outros países está relacionado à lógica de se integrar a cadeias globais de fornecimento, mas, se o custo não compensasse, não fariam isso.”
Segundo Lacerda, todos os indicadores de competitividade no Brasil -carga tributária, logística, custo de mão de obra- pioraram, e a questão cambial se agravou.
A Embraer adota essa estratégia globalizada que visa à maximização de sua rentabilidade porque é uma empresa privada atualmente. Está certa ao agir assim. A busca pela excelência deve ser a meta das empresas. Dessa forma, elas atendem melhor seus clientes e garantem bons retornos para os acionistas. Eis a lógica do capitalismo competitivo.
Quando a empresa era estatal, isso não ocorria. Sua “função social” era diferente, seguia critérios nacionalistas e de cunho político. Como conseqüência, dava constantes prejuízos, não arrecadava muitos impostos para os cofres públicos, empregava menos pessoal e tinha produtos piores. A empresa mudou de patamar apenas depois de privatizada.
Tratei do caso Embraer em Privatize Já, naturalmente. Eis alguns dados interessantes:
A empresa, durante os fins dos anos 1980 e começo dos anos 1990, estava no buraco. Em 1990, foram demitidos 4 mil funcionários, quase 30% do quadro total. Os prejuízos de 1990 a 1991 passaram de US$ 500 milhões. Seu endividamento acumulado estava na casa dos US$ 850 milhões. O Banco do Brasil acabou tendo que desembolsar mais de US$ 400 milhões em um programa de refinanciamento para a Embraer.
Um deputado do PSTU de São Paulo, Ernesto Gradella, chegou a apresentar uma emenda excluindo a Embraer do Programa Nacional de Desestatização. A tentativa não foi adiante, mas seu argumento ilustra a mentalidade de muitos ataques contra a privatização: “A Embraer, empresa do ramo aeronáutico que lida com tecnologia de ponta é estratégica para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Mais que necessidade, é imprescindível para o Brasil que a Embraer continue sob controle da União”.
Ela não ficou sob o controle da União, e isso não foi de forma alguma negativo para o país. Atualmente, a empresa emprega diretamente mais de 17 mil pessoas, e possui clientes em dezenas de países. Em 2000, já tinha 10 mil colaboradores. O crescimento e o salto na produtividade após a privatização foram fantásticos. Vamos aos dados!
Já em mãos privadas e focada no lucro, a Embraer criou em 2000 o Centro de Realidade Virtual, que possibilitou a redução do prazo de desenvolvimento do avião EMBRAER 170 em 22 meses, quando comparado ao ERJ 145, que levou 60 meses para conclusão do projeto, na era estatal.
Neste mesmo ano, a empresa abriu seu capital, lançando ações no Brasil e nos Estados Unidos. A receita líquida da empresa, que estava abaixo de R$ 300 milhões em 1995, primeiro ano com gestão privada, saltou para R$ 824 milhões já em 1997. Chegou a R$ 5,1 bilhões em 2000, e dobrou em 2004, ultrapassando a marca de R$ 10 bilhões. A empresa mudou de patamar, e teria receitas desta ordem de grandeza nos anos seguintes.
Para que a Embraer siga na rota do sucesso, ela precisa ser livre para tomar decisões com base em critérios econômicos, de acordo com a visão dos gestores e acionistas daquilo que é melhor para a empresa. Se ela produz em Portugal e exporta para cá, é porque nossas condições não estão favoráveis.
Que o governo ataque a raiz dos problemas para atrair não só a Embraer, como outras empresas. Melhor infraestrutura, mão de obra mais qualificada, impostos menores e mais simples, burocracia menos asfixiante, leis trabalhistas menos marxistas, enfim, o governo deve garantir regras melhores para atrair os bons jogadores.
Não adianta, com base em argumentos nacionalistas, querer impor “cotas nacionais” que preservam apenas a ineficiência, como faz com as estatais. A Embraer se destaca internacionalmente como um caso de sucesso justamente porque não está mais sob tais amarras. Ao contrário da Petrobras, dos Correios, do Banco do Brasil, da Caixa, da Infraero, dos nossos portos e estradas federais etc.
Privatize já!
Rodrigo Constantino

Obama não foi, por Caio Blinder

Obama sendo Obama, ele supreende por decisões que ao mesmo tempo refletem audácia e fraqueza. O presidente americano agora deu uma virada num momento dramático do jogo sírio, pedindo um tempo. No lance arriscado, Obama anunciou que irá buscar autorização do Congresso para uma ação militar contra a Síria.
O presidente montara uma cilada para si mesmo ao traçar uma linha vermelha que não poderia ser cruzada pelo regime de Bashar Assad se usasse armas químicas. Na feliz expressão da revista Time, Obama é o “guerreiro infeliz”. Assim acaba travando um combate interno. Nas palavras do secretário de Estado John Kerry, os EUA têm “alta confiança” que o regime de Damasco foi o responsável pelo massacre de 21 agosto, que deixou quase 1.500 mortes, mas a Casa Branca não tem confiança de apoio para ir adiante com um ataque, que ela sinalizava que seria limitado e rápido, ao estilo do disparo de mísseis contra instalações militares sirias para punir Assad.
O apoio internacional se esvaiu para a ação e foi um choque para Washington a humilhação do grande aliado David Cameron, derrotado no Parlamento britânico para participar da operação militar. O Congresso americano, de recesso até o próximo dia 9, chiava por não dar o aval a uma decisão do Executivo e a opinião pública lavava as mãos. Mesmo com os crimes de Bashar Assad, a população americana não quer envolvimento na Síria.
Motivos variam de fadiga de guerra a uma avaliação de que existem apenas más opções na crise síria. Obama também é um presidente em crise de credibilidade e não consegue arregimentar o país, que em geral cerra fileiras com o governo em um momento de urgência nacional. Mas agora o próprio presidente removeu o senso de urgência ao adiar a decisão (muito da urgência girava em torno de sua própria credibilidade por ter fixado a linha vermelha).
Claro que Obama se resguardou no discurso de sábado, dizendo que está convicto que deve ir adiante com o ataque e que possui tal autoridade para tal. Aliás, onde esta o senso de urgência do Congresso para assumir suas prerrogativas? Por que não antecipar a volta ao trabalho?
Assim, a jogada arriscada de Obama é montar esta cilada para o Congresso e para a própria cidadania. Ao invés de chiar, os representantes do povo precisam assumir a responsabilidade.  Curiosamente, as maiores divisões sobre uma operação militar síria são registradas dentro do Partido Republicano. O presidente consegue assim ser vacilante e ardiloso, ao mesmo tempo. Relutante para ir adiante sozinho e consciente da falta de espaço para agir, Obama aumenta o buraco. Agora, o presidente pode afundar ainda mais ou ter mais margem de manobra para se safar. Os sírios que esperem. Obama realmente não é um presidente imperial.

SUPREMACIA AMEAÇADA

JOÃO BOSCO RABELLO - O Estado de S.Paulo


Em meio ao caos que precede e permeia todo fim de ciclo histórico, de que é cenário hoje a política nacional, uma placa teutônica se desloca longe dos olhos da maioria, mantendo distante o que parece o fim do mais longevo feudo patrimonialista brasileiro - o clã Sarney no Maranhão, não por acaso, onde se registram os piores índices de vida do País há décadas.



Os ventos de mudança que impõem a transformação dos costumes políticos decadentes, herdados do colonialismo português , parecem ter alcançado a ilha de resistência mais notória desse processo, segundo as pesquisas à sucessão da governadora Roseana Sarney.

Pela primeira vez, a oposição larga na frente na disputa eleitoral no Estado - e com uma vantagem até recentemente impensável de 45% sobre o segundo colocado. O presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B), lidera a corrida em todos os cenários, sendo o mais expressivo o que o coloca com 60% da preferência contra 15% de Luis Fernando (PMDB), apoiado pelo clã Sarney.

Cenário que se mantém quando Fernando é substituído pelo aliado histórico de Sarney, o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, dono do maior índice de rejeição (39%).

A pesquisa indica também a vitória da oposição na disputa pelo Senado contra qualquer um dos pré-candidato da família Sarney. Na disputa com Roseana, o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), tem 43,69% contra 35,38% da governadora.

Com mandatos ininterruptos desde 1955 (salvo breves sete meses entre a saída da Presidência e março de 1990), o senador José Sarney está diretamente ligado aos índices negativos do Estado. O mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), refletido na maior taxa de mortalidade infantil do País (28 por mil habitantes), na maior pobreza extrema e no menor número de médicos por habitante.

Significa dizer que no Estado comandado hoje por Roseana e os irmãos Murad - Jorge e Ricardo (este, secretário de Saúde, pasta com 50% do orçamento) -, 22% da população sobrevivem com R$ 2,20 por dia e só metade mora em casas com água e banheiro. Em contraste com a riqueza natural materializada no gás, petróleo, soja e indústrias e com o poder político nacional que fez do chefe do clã presidente da República e quatro vezes do Senado Federal.

Por vezes, essa supremacia estadual de Sarney foi ameaçada, mas jamais abalada. Porém, foi seguramente a aliança com o PT que lhe garantiu fôlego na última década, em que se impôs regionalmente, como demonstra a censura do presidente Rui Falcão à propaganda regional do partido, com críticas ao IDH do Estado, a pedido de Sarney.

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