segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Nossa medicina é quase de curandeirismo", diz doutor cubano

Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, conta por que, em 2006, desertou de uma missão de seu país na Bolívia - na qual os médicos eram vigiados por paramilitares

Aretha Yarak


O cubano Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, é médico. Na ilha dos irmãos Castro ele aprendeu seu ofício em meio a livros desatualizados e à falta crônica de medicamentos e de equipamentos. Os sonhos de ajudar os desamparados bateram de frente, ainda durante sua formação universitária, com a dura realidade de seu país: falta de infraestrutura, doutrinação política e arbitrariedade por parte do governo. "É triste, mas eu diria que o que se pratica em Cuba é uma medicina quase de curandeirismo”, diz Velazco.


Ao ser enviado à Bolívia em 2006, para o que seria uma ação humanitária, o médico se viu em meio a uma manobra política, que visava pregar a ideologia comunista. “A brigada tinha cerca de 10 paramilitares, que estavam ali para nos dizer o que fazer”. Velazco não suportou a servidão forçada e fugiu. Sua primeira parada foi pedir abrigo político no Brasil, que permitiu sua estada apenas de maneira provisória. Hoje, ele mora com a família em Miami, nos Estados Unidos, onde tem asilo político e estuda para revalidar seu diploma. De lá, ele concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:


Como os médicos são selecionados para as missões?

Eles são obrigados a participar. Em Cuba, se é obrigado a tudo, o governo diz até o que você deve comer e o que estudar. As brigadas médicas são apenas uma extensão disso. Se eles precisam de 100 médicos para uma missão, você precisa estar disponível. Normalmente, eles faziam uma filtragem ideológica, selecionavam pessoas alinhadas ao regime. Mas com tantas colaborações internacionais, acredito que essa filtragem esteja menos rígida ou tenha até acabado.


Como foi sua missão?

Fomos enviados 140 médicos para a Bolívia em 2006. Disseram que íamos ficar no país por três meses para ajudar a população após uma enchente. Quando cheguei lá, fiquei sabendo que não chovia há meses. Era tudo mentira. Os três meses iniciais viraram dois anos. O pior de tudo é que o grupo de 140 pessoas não era formado apenas por médicos - havia pelo menos 10 paramilitares. A chefe da brigada, por exemplo, não era médica. Os paramilitares estavam infiltrados para impedir que a gente fugisse.


Paramilitares?

Vi armas dentro das casas onde eles moravam. Eles andavam com dinheiro e viviam em mansões, enquanto nós éramos obrigados a morar nos hospitais com os pacientes internados. Quando chegamos a Havana para embarcar para a Bolívia, assinamos uma lista para registro. Eram 14 listas com 10 nomes cada. Em uma delas, nenhum dos médicos pode assinar. Essa era a lista que tinha os nomes dos paramilitares.


Como era o trabalho dos paramilitares?

Não me esqueço do que a chefe da brigada disse: “Vocês são guerrilheiros, não médicos. Não viemos à Bolívia tratar doenças parasitárias, vocês são guerrilheiros que vieram ganhar a luta que Che Guevara não pode terminar”. Eles nos diziam o que fazer, como nos comportar e eram os responsáveis por evitar deserções e impedir que fugíssemos. Na Bolívia, ela nos disse que deveríamos estudar a catarata. Estávamos lá, a priori, para a atenção básica – não para operações como catarata. Mas tratar a catarata, uma cirurgia muito simples, tinha um efeito psicológico no paciente e também na família. Todos ficariam agradecidos à brigada cubana.


Você foi obrigado a fazer algo que não quisesse?

Certa vez, eu fui para Santa Cruz para uma reunião, lá me disseram que eu teria de ficar no telefone, para atender informações dos médicos e fazer estatísticas. O objetivo era cadastrar o número de atendimentos feitos naquele dia. Alguns médicos ligavam para passar informações, outros não. Eu precisava falar com todos, do contrário os líderes saíam à caça daquele com quem eu não havia conversado. Quando terminei o relatório, 603 pacientes tinham sido atendidos. Na teoria, estávamos em 140 médicos na Bolívia, mas foi divulgado oficialmente que o grupo seria de 680. Então como poderiam ter sido feitas apenas 603 consultas? Acabei tendo que alterar os dados, já que o estabelecido era um mínimo de 72 atendimentos por médico ao dia. Os dados foram falsificados.


Como é a formação de um médico em Cuba?

Muito ruim. É uma graduação extremamente ideologizada, as aulas são teóricas, os livros são velhos e desatualizados. Alguns tinham até páginas perdidas. Aprendi sobre as doenças na literatura médica, porque não tinha reativo de glicemia para fazer um exame, por exemplo. Não dava para fazer hemograma. A máquina de raio-X só podia ser usada em casos extremos. Os hospitais tinham barata, ratos e, às vezes, faltava até água. Vi diversos pacientes que só foram medicados porque os parentes mandavam remédios dos Estados Unidos. Aspirina, por exemplo, era artigo raro. É triste, mas eu diria que é uma medicina quase de curandeiro. Você fala para o paciente que ele deveria tomar tal remédio. Mas não tem. Aí você acaba tendo que indicar um chá, um suco.


Como era feita essa "graduação extremamente ideologizada" que o senhor menciona?

Tínhamos uma disciplina chamada preparação militar. Ficávamos duas semanas por ano fora da universidade para atender a essa demanda. Segundo o governo cubano, o imperialismo iria atacar a ilha e tínhamos que nos defender. Assim, estudávamos tudo sobre bombas químicas, aprendíamos a atirar com rifle, a fazer maquiagem de guerra e a nos arrastar no chão. Mas isso não é algo exclusivo na faculdade de medicina, são ensinamentos dados até a crianças.


Como é o sistema de saúde de Cuba?

O país está vivendo uma epidemia de cólera. Nas últimas décadas não havia registro dessa doença. Agora, até a capital Havana está em crise. A cólera é uma doença típica da pobreza extrema, ela não é facilmente transmissível. Isso acontece porque o sistema público de saúde está deteriorado. Quase não existem mais médicos em Cuba, em função das missões.


Por que você resolveu fugir da missão na Bolívia?

Nasci em Cuba, estudei em Cuba, passei minha vida na ilha. Minha realidade era: ao me formar médico eu teria um salário de 25 dólares, sem permissão para sair do país, tendo que fazer o que o governo me obrigasse a fazer. Em Cuba, o paramédico é uma propriedade do governo. A Bolívia era um país um pouco mais livre, mas, supostamente, eu tinha sido enviado para trabalhar por apenas três meses. Lá, me avisaram que eu teria de ficar por dois anos. Eu não tinha opção. Eram pagos 5.000 dólares por médico, mas eu recebia apenas 100 dólares: 80 em alimentos que eles me davam e os 20 em dinheiro. A verdade é que eu nunca fui pago corretamente, já que médico cubano não pode ter dinheiro em mãos, se não compra a fuga. Todas essas condições eram insustentáveis.


Você pediu asilo no Brasil?

Pedi que o Brasil me ajudasse no refúgio. Aleguei que faria o Revalida e iria para o Nordeste trabalhar em regiões pobres, mas a Polícia Federal disse que não poderia regularizar minha situação. Consegui um refúgio temporário, válido de 1 de novembro de 2006 a 4 de fevereiro de 2007. Nesse meio tempo, fui à embaixada dos Estados Unidos e fui aprovado.


Após a sua deserção, sua família sofreu algum tipo de punição?

Eles foram penalizados e tiveram de ficar três anos sem poder sair de Cuba. Meus pais nunca receberam um centavo do governo cubano enquanto estive na Bolívia, mas sofreram represálias depois que eu decidi fugir.


Quando você foi enviado à Bolívia era um recém-formado. A primeira leva de cubanos no Brasil é composta por médicos mais experientes...

Pelo o que vivi, sei que isso é tudo uma montagem de doutrinação. Essas pessoas são mais velhas porque os jovens como eu não querem a ditadura. Eu saí de Cuba e não voltei mais. No caso das pessoas mais velhas, talvez eles tenham família, marido, filhos em Cuba. É mais improvável que optem pela fuga e deixem seus familiares para trás. Geralmente, são pessoas que vivem aterrorizadas, que só podem falar com a imprensa quando autorizadas.


Os médicos cubanos que estão no Brasil deveriam fazer o Revalida?

Sim. Em Cuba, os médicos têm de passar por uma revalidação para praticar a medicina dentro do país. Sou favorável que os médicos estrangeiros trabalhem no Brasil, mas eles precisam se adequar à legislação local. Além do mais, a formação médica em Cuba está muito crítica. Eu passei o fim da minha graduação dentro de um programa especial de emergência. A ideia era que eles reduzissem em um ano minha formação, para que eu pudesse ser enviado à Bolívia. O governo cubano está fazendo isso: acelerando a graduação para poder enviar os médicos em missões ao exterior.


Palavras e ação tem limites no RS?, por Erico Valduga

Pergunta deve ser respondida por quem tem o dever de preservar o direito constitucional de ir-e-vir e punir vandalismos contra bens públicos e privados

VOCÊS CONHECEM O SIGNIFICADO da expressão “ainda há juízes em Berlim”. Pois é, ainda há juízes em São José dos Campos, São Paulo, e também promotores de justiça, para acioná-los, o que anda em falta no chão farroupilha para fazer valer os direitos da maioria. Em ação proposta pelo Ministério Público, o juiz Samuel de Castro Barbosa Melo, da 2ª Vara Federal da cidade paulista, proibiu o Sindicato dos Metalúrgicos (controlado pelo PSTU) de impedir o trânsito na Rodovia Presidente Dutra em todo o trecho que cruza o território da comarca, onde se situa um importante pólo industrial do país. A proibição impede o bloqueio de qualquer das avenidas paralelas à rodovia, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. As informações são de editorial do Estadão de sábado.

A ALEGAÇÃO DOS SINDICALISTAS foi a mesma que costuma ser usada por movimentos sociais, estudantis e ONGs: o fechamento de rodovias e ruas é uma forma de exercício dos direitos de expressão, associação e reunião, previstos na Constituição. Não é bem assim, afirmou o magistrado, para quem o exercício desses direitos pressupõe o respeito aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da concordância de interesses. Este exercício está limitado pela liberdade de locomoção dos cidadãos e pelo dever do Estado de prover segurança a toda a coletividade, condições que não foram respeitadas nos últimos anos aqui no Estado e, há pouco, nas diversas manifestações em Porto Alegre. De forma impune até agora, relembre-se.

O JUIZ FEDERAL REFORÇOU a sua decisão com argumentos do jurista norteamericano Robert Post, que distingue palavra e ação, ao definir o alcance da liberdade de expressão. Merece reflexão: “Um discurso proferido numa multidão em praça pública se enquadra na categoria palavra. Quebrar uma vidraça com tijolo é ação. Ambas as categorias de manifestações não são protegidas de maneira plena pelas garantias constitucionais. A liberdade de expressão, nos dois casos, deve ser protegida apenas enquanto meio para a comunicação de ideias - a palavra não é acobertada pela garantia constitucional para veicular, por exemplo, um discurso de ódio. Assim, ainda que alguém atire tijolos contra vidraças para expressar que não concorda com certo ponto de vista, e por mais clara que seja a mensagem retratada, não é possível invocar a liberdade de expressão para excluir a prevenção e a repressão civil e penal contra o vandalismo”. Muito simples.

JORGE OLIVEIRA - TRAFICANTE DE DROGAS É O NOVO PRESIDENTE DA UNASUL



Rio – O tráfico de droga, a mais poderosa organização financeira do mundo, começa a entrar na política sorrateiramente. No Rio, numa escala menor, eles se infiltraram na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa. No Norte do pais, os chefões financiam deputados e governadores. E pelo resto do Brasil, são comuns as informações de parlamentares que vivem a soldo da organização. Agora, os tentáculos dos traficantes chegaram a Unasul, entidade que reúne 12 países da América do Sul, criada em 2008, sob o pretexto de eliminar as desigualdades socioeconômicas.

Com o voto da presidente Dilma, o novo dirigente da entidade agora é o presidente do Suriname, Desiré Bouterse, condenado a 11 anos de prisão pela Justiça holandesa por tráfico de drogas. Além disso, é um serial killer político. Pesa contra ele a morte de dezenas de adversários políticos desde a década de 1980 quando disputou eleições para chegar ao poder. Não por coincidência, quando Desiré Bouterse tomava posse na sexta-feira ((30/08), Dino, o filho, era preso no Panamá por tráfico de drogas.

Na mesma reunião, o presidente da Bolívia Evo Morales, deu uma entrevista na sede da Unasul em Paramaribo, no Suriname, para chamar a atenção da presidente Dilma sobre Roger Pinto Molina, que deixou ilegalmente o seu país escoltado por fuzileiros navais brasileiros e um diplomata. Morales voltou a afirmar que o senador é um “delinquente comum”, portanto, sujeito às leis bolivianas. Exigiu que o Brasil devolvesse Molina para cumprir pena em seu país pelos crimes cometidos, entre eles, o de cortar duas árvores na sua fazenda.

A perseguição a Molina começou desde que ele entregou um dossiê ao próprio Evo Morales apontando o envolvimento da cúpula de seu governo com o tráfico de drogas. Morales sentiu-se acuado e decidiu atacar o senador em vez de mandar apurar as acusações contra seus ministros. Na verdade, Molina, com as denúncias, passou a ser o principal opositor político de Morales que, como todo déspota, faz de tudo para se perpetuar no poder.

A controvertida ação humanitária do diplomata Eduardo Saboia de tirar Molina da Bolívia só foi possível porque o governo petista não tem interesse em contrariar Evo Morales. A Bolívia mantém o Brasil refém do seu gasoduto que abastece a indústria paulista a preço (ainda) barato. Além disso, a esquerdopata sul-americana, influenciada pelos lulapatas, para se manter no poder, fazem entre si concessões vergonhosas e fecham os olhos para a infiltração na política da maior organização criminosa do planeta – o narcotráfico.

São, no mínimo, cúmplice da tragédia provocada pelas drogas no mundo.

E como vai o Congresso (dos EUA)?, por Caio Blinder

Este Congresso vai precisar tomar uma decisão histórica. Suas excelências estão no recesso, curtindo o final das férias de verão (nesta segunda-feira, aliás, é o feriadão do Labor Day, o Dia do Trabalho dos americanos). A volta ao trabalho, formalmente no dia 9, foi antecipada para muitos, por culpa do outro poder, o Não-Executivo.
O presidente Obama, sem boas soluções para a crise da Síria, abdicou do seu poder e estendeu ao Congresso a responsabilidade para autorizar as operações militares contra o regime de Bashar Assad. Caberá a senadores e deputados anunciar ao mundo se deve ser levada a sério a linha vermelha, que fora fixada por Obama, a não ser cruzada por Assad com o uso de armas químicas.
Hora de antecipar o trabalho, pois a ideia é votar sobre a questão na semana que vem e estão em curso intensas batalhas em Washington. Já no domingo, cerca de 80 congresssistas foram “brifados” com o material de inteligência sobre o uso de armas químicas pelo regime Assad. É verdade que existe muita polarização partidária no Congresso (democratas controlam o Senado e os republicanos, a Câmara), mas como em outras questões envolvendo segurança nacional (a exemplo dos vazamentos do aparato de espionagem por Edward Snowden), as divisões são complicadas.
Setores mais liberais do Partido Democrata, que não gostam muito de guerra e ainda estão combatendo George W. Bush no Iraque, se mostram satisfeitos com a decisão de Obama de transferir a responsabilidade ao Congresso e adiar o ataque contra a Siria. Setores ligados aoTea Party, a ala mais aguerrida do Partido Republicano, que não gostam de Obama e têm pendor isolacionista, também estão satisfeitos. Um Congresso mais forte em política externa (e uma decisão negativa será o precedente) tornará o país mais provinciano e irá subordinar a política externa de  uma superpotência a um excesso de interesses domésticos. A favor desta visão isolacionista e avessa a engajamentos militares, existe uma opinião pública que não está comovida com as imagens da S iria e com fadiga de intervenção depois das guerras no Afeganistão e Iraque.
Um establishment bipartidário está mais preocupado que os EUA não transmitam fraqueza e vacilacão ao mundo. Pessoalmente, creio que este setor está correto. Qual é o recado para inimigos como o Irã e aliados como Israel? A ditadura síria bravateia que os americanos estão batendo em retirada. Já perderam, já perderam.

O senador republicano Rand Paul
Aliás, uma tática da Casa Branca para ganhar o voto no Congresso será martelar que um ataque na Síria é vital para a proteção de Israel (em contrapartida, a inação irá estimular o Irã e o Hezbollah). Existe um maciço apoio bipartidário a Israel no Congresso. Um alvo preferencial desta linha de ataque? O senador Rand Paul, figura de proa do Tea Party e possível candidato presidencial em 2016.
Rand foge ao padrão bipartidário e se mostra pouco animado no apoio a Israel. Espero que o senador perca esta parada(e as próximas) e eu acredito que o argumento Israel será crucial para a vitória de Obama e dos interesses estratégicos americanos na votação no Congresso.
Há debates também sobre os planos de Obama, especialmente se um mero disparo de mísseis vai servir para alguma coisa. Dúvidas procedentes. Pacifistas e isolacionistas acham que o pouco é muito, enquanto os falcões alertam que o pouco é pouco mesmo. Claro que não podemos antecipar a dinâmica adiante. Nada garante que fique tudo por isso mesmo com o disparo de um punhado de mísseis. Rand Paul argumenta que não estão claros os interesses americanos na crise síria. Claro que a situação está turva. O fato é que não fazer nada agora fortalece Assad, assim como o setor barra pesada dos jihadistas na guerra civil, reforçando a narrativa de políticos como Rand Paul.
Uma votação já no Congresso poderia resultar em derrota para Obama, em particular na Câmara, com esta aliança de liberais democratas e teapartistas isolacionistas. Uma semana, porém, será uma eternidade. Haverá um jogo intenso entre diversos lobbies e a Casa Branca precisará fazer concessões sobre os termos muito amplos do projeto pedindo autorização para esta incursão militar na Síria. Como disse, eu aposto em uma vitória para Obama e o debate será muito mais intenso dentro do pr óprio Partido Republicano, em clima de guerra civil, devido à insurreição doTea Party contra os setores tradicionais
Existem cálculos ardilosos. Para alguns setores republicanos, há a tentação de enfraquecer o presidente, mas o risco é acelerar o desengajamento estratégico dos EUA e enfraquecer o próprio país. Para alguns setores dentro do Partido Democrata, há a tentação de dizer não para a operação miltar, mas o perigo aqui é desmoralizar o presidente. Eu não compro a ideia que interesse a Obama uma derrota para se eximir da responsabilidade.
De qualquer forma, Obama quer dividir a responsabilidade com suas excelências. Um deputado republicano muito influente, Mike Rogers, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, adverte que o Congresso deve agir com senso de gravidade histórica. A decisão terá consequências no mundo real. Nas palavras de Rogers, ditas em um show de televisão, “isto não é um reality-show de TV”. Alerta feito em um momento patético do Congresso, uma instituição bem mais impopular do que a Casa Branca e paralisada pelas intensas desavenças partidárias.
Esta é a realidade: o mundo espera uma decisão de um Congresso americano disfuncional sobre um conflito sírio disfuncional.

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