quinta-feira, 5 de setembro de 2013

É TUDO NORMAL! ,por Rodrigo Constantino


É tudo normal! Ou: Tenho preconceito contra quem diz não ter preconceitos


Fonte: G1
Se tudo é normal, então nada é normal. Se todos são especiais, então ninguém é especial. Setudo é arte, então nada é arte. Elementar, meu caro Watson. Mas vivemos em um mundo que ignora a lógica, e que, em nome do combate politicamente correto ao “preconceito”, suspende qualquer tipo de julgamento de valores.
Pensei nisso quando vi mais um caso de “eyeball tattoo”, essa “modinha” bizarra de tatuar o branco dos olhos. Já comenteisobre a menina que saiu em enorme foto na Folha, e que, além dos olhos vermelhos e de “Demônio” tatuado na testa, acrescentou um soco inglês de silicone no punho. Ela me mandou uma mensagem reclamando do meu texto e desejando paz. Estranha forma de “body language” pacífico…
Dessa vez foi um casal, com três filhos pequenos, que resolveu ter olhos negros. A ideia era chocar mesmo: “Achei que iria ficar mais assustador, a minha intenção era chocar”. Se a intenção é chocar, então há o reconhecimento de que não se trata de algo, como dizer?, normal. Certo?
Mas se você expressar algum tipo de reação de repulsa a esta bizarrice, então você é um preconceituoso, reacionário, moralista. A própria moça diz que pretende combater exatamente isso:
Questionada sobre o impacto que a mudança visual tanto dela quanto do marido causa nas crianças, ela disse acreditar que está formando pessoas menos preconceituosas. Segundo Leticia, os filhos acharam normal, bem como a avó.
É qualquer coisa, menos normal. Como liberal que sou, jamais defenderia algum obstáculo legal a essas aventuras estéticas. Cada um é dono do seu nariz, e dos seus olhos. Meu ponto é outro, de caráter mais cultural mesmo: não quero viver em um mundo onde não possamos mais chamar maluquices de maluquices, pois tudo precisa ser visto como “normal” em nome do combate ao preconceito.
Tal postura tem graves consequências em diversas outras áreas mais importantes. Um mundo onde o julgamento de valores, morais e estéticos, está suspenso, é um mundo muito perigoso. Eu prefiro julgar, condenar, e me preparar para ser julgado também.
Sou moralista? Reacionário? Que seja! Como Nelson Rodrigues, eu reajo contra aquilo que não presta. E tenho preconceito contra quem diz não ter nenhum tipo de preconceito.

Alberto Oliva: quando a ideologia mata a filosofia, por Rodrigo Constantino

Meu amigo Alberto Oliva é um dos grandes filósofos liberais brasileiros, além de muito divertido. Professor da UFRJ (infelizmente com pensamento minoritário lá dentro), Oliva concedeu uma longa entrevista à revista Filosofia, sobre diversos assuntos, entre eles filosofia e política. Seguem dois trechos que merecem destaque:
A filosofia é plural por natureza. Por isso se pode aprender a argumentar filosoficamente com diferentes correntes de pensamento. O intercâmbio crítico entre as diversas vertentes da filosofia têm ficado aquém do desejável. O enclausuramento faz com que cada filosofia se transforme em uma espécie de mônada ideacional incapaz de entrar em interação crítica com as demais. No Brasil, em particular, não se debate a natureza das divergências entre as correntes de opinião e pensamento. Há um vazio intelectual resultante por quase tudo ser recitado, quase nada problematizado. Fora dos círculos de especialistas, as posições ideológicas vêm triunfando sobre as discussões filosóficas. Qualquer coisa que se proponha em nome de uma causa (supostamente) valorosa é vista como sacrossanta a ponto de só reacionários ousarem colocá-la em discussão. O questionador é calado como retrógrado ou conservador. Confunde-se posicionamento ideológico com exercício do pensamento crítico. Quando a ideologia escancarada prevalece, tem-se a morte do pensamento.
[...]
O que aconteceu é que diante do velho e arraigado patrimonialismo tupiniquim, o PT, por esposar uma visão estatista, quis fazer uma revolução “por dentro”, isto é, alavancada pelo próprio patrimonialismo. A consequência, ainda que não pretendida, é a de levar o patrimonialismo às últimas consequências. Com o agravante de que, por sua matriz de pensamento, o PT tende a confundir (seu) governo com Estado. A meu juízo, o debate sobre isso é urgente. Só que ninguém deseja fazê-lo. Os intelectuais brasileiros são tão ideologizados que acham que, dependendo de quem está no governo, precisam optar pelo silêncio obsequioso. Dada a força do PT, discutir seu projeto de poder é de extrema importância para o futuro de nossa sociedade. Infelizmente, no Brasil quase tudo fica artificialmente polarizado. Em parte, porque o nível intelectual é baixo. Além do mais, nossa longa tradição autoritária sempre, disfarçadamente, dá um jeito de penetrar no mundo das ideias. Os grupos intelectuais hegemônicos procuram desqualificar a alteridade, a visão contrária. Dá menos trabalho, além de servir para arregimentar grupos ideologizáveis, rotular o outro, satanizá-lo. Sem falar que é uma forma sutil de desprestigiar a liberdade.
O Brasil precisa de mais pensadores, filósofos e professores como Alberto Oliva! Se tivéssemos um Oliva para cada Marilena Chauí, o país seria outro!

MÉDICO CUBANO RELATA O ESQUEMA NO CONGRESSO, por Rodrigo Constantino


O relato de um médico cubano em nosso Congresso

Isso deveria passar todo dia no Jornal Nacional. Vejam:
Esse médico cubano sabe das coisas. E vai direto ao ponto: quem apóia a ditadura cubana suja as mãos de sangue! O médico trabalha 60 a 70 horas para receber R$ 70! São explorados pelos irmãos Castro. Mas a esquerda liga para isso? Afirma que esses médicos vêm porque são solidários. E eles, os esquerdistas que defendem Cuba: são solidários aos pobres cubanos?
Vale notar o pequeno quórum no plenario e o menor ainda apoio dado ao convidado. O Brasil é mesmo um país muito atrasado ainda. Por aqui ainda se debate se o modelo cubano merece elogios ou críticas. Atraso assim não é improvisado; é obra de décadas de lavagem cerebral e muito esforço da esquerda. É hora de reverter esse quadro. É hora de expor que somente que somente um pulha, um canalha pode defender Cuba e o socialismo em pleno século 21. Tenho dito!

PROVA MATERIAL

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo


O diplomata Eduardo Saboia, que trouxe o senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil depois de 15 meses de confinamento na embaixada em La Paz, pediu ao Itamaraty a liberação das cerca de 400 mensagens trocadas nesse período entre a representação brasileira na Bolívia e a chancelaria em Brasília, sobre a situação.



O advogado de Saboia, Ophir Cavalcanti, ainda vai requerer que o depoimento do diplomata - em princípio previsto para a próxima semana - na comissão de sindicância instalada para apurar o caso só seja feito depois da entrega da documentação. A ideia é produzir prova material (e oficial) de que o então encarregado de negócios da embaixada não fez nada que não fosse de conhecimento pleno do Itamaraty.

Um dado contido na correspondência eletrônica mostraria inclusive que os adidos militares tratavam a retirada do senador como o "plano de contingência". Aí ficaria também demonstrado que Eduardo Saboia não atuou à revelia dos superiores e agiu no intuito de cumprir o dever de preservar a vida do asilado.

Cavalcanti também entrou com pedido na Justiça Federal para que ouça o senador Molina sobre as condições de vida durante o tempo em que esteve na embaixada. Segundo ele, o relato do parlamentar servirá para embasar as razões pelas quais o diplomata optou por tirá-lo de lá e, assim, sustentar a defesa no processo disciplinar movido contra Eduardo Saboia.

De acordo com o advogado, as mensagens em ordem cronológica vão deixar claro que houve uma mudança de posição do governo brasileiro desde a concessão do asilo, no primeiro semestre de 2012, até a decisão de deixar a Bolívia: do interesse inicial, passou ao titubeio quando o governo de Evo Morales começou a pressionar, e daí até a completa indiferença quanto à concessão do salvo conduto para Molina poder sair do país.

Saboia e seu advogado trabalham com a hipótese de o Itamaraty se recusar a fornecer as mensagens para a defesa, alegando sigilo de documentos de Estado, embora Ophir Cavalcanti não considere que seja um caso de proteção à segurança nacional. "Eram apenas tratativas para concretizar o asilo já concedido", argumenta.

Mas, se houver essa alegação, o advogado poderá entrar com mandado de segurança pedindo à Justiça que assegure a Eduardo Saboia o amplo direito de defesa. "Dois conceitos estarão em jogo: o do sigilo de documentos e o da garantia à defesa, que me parece preponderante", diz o advogado. Ele, no entanto, prefere não trabalhar com essa possibilidade. "Vamos dar tempo ao tempo e confiar no bom senso do Itamaraty".

AOS SOLUÇOS
É ótimo que a Câmara dos Deputados tenha aprovado o fim do voto secreto. Mas é bom não esquecer que a proposta foi apresentada há 12 anos, em 2001, votada pela primeira vez cinco anos depois, em 2006, e só aprovada anteontem, sete anos mais tarde.

Foram anos de embromação. Atitude mesmo o Congresso só tomou por força de escândalos: em 2006, o mensalão, e agora o vexame Donadon. Transferida a questão ao Senado, há agora dois caminhos: ou os senadores que já tinham aprovado uma emenda propondo o voto aberto só para casos de cassação mudam de ideia ou resolvem alterar o texto da Câmara que extingue o voto secreto para todas as votações.

Se sofrer alguma mudança no Senado, a emenda voltará ao exame da Câmara que, aí, aceita ou altera. Nesta hipótese, devolve a batata aos senadores. Enquanto isso, o risco que se corre é de o clima esfriar e o assunto voltar a dormir.

É o problema de decisões tomadas por impulso em atenção a urgências demagógicas e não por convicção dos congressistas sobre o que é melhor e mais legítimo. Como o Parlamento reage na base do grito, quando não ouve barulho a tendência é voltar ao imobilismo de sempre.

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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.