quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Em vez de socorrer o Estado de Direito, o mais antigo ministro do Supremo Tribunal Federal estendeu a mão aos quadrilheiros

Augusto Nunes
“Da maneira que está sendo veiculado, dá a impressão que o acolhimento vai representar absolvição ou redução de pena automaticamente, e não é absolutamente nada disso”, queixou-se Celso de Mello no domingo ao repórter Severino Motta, da Folha, com quem conversou enquanto tomava café com a filha numa livraria de Brasília. Nesta quarta-feira, ao votar pelo acolhimento dos votos infringentes, o decano do Supremo Tribunal Federal caprichou na pose de quem não está inocentando ninguém. Mas tornou inevitável a absolvição, daqui a alguns meses, de todos os mensaleiros condenados pelo crime de formação de quadrilha.
Ao contrário dos que votaram pela condenação, os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber não conseguiram enxergar uma quadrilha onde Celso de Mello, em agosto de 2012, viu o mais descarado bando de quadrilheiros que já contemplara em 43 anos nos tribunais. Mas o mesmo Celso de Mello, como se constatou nesta tarde, também acha que todo réu absolvido por quatro ministros do STF pode valer-se do embargo infringente para ser julgado de novo. Julgado e, no caso, inocentado por um Supremo espertamente modificado pela incorporação de duas togas escaladas para socorrer companheiros em apuros.
Com a chegada de Teori Zavaschi e Roberto Barroso, os quatro viraram seis e a minoria virou maioria. Assim, é mera questão de tempo o parto oficial do mais recente monstrengo jurídico do Brasil lulopetista: o bandoleiro sem bando. Segundo os ministros da defesa, os quadrilheiros do mensalão não formaram uma quadrilha. Como não houve quadrilha, tampouco existiu um chefe. José Dirceu, portanto, será oficialmente exonerado do cargo que exerceu enquanto chefiava a Casa Civil do governo Lula. Embora condenado por corrupção ativa (sem direito a embargo infringente), o guerrilheiro de festim sabe que acabou de livrar-se da prisão em regime fechado. Na hipótese menos branda, passará alguns meses dormindo na cadeia (e pecando em paz durante o dia).
Ao prorrogar a velharia com nome de produto de limpeza, Celso de Mello decidiu que os votos de quatro ministros valem mais que a opinião de 70% dos brasileiros que sonharam com o começo do fim da corrupção impune. Para proteger um zumbi regimental, deixou a nação exposta aos inimigos do Estado de Direito. Se tivesse socorrido a democracia ameaçada, Celso de Mello mereceria ser nome de praças e avenidas em todo o país. Por ter estendido a mão aos criminosos, talvez tenha perdido até a chance de ser nome de rua em Tatuí, a cidade paulista onde nasceu, cresceu e vai desfrutar da melancólica aposentadoria reservada a quem poderia ter sido e não foi.

Quatro notas de Carlos Brickmann

Os homens das leis
Informação do jornalista Rogério Mendelski, da rádio Guaíba, de Porto Alegre: “Levantamento feito na Câmara dos Deputados aponta que cem parlamentares respondem a processos que tramitam no STF. As acusações contra os deputados alcançam aproximadamente 35 tipos de crime (peculato, apropriação indébita trabalho escravo, corrupção passiva e ativa, estelionato, crime contra o sistema financeiro e a ordem tributária, coação, lesões corporais, crime contra a liberdade pessoal e até homicídio qualificado, etc.)”
O destino do dinheiro
São José dos Campos, SP, tem pouco menos de 650 mil habitantes ─ cerca de 0,3% da população do Brasil. Mas, conforme apurou o jornalista Max Ramon, editor de O Valeparaibano, um grupo privado educacional da cidade recebeu do Governo Federal quase 10% das verbas disponíveis para todo o país destinadas a cursos profissionalizantes do Sisutec (Sistema de Seleção da Educação Profissional e Tecnológica).
Três coincidências: o Governo Federal é do PT; a Prefeitura de São José dos Campos é do PT; o grupo Cetec Educacional, destinatário das verbas, R$ 112 milhões até o ano que vem, é de um empresário filiado ao PT, Thiago Rodrigues Pegas. O empresário garante que sua ligação com o PT e o prefeito petista Carlinhos de Almeida nada tiveram a ver com a contemplação.
A origem do dinheiro
O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira escreve o roteiro; o jornalista e escritor Fernando Morais será o narrador. O assunto, o Mensalão ─ a favor dos réus, claro. É o terceiro filme a ser planejado sobre o tema (quem saiu na frente foi Luiz Carlos Barreto, também produtor de Lula, o filho do Brasil).
Agora, a pergunta: de onde sai o dinheiro para fazer todos esses filmes? Serão feitos via Lei Rouanet? Dinheiro de renúncia fiscal usado com objetivos políticos?
Combater por dentro
Qual a semelhança política entre os irmãos Cid e Ciro Gomes, do PSB, e José Serra, do PSDB? Existe, e muita: Cid e Ciro Gomes apoiam a reeleição de Dilma Rousseff e são contrários à candidatura do presidente de seu partido, Eduardo Gomes, à Presidência da República; José Serra apoia a candidatura de José Serra e, principalmente, se opõe a Aécio Neves, que deve disputar a Presidência pelo seu PSDB.
A semelhança está aí: o principal objetivo de Cid e Ciro, no PSB, e Serra, no PSDB, é atrapalhar a vida do candidato do partido. Serra prefere qualquer um a Aécio (que o apoiou, mas sem se empenhar, nas eleições de 2002 e 2010). Cid e Ciro querem Dilma; mas, se não for possível, qualquer outro que não seja Eduardo Campos, com quem pretendem disputar o controle do PSB.

PEDRO LUIZ RODRIGUES- APÓS A VINDA DE MÉDICOS CUBANOS, LOGO VIRÃO OS ENFERMEIROS



O programa que abriu na Venezuela o caminho para a importação de quase 40 mil médicos e profissionais de enfermagem cubanos – o Barrio Adentro, criado por Hugo Chávez em 2003, que custa ao país cem mil barris diários de petróleo, repassados a Cuba – foi o que inspirou o Brasil a criar o programa Mais Médicos. No nosso caso, como não conseguimos produzir petróleo nem mesmo para atender nossas necessidades, preferimos pagar anualmente a Cuba, em dinheiro, cerca de 50 mil dólares por cada profissional recebido, embora, sabemos todos, este só perceberá 10% dessa remuneração.

O Barrio Adentro começou pequeno, mas foi se agigantando com o tempo. No início, o governo venezuelano contemplou a necessidade de apenas trazer ao país médicos cubanos. Mas logo verificou que estes necessitavam de assistentes, o que abriu caminho para a ida de grandes contingentes de enfermeiros para a Venezuela.

Quando o Governo brasileiro decidir anunciar um programa de importação de profissionais de Enfermagem estrangeiros, na modalidade dos Mais Médicos, nossos enfermeiros e enfermeiras – que hoje têm como principal objetivo reduzir sua carga de trabalho semanal de 40 para 30 horas – vão tomar um baita susto. Mas quando se derem conta, já será tarde demais.

Na verdade, já está havendo, de maneira disfarçada, uma importação de enfermeiros. O programa Mais Médicos poderia mesmo se chamar Mais Enfermeiros, uma vez que a formação de boa parte dos doutores exportados por Cuba melhor os qualificaria como profissionais de Enfermagem do que como propriamente médicos. Além disso, não se importam em ganhar uma mixaria e trabalhar 60 ou mais horas por semana, o dobro da carga horária aspirada por.

Há dias, o decano da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Assunção (UNA) , professor doutor Aníbal Filártiga, avaliando a qualidade da formação que estudantes paraguaios de Medicina receberam em Cuba, considerou-os inadequados para exercer a profissão no país, por considerar que têm estes apenas “habilidades e conhecimentos de uma licenciatura em Enfermagem”. Um estudo comparativo entre os currículos de Medicina entre Cuba e Paraguai, considerou medíocre o currículo da Escola Cubana de Medicina (ELAM).

Em recente a entrevista ao Globo, o presidente da Federação Médica Venezuelana(FMV), Dr. Douglas León Natera, disse que na Venezuela e na Bolívia, médicos cubanos cometeram diversos erros clínicos primários, indicadores de despreparo para o exercício da Medicina. Natera prepara um estudo sobre o assunto que pretende apresentar mês que vem na Associação Médica Mundial.

Por razões eleitoreiras, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante, comemoram o Mais Médicos como uma grande realização de suas respectivas pastas, enquanto, ao contrário, representa o programa o reconhecimento da falência na gestão dos dois ministérios. Foi o que Douglas Naterra disse, com todas as letras, em entrevista ao Globo.

Pesquisa:

Onde nossos políticos, autoridades e ex-autoridades receberam cuidados médicos quando sua saúde entrou em perigo nos últimos anos.

Presidente Dilma Rousseff: Hospital Sírio-Libanês (particular, São Paulo).

Ex-Presidente Lula: Hospital Sírio-Libanês.

Deputado José Genoíno: Hospital Sírio-Libanês, Santa Casa de Ubatuba.

Professor Marco Aurélio Garcia: HFA (Hospital das Forças Armadas, Brasília).

Deputado Federal Homero Pereira (PSD-SP): Sírio-Libanês.

Deputado federal Romário (sem partido-RJ): Hospital Sarah Kubitschek, rede pública.

Ministro Edison Lobão (Minas e Energia): Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo,particular.

Ministro Aloizio Mercadante: Hospital as Forças Armadas (Brasília)

Ex-Ministro (SECOM) Luiz Gushiken: Hospital Sírio-Libanês

Ministro Gilson Dipp (STF): Hospital Israelita Albert Einstein.

Ministra Míriam Belchior (Planejamento): Hospital Sírio Libanês.

Ministro Gastão Vieira (Turismo): Hospital Sírio Libanês.

Marina Silva (quando Ministra do Meio Ambiente): Instituto do Coração, São Paulo.

Senador José Sarney: Hospital Sírio Libanês.

Senador João Ribeiro : Hospital Sírio Libanês.

Senador Magno Malta: Hospital Sírio Libanês.

Senador Wellington Dias: Hospital São Marcos, Teresina, particular.

Senador Jarbas Vasconcelos: Hospital Sírio Libanês.

Senador Epitácio Cafeteira: Hospital Sírio Libanês.

A segunda morte de Aaron Alexis está a caminho, por Alexandre Borges



O interesse da velha imprensa pelo caso do atirador Aaron Alexis, um ex-militar que matou 12 pessoas numa base naval em Washington nesta segunda-feira, tem despencado em queda livre nas últimas horas. O caso é exemplar como prova de que qualquer notícia que não reforce a narrativa dos jornalistas é descartada e que entre o interesse público e a agenda política a segunda sempre vencerá.

Para começar, Aaron Alexis é negro e budista, o que já é meio caminho para que a história seja enterrada junto com ele. Em 2011, quando o esquizofrênico Anders Behring Breivik, um branco norueguês “ultradireitista” (seja lá o que isso signifique), fez seus disparos, a tragédia serviu de desculpa para todo tipo de sociologia de botequim, daquela que a TV brasileira comete sempre que um caso possa servir para vender um embuste ideológico. Já Aaron, que não tem o physique du rôle desejado, deve rapidamente ser esquecido.

Quando Trayvon Martin foi morto por George Zimmerman, Barack Obama deu um discurso em que sugeriu que Martin poderia ser seu filho. E Aaron Alexis, não poderia também? Ou Barack Obama só adota seletivamente os negros que se encaixam na sua narrativa política?

O mesmo fenômeno aconteceu em 2012 com o “atirador de Toulouse”. Minutos depois da notícia de que um atirador havia espalhado o terror naquela cidade do sul da França, jornais do mundo inteiro começaram a especular sobre o crime de ódio dos brancos europeus contra imigrantes até que se descobriu que o terrorista se chamava Mohamed Merah e era um argelino muçulmano com ligações com a Al Qaeda. O nome de Merah foi rapidamente apagado do noticiário e toda sociologia de pé quebrado retirada às pressas das pautas.

O caso de Aaron Alexis é ainda mais embaraçoso para os politicamente corretos e ativistas em geral quando se conhece os detalhes que vão emergindo a cada momento e que vão além da cor e da religião “erradas” para que ele pudesse ganhar teses de doutorado e mesas redondas na CNN e na GloboNews.

Os jornais tentaram emplacar a tese de que Aaron usou uma AR-15 e que uma arma como esta não deveria estar nas mãos de um desequilibrado mental, o que ninguém discute. Só que o atirador, sabe-se agora, não carregava uma AR-15 mas pistolas de mão, daquelas que mesmo os mais ferrenhos ativistas contra as armas legais nos EUA não ousam pensar em proibir.

Outro ponto que a imprensa e os ativistas fogem é o chamado “profiling”, ou seja, um conjunto de medidas preventivas que os órgãos de segurança poderiam adotar para minimizar o risco desse tipo de tragédia. Basicamente o procedimento é monitorar cidadãos com o padrão de comportamento amplamente conhecido pelo FBI como reclusão repentina, súbito interesse por armas, mensagens violentas em redes sociais, entre outros sinais de que algo pode dar errado em breve. Há uma série de procedimentos a se adotar nesses casos e, se houvesse mais denúncias, é claro que muitas mortes seriam evitadas.

Segundo um estudo do próprio FBI, na maioria dos casos os atiradores revelam seus planos para parentes e amigos, que deveriam ser orientados para denunciar o potencial terrorista e tentar salvar a vida de inocentes, muitas vezes crianças. Estes vizinhos, amigos ou parentes, até psiquiatras que em muitos casos acompanhavam o futuro atirador, hoje não são incentivados a reportar para as autoridades o risco potencial identificado naquela determinada pessoa, já que isso seria “preconceituoso” e politicamente incorreto e, em nome dessa escolha ideológica barata, mais e mais pessoas morrem.

Mesmo com tudo isso, o mais importante assunto de todos sobre esses assassinatos seriais é uma aberração assassina chamada “gun free zones” (zonas livres de armas), o que inclui escolas, universidades e bases militares como as de ontem, não por coincidência os locais preferidos dos atiradores.

Uma “gun free zone” é nada mais que um aviso a qualquer assassino em potencial de que, se ele estiver armado, nada vai impedir que ele faça o que quiser naquele local, que ninguém terá como se defender. O inferno das boas intenções.

A “gun free zone” é a materialização de todas as perversões ideológicas num local físico em que serem humanos são transformados em alvos indefesos por políticos que normalmente passam a vida longe desse tipo de risco, trafegando em carros blindados e rodeados de seguranças, como Bill Clinton, seu maior entusiasta e em cujo governo elas se espalharam como praga.

É bom lembrar também o caso ocorrido em 2009 na base militar de Fort Hood, quando o major muçulmano Nidal Malik Hasan matou 13 companheiros de trabalho e feriu outros trinta gritando “Allahu Akbar” (Deus é grande) enquanto fazia os disparos em outra “gun free zone”.

Como explicar que uma base naval, local de trabalho de militares, é uma zona proibida para armas, desafia a lógica, o bom senso e a sensatez. Mais do que mortos por balas, as doze vítimas de Aaron morrem por não poderem se defender, mesmo dentro de uma área militar e frequentada por profissionais das forças armadas, que assim vão ficando cada vez menos uma “força” e muito menos “armadas”.

Por que atiradores não escolhem locais repletos de gente armada para fazerem seus disparos? Por que sempre escolhem as “gun free zones”, mera coincidência? Por que não se faz uma campanha de conscientização da população para denunciar potenciais atiradores para as autoridades? Não espere ver qualquer um desses temas debatidos na grande imprensa. Como Aaron Alexis é negro, budista, atirou com pistolas de mão numa “gun free zone”, sua história simplesmente não interessa e tem tudo para ser rapidamente esquecida.

* DIRETOR DO INSTITUTO LIBERAL

Aaron Alexis podia ser filho de Obama? Ou: Negro e budista? Próximo assunto, por favor!


Em primeiro lugar: meus pêsames aos familiares das vítimas de mais um atentado nos Estados Unidos. Essas tragédias – que, ao contrário do que muitos pensam, não são exclusividade americana -, sempre chocam. Nos forçam a conviver com a simples existência do Mal, que vem do nada ceifar vidas com uma banalidade ímpar e revoltante.
O que já me leva ao primeiro ponto: a incrível necessidade de sociólogos, psicólogos e afins buscarem sempre uma explicação para fenômenos assim. É a cultura da violência, a abundância de armas, os videogames de luta, a desigualdade social, o capitalismo etc. Baboseiras e mais baboseiras em troca do muitas vezes inexplicável.
Dito isso, o caso recente do ataque de Aaron Alexis chama a atenção. Mais pela reação do que pelo caso em si. Justamente porque o autor dos disparos não se encaixa em um perfil “adequado”, digamos assim, para a grande imprensa explorar essas “mazelas” citadas. Comentei, com base nisso, em meu canal do Facebook mais cedo:
Parece que a reação ao atentado de ontem nos EUA já perdeu intensidade. Pode ser impressão minha, mas é como percebo as coisas hoje. Perguntar não ofende: seria porque o atirador era negro e budista? Isso pode dar um nó na cabeça da imprensa progressista. Será que se ele fosse branco e católico a coisa estaria “fading out” de forma tão acelerada? Fica a dúvida…
O comentário gerou um bom debate, com muita gente concordando que havia algo estranho no ar. Eu pensava em desenvolver melhor meu ponto de vista em um artigo, mas o diretor doInstituto Liberal, Alexandre Borges, antecipou-se e, como se costuma dizer por aí, “matou a pau”. Seu texto ficou excelente, e mostra bem o duplo padrão e a politização das reportagens sobre casos assim. Diz ele logo de cara:
O caso é exemplar como prova de que qualquer notícia que não reforce a narrativa dos jornalistas é descartada e que entre o interesse público e a agenda política a segunda sempre vencerá.
Nessa outra passagem, Borges toca na ferida narcísica e oportunista de Obama:
Quando Trayvon Martin foi morto por George Zimmerman, Barack Obama deu um discurso em que sugeriu que Martin poderia ser seu filho. E Aaron Alexis, não poderia também? Ou Barack Obama só adota seletivamente os negros que se encaixam na sua narrativa política?
O caso Zimmerman foi explorado pelo próprio presidente americano e pela grande imprensa de forma realmente abjeta. Já comentei sobre ele aqui. Chama a atenção que um negro morto por um hispânico em legítima defesa tenha se transformado em uma celeuma nacional sobre racismo, enquanto milhares de assassinatos de negros por outros negros sejam apenas “estatística”.
Outro aspecto que sempre surge após esses atentados é o debate sobre o desarmamento. O lobby contra as armas é forte e organizado. Ignora que países como a Suíça e Israel possuem ainda mais armas per capita, e são menos violentos. Ignora ainda que os estados americanos que proíbem ou dificultam a venda de armas são mais violentos.
Por fim, como argumenta Borges no artigo, ignora que as “zonas livres de armas” têm se transformado em um convite ao crime. O que parece fazer todo sentido: quando se sabe a priori que as armas estão vetadas para os cidadãos de bem, qualquer um com má intenção se sentirá mais confortável para atuar nesses locais. Winsconsin foi politicamente incorreto, mas nem por isso ilógico, ao expor essa placa na entrada do estado:
Eis o que temos após essa nova tragédia nos Estados Unidos: os “especialistas” de sempre buscando bodes expiatórios para culpar pela desgraça, como o vídeogame; ilações sobre avenda de armas por trás dessas ocorrências; e, após a constatação de se tratar de um negro ebudista praticante, a perda acelerada de interesse pelo assunto, seguida pela constatação de que era um “perturbado mental” que ouvia vozes.
Em suma, Aaron Alexis não podia ser filho de Obama, ao contrário de Trayvon Martin, e, ao não se encaixar no perfil que atende aos anseios de vitimização da imprensa esquerdista, deve logo perder espaço para outros assuntos da pauta. Conclui Borges:
Como Aaron Alexis é negro, budista, atirou com pistolas de mão numa “gun free zone”, sua história simplesmente não interessa e tem tudo para ser rapidamente esquecida.

Rodrigo Constantino

ESCRAVOS

“Meu salário está todo em Cuba”. É ou não é trabalho escravo?

A máscara não dura nem poucos dias. A importação de “médicos” cubanos é uma grande forma de enviar recursos do pagador de impostos brasileiro para a ditadura cubana dos irmãos Castro, e de tabela vender populismo de que está ajudando os pobres (há outras formas bem melhores de ajudá-los com os mesmos recursos).
O governo tentou se defender das acusações, mas não conseguiu. Eis que uma das “médicas” cubanas disse, com todos os pingos nos “is”, que seu salário está em Cuba, na íntegra. Ela é trabalhadora escrava da ditadura cubana, simples assim. E tem muito brasileiro que parece não ligar para isso. Vejam:
Notem que o rapaz de camisa amarela logo interrompeu a entrevista. Esses “médicos” cubanos não podem ficar livres por aí, para falar certas verdades, ou para terem suas habilidades medicinais testadas em público. É o PT importando um pedaço de Cuba para o Brasil. Junto aos “médicos”, veio também a censura e o autoritarismo…
Rodrigo Constantino

Curtas & Finas (Síria & Coreia do Norte), por Caio Blinder

Os garotões do submundo: Kim Jong-un e Assad
No clichê da crise síria, a guerra civil é briga de milícias, de bandidos. O bandidão Bashar Assad espera ser considerado o mal menor por tanta gente relutante para que o Ocidente enfie a mão na cumbuca síria. Mas, entre os comparsas de Assad, não estão apenas os aiatolás de Teerã e os terroristas do Hezbollah, mas o mandante do campo de concentração norte-coreano, Kim Jong-un.
Síria e Coreia do Norte são os únicos países do mundo, além de Egito e Angola, que sequer assinaram a Convenção de Armas Químicas de 1993, que baniu a produção, armazenamento, transferência e uso de armas químicas. Israel e Mianmar assinaram o tratado, mas não o ratificaram. Agora é a promessa síria para assinar como parte do acordo entre americanos e russos para que não haja um ataque militar dos EUA em represália ao uso de armas químicas pelo regime Assad.
Sïrios e norte-coreanos são velhos camaradas no submundo geopolítico e nas transações ilícitas envolvendo armas de destruição em massa, além de armamento convencional. E nunca podemos esquecer que o regime islâmico de Teerã, o grande aliado regional de Damasco, e a monarquia comunista de Pyongyang têm uma íntima colaboração na frente nuclear. A Coreia do Norte é um pesadelo. Já tem a bomba. O Irã sonha com ela. Esta turma se entende e nos inquieta.
Em 2007, Israel prestou um serviço ao mundo ao destruir o reator nuclear sírio que estava em construção. Era uma cópia da instalação nuclear norte-coreana em Yongbyon. Na ocasião, a rede de televisão japonesa NHK, citando fontes da inteligência sul-coreana, noticiou que técnicos norte-coreanos tinham morrido no ataque cirúrgico israelense.
A veterana jornalista americana Claudia Rosett, em um recente artigo na revista Forbes citou a imprensa sul-coreana, recheada de revelações sobre a transferência de tecnologia norte-coreana para a Síria para a produção de ogivas químicas e também na manutenção de serviços na área. A Coreia do Norte tem um dos maiores estoques mundiais de armas químicas, que num cenário aterrador poderiam ser disparadas contra Seul, capital da rival Coreia do Sul e uma das maiores metrópoles globais.
Um dos melhores argumentos para um ataque contra instalações militares sírias é o de que se trata de uma mensagem com vários destinários, entre eles o Irã e a Coreia do Norte. A mensagem fica confusa com a explosão diplomática na crise síria, as promessas de Assad e o adiamento do ataque americano.

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

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