quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Marolinha resistente, por Alexandre Garcia



Os jornais do fim-de-semana proclamam o fim da crise econômica na Europa e a solidez do Euro. Nos Estados Unidos, se festeja a volta do crescimento econômico e, pouco a pouco, a recuperação do emprego. A notícia tem duas faces: a boa,porque estamos num mundo interdependente e a saúde das economias pode beneficiar o Brasil. Mas também há o lado ruim: os investidores preferem economias sólidas, ainda que ganhem menos juros do que nas economias de risco. Preferem países em que seus governos jamais mudarão regras, em que o peso dos impostos se traduz por excelentes serviços públicos, em que os sistemas de transporte - ferrovias, rodovias, aeroportos e portos - funcionam a baixo custo. E também preferem países em que há segurança nas ruas. Diante disso, ficamos mal.




Quem mais tem sofrido é a indústria e, em conseqüência, o emprego industrial, como constata o IBGE. E quem vem salvando a pátria é o agronegócio - demonizado pela vanguarda do atraso. A balança comercial só não está pior por causa das exportações do campo e das commodities de um modo geral. A construção civil ainda é sustentada por grandes obras, mas a edificação de moradias já não mostra progresso. Até mesmo os nossos super-ricos foram rebaixados, como Eike Batista. No ano passado, segundo a lista da Wealth-X, os brasileiros eram 4.640. Agora são 4.015. No Brasil, os super-ricos - que geram emprego e investimentos - perderam 13%, enquanto na média mundial os super-ricos ganharam 6,3%.




É um país que dificulta o investimento. O presidente mundial da Volvo disse, no Salão do Automóvel de Frankfurt, que é quase impossível entrar com carros no Brasil, por causa das restrições às importações e a quantidade e tamanho da burocracia e impostos. O país fechado pensa que se protege, mas se isola. Assim, a economia mundial reage e o Brasil não. E danem-se os brasileiros que desejarem possuir o carro mais seguro do planeta, no país do trânsito que mata 167 pessoas por dia, segundo o DPVAT e deixa diariamente 1.233 brasileiros inválidos.




Na sexta-feira 13, a presidente disse em Uberlândia que não basta o PIB crescer; que é preciso crescer para todos, com saúde e emprego. Mas o fato é que só haverá emprego se o PIB estiver saudável; e só haverá saúde para todos se o SUS funcionar como deveria, já que é um dever do estado. A declaração traz a impressão de que o governo recolheu a euforia de julho, quando anunciou que PIB e inflação estavam indicando o fim da marolinha. É verdade que o entusiasmo, não o consumo com endividamento, ajuda a crescer. Mas o entusiasmo tem que ter por base a confiança.

O BRASIL ACABOU

O BRASIL ACABOU.
Não me falem mais em médicos cubanos! Não mencionem mais a luta contra o narcotráfico, nem discutam a violência urbana…Não há mais Brasil pois caiu o Estado de Direito..desmoronou a esperança, foi-se a Justiça. Hoje é dia de festa para a ralé petista. Salvaram-se! Escaparam! Estão rindo ! Debocham da esperança de justiça dos 190 milhões de Josés…das Marias..dos Pedros e Anas …enfim de todo povo brasileiro. O ministro Celso de Mello fez de um ato único uma proeza tripla – livrou bandidos, debochou da nação e humilhou o Brasil perante todo mundo civilizado..
De hoje em diante não podemos sequer fazer o que se fazia ontem: proclamar a vergonha de ser brasileiro..Hoje isso não é mais possível – O BRASIL ACABOU…
Milton Pires

A Síria não é o centro do mundo (hoje), por Caio Blinder

Leitores têm bons motivos para achar que o colunista enloqueceu. Como assim? Depois de semanas de obsessão, ele simplesmente não escreve sobre Síria? Até para mim, ajustando um bordão na seção de comentários, nesta quinta-feira não escrevo a respeito do assunto com fins terapêuticos. Fadiga é um fato e sabemos que o sonho de ditadores como Bashar Asssad é que o mundo esqueça aquele pesadelo. Vitória pelo cansaço. E até quem vive basicamente de geopolítica, pede um descanso.
Recebi uma mensagem promocional da firma de análise de risco Stratfor para vender o seu serviço. De acordo com a lorota, a crise síria deu uma amainada (sic!). O mundo continua. Stratfor explica que a longo prazo o futuro da Europa e da China é muito mais importante do que o da Síria. A Alemanha tem menos de 6% de desemprego e a Espanha mais de 25%. Será que a União Europeia aguenta o tranco? E a China vai competir com o México, hoje com salários mais baixos do que o superemergente?
Muitos aqui na coluna dizem que eu sou obamista. Num ponto concordo. A Stratfor no seu material promocional observa que o presidente Obama estava obcecado com a Síria. Realmente eu tenho algo em comum com o presidente. E estamos igualmente confusos. Quem sabe seja saudável mudar de assunto por uns dias. Prometo tentar, com tanta convicção como Bashar Assad para se livrar do seu arsenal de armas químicas.
E não dá para terminar sem dizer o óbvio. Claro que o centro do mundo para a imensa maioria dos meus leitores neste momento é a pizzaria Brasil. Alguém questiona o meu arremate? Algum embargo infringente?

PEDRO LUIZ RODRIGUES- SEGREDOS DA PETROBRAS, BEM PROTEGIDOS ATÉ DA SOCIEDADE BRASILEIRA



Mais uma vez, vejo-me compelido a falar da Petrobras, empresa que todos nós brasileiros aprendemos a estimar desde a mais tenra infância.

É que em audiência pública, ontem, no Senado, a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, disse contar com três mil funcionários lotados na área de segurança da informação (número duas vezes maior do que o de todos os diplomatas brasileiros!!!), o que lhe deixa preparada para se defender de tentativas de acesso não autorizado a seus dados estratégicos.

Assegura-se, assim, que os sistemas internacionais de espionagem estão na mesma situação do cidadão brasileiro: não têm a menor ideia do que se passa na administração da empresa.

O segredo mais protegido será, certamente, o do orçamento da construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que em sete anos passou de 2,5 bilhões de dólares para inacreditáveis 20 bilhões de dólares. Além disso, a obra, que deveria ter entrado em funcionamento em 2011 continua inacabada até os nossos dias. Até a entrega das chaves, provavelmente o custo das obras poderá ser aumentado em mais uns três ou quatro bilhões de dólares.

Em março deste ano, segundo o registro da agência Reuters, a presidente Dilma Rousseff disse o óbvio: as obras da refinaria proeseguirão. Incluiu na categoria de “aves de mau agouro” os que dizem a refinaria não será feita. Não é essa a explicação que cidadãos e contribuintes gostariam de receber: que a refinaria será feita, todos sabemos, o que não compreendemos é como uma obra prevista para custar 2,5 bilhões de dólares pulou para 20 bilhões em tão curto espaço de tempo.

Deixo aos leitores a explicação da empresa, para quem quiser acreditar: o aumento brutal nos custos (da refinaria Abreu Lima) deveu-se ao aumento da infraestrutura e da capacidade instalada de refino total em relação ao que era previsto inicialmente, às novas tecnologias que serão incorporadas para o tratamento da emissão de gases e à alta dos preços de serviços e equipamentos em função do aquecimento da indústria do petróleo. Além disso, a Petrobras explica que o custo médio de investimento por barril refinado subiu no mundo inteiro entre 2005 e 2008, passando de 20 mil para 50 mil dólares.

Convencido? Convencida?

Outro segredo guardado a sete chaves é o do mistério da autossuficiência nunca alcançada. Foi comemorada por Lula como uma extraordinária conquista, em 2006. Foi descomemorada, com absoluto silêncio, pela Presidente Dilma Rousseff, no ano passado. A promessa agora, é que será reconquistada em 2020, ano em que todos os que fazem hoje a promessa já estarão aposentados.

JORGE OLIVEIRA - DILMA, SUBJUGADA AO MARKETING, ESQUECE DE GOVERNAR



Rio – Desde que o Lula anunciou a reeleição da Dilma e se disse fora da disputa, o governo passou a ser comandado pelo marqueteiro João Santana, responsável pelas eleições dos presidentes petistas. Sempre que pode, Santana reúne em torno dele a Dilma, o Lula e assessores preocupados com a performance da presidente.

Tudo é estrategicamente traçado por ele: viagens, discursos, gestos, atitudes, sorrisos e decisões visando o segundo mandato da Dilma. Agora, até política externa.



O adiamento da viagem de estado da presidente aos Estados Unidos faz parte dessa estratégia de marketing. Os empresários e políticos estão preocupados com essas atitudes atabalhoadas desses esquerdistas mumificados. Os que hoje arrotam valentia contra a espionagem nunca levantaram a voz para cobrar dos EUA respostas aos crimes dos seus agentes contra os jovens brasileiros que lutaram contra a ditadura militar.



O próprio Lula, ao assumir a presidência, varreu tudo pra baixo do tapete. Deslumbrado com o poder, dizia-se tão intimo de Bush que numa viagem ao exterior, tranquilizou um interlocutor: “Deixa que eu vou falar com o meu amigo Bush”. A simpatia por dirigentes truculentos chegou ao ápice, quando o ex-presidente abriu uma reunião na Líbia com esse discurso: “Muammar Kaddafi, meu amigo, meu irmão e líder”.



É por causa desse comportamento político desastrado dos petistas que ninguém está levando muito a sério os arroubos da Dilma em se recusar a jantar e dançar no salão de festa do Obama . Mas, em todo esse imbróglio, o que se tenta, na verdade, é esconder – é aí que entra o marketing – a impopularidade da Dilma que ameaça a sua reeleição diante dos últimos acontecimentos que mancham o seu governo.



O roubo de 400 milhões de reais do Ministério do Trabalho, a economia sinalizando estagnação, o descrédito do ministro Mantega, o início da debandada dos partidos aliados, o sucateamento do serviço público, a crise na saúde, as obras de infraestrutura paralisadas e o processo do mensalão que vai se arrastar desgastando a imagem petista. São esses escândalos e a inercia administrativa que a Dilma tenta esconder com essas bravatas bolivarianas. Desorientada e pressionada pela cúpula do PT, que exige melhores índices nas pesquisas, a presidente viaja pelo país inaugurando obras de vereador para se manter ativa na campanha à reeleição, orientada pela equipe do marketing que ocupou o Palácio do Planalto.



Empresários e políticos dizem que a decisão de Dilma de adiar o encontro não vai interferir em nada no relacionamento entre os dois países. O Globo, em editorial, condena a bravata da presidente e considera a atitude “eleitoreira”. Portanto, nada abala a relação comercial dos dois países, mas o fato serve para que a presidente ocupe o espaço na mídia e atraia alguns brasileiros abestados para uma cumplicidade histérica e idiotizada desse blefe eleitoreiro.

GAYS OPERAM MILAGRES , por Janer Cristaldo

O beijo, esta manifestação de afeto ou sensualidade, está mudando de significado. Se antes foi gesto que identificava amigos ou amantes, hoje virou arma de ativistas, e das mais contundentes.

Duas jovens foram parar na delegacia após se beijarem em um culto comandado pelo deputado federal e pastor Marcos Feliciano (PSC-SP). O caso ocorreu anteontem, durante evento evangélico que reuniu cerca de 2.000 pessoas em São Sebastião, litoral norte paulista. 

Na manchete, a Folha de São Paulo publica:

Beijo em culto de Feliciano leva mulheres à delegacia 

Na linha fina, já não temos mais beijo, mas protesto:

Pastor ordena prisão de duas jovens que protestavam em ato evangélico 

Os gays estão operando milagres. Estão conseguindo gerar apoio a um vigarista e explorador da fé dos simples. Duas meninas se beijarem durante um ato religioso não é gesto de carinho. É provocação barata, agressão às crenças alheias. No fundo, desejo de mídia. O pastor Feliciano é a bola da vez. Elas sabiam muito bem que, após o gesto, teriam a primeira página dos jornais.

Por que não beijar-se durante uma missa? A Igreja católica participa da mesma crença do pastor, e obviamente nenhum padre toleraria tal acinte. Acontece que o pastor é primeira página na certa.

Quem me acompanha sabe que sou ateu e mantenho uma distância crítica de todas as religiões. Apesar de ser ateu, defendo a existência de todas elas. Se o ser humano gosta de ser enganado, amém! Mas os tais de pastores evangélicos há muito deviam estar na cadeia. Não administram religiões, mas caça-níqueis. Isso sem falar no exercício ilegal da medicina. Em cada emissão televisiva, os milagres superam de longe o número de milagres que Cristo realizou em toda sua vida. Ocorrem em cadeia industrial, ao ritmo de dois ou três por minuto. O pastor até parece entediar-se com a freqüência dos mesmos e descarta rapidamente o miraculado que tem nos braços para abraçar o seguinte.

Durante algum tempo, dediquei alguns minutos na madrugada para assistir às pregações dos pastores. (Ultimamente, cansei). Não que pretendesse ouvir suas baboseiras. O que me fascinava era ver aqueles templos imensos lotados, com quatro mil, cinco mil ou mais pessoas, sem que se veja uma só cadeira vazia, todos fanatizados por um discurso estúpido e obviamente desonesto. Gosto de ver quando a câmera foca rostos. Pessoas de boa aparência, com traços até mesmo inteligentes, hipnotizadas pela lábia precária do pastor.

É meu modo de entender melhor o mundo. Vivo em um pequeno universo rarefeito, de poucos amigos, todos cultos e inteligentes. Corro o risco de achar que o mundo é mais ou menos assim. A televisão então me mostra, sem que eu precise sair de casa, a verdadeira face dessa pobre humanidade. Os pastores, sem nenhum pudor, ensinam como preencher cheques e boletos bancários.

No entanto, ainda há pouco, a bicharada me obrigou a tomar defesa do pastor Feliciano.

Foi em março passado, quando li no Estadão que, na tentativa de retirar o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano do comando da comissão de Direitos Humanos, uma vez que ele se recusa a renunciar, o PPS decidiu entrar com processo por quebra de decoro parlamentar contra o pastor no Conselho de Ética do Congresso. O colegiado tinha a possibilidade de decidir por um afastamento de Feliciano da função. "Precisamos acabar de vez com a situação vexatória vivida na a Câmara desde a eleição do pastor para presidir o colegiado", afirmou o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).

Para o PPS, além das acusações de racismo e homofobia, o pastor precisa explicar denúncias de uso irregular de verbas de sua cota na Câmara. Jordy alega que Feliciano paga com dinheiro público escritórios de advocacia que lhe defendem em processos de interesse pessoal. O pastor nega irregularidade. O deputado do PPS defendeu ainda como outra alternativa uma renúncia coletiva dos integrantes da comissão de Direitos Humanos, mas a idéia teve de ser descartada pelos líderes porque a maioria do colegiado é composta por apoiadores do pastor.

Medíocres tempos estes nossos, em que me vejo obrigado a defender um pastor evangélico. Que o deputado seja afastado por uso irregular de verbas, é normal. Se bem que assim sendo, o Congresso ficaria reduzido à metade, ou muito menos. Que seja afastado por opinião, é voltar aos tempos da ditadura. É o que quer um punhado de gatos pingados, que constituem certamente a minoria mais barulhenta do país.

O deputado Feliciano foi instado a renunciar, por suas opiniões sobre homossexualismo. Bateu pé e disse que não renunciava. No dia em que um deputado legitimamente eleito para uma comissão tiver de renunciar em função da gritaria de baderneiros, acabou a democracia no país. 

Os gays estão operando milagres, dizia. Além de obrigar quem tem bom senso a apoiar o pastor, vão acabar por reelegê-lo.

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