terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ricardo Setti- Reynaldo-BH comenta 3 de 20 razões que apontei para votar CONTRA o PT em 2014

O fiel leitor e amigo do blog Reynaldo-BH se deu ao trabalho e à gentileza de analisar, em comentários separados, as 20 razões que apontei em post publicado ontem para NÃO votar no lulopetismo em 2014 — o post em que dei fim ao luto que declarara pela decisão do Supremo que estica o julgamento dos mensaleiros e a troca do luto pela LUTA política para que os que nos governam há mais de 12 anos deixem o poder.
Os comentários são tão substanciosos que resolvi publicá-los, começando pelo que analisa as três primeiras razões assinaladas no post sobre o projeto hegemônico de poder de Lula (texto original meu em negrito), que é também…
1. O projeto de tomar conta do Congresso, comprando-o com dinheiro sujo, e subordiná-lo ao Executivo.
Comprar um Congresso é, no fundo, comprar os milhões de votos que foram dados aos vendidos.
É isto que o PT enxerga como democracia e marcha histórica?
Quanto vale cada voto que demos?
Foi feita uma equação de números de votos por representantes?
Foi-nos pedido licença?
Alguém perguntou se nossa opinião (ou esperança) estava a venda?
A afronta maior não é com a representatividade popular ou com os cargos dos venais. A afronta maior é com nossa esperança.
Fomos transformados em acessórios que tem a importância de um nada na engrenagem do poder. O partido que se dizia representante dos anseios das aspirações do povo (nós) IGNOROU A TODOS.
Comprou, na bacia das lamas, a nossa vontade. Ignorou o desejo das urnas. Corrompeu a exigência popular. Transformou-se em ladrão de nossas esperanças.
Tão como a abjeta posição de quem se vendeu é a ideologia que fez da compra de nossa vontade como um artigo de mascate. Erramos. E eles cometeram crimes.
A submissão de um dos poderes da República (Legislativo) a outro (Executivo) demonstra a visão torpe de quem se acha dono do poder, desrespeitando leis, moral e ética.
Vale tudo. E sem limites.
Colocar um Legislativo a reboque das falcatruas arquitetadas em gabinetes palacianos só demonstra o desprezo pela democracia. E por nós.
Jamais houve um movimento para moralizar esta indecência. Ao contrário, houve ações deliberadas para usar e intensificar a prática odiosa.
2. O projeto daquele que o Ministério Público denunciou como sendo “chefe da quadrilha do mensalão” — e que como tal foi aceito pelo Supremo Tribunal –, o ex-ministro José Dirceu, o velho projeto totalitário de “bater neles nas urnas e nas ruas”,
2 – Eles bateram. Pesado. “Eles” somos nós.
Dez anos apanhando como uma vítima de um DOI-CODI moral. Não me acusem de exagero. Os animais de ontem (os facínoras de botas) batiam e maltratavam fisicamente. Hoje, eles batem e demonizam quem ousa discordar.
Não há espaço para ser livre. Para o livre pensar. Para a liberdade de discordar. São patrulhas ideológicas (de triste memória) sempre prontas a defender o indefensável, com argumentos que não se sustentam. Nem sustentam uma mínima lógica. Eles não se importam com isto.
Como disse Pedro caroço, digo José Dirceu, eles querem nos bater nas ruas e urnas.
Com socos ingleses?
Com cuspe?
Com ofensas?
Com nosso extermínio moral e intelectual?
Esta é a práxis do lulopetismo que tem Dirceu como mentor?
Perderam. E irão perder sempre. Conseguimos trazer vocês de volta ao Brasil (mesmo com o risco de substituição de uma ditadura por outra!) e estabelecer a democracia civil.
Não é difícil derrotar vocês. Por mais poderosos que se julguem.
3. O projeto de quem cooptou a maior parte dos partidos políticos representados no Congresso num processo obsceno de fornecimento de cargos, verbas parlamentares, vantagens e facilidades várias, tudo o que antes o lulopetismo criticava como sendo a “velha política” brasileira — que agora ele próprio pratica de forma descarada, em aliança espúria com gente como Renan Calheiros, Jader Barbalho, José Sarney, Paulo Maluf, Fernando Collor e semelhantes, com o objetivo de manter-se no poder até onde a vista alcança.
A derrota moral do PT sequer é citada pelos defensores de sempre. NUNCA ouvi (ou li) uma explicação para a opção do PT de ressuscitar Sarney, Collor, Renan, Severino, Jader, Newton Cardoso, Paulo Maluf e acrescentar Kassab e Sergio Cabral à lista de apoiadores.
Não respondem. O telefone só dá ocupado…
Não respondem por que não têm respostas. Igualaram-se porcos. Dizer que alguns destes apoiaram governos anteriores, a mim somente soa como desculpa.
Pois não foi por isso que o PT chegou ao poder? O que mudou? O PT ou os corruptos aliados do PT? Quem mudou ? Lula que chamava Collor de ladrão, ou Collor, que foi incensado por Lula em palanque? Sarney, que Lula já chamou de o maior bandido do Brasil, ou o Sarney de Lula que o cita como “especial”?
Sei que nós não mudamos. Somente fomos enganados.
E dá=lhe aparelhamento! Em um governo onde executivos sindicalistas falam “nós vai” o que se espera? O óbvio! Que se mude a língua, para que “nós vai” seja regra de um falar que despreza 500 anos de história cultural!
Ser “cumpanheiro” vale mais que 20 anos de estudos e aquisição de competências.
Esta palavra que o PT desconhece. E mesmo assim, coloca em um index de algo a ser evitado!
Os cargos são negociados à luz do dia, na frente de todos. Como se fosse normal em uma democracia. Não é. E muito menos é aceitável para quem tem um mínimo de decência.
E faço uma observação dialética: se com dizem os lulopetistas “sempre foi assim”, para que então mudamos? Para que escolhemos um partido que além de aceitar estas práticas, as fez norma de comportamento? Para que alternância de poder que fizemos se a receita era a mesma?
Quem é mais podre? O santo que luta contra as mazelas do mundo ou o que usa estas mazelas para justificar a própria podridão?
Fico por aqui.
Por enquanto. O post-manifesto do Setti dá esepaço para MILHARES de colocações.
A unir TODAS, uma: chega de humilhação!
Queremos nosso país de volta! Ou ao menos, exigimos que o rumo ÉTICO que tínhamos seja resgatado!

A globalização no combate ao trabalho infantil, por Rodrigo Constantino


A globalização no combate ao trabalho infantil

“Pais pobres, assim como pais ricos, em geral desejam o melhor para seus filhos; a pobreza é o que leva muitos deles, quando forçados a optar, a mandar os filhos para o trabalho e não para a escola.” (Jagdish Bhagwati)
artigo que escrevi sobre o trabalho infantil suscitou algumas reações esperadas, mas que, no fundo, não passam de clichês que a esquerda ajudou a disseminar ao longo das décadas. Há uma descrença muito grande de que o próprio capitalismo, a globalização, as empresas em busca do lucro podem ser as melhores armas contra o trabalho infantil. Mas são.
Em primeiro lugar, o argumento de que, se o capitalismo é mesmo tão bom para as pessoas e para erradicar o trabalho infantil, por que a Revolução Industrial contou com tantas crianças trabalhando em pesadas condições até desumanas?
Um dos mais influentes mitos sobre a história diz respeito à ideia de que o capitalismo, em sua infância, não passou do advento de um sistema possível pelo sofrimento de vários indivíduos que antes viviam confortavelmente. A relevância disso surge porque a experiência passada – ou o que entendemos por ela – é o pilar das crenças acerca das políticas e instituições que defendemos no presente.
O que consideramos ter sido seus efeitos no passado molda nossas visões sobre a aprovação ou desaprovação de diferentes instituições. Conforme diz Hayek, os mitos históricos têm, provavelmente, desempenhado um papel tão importante na formação de opiniões quando os fatos históricos. A busca honesta pelos fatos históricos, separando-os dos mitos propagados, torna-se um objetivo indispensável para quem deseja a verdade.
A aversão emocional ao capitalismo, tão difundida ainda hoje, está relacionada a esta visão de que o crescimento da riqueza através da ordem competitiva produziu uma redução no padrão de vida dos mais fracos da sociedade. Será mesmo verdade isso? O fato é que a vida sempre foi dura para a grande maioria, e antes do advento do capitalismo, nem mesmo havia a esperança de melhoria.
A população ficara estagnada por muitos séculos, até começar a aumentar vertiginosamente. O proletariado que o capitalismo é acusado de ter “criado” não era uma proporção da população que teria existido sem este sistema e que foi degradado por ele; era um adicional populacional que pôde crescer justamente pelas inúmeras oportunidades de empregos que o capitalismo possibilitou.
É evidente que os motivos não foram altruístas, como ainda hoje não o são. Ainda assim, era um momento único na história onde um grupo de pessoas considerava de seu próprio interesse usar seus lucros de forma a fornecer novos instrumentos de produção a serem operados por aqueles que, sem eles, não poderiam produzir a própria subsistência.
O ponto é que poucos se questionam sinceramente como era a vida antes da revolução industrial. Como viviam, de fato, os camponeses? Ainda que as várias horas trabalhadas nas fábricas fossem degradantes – especialmente vistas pelo conforto do progresso atual – a verdade é que a migração era vista como vantajosa para aqueles que abandonavam voluntariamente o campo (outros eram forçados a sair graças aos revolucionários que tomavam as propriedades agrícolas).
Era um avanço para eles ir trabalhar nas fábricas. Entre trabalhar várias horas e morrer de inanição, não resta muita dúvida qual a escolha preferível. Não parece honesto comparar uma realidade dura com uma alternativa inexistente, utópica, fantasiosa. Muitos repudiam o fato de mulheres e até crianças terem ido trabalhar nas fábricas, mas ignoram que era um ato voluntário, pois a alternativa era ainda pior.
O capitalismo veio para salvar estes miseráveis, não para explorá-los. Muitos dos que puderam condenar os abusos depois nem sequer estariam vivos, não fosse o progresso da industrialização. Como ingratos, cospem no prato que comeram. O professor da University of Columbia, Jagdish Bhagwati, escreveu no livro Em Defesa da Globalização:
A verdade é que a globalização – onde quer que se traduza em maior prosperidade coletiva e em redução da pobreza – tão-somente acelera a redução do trabalho infantil e estimula a matrícula no ensino elementar, gerando instrução, e, como defendo a partir da minha análise do milagre do Leste Asiático, a instrução, por sua vez, permite o crescimento rápido. Temos aqui, assim, um círculo virtuoso.
Devemos assumir, naturalmente, que os pais são, em geral, os mais interessados no futuro dos seus filhos. Parece ingenuidade demais achar que os burocratas do governo serão mais dedicados nessa tarefa que os próprios pais. Logo, parece evidente que os pais vão investir na educação dos filhos sempre que isso for possível e interessante. Se o valor presente da educação é baixo, porque não existem muitas oportunidades de emprego e o mais rentável é investir nos contatos com o governo, então a educação ficará em segundo plano.
O problema é quando a educação não compensa muito. Como disse William Easterly, do Banco Mundial, em O Espetáculo do Crescimento, “criar pessoas com elevada qualificação em países onde a atividade mais rentável é pressionar o governo por favores não é uma fórmula de sucesso”.
Como explica Bhagwati, “a simples proibição do uso de mão de obra infantil dificilmente erradicará o trabalho infantil, fazendo apenas com que os pais pobres mandem clandestinamente seus filhos trabalharem e os façam assumir ‘ocupações’ como a prostituição”. Quem ainda duvida disso, basta ver o que ocorre em Cuba. O “paraíso socialista”, mesmo com a ditadura repressora, é uma fábrica de prostituição infantil. Já os países mais capitalistas e liberais, com toda a ganância na busca pelo lucro, praticamente erradicou o trabalho infantil pesado.
O economista-chefe do Financial Times, Martin Wolf, foi na mesma linha em Why Globalization Works, lembrando que a proporção de crianças de 10 a 14 anos na força de trabalho caiu, segundo o Banco Mundial, de 23% nos países em desenvolvimento em 1980 para 12% em 2000. A queda nos países que abraçaram mais a globalização e fizeram reformas liberais foi mais expressiva.
No Leste Asiático a queda foi de 26% para 8%. Na China, foi de 30% para 8%. Já na África Subsaariana a redução foi apenas de 35% para 29%. Como fica claro, o verdadeiro remédio para o mal do trabalho infantil é a globalização, o capitalismo, as reformas liberais. Wolf afirma: “Os pais não colocam seus filhos para trabalhar por maldade ou indiferença, mas somente por necessidade”. Logo, o crescimento econômico é o caminho para o combate ao trabalho infantil.
A redução de crianças trabalhando pesado não se deu por conta de fiscalização de governos, leis duras ou esmolas estatais, mas sim por causa do avanço econômico, fruto do capitalismo global. Aqueles que realmente ficam indignados com a imagem de uma criança trabalhando numa lavoura ou carvoaria, deveriam largar a retórica de lado e procurar entender o que de fato pode combater esse mal.
Se fizerem isso com honestidade, irão abandonar o discurso antiglobalização, vão parar de condenar a ganância das empresas na busca pelo lucro, e entenderão que o capitalismo liberal é justamente o único meio para atacar o problema. O resto é papo de quem gosta de posar de nobre, mas não liga muito para resultados concretos.

VAMOS DAR O TROCO AO PT NAS URNAS?


MENSALÃO: Chega de LUTO diante da decisão do Supremo. Vamos trocá-lo pela LUTA para tirar o lulopetismo do poder, com o VOTO . Eis 20 RAZÕES para votar contra o PT em 2014

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O voto em outubro de 2014 é a grande arma para mudar o atual estado de coisas (Foto: Agência Senado)
CHEGA DE LUTO. A decepção pela decisão do Supremo de aceitar os embargos infringentes e, com eles, esticar o julgamento da quadrilha de mensaleiros até Deus sabe onde — com o risco de crimes graves serem prescritos, e quadrilheiros saírem livres, leves e soltos — foi um golpe duro na confiança na Justiça.
Escrevi dias atrás que jogava a toalha, e, quanto ao Supremo, joguei mesmo. Se vier cadeia para aqueles que tentaram um golpe de Estado branco contra a democracia, me considerarei no lucro. Mas, infelizmente — admito –, não deposito esperanças no tribunal.
Isso não me impedirá de continuar a escrever apontando as mazelas do lulopetismo que nos governa há já quase treze anos. Muito menos de apontar, sempre, a necessidade de não jogar a toalha quanto às ELEIÇÕES — não apenas para a Presidência, mas para o Congresso, algo para que grande parte dos brasileiros não dá a devida atenção na hora de votar.
Insistirei, sempre, na necessidade de tirar essa gente do poder pelo instrumento democrático do voto.
E começo hoje, dia em que dou um basta ao luto e proponho, em seu lugar, a LUTA política, por apontar PELO MENOS 20 RAZÕES PARA VOTAR CONTRA O PT NO ANO QUE VEM — o que significa votar contra o projeto hegemônico de Lula.
 O projeto hegemônico de Lula é também…
1. O projeto de tomar conta do Congresso, comprando-o com dinheiro sujo, e subordiná-lo ao Executivo,
2. O projeto daquele que o Ministério Público denunciou como sendo “chefe da quadrilha do mensalão” — e que como tal foi aceito pelo Supremo Tribunal –, o ex-ministro José Dirceu, o velho projeto totalitário de “bater neles nas urnas e nas ruas”,
Dirceu com Lula nos tempos em que comandava a Casa Civil e Lula era presidente: projeto hegemônico e de manter o poder a qualquer custo (Foto: veja.abril.com.br)
3. O projeto de quem cooptou a maior parte dos partidos políticos representados no Congresso num processo obsceno de fornecimento de cargos, verbas parlamentares, vantagens e facilidades várias, tudo o que antes o lulopetismo criticava como sendo a “velha política” brasileira — que agora ele próprio pratica de forma descarada, em aliança espúria com gente como Renan Calheiros, Jader Barbalho, José Sarney, Paulo Maluf, Fernando Collor e semelhantes, com o objetivo de manter-se no poder até onde a vista alcança.
4. O projeto de um “núcleo duro” estalinista que nunca escondeu seu desprezo pela “democracia burguesa” — e que continua não escondendo.
5. O projeto de Rui Falcão, aquele que, embora nascido e cevado nela, denuncia “a elite” e ofendeu o Supremo Tribunal Federal ao incluí-lo entre a oposição “conservadora, suja e reacionária”.
6. O projeto de Franklin Martins — que voltou a frequentar o Planalto — e sua turma, que a cada momento ressurge dentro do PT querendo um certo “controle social” da imprensa, sinônimo de calar a boca da imprensa independente.
7. O projeto dos que somente aplaudiram o Supremo Tribunal Federal APÓS a admissibilidade dos embargos infringentes — ANTES, denunciavam as condenações impostas pela corte aos quadrilheiros ladravazes como sendo um “golpe” da oposição e da imprensa e uma condenação arbitrária e “sem provas” – , não aceitando as regras mais elementares da democracia e do Estado de Direito,
8. O projeto de quem enfraqueceu o Supremo com designações de integrantes sem currículo para estar na Corte, e depois procurou aparelhá-lo, no transcurso do julgamento do mensalão, com certos ministros escolhidos a dedo para absolver Dirceu et caterva.
Lula na foto histórica de sua peregrinação até a mansão de Maluf em São Paulo para selar o apoio a Fernando Haddad (centro) como candidato a prefeito: qualquer aliança para manter o poder (Foto: Folhapress)
9. O projeto daqueles que, propositalmente, martelam nos ouvidos da opinião pública que quem se opõe aos desígnios e propósitos do lulopetismo “é contra o Brasil”, dividindo os brasileiros entre “nós” e “eles” — exatamente como fazia a ditadura militar com o odioso “ame-o ou deixe-o”.
10. O projeto de quem esvaziou, desmoralizou e politizou as agências reguladoras — criadas durante o período FHC para serem entes do Estado, e não de governos, com composição, padrão e ação técnicos –, distribuindo-as como moeda de troca entre partidos, recheando-as de militantes ideológicos e de gente despreparada.
11. O projeto de quem, com propósitos políticos e de atender a uma “elite” clientelista, inchou com milhares de militantes partidários os quadros da administração pública.
12. O projeto de quem distribuiu cargos gordos e de alto salário em conselhos de estatais e de fundos de pensão de funcionários de estatais a sindicalistas “companheiros” — não pela competência, em quase todos os casos perto de nula, mas pela afinidade ideológica,
13. O projeto de quem prestou durante o lulalato, e em menor grau continua prestando no governo Dilma, seguidas homenagens a regimes párias como o de Cuba e o do Irã, estendeu o tapete vermelho para demagogos autoritários como o falecido Hugo Chávez e passou a mão na cabeça de governantes que pisoteiam interesses brasileiros, como Evo Morales, da Bolívia.
Evo Morales (capacete branco) com militares em instalações da Petrobras ocupada pelo Exército boliviano: governo lulopetista passou a mão na cabeça de quem pisoteou interesses brasileiros (Foto: typepad.com)
14. O projeto de quem tratou os narcoterroristas das chamadas “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia”, as Farc, como grupo político legítimo no cenário colombiano, e não como os bandidos, sequestradores e assassinos que são, mostrando por eles mais consideração do que com os governos democráticos, mas “de direita”, de Bogotá.
15. O projeto de quem envergonhou o Brasil se abstendo de condenar, na ONU, regimes que massacram os direitos humanos, concedendo prioridade em desferir caneladas em aliados ocidentais, a começar pelos Estados Unidos,
16. O projeto de quem, seguindo a cartilha de uma república de bananas, abriu com generosidade os braços ao terrorista e assassino italiano Cesare Battisti, concedendo-lhe o status de refugiado político e insultando uma democracia exemplar como a Itália, tradicional amigo do Brasil e terra onde 35 milhões de brasileiros têm raízes.
17. O projeto daqueles que, na oposição, durante 22 anos sistematicamente se opuseram, por razões ideológicas, a medidas que beneficiavam o Brasil, de tal forma que nada que a atual oposição faça possa nem de longe lembrar o comportamento deletério e derrotista manifestado por Lula e o lulopetismo ao longo dos governos de quatro presidentes civis.
18. O projeto de quem, por razões ideológicas, está atado a um Mercosul inútil, cada vez mais bolivariano, que não consegue negociar acordos de livre comércio com ninguém importante e no qual, dando um passa-moleque no tradicional aliado que é o Paraguai, o Brasil contribuiu para abrigar a ditadura venezuelana, violando a “cláusula democrática” que só admite regimes livres no grupo.
Enquanto ficamos para trás no comércio internacional, países latino-americanos pequenos como a Costa Rica e o Panamá assinam acordos de livre comércio com todas as grandes potências econômicas, e o Peru, o Chile e a Colômbia unem-se ao México — que já tem acordo semelhante com os Estados Unidos e o Canadá — na Aliança do Pacífico.
19. O projeto de quem brinca com a inflação e procura ocultá-la debaixo do tapete, de olho nas eleições do ano que vem, garroteando e dando prejuízos à Petrobras, interferindo nas empresas de energia elétrica e criando uma insegurança jurídica que afasta investidores estrangeiros dos leilões de concessão.
20. O projeto de quem está jogando pela janela as chances de o Brasil dar um salto espetacular de progresso, com um governo medíocre, que promove um crescimento econômico ridículo, desequilibra as contas públicas, gasta cada vez mais com a própria manutenção e empurra com a barriga, por falta de liderança política, reformas essenciais, como a tributária.
Por hoje está bom, não? Estão aí vinte boas razões para votar CONTRA o lulopetismo no ano que vem.
Se fossem só essas vinte… Continuaremos com o assunto.
Ricardo Setti

Com o Irã, o perigo de sempre e até oportunidades, por Caio Blinder

A abertura dos debates na assembleia-geral das Nações Unidas é um infernal ritual anual. Precisamos aturar a sucessão de discursos, em geral anódinos, pronunciados por dirigentes (e dirigentas) para suas plateias domésticas. Existem também os pronunciamentos mais picantes, em que dirigentes realmente transformam o pódio em um picadeiro para uma retórica circense. Neste ano, porém, seremos poupados de Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez.
Esta aí o desafio mais sofisticado de Hassan Rouhani, sucessor do lunático Ahmadinejad, com seu discurso de estreia nesta terça-feira na ONU, na verdade, o primeiro do novo presidente iraniano para uma plateia global. No clichê dos últimos dias, Rouhani é visto como uma mescla de perigos e oportunidades diplomáticas, com seus acenos de negociações mais sérias com os EUA a respeito do programa nuclear, sem o histrionismo e a rigidez do governo passado.
Na quinta-feira, o lugar-tenente de Rouhani, o ministro das Relações Exteriores e negociador nuclear Javad Zarif vai se avistar com o secretário de Estado John Kerry, no mais importante contato diplomático entre os dois lados desde 1979. E há o suspense sobre um possível encontro informal entre Rouhani e o presidente Obama nesta terça-feira na ONU. Mais do que isto, ele teria o aval do líder supremo, o aiatolá Khamenei, que, sintomaticamente, na semana passada recorreu à expressão “flexibilidade heroica”.
Vamos tocar no ponto óbvio sobre os limites da flexibilidade heroica iraniana. É verdade que Rouhani sinalizou interesse em um pacto nuclear. Ágora é um teste para saber ate onde o regime poderia ir. Há espaço para negociar em questões como salvaguardas e inspeções no programa nuclear, restrições para o grau de pureza do urânio enriquecido e até flexiblidade para fechar a instalação subterrânea de Fordow.
O problema é o que o Irã vai exigir em troca (além do fim ou suavização de sanções internacionais): o direito de manter o enriquecimento de urânio. É um ponto inaceitável para Israel e também para o Congresso americano. Realmente não dá para acreditar na profissão de fé do regime iraniano que o seu programa nuclear não tem propósitos militares. A questão é conviver com o perigo através de uma política de contenção (poder dissuasório) ou tentar detoná-lo, sobre o que existem dúvidas em setores do aparato da inteligência israelense.
O Irã não tem nada a perder com o aceno para as negociações sérias. Testa as águas e, caso as coisas não avancem na diplomacia, continua avançando com seu programa nuclear. Khamenei dá visibilidade para Rouhani e, dependendo da evolução dos acontecimentos, pode abençoar ou jogar o presidente na fogueira da pureza revolucionária.
Um dos meus gurus em Oriente Médio, Jeffrey Goldberg, pede passagem aqui. Ele é um sujeito cético sobre a agenda iraniana, mas acredita que exista espaço diplomático. Muito obamista nesta análise para o meu gosto, Goldberg argumenta que a Casa Branca tem sido mais dura e consistente do que acusam os críticos. Como resultado das sanções e da ameaça do uso de força, o Irã, segundo Goldberg, começa a entender o preço a pagar por seus desejos atômicos.
Goldberg coloca as ressalvas evidentes: a ofensiva de relações públicas de Rouhani pode ficar nisso mesmo. Ele qualifica o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de “parceiro indispensável” de Obama (não que ambos gostem deste tipo de relacionamento), atuando como o ‘bad cop” na trama, enquanto o presidente americano está mais para “policial ambivalente” e não o bonzinho. O temor de Goldberg é que a Casa Branca fique muito excitada com a perspectiva de um acordo em que os iranianos preservem a capacidade de fabricação de bombas nucleares.
Goldberg arremata sua análise com um tom obamista, no sentido de que as sanções estão funcionando e o presidente (tanto na questão iraniana, como na crise síria) está mais assentado do que dias atrás, quando parecia atordoado com o rumo dos acontecimentos. Esta aí, de acordo com Goldberg, o potencial para uma abertura histórica. Eu confesso estar atordoado com tantas mudanças repentinas no Oriente Médio.

PDT, UM PARTIDO EM DECOMPOSIÇÃO MORAL, por Jorge Oliveira

Rio – Quando o Brizola Neto acusou Carlos Lupi de chefiar uma quadrilha e não um partido político a nação ficou estarrecida. Esperava a reação dos parlamentares do PDT em relação ao seu presidente. Mas o que se viu foi um silencio obsequioso diante do mal-estar das denúncias de que Lupi seria o responsável pelo sumiço de R$ 400 milhões do Ministério do Trabalho, segundo investigações da Polícia Federal que prendeu a cúpula do ministério.

Agora, começam as reações dentro do partido. O deputado Reguffe se diz envergonhado e anuncia a desfiliação do partido. E para não perder o mandato, se não for para um partido recém-criado, deve alegar que não pode dividir o mesmo teto com um dirigente partidário que chefia uma organização criminosa. Só assim poderá tentar receber um salvo conduto da Justiça eleitoral.

A saída de Reguffe pode provocar uma debandada geral do PDT. Pelo menos é isso que se espera de políticos como o deputado Miro Teixeira, os senadores Cristovam Buarque e Pedro Taques e outros expoentes do partido que pregam a moralidade pública. É de se estranhar que esses políticos até hoje não tenham se manifestado sobre as acusações da Polícia Federal que jogou um caminhão de lama na história dos socialistas moreno. É mais ainda curioso que a presidente Dilma se omita diante das ameaças do atual ministro Manoel Dias, o Maneca, de botar a boca no trombone se for demitido, ou seja, denuncia todas as falcatruas que vêm ocorrendo dentro do MT nos últimos dez anos.

A sinceridade do Maneca é cortante. Ele confessa, com todas as letras, que existem desvios de recursos na sua Pasta ao dizer que são “impublicáveis” o que acontece dentro do órgão. A presidente – que se apresentou ao país no início do mandato como uma faxineira da moralidade – não deu um pio sobre a organização mafiosa que atua dentro do MT e se acovardou diante da chantagem de Maneca.

A banda dos paladinos pedetistas que alardeia ética e moralidade pública está quieta. Prefere o silêncio da conveniência a um confronto com Lupi, uma caixinha de segredo, cada vez mais fortalecido dentro do partido a julgar pela última reunião do diretório que presidiu e deu as cartas. Imagina-se o constrangimento de uma reunião chefiada por Lupi, o ex-ministro que quebrou a espinha dorsal, quando num gesto de servilismo para manter o cargo, curvou-se para beijar a mão da Dilma, para depois declarar que só sairia do ministério à bala. Uma semana depois, a presidente o demitiria como corrupto com o carimbo da Comissão de Ética.

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