quarta-feira, 2 de outubro de 2013

10/07/2006 – *A REVOLUÇÃO SILENCIOSA*



*Diego Casagrande, jornalista – Porto Alegre/RS*

Não espere tanques, fuzis e estado de sítio.
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Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevês e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades.
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Não espere tanques nas ruas.
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Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades.
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Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas.
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Não espere porque você não vai encontrar, ao menos por enquanto.
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A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida.
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Ela é bem diferente.
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É hoje silenciosa e sorrateira.
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Sua meta é o subdesenvolvimento.
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Sua meta é que não possamos decolar.
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Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas.
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Corrói a valoração do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem.
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Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática.
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Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos não serve.
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Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações.
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Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser “humano” e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros.
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Ter é incompatível com o ser.
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Esse é o princípio que estamos presenciando.
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Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por conseqüência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente.
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Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem. A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público. Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara.
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A constatação que faço é simples. Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental – que é óbvio faz parte da revolução silenciosa – as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário. Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males. E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população. Ao contrário, ele sempre descamba para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos.
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No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo. São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa. Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos. Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destrói a produção, e sim o invadido, um facínora que “tem” e é “dono” de algo, enquanto outros nada têm. Como se houvesse relação de causa e efeito.
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Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro “Geografia”, obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro. O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade. Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de “alguns” e que assentamentos e pequenas propriedades familiares “são de todos”. Aprendem que “trabalhar livre, sem patrão” é “benefício de toda a comunidade”. Aprendem que assentamentos são “uma forma de organização mais solidária… do que nas grandes propriedades rurais”. E também aprendem a ler um enorme texto de… adivinhe quem? João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros. O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence. Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que “meninos e meninas, a nova geração de assentados… formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem-Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST”.
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Essa é A revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas. Nada mais totalitário. Nada mais antidemocrático. Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazi-fascista.
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Tristes são as conseqüências.
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Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio. Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes. Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim.
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A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles.
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O antídoto para A revolução silenciosa? Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da Stazi silenciosa. Não há silêncio que resista ao barulho.

” A mercadoria é, antes de mais nada, um objeto externo, uma coisa que, por suas
propriedades, satisfaz necessidades humanas, seja qual for a natureza, a origem delas, provenham do estômago ou da fantasia. (MARX, 2001, p. 57). “

Professor não tem direito de “fazer a cabeça” de aluno

Por Miguel Nagib
É lícito ao professor, a pretexto de “despertar a consciência crítica dos alunos” — ou de “formar cidadãos”, “construir uma sociedade mais justa”, “salvar o planeta”, etc. –, usar a situação de aprendizado, a audiência cativa dos alunos e o recinto fechado da sala de aula para tentar obter a adesão dos estudantes a uma determinada corrente ou agenda política ou ideológica?
Com outras palavras: é lícito ao professor tentar “fazer a cabeça” dos alunos?
A resposta a essa pergunta está no art. 206 da Constituição Federal, que diz o seguinte:
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
Como se vê, ao lado da liberdade de ensinar dos professores — a chamada liberdade de cátedra –, a Constituição Federal também garante a liberdade de aprender dos estudantes.
Seja qual for, na sua máxima extensão, o conteúdo jurídico dessa liberdade de aprender, uma coisa é certa: ele compreende o direito do estudante a que o seu conhecimento da realidade não seja manipulado pela ação dolosa ou culposa dos seus professores. Ou seja: ele compreende o direito do aluno de não ser doutrinado por seus professores.
Esse direito nada mais é do que a projeção específica, no campo da educação, da principal liberdade assegurada pela Constituição: a liberdade de consciência.
A liberdade de consciência é absoluta. Os indivíduos são 100% livres para ter suas convicções e opiniões a respeito do que quer que seja. Ninguém pode obrigar uma pessoa, direta ou indiretamente, a acreditar ou não acreditar em alguma coisa. O Estado pode obrigá-la a fazer ou não fazer alguma coisa, mas não pode pretender invadir a consciência do indivíduo para forçá-lo ou induzi-lo a ter essa ou aquela opinião sobre determinado assunto. Isto só acontece em países totalitários como Cuba e Coreia do Norte.
Como o ensino obrigatório não anula e não restringe a liberdade de consciência do indivíduo — do contrário, ele seria inconstitucional –, o fato de o estudante ser obrigado a assistir às aulas de um professor impede terminantemente que este se utilize de sua disciplina, intencionalmente ou não, como instrumento de cooptação política ou ideológica.
Portanto, com base no art. 206 da CF, pode-se definir juridicamente a prática da doutrinação política e ideológica em sala de aula como sendo o abuso da liberdade de ensinar do professor em prejuízo da liberdade de aprender do estudante.
Esse abuso da liberdade de ensinar também compromete gravemente a liberdade política dos alunos, já que o fim último da doutrinação é induzir o estudante a fazer determinadas escolhas políticas e ideológicas. E como se alcança esse resultado? Mediante a desqualificação sistemática de todas as correntes políticas e ideológicas menos uma: aquela que desfruta da simpatia do professor.
Dessa forma, os estudantes são induzidos a fazer determinadas escolhas; escolhas que beneficiam, direta ou indiretamente, os movimentos, as organizações, os partidos e os candidatos que desfrutam da simpatia do professor ou que contam com a sua militância.
Sendo assim, não há dúvida de que esses estudantes estão sendo manipulados e explorados politicamente por seus professores, o que ofende o art. 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), segundo o qual “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de exploração”.
É certo que o professor doutrinador não se vale da violência para constranger os alunos. Mas, ao estigmatizar determinadas perspectivas políticas e ideológicas, a doutrinação cria as condições para um tipo de constrangimento muito menos sutil: o bullying político e ideológico que é praticado pelos próprios estudantes contra seus colegas. Em certos ambientes, um aluno que assuma publicamente uma militância ou postura que não seja a da corrente dominante corre sério risco de ser isolado, hostilizado e até agredido fisicamente pelos colegas. E isto se deve, principalmente, ao ambiente de sectarismo criado pela doutrinação.
Professor doutrinador é aquele que usa suas aulas para tentar transformar seus alunos em réplicas ideológicas de si mesmo. Assim agindo, porém, o professor infringe o art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante aos estudantes “o direito de ser respeitado por seus educadores”. Com efeito, um professor que deseja transformar seus alunos em réplicas ideológicas de si mesmo evidentemente não os está respeitando.
Por fim, a prática da doutrinação ideológica configura uma afronta ao próprio regime democrático, já que ela instrumentaliza o sistema público de ensino e os estudantes com o objetivo de desequilibrar o jogo político em favor de um dos competidores.
Em suma, o professor que usa suas aulas para “fazer a cabeça” dos alunos, por mais justas e elevadas que lhe pareçam as suas intenções, está desrespeitando, ao mesmo tempo, a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Cabe às autoridades educacionais e aos responsáveis pelas escolas adotar medidas eficazes para coibir essa prática covarde, antiética e ilegal. E cabe ao Ministério Público — a quem a Constituição Federal atribui “a defesa da ordem jurídica e do regime democrático” e a legislação ordinária, a defesa dos interesses das crianças e dos adolescentes e dos consumidores — exigir que essas medidas sejam adotadas.
E que medidas são essas?
Muito pode ser feito, sem dúvida. Mas o mais importante e urgente é informar os alunos sobre o direito que eles têm de não ser doutrinados por seus professores.
Trata-se, aqui, mais uma vez, de um direito assegurado pela Constituição Federal: o direito — que decorre do princípio constitucional da cidadania (CF, art. 1º, II) — de ser informado sobre os próprios direitos.
Conferindo efetividade a esse princípio, o Código de Defesa do Consumidor — que é aplicável no caso da relação professor-aluno, uma vez que o professor é preposto do fornecedor dos serviços prestados ao aluno — enumera entre os princípios da Política Nacional das Relações de Consumo a “educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres” (art. 4º, inciso IV).
Além disso, o art. 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) estabelece que uma das finalidades da educação é preparar o educando “para o exercício da cidadania”.
Assim, tanto por força da Constituição, como por força do Código de Defesa do Consumidor e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as escolas públicas e privadas têm o dever jurídico de educar e informar os estudantes sobre o direito que eles têm de não ser doutrinados por seus professores.
Como cumprir esse dever? É simples: basta afixar em locais onde possam ser lidos por estudantes e professores (preferentemente nas salas de aula, mas também nas salas dos professores) cartazes com os seguintes preceitos:
1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.
2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.
3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.
4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.
5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.
Negar aos alunos o conhecimento desses deveres do professor é o mesmo que sonegar-lhes as condições mínimas necessárias ao exercício da cidadania dentro da própria escola!
Portanto, é necessário e urgente educar e informar os estudantes sobre os direitos compreendidos na sua liberdade de aprender, a fim de que eles mesmos possam exercer a defesa desses direitos, já que, dentro da sala de aula, ninguém mais poderá fazer isso por eles.

Estado-babá: deputado socialista quer proibir venda de refrigerante para menores de 18 anos

“O refrigerante não é alimento e não traz qualquer benefício à saúde”. Esta é uma das justificativas do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) que apresentou, recentemente, o Projeto de Lei 6283/2013 proibindo a venda de refrigerantes para menores de 18 anos de idade
A matéria proíbe a comercialização, em um perímetro de 200 metros das escolas de educação básica, qualquer tipo de refrigerante. Além deles também fica restrita a venda de alimentos com um alto teor calórico, como: massas folhadas, frituras, biscoitos recheados, pipocas industrializadas, sucos artificiais, enlatados, alimentos que contenham gordura trans, balas, pirulitos e gomas de mascar. Ou seja, eliminar de vez a diversão da garotada, que tem parte da sua alimentação voltada para esses alimentos. 
De acordo com o socialista o seu projeto, apesar de ser intitulado como “radical” por alguns, é leve e visa a prevenção da obesidade no Brasil. “Quero proibir a venda perto das escolas. Aí o menino dana-se a tomar refrigerante e depois está obeso. A minha proposta é para ver se a gente vai educando a meninada. Falta uma cultura, uma educação, uma conversa com relação a isso. Se a gente der uma apertada vai diminuir o consumo e mais na frente vamos ter menos obesos”, afirmou o deputado, em conversa com o Portal LeiaJá.
A mentalidade paternalista é assustadora no Brasil. Por aqui, tudo se resolve com mais leis, proibições, estado. E para o inferno com a liberdade individual!
A obesidade é um problema? Sim. Então vamos resolvê-lo vetando a venda de refrigerantes para menores? Absurdo! Minha filha, como a imensa maioria das crianças, bebe refrigerante e não é obesa. O abuso não deve tolher o uso. Conceito básico jurídico.
Esse socialista (tinha que ser!) precisa entender isso. São os próprios pais que devem cuidar da saúde de seus filhos, não o estado, não um deputado distante em Brasília. Esse tipo de postura vai em um crescendo asfixiante.
Em pouco tempo, haverá fiscal do governo dentro de nossas casas avaliando o cardápio alimentar da família. Xô, paternalistas autoritários! Cuidem de suas próprias vidas, e deixem-nos em paz!

Lula só vai na boa

Blog do Paulinho

Lula não poderia mesmo ir ao Parque São Jorge

setembro 30, 2013




O ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, foi a ausência mais sentida por Andres Sanches nos festejos de aniversário do Corinthians, realizados nas obras do “Fielzão”.

Tanto que Sanches, em discurso, mesmo debaixo de algumas vaias, esqueceu-se da desfeita, agradecendo ao líder petista pela enorme força na viabilização da nova casa corinthiana.

A verdade é que Lula, ultimamente, só tem comparecido em eventos que possa discursar, sem a interferência da imprensa.

Preferiu, então, se não arriscar a participar da quase certa sabatina a que seria exposto no Corinthians.

Dois são os assuntos que certamente o constrangeriam no evento.

Um deles, nacional, refere-se a demissão da “companheira” Rosemary Noronha, de enorme “proximidade” com o ex-presidente.

O outro, mais relacionado com os festejos, seria a dificuldade em explicar que argumentos teriam sido utilizados para convencer a Odebrecht a gastar R$ 1 bilhão na construção de um Estádio privado, fato inédito na história mundial, e, principalmente, que meios serão utilizados para ressarci-la.

Assunto tão complicado que obrigará o CORI, do Corinthians, a se reunir na noite de hoje para discutir a criação de um novo FUNDO de Investimentos para viabilizar o págamento, sem porém, que nenhuma explicação tenha sido fornecida para o fracasso do anterior, e, mais, quem arcará com os prejuízos de toda essa nova operação.

PEDRO LUIZ RODRIGUES- SEM AUMENTO DE PREÇOS, PETROBRAS VAI SE DESFAZER

Depois de amanhã, dia 3, a Petrobras estará completando seu 60º aniversário.

A festinha, se houver, vai reunir só a família, pois o momento é de vacas magras, não recomenda qualquer extravagância.

Os tempos eufóricos de Lula, comemorando aumentos de produção, autossuficiência, lucros extraordinários e grandes programas de investimentos viraram apenas lembrança.

Tudo foi se esvaindo. A retórica comemorativa deu lugar ao silêncio e a explicações que ninguém mais acredita.

A grana anda curta na empresa, que além de ter de arcar com um pesado programa de investimentos em sua área fim, o petróleo, tem ainda de desembolsar polpudas somas para pagar a propaganda sobre a excelência do Governo Federal, esta com gente sorridente que entope os horários nobres das emissoras de televisão.

E também, nada de regalos ou presentes.

O mais desejado pela empresa – o aumento dos preços dos combustíveis-, não pode ser dado de imediato, consideradas as circunstâncias delicadas pelas quais atravessa o País, sob o risco de estouro das metas inflacionárias. O último aumento foi concedido em janeiro passado (6,6% para a gasolina, 5,4% para o diesel), e tudo sugere que o governo esperará, se puder, até o próximo janeiro, mês de férias, para conceder novo reajuste para os combustíveis. Para a empresa, que desejava um aumento de 15%, o que foi concedido teve o mesmo efeito de um Melhoral infantil.

Há razões para que na gigantesca estatal, em vez do clima festivo, predomine o de apreensão. Hoje, três anos depois de sua gigantesca e comemorada capitalização (de 54 bilhões de dólares, ou 120 milhões de reais, ao câmbio atual), o valor de mercado da Petrobras (medido pela cotação de suas ações na Bovespa) é de 108 bilhões de dólares, metade do que valia em outubro de 2010 (204 bilhões de dólares). Isso quer dizer que hoje a empresa vale menos do que valia antes da capitalização.

No acumulado do ano de 2012, o lucro da estatal alcançou R$ 21,18 bilhões, uma queda de 36% em relação a 2011 (R$ 33,31 bilhões). Em 2013 o declínio tende a continuar, tendo sido circunstancialmente maquiado pela venda de metade dos ativos da empresa na África (o que permitiu que o lucro operacional fechasse o segundo trimeste com lucro de R$ 11,1 bilhão, 110% superior ao registrado no mesmo período de 2012.

Como já observei, em artigo anterior, entre 2008 a 2012,o consumo de gasolina cresceu 58%, sem que a Petrobras tivesse condição de acompanhar a demanda com a produção interna. O Brasil saiu da situação de exportador de gasolina, com receita de US$ 1,8 bilhão em 2007, para a de importador, com gastos de US$ 3 bilhões em 2012.

Uma boa notícia: a Petrobras aumentou sua produção de petróleo em mais de um por cento no mês de agosto.

Uma má notícia: as importações de petróleo e combustíveis entre janeiro e setembro de 2013 deverão beirar os 30 bilhões de dólares. Considerando somente o petróleo, as importações deverão bater nos 15 bilhões.

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