sábado, 12 de outubro de 2013

Homenagem ao Dia das Crianças: uma sociedade adolescente. Ou: Os adultescentes

Em homenagem ao Dia das Crianças, vou indicar um livro interessante. Trata-se de “A sociedade que não quer crescer”, do argentino Sergio Sinay. O livro disseca os perigos do fenômeno que podemos observar facilmente no Brasil também: adultos que se negam a ser adultos. São os “adultescentes”.
Como a Argentina parece estar em estágio mais avançado da patologia, os alertas de Sinay tornam-se ainda mais importantes. A Argentina pode ser o Brasil amanhã, o que é uma visão assustadora. Não só porque a presidente exagera no botox, mas porque a volta ao passado populista se dá a passos largos.
O autor faz a ligação entre essa postura infantil de boa parte da população e a anomia em que vive seu país, cada vez mais bagunçado e autoritário. É o que acontece quando os adultos preferem agir como adolescentes, no afã de postergar ao máximo a velhice.
Maturidade exige renúncia, sacrifício, responsabilidade e compromisso. Tudo aquilo que muitos adultos modernos fogem como o diabo foge da cruz. Talvez para aplacar sua angústia existencial, esses adultos desejam permanecer jovens para sempre, e agem como tal. São colegas de seus filhos, e delegam a responsabilidade de educá-los a terceiros. Confundem seus caprichos com direitos. Nas palavras do autor:
Uma sociedade empenhada em permanecer adolescente vive no imediatismo, na fugacidade, nas rebeliões arbitrárias que a nada conduzem, na confrontação com as regras – com qualquer regra, pelo simples fato de existirem – no risco absurdo e inconsciente, na fuga das responsabilidades, na ilusão de ideais tão imprevistos como insustentáveis, na absurda luta contra as leis da realidade que obstruem seus desejos volúveis e ilusórios, na rejeição ao compromisso e ao esforço fecundo, na busca do prazer imediato, ainda que se tenha que chegar a ele através de atalhos, na confusão intelectual, na criação e adoração de ídolos vaidosos colocados sobre pedestais sem alicerces.
Impossível não pensar em Chávez, Morales, Corrêa, Kirchner e Lula. Ou ainda nos artistas e atletas famosos que levam vidas altamente questionáveis do ponto de vista ético, mas ainda assim viram heróis nacionais. Eis o exemplo que Sinay usa do lado argentino:
Uma sociedade é adolescente quando carece de critérios para distinguir entre as habilidades futebolísticas de seu maior ídolo esportivo, Diego Maradona, e suas condutas irresponsáveis, sua ética duvidosa, seus valores acomodatícios; quando acredita que aquelas habilidades justificam tais ‘desvalores’ e quando, assim como um adolescente, os vê como um tributo invejável.
Não podemos ridicularizar nossos “hermanos” nesse ponto. Basta pensar nos nossos próprios heróis. Para sair do futebol, que tal Oscar Niemeyer? Os brasileiros não souberam separar seu talento artístico do restante, e criaram a imagem de um grande humanista abnegado. Um humanista que adorava o maior assassino de todos os tempos: Joseph Stalin.
O comunismo foi o sonho adolescente de intelectuais que pariu o pesadelo real de milhões de pessoas. Combatê-lo é um dever moral. Hoje ele se adaptou, mudou, mas ainda sobrevive como “socialismo bolivariano”, com que muitos brasileiros flertam.
Até quando vamos viver em uma sociedade adolescente, que se recusa a amadurecer e deposita no “papai” governo uma fé messiânica?
Rodrigo Constantino

Leituras recomendadas para se tornar um liberal, por Rodrigo Constantino

Muitos leitores me pedem recomendações de leitura sobre liberalismo. Segue, então, uma lista rápida e resumida, com 50 livros que ajudam na formação de um liberal. Após tais leituras, é praticamente impossível não abandonar o esquerdismo e abraçar o liberalismo (com viés conservador de boa estirpe).

Democracia na América – Tocqueville
The Constitution of Liberty – Hayek
The Commanding Heights – Daniel Yergin
Manual do Perfeito Idiota Latinoamericano – Montaner, Mendonza & Vargas Llosa
Capitalism and Freedom – Milton Friedman
A Obsessão Antiamericana – Jean-François Revel
The Virtue of Selfishness – Ayn Rand
America’s Great Depression – Murray Rothbard
The Mistery of Capital – Hernando de Soto
The Road to Serfdom – Hayek
Eu, Lápis – Leonard Read
Capitalism: The Unkown Ideal – Ayn Rand
Os Limites da Ação do Estado – Humboldt
A Lei – Bastiat
O Que é o Liberalismo? – Donald Stewart Jr.
Entre os Cupins e os Homens – Og Leme
Free to Choose – Milton Friedman
A Rebelião das Massas – Ortega y Gasset
As Seis Lições – Mises
Desestatização do Dinheiro – Hayek
The Quest for Cosmic Justice – Thomas Sowell
Propriedade e Liberdade – Richard Pipes
The Ethics of Redistribution – Bertrand de Jouvenel
O Mito do Contexto – Karl Popper
Economics in One Lesson – Hazlitt
Liberty for Latin America – Alvaro Vargas Llosa
The Discovery of Freedom – Rose Wilder Lane
A Sociedade de Confiança – Alain Peyreffitte
The Man Versus the State – Herbert Spencer
The Fatal Conceit – Hayek
Salvando o Capitalismo dos Capitalistas – Luigi Zingales & Rajan
Vienna & Chicago: Friends or Foes? – Mark Skousen
How Capitalism Saved America – Thomas DiLorenzo
Quarenta Séculos de Controles de Preços e Salários - R. Schuettinger & E. Butler
Do Bom Selvagem ao Bom Revolucionário – Carlos Rangel
A Conflict of Visions – Thomas Sowell
Liberal Fascism – Jonah Goldberg
The Vision of the Anointed – Thomas Sowell
A Capitalism for the People – Luigi Zingales
Civilization – Niall Ferguson
The Conservative Mind – Russell Kirk
Anything Goes – Theodore Dalrymple
The Victims’ Revolution – Bruce Bawer
Why the West is Best – Ibn Warraq
Life at the Bottom – Theodore Dalrymple
Spoilt Rotten – Theodore Dalrymple
The uses of pessimism – Roger Scruton
Em busca de um mundo melhor – Karl Popper
Sociedade Aberta e seus Inimigos – Karl Popper
Limites da utopia – Isaiah Berlin
Não é uma lista completa, claro, e é um tanto arbitrária. Mas em um ano de mergulho intenso nessas obras, garanto resultado satisfatório ou seu dinheiro de volta! Partindo da premissa da honestidade intelectual, quem tiver acesso a esses livros jamais permanecerá um esquerdista!

LUPI PLANEJA PASSAR A ‘RASTEIRA’ EM DILMA EM MARÇO

A fim de segurar ao máximo o Ministério do Trabalho, comandado por seu braço direito Manoel Dias, o dono do PDT, Carlos Lupi, quer deixar para março o lançamento de candidatura própria à Presidência da República. Segundo disse a dirigentes, Lupi quer o senador Cristovam Buarque (DF) na disputa, com o objetivo de valorizar o passe do partido nas negociações de apoio em eventual segundo turno em 2014.

ESTADÃO- Facção criminosa tenta levar casos do PCC ao STF

Bruno Paes Manso e Marcelo Godoy


O crime organizado quer influenciar as decisões do Supremo Tribunal Federal e se infiltrar na corte. É o que demonstram as interceptações telefônicas feitas pelo Ministério Público.

Veja também:
Maior investigação da história do crime organizado denuncia 175 do PCC
PCC planeja matar o governador Geraldo Alckmin, revelam escutas
'Nós não vamos nos intimidar', diz Alckmin sobre o PCC


A ação dos bandidos foi detectada pela primeira vez em 2010 e envolveu uma articulação entre pelo menos dois integrantes da Sintonia Final Geral, a cúpula da facção, e advogados que trabalhariam para a Sintonia dos Gravatas, o departamento jurídico do PCC.

No dia 28 de agosto de 2010, à 0h46, Daniel Vinícius Canônico, o Cego, conversou com uma advogada identificada pelo MPE como Maria Carolina Marrara de Matos. Ele reclama de que dificilmente um benefício legal é concedido aos detentos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde está a maior parte da cúpula da facção.

A advogada revela então o plano de reunir diversos recursos negados pela Justiça de São Paulo aos integrantes da facção, como pedidos de concessão do regime semiaberto. Diz a Cego que o "irmão" dela "foi chamado para trabalhar com um ministro, o (Ricardo) Lewandowski".

O Estado procurou entre os funcionários do gabinete do ministro algum que tivesse o mesmo sobrenome. Não encontrou. Também procurou a advogada nesta sexta-feira. Ela negou que conhecesse alguém no STF. Disse que seu irmão não trabalha lá. "A acusação é um absurdo e eu tenho como provar", disse.

No telefonema, Cego pede que a advogada faça o que propõe e ela afirma que vai a Brasília falar com o ministro. Não há nenhuma indicação na investigação de que a conversa realmente tenha ocorrido.

Em 15 de setembro de 2010, os investigadores surpreenderam um dos maiores traficantes do PCC, Edilson Borges Nogueira, o Biroska, pedindo para sua mulher que procurasse uma advogada identificada como Lucy de Lima. A advogada devia contatar um político de Diadema, no Grande ABCD, para que ajudasse a obter benefícios no cumprimento de sua pena.

O político era um vereador da cidade - Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT). AoEstado, Maninho disse que teve contato com Biroska apenas quando era criança, pois o pai dele ("Seu Nonô") era guarda da prefeitura de Diadema e o irmão é metalúrgico. Maninho militou no sindicato dos metalúrgicos. "Repudio o PCC, mas gosto muito de seu Nonô." Maninho negou que tenha sido procurado pela advogada.

Biroska queria que o vereador testemunhasse em seu favor. A investigação não detectou se o político foi contactado pelo PCC. Biroska é o chefe do tráfico em Diadema. Dias antes (24 de agosto), Biroska conversa com uma mulher identificada como a advogada Lucy. Ela trata do recurso que está tentando para ajudar seu cliente e afirma que vai se encontrar com um ministro do STF. Ela quer tratar de um habeas corpus cujo relator, segundo o MPE, era Joaquim Barbosa - o ministro negou o habeas corpus.

Resistência. O Estado procurou ainda a advogada Lucy e deixou recado no telefone celular. Nenhuma das advogadas foi denunciada pelo MPE. A tentativa de influenciar os tribunais superiores teria como objetivo vencer as resistências encontradas pelos bandidos para a concessão de benefícios.

Se os adversários forem Aécio e Campos, Dilma vence no 1º turno. O jogo da sucessão não está jogado. Vejam por quê

Publiquei anteontem aqui uma notinha simples, sem ilação ou sugestão de qualquer natureza, mas bastou para deixar assanhados alguns paranoicos. Esta:
SEGUnDOS
Como se vê, lembrava o óbvio: na disputa presidencial de 2014, por enquanto, os segundos são considerados os primeiros. E não é a assim? A Folha traz na edição deste sábado uma pesquisa eleitoral realizada nesta sexta, depois do estrepitoso anúncio da aliança entre Marina Silva e Eduardo Campos. Se a eleição fosse hoje e caso se com firmem os candidatos dados como favoritos em seus respectivos partidos, Dilma vence a eleição no primeiro turno, com 42% dos votos, contra 21% de Aécio e 15% de Eduardo Campos.
Nos outros três cenários, ela teria de disputar a segunda etapa. O pior para a presidente é aquele que conjuga José Serra como candidato do PSDB (20%) e Marina Silva como o nome do PSB (28%). Nesse caso, Dilma teria 37%. O melhor cenário para Marina é aquele em que o candidato tucano é Aécio. Ela chega a 29%, quase o dobro do melhor desempenho de Eduardo Campos (15%).
Dilma vence todos os seus adversários no segundo turno. O melhor para ela é Campos (54% a 28%). O segundo melhor é Aécio (54% a 31%). Contra Serra, o resultado seria 51% a 33%. A mais competitiva é Marina (47% a 41%). 
O jogo está apenas começando
A eleição ainda está muito longe. OS números darão início agora a um jogo de xadrez. Vamos ver. Marina tem quase o dobro (29%) das intenções de voto de Eduardo Campos no cenário em que o tucano Aécio Neves é o candidato — o que boa parte dos tucanos considera, hoje, o mais provável. Digamos que essa distância e as proporções se mantenham, de modo que o cenário aponte para uma vitória da petista no primeiro turno. Afirmem os peessebistas o que quiserem, tendo a duvidar que seja Campos o candidato. Nesse caso, parece que o nome de Marina se torna irresistível. Já está mais do que claro que a cabeça da chapa não está definida.
Se tudo convergir para Marina, há o risco de Aécio ficar em terceiro lugar e, pela primeira vez desde 1994, o PSDB não ter um nome disputando o segundo turno. Não seria uma boa estreia como candidato à Presidência, especialmente porque não se poderá reclamar que o PSDB tomou uma decisão tardia. A lógica do jogo indica que a (re)entrada de Marina no jogo recoloca no tabuleiro o nome de Serra.
É claro que as circunstâncias são bastante especiais. Marina está sendo tratada por boa parte da imprensa como uma espécie de reinvenção da cidadania e da política. Em muitos aspectos, reeditam-se procedimentos antes dispensados apenas a Lula, no tempo em que ele era um líder da oposição, tido como puro e autêntico, ainda não corrompido pelo jogo do poder. Até parecia que ele disputava coisa diferente dos demais — como parece agora, no caso da ex-senadora.
Mas que se note: em agosto, quando não estava associada a Campos, Marina já tinha 26% das intenções de voto — ele aparecia com 8% (Dilma tinha 35%, e Aécio ficava com 13%). Fosse a candidata agora, teria 28% (quando Serra é o nome tucano) ou 29%, quando Aécio. Não é um ganho significativo. O governador e o próprio Aécio se beneficiam bastante com a sua saída quando aparecem como os indicados de seus respectivos partidos. O mineiro fica com 21%, e o pernambucano com 15%. Mas Dilma também cresceu: de 35% para 42%. Isso sugere que os votos de Marina, caso ela fique fora do pleito, se distribuem mais ou menos igualmente entre os demais.
PT pode comemorar moderadamente
O PT pode comemorar. Mas moderadamente. Pode porque, desde o aluvião de junho, não havia mais cenário em que Dilma vencesse no primeiro turno. Com a Rede fora da disputa, essa possibilidade existe de novo — hoje. A comemoração há de ser moderada porque, se Marina seguir com o dobro das intenções de voto de Campos, a candidata será ela, não ele. E, nesse caso, não dou como fechado o cenário do PSDB — aliás, nem o próprio Aécio.
Por Reinaldo Azevedo

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