segunda-feira, 14 de outubro de 2013

RS- O projeto estratégico do nosso governador, por Erico Valduga



Estratégia para o quê: debater as reformas que o PT negou-se a propor em onze anos de governo, ou ganhar eleições viciadas pelo abuso de poder?

A imprensa local reproduz declarações do governador Tarso Genro ao Estadão: “O ano de 2014 vai ser muito importante porque nosso projeto estratégico estará sendo testado no debate e nas urnas”. Como o entrevistador não lhe perguntou em que consiste o tal projeto, se estratégia de governo para desenvolver o país e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, ou de estratégia eleitoral para tentar o quarto mandato consecutivo do PT no comando da União, não temos como saber a que se refere o chefe do Executivo gaúcho. É pena, pois ele, tido como uma das cabeças pensantes do seu partido, poderia nos esclarecer sobre se existe intenção de iniciar, enfim, o debate na campanha eleitoral das reformas que o país espera nas áreas política, tributária e administrativa, que foram esquecidas em mais de dez anos de gestão petista, apesar do amplo apoio parlamentar arranjado pelo Palácio do Planalto.

Este, sim, seria um debate saudável para a governança do Brasil. Mas é pouco provável que o dr.Tarso tenha em vista a primeira opção, de debate sobre novas bases para o futuro político e econômico da nação, apesar de ele, na mesma entrevista, admitir que a tendência é a discussão do futuro, e não mais do legado tucano, que é passado. Indicativo do que ele de fato preconizou é o comportamento da candidata à reeleição presidencial, que está em campanha eleitoral antecipada e facciosa, entregando pessoalmente máquinas para as prefeituras, e anunciando a construção de quatro creches, como no fim de semana em Novo Hamburgo, de prefeito companheiro. No total, Dona Dilma entregou, neste ano, escassas 22 das 6.000 creches (eram 10.000) que prometeu para até 2014. Perguntinhas à margem, que precisam ser feitas aos administradores do país em que vivemos: houve licitação para a compra das máquinas? O TCU examinou os preços pagos?

PETROBRAS: UMA EMPRESA A SERVIÇO DO GOVERNO

Danilo de Castro

Os 60 anos da Petrobras chegaram sem clima para comemorações. Como presente de aniversário, a empresa teve sua nota de risco rebaixada por uma das maiores agências de classificação de risco do mundo, a Moody’s.

O altíssimo endividamento da estatal foi decisivo na avaliação da Agência, que rebaixou a nota de crédito da empresa de A3 (mais alta qualidade) para Baa1(qualidade média).

A empresa tem sido instrumento de perpetuação de poder na mão dos petistas. Sem avaliar os riscos, o governo usa a estatal para manter o Brasil da propaganda, controlando supostamente a inflação por meio do congelamento dos preços dos combustíveis.

Com o valor defasado em relação ao mercado internacional, a Petrobras deixa de gerar caixa e perde sua capacidade de investimento. A dívida líquida chegou a R$ 147,8 bilhões ao fim de 2012, perante os R$ 103 bilhões do ano anterior. Desde 2009, a dívida da companhia aumentou 210%.

A Petrobras é apenas a ponta de um iceberg de erros e descaso do governo. Pesquisas que medem a expectativa dos brasileiros – empresários e consumidores – em relação ao Brasil mostram o receio de se empreender no país.

O senador Aécio Neves, em seu artigo para a Folha nesta segunda-feira (7), sugeriu os desafios que devem ser superados para ampliar a competitividade brasileira no mercado internacional: “a simplificação do nosso sistema tributário, a qualificação da educação e da nossa mão de obra; maior integração internacional e a adoção de políticas públicas de incentivo à inovação”.

O Brasil precisa de gestores eficientes que administrem bem o país e das empresas que podem alavancar o crescimento, como é o caso da Petrobras. O trabalho deve ser sempre em prol dos brasileiros e não de um projeto de poder.



Secretário de Estado de Governo de Minas Gerais

FGTS: expropriação marxista do trabalhador

Esqueça essa baboseira de “mais-valia”, de patrão que explora o trabalho e demais equívocos marxistas. A verdadeira expropriação do trabalho vem do próprio governo, que fala em nome do trabalhador. O FGTS, por exemplo. Matéria grande do jornal GLOBO hoje mostra como os trabalhadores são obrigados a “investir” em um fundo que desvia lucros para outros, enquanto ferra o trabalhador. Vejam trechos:
Se fosse uma empresa, teria registrado o segundo maior lucro do país no ano passado, R$ 14,3 bilhões, menor apenas do que os R$ 21,8 bilhões da Petrobras. Mas como é uma poupança do trabalhador, paga pelos patrões e administrada pelo governo, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) exibe um resultado bastante incomum em seu balanço: em meio a uma série de números positivos, o único a perder dinheiro é o trabalhador, que é o dono do patrimônio.
Entre 2002 e 2012, o lucro do FGTS deu um salto de dez vezes (938%) e o patrimônio líquido — dinheiro que o governo usa para investir em infraestrutura — cresceu 433%. O valor recebido pela Caixa para administrar as contas subiu 274% e chegou a R$ 3,3 bilhões no ano passado, e o total depositado aumentou 142%. Já o valor total dos juros e da correção monetária creditados nas contas dos trabalhadores ficou em R$ 8,2 bilhões em 2012, uma alta de apenas 19% na comparação com 2002. E o rendimento das contas nesses 11 anos foi de só 69,15%, bem abaixo da inflação acumulada no período medida pelo INPC (103%), revela estudo inédito elaborado pelo Instituto FGTS Fácil.
— Enquanto o Fundo vai muito bem obrigado, o trabalhador está muito mal, porque, ao não receber nem a atualização monetária, o dinheiro diminui. Não questiono as funções sociais do FGTS, mas se mesmo com isso, com as doações para o Minha Casa, Minha Vida, o Fundo dá lucro, por que o trabalhador precisa ter prejuízo? O governo está ganhando dinheiro com o Fundo, a Caixa ganha, com saldo menor os empresários pagam menos multa. Só o trabalhador perde — diz Mario Avelino, presidente do FGTS Fácil.
O FGTS acaba sendo um mecanismo de transferência de renda dos trabalhadores e empresários aos governantes e seus apaniguados. A Caixa é a maior beneficiada, enquanto o trabalhador fica a ver navios, com retorno menor até do que a inflação.
Mais-valia? É por aí mesmo. Só que Marx entendeu tudo errado: quem se apropria dela é o governo, não o empresário!
Rodrigo Constantino

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