terça-feira, 15 de outubro de 2013

SE ERA MITO, VIROU CARNE, por Janer Cristaldo

No próxima terça-feira, dia 19 de outubro, o teólogo americano Joseph Atwill, um teólogo americano especializado na Bíblia, deve apresentar, em um simpósio em Londres chamado Covert Messiah, a teoria de que o Novo Testamento foi um mito criado pelos romanos no século I. No que não vai nada de novo. Na década de 1790, os iluministas franceses Constantin-François Volney e Charles François Dupuis já aventavam a hipótese. 

Quando falo do Cristo, não tenho a mínima idéia se existiu ou não. A ele me refiro como ao personagem de Cervantes. Sabemos que o Quixote é um ente de imaginação. Nem por isso deixamos de nos referir a seus feitos como se realmente tivesse existido. Com duas diferenças. Primeiro, o Quixote nunca pretendeu ter feito milagres. Segundo, de sua existência não decorre uma ética. Estamos no campo da literatura. Distinto é o caso das religiões, que têm mandamentos coercitivos. O Quixote jamais provocará uma guerra. Cristo já provocou muitas.

Há um hiato muito grande, de pelo menos quatro décadas, entre a morte de Cristo – ou suposta morte – e os primeiros relatos de sua vida. Ou suposta vida. Quanto mais leio, mais me convenço que foi criação dos evangelistas. O primeiro evangelho só surge após a segunda destruição do templo de Jerusalém pelo imperador romano Tito. Mais parece uma reação judia ao poder invasor que relato histórico.

Sem falar que Cristo mal tem biografia. Nasce e só volta a dar as caras aos doze anos durante a festa do Pessach, quando surpreende os doutores do Templo pela facilidade com que aprendia a doutrina e por suas perguntas intrigantes. Depois temos seu batismo e os quarenta dias no deserto, em tempo incerto e não sabido. Há um longo hiato até seus trinta anos, completamente em branco, como se um homem das dimensões do Cristo, naquela pequena geografia, pudesse ter passado despercebido. Durante andanças para lá e para cá, quando exerceu seu ministério, milagres e parábolas lhe são atribuídos. Ora, milagres não existem e parábolas podem ser atribuídas a qualquer um.

Segundo João, decorrem três Pessachs durante seu ministério, isto é, Cristo pregou por pelo menos dois anos e um mês, apesar de algumas interpretações sugerirem um período de apenas um ano. Sua história - a história que o torna célebre - de fato começa quando entrou em Jerusalém, em um domingo, para celebrar a Páscoa Judaica. Na sexta-feira seguinte já estava na cruz. Há depois 40 dias de andanças post-mortem, que só convencem quem crê em andanças após a morte.

Sem falar que, tendo morrido um deus, não se entende como os repórteres da época só foram noticiar o fato quarenta anos depois. Durante meus dias de Paris, tirei carbonos das cartas que enviei a amigos e amigas. Hoje, ao relê-las, 30 anos depois, já nem lembro quem eram as pessoas que nelas cito. Imagine então o que sobra na memória de fatos transcorridos quatro décadas atrás, em uma época em que as pessoas tinham vida bem mais curta e o registro escrito da História não era usual.

Atwill pretende ter reunido evidências conclusivas de que o Novo Testamento foi escrito por aristocratas romanos e que trata-se de questão de tempo até que sua teoria seja aceita. "Eu apresento meu trabalho com alguma ambivalência, porque não quero atingir diretamente nenhum cristão. Mas isso é importante pra nossa cultura. Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para que possamos entender como e porque governos criam falsas histórias e falsos deuses. Isso é feito, frequentemente, para obter uma ordem social que vai contra os interesses do povo comum".

Segundo o teólogo americano, a criação da história de Jesus teria sido uma estratégia política dos romanos para pacificar as investidas violentas dos judeus que viviam na Palestina naquela época. Os romanos esgotaram suas tentativas de conter a rebelião usando armas e teriam criado o mito de um líder judeu pacifista para inspirar o hábito de "dar a outra face" e encorajar os judeus a ceder a Cesar e pagar impostos a Roma. 

Para Atwill, Cristo seria uma construção - uma colcha de retalhos - feita a partir de outras histórias. "Eu comecei a notar uma sequência de paralelos entre o Novo Testamento e o manuscrito A Guerra Judaica, de Flávio Josefo, e embora estudiosos cristãos tenham reconhecido por séculos que as profecias de Jesus parecem estar cheias das coisas que Josefo escreveu em seu manuscrito, eu enxerguei outras dúzias", disse.

Pode ser. Há bastante probabilidades de Atwell ter razão. Isto explica melhor o fenômeno do cristianismo do que as histórias fantasiosas e incongruentes dos Evangelhos. Sabe-se que os supostos autores dos Evangelhos são isso mesmo, supostos autores. Alguém criou os relatos, que foram atribuídos a pessoas importantes da época.

Daí a provar que não existiu, me parece que vai uma longa distância. Ao comentar os Evangelhos, escrevo como se Cristo realmente tivesse existido. Parto do que está escrito, sem confiar muito no que os textos afirmam sobre sua existência. Tendo a crer que os verdadeiros autores dos Evangelhos foram exímios ficcionistas. Se existiu, era mais um desses judeus místicos que crêem em um deus que não existe.

Atwill não acha que sua descoberta seja o início do fim do cristianismo, mas pode ajudar aqueles que tenham sido oprimidos pela religião de alguma forma. "Até hoje, por exemplo, o cristianismo é usado nos EUA para criar apoio à guerra no Oriente Médio", exemplificou. 

Seja como for, tenha existido ou não, Cristo existe para milhões de pessoas. Se era mito, o mito virou carne. Então, para efeitos de raciocínio, pode-se partir da suposição de que tenha existido.

Rouhani, o acuado mensageiro do pragmatismo, por Caio Blinder

Existem algumas expectativas positivas nas negociações multilaterais sobre o programa nuclear iraniano que estão sendo retomadas nesta terça-feira em Genebra. São expectativas que deixam desolado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tema de minha coluna de segunda-feira. Os acenos diplomáticos iranianos não devem ser confundidos com moderação. A palavra chave é pragmatismo. Seu mensageiro é o novo presidente Hassan Rouhani, um político sofisticado, preocupado com a capacidade de sacrifício do regime islâmico.
Rouhani está consciente do impacto das sanções econômicas internacionais impostas em represália ao programa nuclear iraniano. Existe um setor linha-dura dentro do regime disposto a resistir sem tréguas, com martírio. Rouhani quer negociar a suavização e em última instância o fim das sanções. Sua equipe de governo é mais realista do que a do governo anterior de Mahmoud Ahmadinejad, que negava o Holocausto e o bom senso econômico.
Rouhani reconhece que muitos problemas econômicos do Irã não estão relacionados com as sanções. São frutos de incompetência gerencial e de falhas estruturais do regime, por sorte (e para o nosso azar) abençoado com exportações de petróleo. Nunca houve empenho para ceifar setores improdutivos ou eliminar os custosos subsídios (incrementados pelo populista Ahmadinejad). O resultado foi o agravamento da situação fiscal e inflacionária.
Nos últimos anos, o que passa por política de privatizações foi basicamente a transferência de recursos estatais para a poderosa Guarda Revolucionária, o núcleo de resistência contra concessões nucleares ou qualquer brisa política no país. A Guarda Revolucionária desde o final dos anos 90 controla significativos setores da economia iraniana. A consequência é o aparelhamento ideológico, investimentos no terror internacional e a promessa de respaldar o aliado sírio Bashar Assad, no terceiro ano de uma guerra civil que parece sem fim.
A mensagem da equipe de governo de Rouhani até que é transmitida com candidez, depois dos anos transloucados de Ahmedinejad, ou seja, a constatação de que o buraco econômico é fundo e que não basta a remoção de sanções para tapá-lo. No entanto, um rápido acordo nuclear com a comunidade internacional e a suavização destas sanções são passos essenciais. Tudo isto vai exigir concessões do regime, cuja face externa é Rouhani.
Em breve, teremos uma noção mais exata do alcance do seu acuado pragmatismo.
***

FGTS: função social ou mais-valia estatal?

Em artigo publicado no GLOBO hoje, Augusto Ribeiro, secretário municipal de Trabalho e Emprego, argumenta que o FGTS tem uma grande função social, e que por isso deveria ser até mesmo expandido. Eis sua conclusão:
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Já expliquei aqui que o FGTS é uma espécie de mais-valia estatal, ou seja, uma expropriação que o governo faz do salário do trabalhador. O argumento de que se trata de um seguro-desemprego para o caso de demissão não se sustenta. Se fosse assim, o próprio trabalhador pouparia e aplicaria em uma conta individual com retorno de mercado. Mas o que vimos é que o retorno não compensa nem mesmo a inflação!
Portanto, resta o argumento de “justiça social”, ou seja, de que os recursos são desviados para outros fins, tais como ajudar o setor de construção civil. Mas, nesse caso, não há mais a conta individual, ou seja, é o salário de José destinado para o benefício de João. Muitas vezes José será até mais pobre do que João. Faz mesmo sentido falar em “justiça social” aqui?
Partido NOVO, em sua página no Facebook, postou um comentário que derruba essa tese. Vejam:
O governo federal, em mais um grande desperdício do nosso dinheiro, tem feito uma intensa campanha em mídia impressa e TV para “explicar” os benefícios do FGTS para o trabalhador. 
A realidade entretanto é outra. O FGTS é um verdadeiro confisco do esforço do trabalhador. Cerca de 8% da remuneração a que o trabalhador teria direito nem passa pelo seu contra cheque, vai direto para uma conta na Caixa Econômica Federal e rende menos que a inflação (69% nos últimos 11 anos contra uma inflação de 103%). 
O Estado não deve exercer a função de babá do cidadãoRetirar do trabalhador a decisão do que fazer com os recursos gerados pelo seu próprio trabalho e aplica-los de acordo com os prioridades do governo é um desrespeito as liberdades individuais
O NOVO defende que o valor dos 8% do FGTS seja incorporado ao salário dos trabalhadores e que a poupança a ser feita no valor, na forma e na instituição financeira escolhida, seja uma decisão de cada indivíduo. Desta forma permanece, inclusive, a opção para os que quiserem deixar o dinheiro na CEF dentro das regras atuais.
Perfeito! É assim que deve ser. Se o objetivo é proteger o próprio trabalhador em caso de demissão, que ele possa investir em ativos de sua preferência. O resto é apenas desculpa socialista para confiscar o salário dos trabalhadores em prol do “bem-comum”.
Eis a grande diferença: os liberais acreditam que o próprio trabalhador tem direito e capacidade de escolher como usar melhor seu próprio dinheiro, enquanto os esquerdistas consideram os trabalhadores incapazes disso e, em seu nome, querem controlar o uso de seus recursos.
É a mais-valia, só que em vez de ter um patrão explorador, como pensava Marx, é o próprio governo que explora os trabalhadores. Chega disso!
Rodrigo Constantino

RS-Um pouco da sujeira na Procempa, por Erico Valduga

Quase R$ 1 milhão em tíquetes-alimentação foi trocado por dinheiro em empresa de factoring da Capital; é exemplo da falta de controles na gestão

Engana-se quem acha que os desvios fraudulentos do dinheiro dos cidadãos de Porto Alegre descobertos na Procempa (Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre) se restringem à base de apoio do prefeito José Fortunati (PDT). O servidor de carreira César Roberto Broniczak, ex-supervisor de benefícios da companhia, é filiado ao PT desde março de 1992, e, para não variar, também é sindicalista. Exerceu, de novembro de 2004 a novembro de 2007, o cargo de diretor da Coordenadoria Administrativa, Patrimônio e Lazer do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do Rio Grande do Sul, entidade comandada há muitos anos por Vera Guasso (PSTU). Broniczak foi demitido em 3 de outubro, por mau uso de dinheiro público e descumprimento de deveres funcionais.

Apurações realizadas pela Secretaria Municipal da Fazenda e por comissão de sindicância formada para examinar irregularidades na companhia indicam que Broniczak cometeu falta grave no exercício de suas funções. Ele foi responsabilizado pela compra, à empresa Green Card S.A., de 744 blocos de tíquetes de alimentação, no valor de R$ 503.901,53, além da remessa normal de dezembro de 2011 para a Procempa. O funcionário recebeu os tíquetes extras, mas não existe registro da forma como foram utilizados. O mesmo ocorreu em 2012, na aquisição de 670 blocos de tíquetes, no valor de R$ 461.630,00, que também não chegaram aos servidores da empresa. As investigações revelaram que os vales, no total de quase R$ 1 milhão, foram trocados por dinheiro em empresa de factoring.

PAPA RECUSA PEDIR PERDÃO ÀS VÍTIMAS DO FRANQUISMO , por Janer Cristaldo

Em julho de 2007, quando Bento XVI visitou Valência, a Asociación por la Recuperación de la Memória Histórica (ARMH) enviou uma carta a todos os bispos recomendando-os a aproveitar a visita de Ratzinger para tirar todas as placas falangistas de “caídos por Diós e por España” que ainda resistem em centenas de igrejas e pedir perdão por seu papel na guerra.

Os espanhóis quiseram trocar a sotaina papal por uma saia justa. Verdade que Franco executou quatorze sacerdotes vascos. Acontece que o clero vasco se alinhava com as milícias republicanas que mataram cerca de sete mil religiosos católicos, entre membros do clero secular, sacerdotes, freiras. Segundo o historiador Hugh Thomas, em La Guerra Civil Española, mais precisamente 6.859 religiosos católicos, sendo 12 bispos, 4.184 padres, 300 freiras, 2.363 monges. Foram destruídas cerca de 20 mil igrejas.

Bem ou mal, Franco tomou o partido da Igreja romana. Após ter reprovado as execuções de sacerdotes nas Provincias Vascongadas, Pio XI declarava, na encíclicaDivini Redemptoris, datada de 19 de março de 1937: 

“Também ali, como em nossa queridíssima Espanha, o açoite comunista (...) não se contentou com derrubar uma ou outra igreja, um ou outro convento, senão que, quando lhe foi possível, destruiu todas as igrejas, todos os conventos e até mesmo todo rastro de religião cristã, por mais ligado que estivesse aos mais insignes monumentos da arte e da ciência. O furor comunista não se limitou a matar bispos e milhares de sacerdotes, de religiosos e religiosas, buscando de modo especial aqueles e aquelas que precisamente trabalhavam com maior zelo com pobres e operários, mas também fez um número maior de vítimas entre os seculares de toda classe e condição, que diariamente, pode-se dizer, são assassinados em massa pelo mero fato de ser bons cristãos ou apenas contrários ao ateísmo comunista. E uma destruição tão espantosa é levada a cabo com um ódio, uma barbárie e uma ferocidade que não se acreditaria ser possível em nosso século. Nenhum particular que tenha bom juízo, nenhum homem de Estado consciente de sua responsabilidade, pode menos que tremer de horror ao pensar que o que acontece hoje na Espanha talvez possa repetir-se em outras nações civilizadas”.

Quando se fala em Guerra Civil espanhola, ninguém mais lembra que os grandes assassinos de religiosos foram os comunistas. Na saída do metrô, o papa depositou uma coroa de flores brancas e, ajoelhado, pediu o descanso eterno e em paz das vítimas do acidente. Sobre a retirada das placas falangistas, Bento não disse água. Nem poderia. Estaria desautorizando seu antecessor. 

Neste domingo – leio no El País – as viúvas do Kremlin voltaram à carga, quando o papa Francisco começou em Tarragona a cerimônia de beatificação de 522 mártires das “perseguição religiosa do século XX”, como se refere a Igreja aos massacres de católicos na Guerra Civil espanhola. Em sua mensagem, Francisco eludiu pedir perdão às vítimas do franquismo pelo apoio da Igreja a Franco e à ditadura, apesar de assim ter solicitado a Plataforma pela Comissão da Verdade. 

Com a beatificação de ontem, o número de mártires da Guerra Civil da Espanha, reconhecidos como tal pela Igreja Católica, cresce e chega a 1523. A Conferência Episcopal rejeita a expressão “mártires da Guerra Civil” porque as vítimas não foram combatentes, nem estavan com armas em mãos. Morreram por não renegar sua fé. Os comunistas mataram religiosos e leigos católicos e ainda há quem peça perdão às vítimas de guerra do homem que combateu e venceu os comunistas.

Franco matou? Claro que matou. Ou alguém imagina uma guerra sem mortes? Mas Franco matou combatentes. Os comunistas, mataram pessoas desarmadas, exclusivamente pelo crime de professar uma fé. Fossem apenas fuzilados, até que teriam boa morte. Segundo lemos em Hugh Tomas, terços foram enfiados nos ouvidos de monjas. A uma freira, obrigaram a engolir um crucifixo. Um sacerdote foi jogado em uma arena cheia de touros de lídia, que o cornearam até deixá-lo inconsciente. Depois cortaram-lhe uma orelha, imitando a amputação da orelha do touro feita em homenagem ao toureiro. A um jovem que se distinguia por sua fé, arrancaram-lhe os olhos. Muitos foram queimados, outros enterrados vivos. Não poucos sacerdotes enlouqueceram ante tantas atrocidades.

Quando a discussão é Guerra Civil espanhola, costumo perguntar:

Você já imaginou a Espanha sem Francisco Franco? Com a Espanha dominada pela União Soviética, Stalin controlaria dois mares, o do Norte e o Mediterrâneo. Para derrubar Portugal bastaria um piparote e a resistência francesa seria estrangulada pelo domínio dos mares. Na esteira desta invasão, provavelmente cairia também a Inglaterra. Daí à conquista de toda a Europa Ocidental, seria questão de um ameno turismo blindado.

Com Moscou imperando do estreito de Gibraltar ao de Bering, a tirania comunista teria vida bem mais longa. Europa e Ásia afundariam juntas na miséria inerente aos regimes socialistas e a praga se propagaria - como aliás se propagou, mesmo sem a vitória de Stalin - além do Atlântico. O Muro não teria caído em 89 e até hoje a Europa seria algo tão triste e pobre como foram - e ainda são - os países da Ex-União Soviética. 

Da Igreja Católica, pouco ou nada restaria. E hoje ainda há espanhóis que pretendem que a Igreja condene Franco.

PELEGOS DEIXAM ROMBO DE 37 MILHÕES NA ASSEFAZ; MANTEGA FAZ QUE NÃO VÊ

Jorge Oliveira- Diário do Poder

Brasília – Quase 100 mil beneficiários da Assefaz podem ficar sem o plano de saúde. Ocupado por pelegos sindicais que engrossam a corrente de apoio a Dilma para reeleição presidencial, a fundação dos funcionários do Ministério da Fazenda saiu de um resultado positivo de quase 90 milhões em 2011 de reais para um prejuízo de 37,2 milhões em 2012 depois que o sindicalista Hélio Bernardes, militante do PTB, o partido do mensalão, assumiu o controle da entidade. Pesa sobre ele no Ministério Público denúncias de nepotismo, favorecimento político e gestão temerária, um caos administrativo que ameaça todos os associados.

O abacaxi já chegou à mesa do ministro Guido Mantega, que ainda não começou a descascar. O Ministério Público procura os responsáveis pelos desmandos, já que Mantega não se pronuncia sobre o assunto. É incrível como um ministro que tem a obrigação de gerar a sétima economia do mundo faz corpo mole para um problema que põe em risco a vida de quase 100 mil pessoas que dependem desse plano de saúde. Ou é incompetência ou incapacidade mesmo para gerenciar um problema social como esse a um palmo do seu nariz.
Hélio Bernardes deixou o cargo em setembro sem responder pelo rombo dos quase 40 milhões de reais. No rastro dos desmanados consta a compra por 3 milhões de reais de um software de gestão que emperrou a máquina administrativa da fundação. A partir daí, o programa deixou de emitir cobranças e atrasou o pagamento dos fornecedores. A pane no sistema pode levar à falência do plano de saúde e provocar pânico no atendimento dos associados.

Comprar software é o caminho mais curto para se chegar à corrupção no governo petista. O Protheus, o programa, foi adquirido por Hélio Bernardes quando esteve à frente da Assefaz. Bernardes chegou ao comando da fundação apenas por ocupar a diretoria de Assuntos Parlamentares do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal, entidade que deveria dar exemplo de honestidade e correção de gestão. Alheio a administração pública, Bernardes bagunçou o sistema da entidade social que agora está ameaçada de extinção.

Os técnicos da Assefaz provaram que a compra do Protheus era dispensável, depois que voltaram a reutilizar o programa antigo desenvolvido de graça por eles. Os hospitais e os médicos credenciados, com medo de calote, estão se afastando da fundação que ainda continua com problemas para pagar os prestadores de serviço hospitalar e fazer cobranças dos associados.

Ao politizar a fundação, Mantega não se preocupou com a qualidade do serviço nem com a capacidade de gerenciamento de quem iria administrar a Assefaz. Para trabalhar à reeleição da Dilma, os ministérios e outros órgãos diretos e indiretos do governo estão sendo loteados e entregues a pessoas desqualificadas. O currículo para preencher cargos importantes é pertencer a um partido de apoio ao PT. E quando se é sindicalista da fábrica petista não precisa nem de currículo. A carta de apresentação é a folha corrida.

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