quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Biografias: censura sob o manto da privacidade. Ou: Não era proibido proibir?, por Rodrigo Constantino

O assunto sobre biografias não autorizadas permanece em pauta. Hoje foi a vez de Chico Buarque, aquele que sempre flertou com a ditadura cubana, entrar em cena para defender a censura. Em artigo no GLOBO, o cantor diz logo no começo: “Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não”.
Eis o ponto: a vida pessoal de figuras públicas é, por definição, de interesse público. Quem deseja preservar totalmente sua vida pessoal, deveria evitar holofotes. Uma vez que o indivíduo vai para a vida pública, em busca de audiência, de público, de fama, de reconhecimento, ele já está se expondo ao escrutínio dos demais. A reputação não lhe pertence, e sim aos outros.
Nem vou entrar na questão de quando a vida pessoal tem impacto na pública, como no caso de filhos bastardos de políticos que são sustentados por empreiteiras ou coisas do tipo. É mais trivial mesmo: o sujeito famoso desperta interesse de seus fãs, e conhecer melhor detalhes de sua vida é um direito deles, desde que preservada a veracidade dos fatos relatados. Ou seja, difamação e mentira é punível pela lei, como deve ser.
O termo é censura, não pode haver eufemismo. O motivo é simples: o que os outros sabem ou pensam sobre alguém pertence a eles, não a este alguém, assim como o direito de expressar sua opinião ou conhecimento. Exemplo: se fulano pensa que sou isso ou aquilo, ou foi testemunha ocular de algo que fiz, essas informações, ainda que sobre minha pessoa, não me pertencem, e sim ao próprio fulano. Ele deve ser livre para expressá-las, e se eu julgar que são falsas e caluniosas, que eu use a justiça para cobrar provas ou pedir indenização.
No trecho final do artigo, Chico Buarque demonstra certa confusão de conceitos. Vejam:
Nos anos 70 a TV Globo me proibiu. Foi além da Censura, proibiu por conta própria imagens minhas e qualquer menção ao meu nome. Amanhã a TV Globo pode querer me homenagear. Buscará nos arquivos as minhas imagens mais bonitas. Escolherá as melhores cantoras para cantar minhas músicas. Vai precisar da minha autorização. Se eu não der, serei eu o censor.
A TV Globo tem todo o direito de “boicotar” quem bem entender, de mostrar em sua tela quem ela quiser. Isso não é censura de forma alguma; é apenas direito de propriedade privada. Censura quem faz é a lei, o estado. Mas se a TV Globo mudou de opinião (uma pena) e resolveu que Chico Buarque, agora, deve ser homenageado e vendido como “unanimidade”, então ela está novamente em seu direito. Pode divulgar as imagens públicas de Chico, assim como falar dele à vontade, sem pedir autorização.
Digamos que o cantor fez um show em praça pública (coisa rara, pois gosta mesmo é de cobrar uma fortuna pelos ingressos). Ora, a TV Globo ou qualquer um tem o direito de obter imagens do local, que é público, e divulgá-las. Imagina se cada um que divulga uma foto nas redes sociais, tiradas em locais públicos, tivesse que obter permissão de todos os que saíram por ventura nela. Absurdo!
João Bosco, que costuma defender o PSOL ou os Black Blocs em sua coluna no GLOBO, já foi para o terceiro artigo sobre o tema hoje. É outro que confunde conceitos e, no fundo, defende a censura sob o manto da privacidade. Diz ele:
Recentemente, uma nova biografia sobre Marx afirma que o filósofo teria tido um filho não assumido com a empregada que trabalhava em sua casa. É um fato — se for mesmo um fato, como tudo indica — significativo e de interesse geral: o influente pensador da luta de classes comportando-se como um senhor de engenho. No mínimo, ensina alguma coisa sobre as contradições entre teoria e práxis. Agora imaginemos que Marx estivesse vivo. Pergunto: que ele seja uma “figura pública” deve implicar que o Estado assegure o direito a que ele tenha sua vida devassada e devastada em nome do interesse coletivo? Tamanho poder da coletividade sobre o indivíduo é mesmo fortalecedor do espírito democrático?
Mas claro que o fato do filho bastardo de Marx deveria ser trazido à tona sem censura mesmo se ele ainda fosse vivo! É um direito do público saber isso, o que pode ser até relevante para julgarem suas pregações. Imagine Rousseau delegando ao estado a função de cuidar de todas as crianças, posando como grande educador, enquanto abandonava todos os cinco filhos no orfanato. Claro que seus leitores teriam direito de saber desses fatos durante sua vida hipócrita!
Insisto: não quer ter sua vida investigada, não vá a público! O anonimato tem grandes vantagens, e desvantagens. Quando venho a público lançar livros, escrever artigos em blogs e jornais sobre corrupção, ética, comportamento etc, estou me expondo ao escrutínio do leitor, que tem todo direito de cobrar coerência. Se eu fosse flagrado cometendo um ato contraditório, essa informação deveria ser publicável, não resta a menor dúvida!
Assim como uma apresentadora voltada ao público infantil não deveria ter o direito de proibir imagens de outros tempos em que fazia filmes eróticos com adolescentes. Ou uma modelo famosa que resolveu fazer sexo em uma praia pública e foi flagrada não deveria ter o direito de proibir essas imagens. Notem como isso é diferente de quando hackers (criminosos) invadem sua propriedade e conseguem imagens em sua privacidade!
Bosco novamente:
Os defensores da liberação argumentam que o biografado pode reivindicar reparação na Justiça em casos de calúnia e difamação. Mas isso não dá conta do problema. No exemplo citado acima, não é a calúnia o problema, e sim a verdade, cujo efeito é devastador para o indivíduo. Esse efeito é realmente civilizatório, obra de uma sociedade aberta e democrática?
Entenderam? Censura pura e simples. Ou seja, o público não teria o direito de saber nem a verdade sobre a figura pública, pois isso poderia ser “devastador” para ele. Ora bolas! Então figuras públicas só podem ter fatos positivos relatados ao grande público? Que maluquice é essa? Só pode biografia chapa-branca, uma continuação do departamento de marketing pessoal? Bosco tenta rebater, sem sucesso, o argumento do interesse público em figuras… públicas: 
Um ponto importante e lamentável: alegar que uma figura pública, meramente pelos benefícios que isso lhe traz (reconhecimento e, em alguns casos, dinheiro), deve arcar com o ônus da expropriação de sua dimensão privada e do escrutínio moral da coletividade — isso não é argumento jurídico, nem filosófico, isso é pura vingança imaginária. Seu motor é o ressentimento.
Ressentimento? De onde ele tirou isso? De um espelho? Nada disso. Pode ser pura curiosidade, ou até mesmo desejo de conhecer melhor alguém que é formador de opinião, que expõe publicamente suas ideias e pensamentos. Bosco defende, por exemplo, o PSOL, um partido socialista. Eu gostaria de saber se ele costuma viajar para Cuba ou se prefere os Estados Unidos capitalista, ou se ele gosta de socializar seus bens em vez de partir para a defesa da propriedade privada na prática. 
Não tem nada a ver com ressentimento, e sim com o fato de que ele optou por se tornar figura pública e divulgar suas crenças e ideias a todos. Como parte do público, não posso cobrar coerência ou verificar se os atos dessa figura pública condizem com o discurso público? Censura…
Enfim, já me alonguei demais, o tema tem ficado cansativo, e creio que muitos já perceberam que a turma de lá só quer mesmo censurar, ainda que com o pretexto de defesa da privacidade. Fecho com Thomas Sowell: não podemos impedir que os outros falem mal de nós; podemos apenas torná-los mentirosos. Quem não deve, não teme. E quem deve? Bem, pense duas vezes antes de buscar a fama e o estrelato!
COMENTÁRIOS
Ana Serra -  ” Tamanho poder da coletividade sobre o indivíduo é mesmo fortalecedor do espírito democrático? ” (Bosco) paradoxo!!! Não é a esquerda que quer acabar com o individualismo para o bem da coletividade? essa esquerda. caviar ou não, é muito safada

 Eduardo -  Esses esquerdistas são ‘fantásticos’. Defendem um sistema social que justifica todas as suas ações na supremacia do interesse coletivo sobre o direito individual, quando lhes interessa. São uns canalhas.Defendem a democracia, mas a desprezam em outros lugares, como Cuba, Venezuela etc.

 Daise -  Muitos devem estar preocupados mesmo, a própria Paula Lavigne declarou numa entrevista há 15 anos, que quando começou seu relacionamento sexual com Caetano Veloso, ela tinha 14 anos e ele 40 e poucos anos, na minha cabeça isto é pedofilia.Fiquei chocada, principalmente pque minha única filha, na época da entrevista, tinha 14 anos, desde então este sujeito nunca mais cantou no meu aparelho de som e se o mesmo aparece na TV, eu mudo de canal ou desligo o aparelho!

 barata cascuda - Quando estes artistas querem que você vá a um show deles , fazem propaganda e são todos gentilezas. Você cria um interesse pelo artista e quer saber mais , aí as biografias são proibidas pelo próprio artista que se vendeu na frase anterior. Quer privacidade ? Se tranque em um apartamento e não saia de lá , como eu faço. Quer ganhar a vida como artista ? Venda sua vida . O resto é xororo. Sugiro que durante um ano ninguém vá assistir shows de Caetano , Chico e Roberto Carlos . Eles é que precisam de nós e não o contrário.

 cansadão - Quem foi tocar violão para o tirano responsável pela mais antiga e assassina ditadura da AL(Fidel Castro) não pode mesmo ser lá muito democrático. Não me surpreendeu.

‘Eleições 2014′, um texto de Almir Pazzianotto

ALMIR PAZZIANOTTO PINTO
Na campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, o Partido dos Trabalhadores (PT) gozará de autoridade para reivindicar a paternidade de dez obras, em 12 anos de governo. São elas: mensalão, rompimento dos princípios da ética e da moralidade, insegurança jurídica, desprestígio da diplomacia, compra e venda de legendas, declínio das atividades industriais, exportação de empregos para China e Índia, criação de ministérios inúteis, construção e financiamento de estádios de futebol e oficialização da palavra “presidenta”.
Amigos propuseram-me a inclusão da falência do ensino e da assistência pública à saúde, do endividamento, da alta dos preços, da inflação, do registro de milhares de sindicatos pelegos, da violência, da expansão do tráfico de drogas. Para alguns, o maior feito levado a cabo desde o governo Lula seria a reforma ortográfica, com obscuras regras sobre o uso do hífen e a eliminação do trema.
A relação não observa ordem de importância, mas o primeiro lugar foi destinado ao mensalão. Já se disse que o Brasil é produto de três culturas: a do sobrenatural, trazida pelos negros; a da indolência, transmitida pelos índios; e a do privilégio, herdada dos portugueses. O mensalão reafirma a sabedoria da asserção. Jamais se associaram tantos privilégios e privilegiados como na ação penal movida contra líderes do PT, secundados por comparsas de segunda e terceira categorias, todos com direito a participar da história com o rótulo de mensaleiros.
Em contraponto às realizações, mencionarei parte do que deixou de ser feito. Começo pela reforma política. Há muito prometida, e cobrada pelas camadas não alienadas da população, permanece adormecida nos porões do Poder Executivo. Como fruto da inércia, no balaio de gatos das legendas encontra-se de tudo. Basta acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral e o leitor se espantará com a fertilidade da classe política. O PT é irmão gêmeo da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nasceu com o discurso de ser diferente, puro, integrado por operários do chão de fábrica e alguns intelectuais. Rejeitava políticos tradicionais e representantes da denominada burguesia. Com o tempo, e no desfrute do poder, transformou-se em cópia dos demais, sobretudo nos defeitos.
Hoje o PT se alimenta do Fundo Partidário e do horário obrigatório no rádio e na televisão e aderiu, com a CUT, ao peleguismo. “Ao diabo os escrúpulos”, diriam os dirigentes, em agradável convivência com velhos oligarcas, empreiteiras, bancos, grandes empresas. “O poder tende a corromper”, escreveu lorde Acton, cujas palavras são confirmadas pelos fatos.
A última revoada de parlamentares, à procura de legendas que lhes assegurem a reeleição, afronta o princípio constitucional da moralidade e seria energicamente coibida não fossem a lei, o Ministério Público e o Poder Judiciário passivos e lenientes diante de tramoias partidárias. Da mesma maneira que temos profissionais voltados para a criação e exploração de sindicatos, passamos, de alguns anos para cá, a conhecer o ofício de fundador de partidos, como revelou o Estado na edição de 23 de setembro, na página A5. Confirma-se o que Gilberto Amado já denunciava no século passado: “Partido político é associação de indivíduos para a conquista e a fruição do poder, só e só”.
Descartada a reforma política, quais outras deixou o governo de fazer? Todas, a começar pela trabalhista.
Defendida pelo então presidente Lula no lançamento do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), em julho de 2003, foi condenada ao ostracismo e levou consigo a reforma sindical. Objetivava o FNT “promover a democratização das relações de trabalho por meio da adoção de um modelo de organização sindical baseado na liberdade e autonomia. Atualizar a legislação do trabalho e torná-la compatível com as novas exigências do desenvolvimento nacional, de maneira a criar um ambiente propício à geração de emprego e renda”. Pretendia, ainda, “modernizar as instituições de regulação do trabalho, especialmente a Justiça do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego”. Os resultados foram pífios e as ideias de democratização e modernização caíram no esquecimento.
Aproximam-se as eleições de 2014 e, com elas, a chance de o eleitorado tomar nas mãos o encargo de promover, pelo voto, as reformas inadiáveis. Apesar de ter conduzido o Brasil à situação em que o vemos, a presidente Dilma Rousseff, por um desses insondáveis caprichos da vida política, surge como favorita no primeiro turno. Marina Silva, antes estrela de primeira grandeza, deixou o elenco principal para se transformar em coadjuvante e corre risco de se converter em figurante. A quem caberá a responsabilidade de enfrentar o rolo compressor federal na segunda rodada de votação? Essa é a dúvida que assalta os brasileiros.
Dois candidatos se anteciparam e já se encontram em campanha: Aécio Neves e Eduardo Campos. Sobre eles recairá, ao que tudo indica, o ônus de demonstrar que o PT e aliados não são imbatíveis. Ambos são experientes e titulares de interessantes currículos. Aécio é neto de Tancredo Neves e Eduardo Campos, de Miguel Arrais. Não perderam, contudo, as características de políticos regionais. Aécio Neves apresenta-se como porta-voz da oposição; Eduardo Campos, nem tanto.
A Nação anseia pela restauração da moralidade, abatida em sucessivos escândalos. As manifestações de rua são o termômetro da revolta popular. Reivindicam o respeito à ética e o combate à corrupção. Quem tiver ouvidos para o clamor do povo, e ganhar a confiança das pessoas de bem, será o próximo presidente.

‘Dilma e a imagem do Brasil’, editorial do Estadão



Publicado no Estadão desta terça-feira

A mistura de baixo crescimento, inflação alta e contas públicas em deterioração, resumo da obra econômica da presidente Dilma Rousseff, começa a prejudicar a imagem do país, como se viu na semana passada, na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Ninguém chamou o governo de irresponsável ou incompetente, mesmo porque funcionários de organizações multilaterais são normalmente polidos e diplomáticos. Mas os danos causados à economia brasileira pelos erros acumulados nos últimos anos foram citados mais de uma vez, e da maneira mais contundente: apenas como fatos claros e bem estabelecidos, sem retórica política e sem juízos de valor. Nem as expectativas de melhora chegam a ser entusiasmantes. Se forem retomados de fato os investimentos em infraestrutura, o País crescerá, em média, 3,5% nos próximos cinco anos, bem menos e de modo menos equilibrado que os vizinhos sul-americanos mais dinâmicos.



Todos os países emergentes perderam um pouco do encanto dos últimos anos e para todos sobrou alguma recomendação, poderiam lembrar as autoridades brasileiras. Mas nem esse consolo vale muito. Vasculhando as tabelas, comentários e projeções, é difícil de encontrar uma conjunção de problemas tão perigosa quanto no caso brasileiro. O Brasil é citado três vezes na agenda política apresentada pela diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde, ao Comitê Monetário e Financeiro, o órgão político mais importante da instituição. As três citações são negativas.

O País é mencionado pelas pressões inflacionárias preocupantes, pelo alto endividamento do setor público e pela necessidade urgente de investimentos em infraestrutura. As pressões inflacionárias deixam pouco ou nenhum espaço para estímulos monetários ao crescimento – um recurso disponível em países com inflação contida em níveis toleráveis.

Todas as sugestões e análises vão no sentido oposto ao da política formulada em Brasília nos últimos anos. Seria um erro, já haviam indicado outros documentos do FMI, recorrer a novos estímulos ao consumo, porque os limites ao crescimento estão do lado da oferta. Analistas vinham chamando a atenção para isso, no Brasil, pelo menos desde o ano passado. Agora o problema é discutido no mais importante foro internacional.

Os problemas fiscais são igualmente visíveis, num ambiente marcado pelo crescimento constante do custeio público, pela transferência de grandes volumes de recursos do Tesouro para bancos federais e pelo endividamento crescente.

Pelas contas do Fundo, a dívida pública brasileira equivaleu a 68% do PIB no ano passado, deve chegar a 68,3% neste ano, atingir 69% em 2014 e, a partir daí, declinar lentamente. A dívida projetada para 2018 corresponderá a 66,7% do PIB. A dívida bruta média dos emergentes foi estimada em 35,2% do PIB no ano passado e deve ficar em 34% em 2013. A dos latino-americanos ficou em 52% em 2012.

O governo brasileiro calcula sua dívida por um critério diferente do usado pelos economistas do FMI, mas, ainda assim, os números encontrados são muito maiores que a média dos emergentes. A dívida bruta no fim do ano passado, segundo as contas de Brasília, foi de 58,7%. Em agosto, chegou a 59,1%.

A presidente Dilma Rousseff e seus ministros costumam confrontar a dívida brasileira com os níveis encontrados no mundo rico, em média superiores a 100% do PIB. Mas a comparação só pode convencer os desinformados. O Brasil é um país emergente e convém comparar seus números com os de outros países da mesma categoria. Além disso, bastaria confrontar as classificações de risco para avaliar com mais realismo as condições do Brasil e as dos países mais avançados.

A recuperação da imagem do Brasil foi conseguida com ajustes muito trabalhosos nos anos 90, completados com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2000. A imagem de seriedade permaneceu durante a maior parte dos últimos dez anos, mas a erosão é evidente. Retórica populista pode funcionar no país e para um público determinado. O público externo – e isso inclui os investidores – é muito mais exigente.

COINCIDÊNCIAS DEMAIS, por Janer Cristaldo

Via Wikipedia, recebo de um leitor compilação de mitos anteriores ao nascimento de Cristo. 

Tamuz: 

Deus da Suméria e Fenícia, morreu com uma chaga no flanco e, três dias depois, levantou-se do túmulo e o deixou vazio com a pedra que o fechava a um lado. Belém era o centro do culto a Tamuz. 

Hórus - 3000 a.C.: 

Deus egípcio do Céu, do Sol e da Lua; 
Nasceu de Isis, de forma milagrosa, sem envolvimento sexual; 
Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro; 
Ressuscitou um homem de nome EL-AZAR-US; 
Um de seus títulos é "Krst" ou "Karast";
Lutou durante 40 dias no deserto contra as tentações de Set (divindade comparada a Satã); 
Batizado com água por Anup; 
Representado por uma cruz; 
A trindade Atom (o pai), Hórus (o filho) e Rá (comparado ao Espírito Santo). 

Mitra - séc. I a.C.: 

Originalmente um deus persa, mas foi adotado pelos romanos e convertido em deus Sol; 
Intermediário entre Ormuzd (Deus-Pai) e o homem; 
Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro; 
Nasceu de forma milagrosa, sem envolvimento sexual; 
Pastores vieram adorá-lo, com presentes como ouro e incenso; 
Viria livrar o mundo do seu irmão maligno, Ariman; 
Era considerado um professor e um grande mestre viajante; 
Era identificado com o leão e o cordeiro; 
Seu dia sagrado era domingo ("Sunday"), "Dia do Sol", centenas de anos antes de Cristo; 
Tinha sua festa no período que se tornou mais tarde a Páscoa cristã; 
Teve doze companheiros ou discípulos; 
Executava milagres; 
Foi enterrado em um túmulo e após três dias levantou-se outra vez; 
Sua ressurreição era comemorada cada ano. 

Átis (Frígia / Roma) - 1200 a.C.: 

Nasceu dia 25 de dezembro; 
Nasceu de uma virgem; 
Foi crucificado, morreu e foi enterrado; 
Ressuscitou no terceiro dia. 

Buda - séc. V a.C.: 

Sua missão de salvador do mundo foi profetizada quando ele ainda era um bebê; 
Por volta dos 30 anos inicia sua vida espiritual; 
Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal enquanto jejuava; 
Caminhou sobre as águas (Anguttara Nikaya 3:60); 
Ensinava por meio de parábolas, inclusive uma sobre um "filho pródigo";
A partir de um pão alimentou 500 discípulos, e ainda sobrou (Jataka); 
Transfigurou-se em frente aos discípulos, com luz saindo de seu corpo; 
Após sua morte, ressuscitou (apenas na tradição chinesa). 

Baco / Dionísio - séc. II a.C.: 

Deus greco-romano do vinho; 
Nascido da virgem Sémele (que foi fecundada por Zeus); 
Quando criança, quiseram matá-lo; 
Fez milagres, como a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes; 
Após a morte, ressuscitou; 
Era chamado de "Filho pródigo" de Zeus. 

Hércules - séc. II a.C.: 

Nascido da virgem Alcmena, que foi fecundada por Zeus; 
Seu nascimento é comemorado em 25 de dezembro; 
Foi impiedosamente tentado pelas forças do mal (Hera, a ciumenta esposa de Zeus); 
A causadora de sua morte (sua esposa) se arrepende e se mata enforcada. 
Estão presentes no momento de sua morte sua mãe e seu discípulo mais amado (Hylas); 
Sua morte é acompanhada por um terremoto e um eclipse do Sol; 
Após sua morte, ressuscitou, ascendendo aos céus. 

Krishna - 3228 a.C.: 

Trata-se de um avatar do Deus Vishnu – um avatar é como se fosse a personificação ou encarnação de um deus; 
Nasceu no dia 25 de dezembro; 
Nasceu de uma virgem, Devaki ("Divina");
Uma estrela avisou a sua chegada; 
É a segunda pessoa da trindade; 
Foi perseguido por um tirano que requisitou o massacre dos milhares dos infantes; 
Fez milagres; 
Em algumas tradições morreu em uma árvore; 
Após morrer, ressuscitou. 

Mães virgens demais, ressurreições demais, 25 de dezembro demais. Coincidências demais.

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