sábado, 19 de outubro de 2013

Mais um pouco do socialismo na Fiocruz, por Rodrigo Constantino


Mais um pouco de socialismo na Fiocruz…

Eu sei, eu sei. Se for ficar aqui mostrando toda a doutrinação ideológica da Fiocruz, que parece preferir Marx a Oswaldo Cruz e socialismo a vacinas, não farei outra coisa da vida. Mas o que posso fazer se recebo as evidências e vejo o time organizado vindo em coro me atacar aqui? Só me resta esfregar em suas caras as provas da acusação: a Fiocruz virou um antro de comunistas!
Vejam a nova:
Fiocruz palestra
Olha o detalhe aqui: “Duzentos anos de lutas e conquistas sociais certamente deixarão heranças para um futuro que só poderá ser fruto de uma decisão global e democrática”. Esses são os “germes visíveis do socialismo” que o autor defende, e por isso foi convidado para palestra na Fiocruz.
Desafio qualquer socialista desses a apontar um único caso bem-sucedido de regime socialista. Um único! Eles miram em quais exemplos? Cuba? Coreia do Norte? União Soviética? China antes das reformas de Deng Xioping? Enfim, gostaria de saber qual caso favorável esses socialistas têm para nos mostrar.
Inovação? Falemos de inovação então! Qual inovação importante veio de países socialistas? Vamos ficar restritos ao campo da saúde mesmo, para não humilhar tanto. O que Cuba deu ao mundo nessa área, além de “médicos” escravizados e exportados para outros países para serviços básicos de enfermagem? Vamos comparar isso com o que Pfizer, Merck, Eli Lilly, Sanofi, Shering-Plough e Glaxo trouxeram ao mundo?
No mais, democracia e socialismo não se misturam, assim como água e óleo. Tanto que todas as experiências socialistas acabaram com a democracia. Até na Venezuela ela foi para o brejo. Os novos “germes socialistas”, é verdade, são plantados em regimes democráticos, para destrui-los em seguida. É que seguem mais Gramsci que Marx atualmente.
Mas o resultado continua sendo o mesmo: socialismo democrático é contradição em termos. Assim que socialistas conseguem chegar ao poder, eles fazem de tudo para preservá-lo, solapando a própria democracia. Para essa turma, os fins “nobres” sempre justificaram quaisquer meios.
Quando a Fiocruz vai convidar um pensador liberal para palestrar? Quando Adam Smith será mencionado em vez de Marx? Quando aceitarão um liberal ir lá explicar que todos os avanços medicinais da era moderna foram fruto de investimentos bilionários de laboratórios em busca de lucro em países capitalistas?
Pois é. No dia de São Nunca! Afinal, a Fiocruz é vermelha, e a foice com o martelo caberiam bem em seu logotipo. Só se fala de socialismo por lá, pelo que podemos perceber. É lamentável que esse proselitismo todo seja bancado com recursos públicos, ou seja, nossos impostos, e em nome da saúde.

Esquerda caviar: o pré-sal é nosso! Ou: Paulo Betti foi Mauá no cinema, mas não aprendeu nada…

Nada como um dia após o outro. Na época das privatizações da década de 1990, era o PT que liderava um espetáculo patético de liminares onde Judas perdeu as botas para impedir os leilões que trouxeram enormes avanços para o Brasil. Os barbudinhos iam com suas bandeiras com a estrela vermelha jogar pedras e gritar contra os “entreguistas” do governo e os “especuladores”.
O argumento de setor estratégico foi usado simplesmente em todos os leilões. A Vale não podia ser vendida, pois era estratégica. O mesmo para a CSN. Embraer. Telebras. Fosfértil. Até o adubo é nosso!
Em cada um desses casos, o resultado foi o mesmo: empresas mais eficientes, trabalhadores mais produtivos e melhor remunerados, parasitas demitidos, maior arrecadação para os cofres públicos, e lucratividade bem melhor. Os setores não deixaram de ser estratégicos, e nenhuma soberania nacional foi ameaçada.
Mas hoje é o PT que está no poder, tentando atrair investimentos para desenvolver o campo de Libra. A Petrobras, ineficiente e politizada, tem visto seu valor cair ano após ano, ao contrário do endividamento, que só sobe. Sem condições de liderar o programa agressivo de investimentos, convoca ajuda. O PT quer privatizar parte do setor, mas a velha esquerda, o PT de ontem, não aceita. O petróleo é nosso!
Chega a ser engraçado ver o PT sofrer do próprio veneno. Mas perde o Brasil. Até quando vamos conviver com esse atraso ideológico? Até quando as pessoas vão repetir que setor estratégico deve ter controle estatal, como se isso fosse sinônimo de preservar os interesses do povo? É muita idolatria ao fracasso mesmo!
Agora, se o PT mudou de lado no balcão, tem um grupo que sempre estará do lado de lá, invariavelmente. Falo, naturalmente, da esquerda caviar. Os nossos queridos artistas e intelectuais defensores sempre de mais estado. Vejam esse curto vídeo com o ator Paulo Betti, ícone da turma (e eleitor do PT, diga-se de passagem):
Será possível tanta ignorância? O vídeo joga de forma irresponsável, como quem não quer nada, o valor de US$ 1,5 trilhão. De onde veio isso? Respondo: uma estimativa pra lá de especulativa sobre a capacidade total do campo, multiplicada pelo preço do petróleo… hoje! Isso é coisa de quem não fez uma única aula de finanças básicas na vida, e jamais ouviu falar em valor temporal.
Pergunto ao leitor: uma maçã hoje vale a mesma coisa que uma mesma maçã daqui a dois anos? Se eu propuser ao leitor dar um carro de presente hoje, ou então somente daqui a cinco anos, o leitor será indiferente? Ah, o tempo tem valor! Chama-se juro, no linguajar econômico.
Isso sem falar que para retirar esse petróleo, se é que ele está lá mesmo (vide decepção com a OGX de Eike Batista), será preciso investir bilhões antes. Esse valor também não entra nas contas mágicas da esquerda. Assim como não levam em conta o risco todo no processo, o preço futuro e incerto do petróleo etc.
Enfim, é pura demagogia, puro sensacionalismo, feito para engambelar inocentes úteis e vender nacionalismo boboca que serve apenas para preservar mamatas estatais.
O triste é que Paulo Betti fez o grande empreendedor Barão de Mauá para o cinema (será que pediu autorização biográfica aos herdeiros?). Não aprendeu absolutamente NADA!
RC

INVASÃO DE PRIVACIDADE? ONDE? , por Janer Cristaldo

Não passa dia sem que alguém se queixe da invasão de privacidade das ditas redes sociais e, particularmente, do Google. Escreve Joe Nocera, no New York Times

“Graças a Edward Snowden, sabemos que a Agência Nacional de Segurança (NSA) tem capacidade para ler nossos e-mails e ouvir nossos telefonemas. Google nos exibe anúncios com base nas palavras que usamos e em nossas contas do Gmail. Na semana passada, o Facebook, que tem, no conceito orwelliano, um diretor executivo de privacidade - eliminou uma ferramenta de confidencialidade para que qualquer usuário da rede social possa buscar qualquer outro usuário. No dia seguinte, Google anunciou um plano que lhe permitirá utilizar palavras e imagens dos usuários em anúncios de produtos que eles apreciam - informações que Google conhece porque, bem, Google sabe tudo”. 

Tais temores, a meu ver, são preocupações de quem quer posar de defensor da privacidade alheia. Se posto algo numa rede que é pública, é óbvio que quero que isto seja conhecido e divulgado. Por tais razões, posto estas crônicas no Facebook, e me sinto muito contente que elas possam ser acessadas pelo número máximo de pessoas. Se postamos fotos, é pela mesma razão. Claro que não vou postar fotos íntimas, aliás não tenho foto íntima alguma para postar. Jamais fotografei meus momentos de privacidade. Se alguém publica tais fotos nas redes públicas, é claro que deseja expô-las a todo mundo.

Nocera denuncia também o uso de imagens dos usuários em anúncios de produtos que eles apreciam.

Em maio do ano passado, as ações do Facebook estrearam na Nasdaq, bolsa de valores de empresas de tecnologia em Nova York, operando em alta. Minutos após a abertura dos negócios, os papéis, negociados com o símbolo FB, subiam 12%, a US$ 43 – o valor previsto inicialmente era de US$ 38. Houve um atraso de pouco mais de 30 minutos para o início das vendas dos papéis. Logo após a abertura, a companhia já era avaliada em US$ 117,82 bilhões.

Confesso que até hoje não entendi o fato de que o Facebook valha US$ 117,82 bilhões. Como pode valer tudo isso aquela pagininha onde posto estas crônicas e eventualmente converso com amigos? O valor do Facebook – me informam pessoas mais atiladas – está no volume imenso de informações que reúne sobre seus membros. Assim sendo, a publicidade pode ser dirigida a segmentos específicos, que tendem a interessar-se pelos produtos anunciados.

Que publicidade? – me pergunto. Nunca vi publicidade no Facebook. Perplexos, meus informantes sugeriram que eu dê uma olhadela na coluna à direita da página. Foi o que fiz. Para minha surpresa, lá estavam os anúncios.

Sou totalmente refratário ao mundo da publicidade. Abomino toda e qualquer propaganda. Tenho um olhar seletivo. Um jornal pode anunciar um produto qualquer em página inteira e eu não o enxergo. Aconteceu há alguns anos. Eu lia um jornal em um café e fui abordado por uma marqueteira. Queria saber se eu havia visto algum anúncio das casas Bahia. Respondi que não. Ela pegou o jornal e mostrou-me. Havia seis anúncios das tais de casas, de página inteira e de meia página. Eu não havia visto nenhum.

Se disser que jamais comprei algo em função da publicidade, acho que não estou afirmando uma inverdade. Tenho, obviamente, eletrodomésticos em casa. Mas porque necessários. Se alguém me perguntar qual a marca de qualquer apetrecho que tenho na cozinha, vou ter de ir lá e conferir.

Ao descobrir – ó milagre! – que havia propaganda no lado direito da página, passei a lê-la, questão de curiosidade. Pelo jeito, o Zuckerberg não reuniu suficientes informações a meu respeito. Nada do que me oferece me interessa. Me sugere viagens. Mas para mim não adianta sugerir viagens, sou eu que decido viajar, como viajar e para onde viajar. Me oferece gadgets eletrônicos. Merci de tout, o que tenho em casa já me basta. Até que ando vagamente tentado por um desses objetos de desejo, os smartphones, mas até agora não consegui descobrir para que me serviriam.

Carros? Não me interessam. Nenhum de meus ancestrais teve carro, e não pretendo romper com a tradição. Cursos? Não tenho mais idade para cursos e adoro o autodidatismo. Isso sem falar que estou sempre cursando alguma disciplina, entre minhas quatro paredes. Disfunção erétil? Quando chegar a hora, procuro um médico. Planos de saúde? Se nesta altura da vida não tivesse um, talvez não estivesse escrevendo aqui. 

Jamais comprei algo em função da publicidade e não seria agora que compraria em função do Facebook. Nos bilhões que vale o Facebook na bolsa não há um centavo sequer de meu bolso. A fortuna de Zuckerberg, a meu ver, depende da humana indigência.

Outro dia, até que o Facebook ofereceu algo que poderia interessar-me, o Anti-Celso, de Orígenes. Mas assim também não vale. Eu havia divulgado o livro em meu blog. 

Nunca falta, em tais denúncias, paralelos ao 1984, de Orwell. Não são pertinentes. Na distopia orwelliana, os cidadãos são controlados para a manutenção do poder de uma casta dirigente. No Facebook, se são utilizados, o intuito é publicitário. Se gosto de um produto e declaro isso publicamente, é porque o recomendo. É o que faço com livros, filmes e óperas que me fascinam. Publicidade é a essência do capitalismo. Ou alguém acha que vivemos em um sistema socialista? 

Denunciar invasão de privacidade no Google ou Facebook é falta de assunto. Quem vai à chuva é para se molhar. Se você expõe publicamente seus dados, seus amigos, sua vida sexual, não pode queixar-se de que tais dados sejam vistos por qualquer um. Se a NSA, ou qualquer agência de informação, quiser ler meus e-mails ou ouvir meus telefonemas, que estejam a gosto. Desde que não mexam em minhas senhas bancárias, nada tenho a objetar.

De minha parte, há muitas relações em minha vida que não torno públicas para não invadir a privacidade de terceiros. Se as exponho, é porque tenho permissão de expô-las. Em vez de temer o Facebook, sou muito grato, pois graças a esta rede reencontrei amigos de minha infância e até parentes extraviados pelo vasto mundo. 

A denúncia de Nocera é denúncia vazia de um neoludita, que parece não ter entendido o mundo em que vive. Ou que julga que cada cidadão não tem capacidade de defender-se da publicidade. É imenso o número de pessoas que dela não consegue escapar. Mas isto não é culpa das redes sociais. Depende do bestunto de cada um.

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