quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Não à hipocrisia, no negócio dos cubanos, por Erico Valduga

Nada contra os ditos médicos, mas o fato real é que eles são o objeto de uma manobra eleitoral e ideológica, que não merece o apoio da gauchada


Uma faixa erguida por petistas, na chegada dos primeiros médicos cubanos ao Estado, ontem, deu a medida do comportamento dos governos federal e estadual no episódio, em que, mais uma vez, a hipocrisia torna-se o tributo que o vício presta à virtude. Dizia: “O povo agradece a solidariedade do povo cubano”. Que povo? Meia centena de manifestantes de entidades “progressistas” que vivem do Tesouro, empregados em cargos de confiança na máquina pública?

O Correio do Povo revelou que as boas-vindas foram dadas por militantes do PT, Via Campesina, PCB, UNE, enquanto o resto da cada vez mais relaxada imprensa, o que inclui rádios e tevês, nem se preocupou em informar de que “povo” se tratava. Aliás, não se pode pretender que a pasmaceira dominante no Rio Grande em todas as áreas não tivesse também atingido o jornalismo.

Nós, os gaúchos, não podemos ser solidários com um negócio imoral e eleitoreiro, que recria a escravidão em pleno século 21. Como oferecer apoio a quem, para começar, nem sabemos se são todos médicos de fato, e habilitados a cuidar de nossa saúde, porque o governo impediu, com a escandalosa concordância do Congresso, que o Conselho Federal de Medicina avaliasse os seus conhecimentos. Quem garante que não estamos pagando “comissários do povo”, como ocorre na Venezuela?

Solidariedade com ditos profissionais contratados a R$ 10 mil por cabeça, dos quais cabem-lhes apenas de R$ 3.5 mil a R$ 4 mil, e R$ 6 mil engordam os cofres da ditadura cubana? Solidariedade com um negócio entre governos da mesma laia ética que impede as famílias dos supostos médicos de acompanhá-los na estada no nosso país, pois são obrigadas a permanecer em Cuba como reféns de bom comportamento dos alugados? E tudo isto se repete pelo país, com o objetivo safado de facilitar a reeleição de Dona Dilma e a eleição do hoje ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo.

PEDRO LUIZ RODRIGUES- ANARQUISMO: O BRASIL ESTÁ VIRANDO A COLÔNIA CECÍLIA

Se o velho anarquista Giovanni Rossi ainda estivesse vivo, estaria de sorriso solto, satisfeito em ver que os princípios de sua doutrina estão afinal, com atraso de mais de cem anos, conquistando o Brasil de ponta a ponta.

Rossi, jornalista, veterinário e engenheiro agrônomo, era um ácrata, o que quer dizer que não aceitava a legitimidade de nenhuma imposição. Nem mesmo aquelas que as constituições atribuem ao Estado.

Assim está ficando o Brasil, onde a essência mesma do estado democrático de direito vem sendo diariamente dilapidada por bandos de malfeitores encapuçados que, amparados pela Justiça, mal são detidos, retornam às ruas para praticar a violência.

Giovanni Rossi quis bem menos, apenas trazer gente da Itália para estabelecer uma colônia agrícola no Brasil. Em seu país natal havia estabelecido uma primeira comuna libertária experimental (Cremona,1887).

Em viagem para tratamento médico na Europa, D. Pedro II toma contato com um livro de Rossi ( Il Commune in Riva al Mare ), que lhe atrai a atenção pelo humanismo e pela proposta de superação das desigualdades. Na obra, o italiano descreve uma colônia experimental, em um país da América, sem propriedade privada, sem dogmas, sem hierarquia. O Imperador escreveu para Rossi e propôs-lhe que levasse a cabo o experimento no Brasil.

Quando a Colônia Cecília foi finalmente instalada no município de Palmeira (Paraná), já era a República. Caducara a doação dos 300 alqueires que lhe havia feito o Imperador, pois o novo regime não reconheceu a concessão de terras a estrangeiros feitas pelo regime deposto. Rossi não esmoreceu, arranjou dinheiro e comprou as terras.

Mas a utopia patrocinada por Rossi durou pouco. Sob as regras do anarquismo, a colônia durou poucos anos (1890 a 1893) acabou na miséria.

120 anos depois estamos reeditando, em escala nacional, a experiência desastrada da Colônia Cecília.

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.