quinta-feira, 7 de novembro de 2013

‘O socorro do Brasil a Maduro’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta quinta-feira

O governo petista resolveu socorrer o regime chavista da Venezuela, que faz água por todos os lados. E, claro, essa generosidade correrá por conta do contribuinte brasileiro.

Sob ameaça de sofrer um duro revés nas eleições municipais de 8 de dezembro, vistas como uma espécie de referendo de seu desastroso governo, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu ajuda ao Brasil para contornar a crise de desabastecimento no país, o mais sério dos inúmeros problemas de sua administração.

A intenção de Maduro é garantir o fornecimento de alimentos e outros produtos do varejo até a eleição. Como tudo o que tem pautado o tal “socialismo do século 21″, esta será mais uma medida paliativa e desesperada, lançada apenas para mitigar por um breve período os efeitos permanentemente deletérios da insanidade econômica chavista.

O modelo estatista feroz, com preços controlados e hostilidade à produção privada, esvaziou as prateleiras dos supermercados venezuelanos. As imensas filas para comprar os mais diversos produtos de primeira necessidade – o papel higiênico é o símbolo desse calvário – tornaram-se a marca do governo Maduro.

Em vez de admitir os erros de sua administração e procurar resolvê-los de modo racional, o presidente venezuelano optou pelo caminho típico do chavismo: atribuiu a escassez à “sabotagem” de capitalistas e disse que agora trava uma “guerra econômica” contra esses “agentes do imperialismo”. A “guerra” inclui impedir que a imprensa noticie o desabastecimento, porque, segundo sua versão tresloucada, é isso que leva pânico à população e gera corrida aos supermercados.

É em nome desse combate imaginário que Maduro pediu ao Congresso “poderes especiais” para governar – poderes cujo escopo, obviamente, deverá ir muito além da emergência econômica.

Para o governo petista, porém, Maduro e sua equipe sabem o que estão fazendo. “Eles têm consciência dos problemas em curto, médio e longo prazos no país e estão muito preocupados em enfrentar, de forma clara e estratégica, as dificuldades históricas da economia venezuelana”, disse ao jornal Valor o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Ao considerar que a crise da Venezuela faz parte de “dificuldades históricas”, Garcia quer fazer crer que a situação atual resulta de problemas antigos, estruturais, e não das evidentes lambanças chavistas. É provável que Garcia considere também que a importação emergencial de alimentos seja parte, conforme suas palavras, de um planejamento “claro e estratégico” para enfrentar a crise.

Esse “planejamento” conta com a bondade brasileira. Como faltam dólares na Venezuela para realizar a importação, graças ao controle do câmbio, o Brasil pretende usar o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), do Banco do Brasil, num acordo com o Banco de Venezuela. Segundo essa solução, ainda a ser detalhada, o Banco de Venezuela receberia o dinheiro do financiamento e quitaria a importação diretamente aos fornecedores brasileiros, sem ter de passar pela Cadivi, o órgão venezuelano que regula o câmbio. O Banco de Venezuela pagaria o financiamento ao Banco do Brasil em suaves prestações.

Com tal garantia, a expectativa do governo é de que os empresários brasileiros superem a crescente desconfiança em relação à Venezuela – convidadas a incrementar as exportações àquele país nos últimos anos, seguindo a orientação da agenda Sul-Sul do governo petista, muitas empresas nacionais enfrentam agora grandes atrasos no pagamento. Como resultado, as exportações para a Venezuela no primeiro semestre do ano foram quase 16% inferiores às do mesmo período de 2012.

Em outras palavras, se as negociações prosperarem, o risco de calote dos importadores venezuelanos seria assumido pelo Banco do Brasil – em nome do compromisso ideológico do governo petista com o chavismo, com cujas agruras o contribuinte brasileiro não tem rigorosamente nada a ver.

Os ventos da mudança, por Rodrigo Constantino

Nessa terça participei de um evento pelo lançamento do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN) e do meu novo livroEsquerda Caviar, na UNDB aqui no Maranhão. Foi um sucesso, com auditório praticamente lotado (mais de 200 pessoas) e 80 livros autografados em seguida.
Rodrigo Saraiva Marinho falou pelo ILIN, em ótima palestra sobre o liberalismo e como ele é o melhor caminho para beneficiar os mais pobres. Em seguida, falei sobre meu livro (ainda hoje vou publicar o vídeo). Uma excelente aceitação do público, que depois teve oportunidade de fazer perguntas.
Uma das presentes, Tamires, assumiu ser marxista (minoria absoluta no local), e fez boas perguntas. Quis entender melhor como evitar, no modelo liberal, que o poder econômico capture o político. Respondi explicando que a existência dos instrumentos que a própria esquerda defende, como o BNDES e as barreiras protecionistas, são um convite e tanto para essa captura, e que seria ingenuidade achar que vamos ter todos esses mecanismos de impedimento do livre mercado, e que depois não serão abusados pela elite econômica. O jeito é não ter tais instrumentos.
Acredito ter plantado uma semente de dúvida na cabeça dela. Mas eis o ponto principal: uma marxista assumida não encontra hostilidade alguma em ambiente de liberais, e pode debater abertamente e expor seus pontos. O mesmo raramente ocorre do lado contrário. Um liberal confrontando o marxismo em ambiente predominantemente marxista é sempre hostilizado pelas claques organizadas. Marxistas, via de regra, não curtem debates abertos.
Eis outro ponto importante: quando que, anos atrás, seria possível lotar um auditório no Maranhão para falar de Mises, Hayek e Milton Friedman? Algo está mudando. Sentimos isso o tempo todo, em todo lugar. Por onde tenho ido palestrar ou lançar o livro, tenho sido recebido por muita gente que concorda com o grosso da doutrina liberal. Muitos jovens abraçam essas bandeiras e parecem convencidos de que somente o liberalismo pode trazer prosperidade e justiça para o Brasil.
Estamos ocupando espaços, inclusive na imprensa. A reação desesperada e histriônica de ícones da esquerda mostra o quanto estão incomodados. Tentam impedir o debate, rotular os liberais e conservadores de “extrema direita” e outras besteiras do tipo (Hitler, só para constar, era do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães). Estão acuados. Agridem e rotulam por falta de argumentos, porque percebem que a hegemonia cultural da esquerda acabou – e a política é questão de tempo, pois vem algo NOVO aí.
Querem outro exemplo? O aluno de Florianópolis que se recusou a fazer mais um trabalho sobre Marx, alegando que não agüentava mais tanta doutrinação, foi um marco de resistência, e outros alunos já não se sentem mais tão sozinhos e isolados para repudiarem abertamente esse proselitismo ideológico em vez de aulas de verdade.
O resultado prático: a pressão desses alunos fez com que a UFSC desistisse de levar o assassino comunista Cesare Batistti, julgado e condenado na democrática Itália, para uma palestra, que teria ainda um sujeito do MST e um “funkeiro” como demais palestrantes.
Enfim, estamos vivendo tempos interessantes. Se por um lado há o grande perigo de o PT se perpetuar no poder e transformar o Brasil em uma grande Argentina, por outro lado estamos vendo a reação. Cada vez mais gente acordando, lutando para criar um ambiente mais liberal em nosso país, sempre muito dependente do estado para tudo.
São os ventos de mudança, que chegaram para abalar a estrutura frágil da esquerda hegemônica. Claro, não será uma luta fácil, pois são décadas de lavagem cerebral e dominação de várias esferas políticas e culturais. Mas eles têm uma enorme desvantagem: defendem algo que não funciona, que nunca funcionou, e o fazem de forma hipócrita. Falam em nome dos pobres, mas vivem como nababos. Atacam a elite burguesa, mas são da elite burguesa.
Nós, liberais e conservadores de boa estirpe (tradição britânica e escocesa), vamos esfregar essa hipocrisia em suas caras, e mostrar ao povo que há uma alternativa muito melhor, bem mais eficiente, e que preserva o bem mais precioso que temos: nossa liberdade!

Brasil pode ser o primeiro “Bric” a ter nota rebaixada por agências de classificação de risco

Na VEJA.com:
O Brasil pode ser o primeiro entre os países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) a ter sua nota rebaixada pelas agências de classificação de risco. A avaliação aparece em texto publicado nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times com o título “As chances de um downgrade (rebaixamento) no Brasil”. Ao citar analistas do banco britânico Barclays em São Paulo, a publicação diz que “muito possivelmente” o país pode ser o primeiro entre os grandes emergentes a ter a nota cortada. Se a economia nacional não crescer rapidamente e a situação fiscal continuar em deterioração, dizem os economistas, o downgrade poderia vir no início de 2014.
“Os resultados fiscais de setembro vieram muito mais fracos do que o esperado. O surpreendente resultado foi impulsionado principalmente por um forte aumento das despesas extraordinárias durante o mês, mas as receitas menores que o esperado também ajudaram a intensificar o déficit”, disseram os analistas Bruno Rovai e Marcelo Salomon, citados no texto da coluna “Beyondbrics”. “Continuamos céticos de que essa tendência poderá ser revertida especialmente considerando que as eleições serão realizadas em outubro do próximo ano”, completaram os analistas.
Como os demais economistas do mercado, os analistas do Barclays apontaram a queda do superávit primário e o aumento da dívida líquida do setor público como sinais de preocupação. Para Rovai e Salomon, o quadro “pode pavimentar o caminho para o rebaixamento da classificação soberana no início de 2014″.
Na mira
“A boa notícia para o Brasil é que ele não é o único Bric que está andando sobre o gelo fino. A Índia também é vista amplamente como uma candidata para o rebaixamento dos ratings”, diz a reportagem do FT.
Por Reinaldo Azevedo

Reynaldo-BH: Eike Batista, Dilma Rousseff e Lula são gratos ao brasileiros silenciosos

REYNALDO ROCHA

Ninguém pode acusar Lula e Dilma de falta de ousadia. Parecem trotar em frente à ignara plateia desse Jockey Club de mulas.

O mundo ri de Eike. Da megalomania de quem queria ser o homem mais rico do mundo e hoje é o ex-rico que mais perdeu em menor tempo o que amealhou.


Pouco importa se Eike perdeu ou ganhou. Se houve quem acreditasse no fator Midas desse vendedor de pesadelos. Eike é a Rose da economia. A mim seria indiferente ─ em ambos os casos ─ o que fizeram no verão passado ao lado de Lula.

Problema deles. Mas meu dinheiro do imposto foi usado, mais uma vez, para bancar delírios e estelionatos e para custear viagens em jatinhos dos quais Lula usou e abusou. Estranha essa fixação de Lula com as coisas que voam… Aí está Rose como prova.

E mesmo no fundo do fundo do poço, com a mentira exposta e o golpe desmascarado, a Caixa Econômica Federal volta a emprestar NOSSO dinheiro para Eike Batista.

Hoje, mais R$ 460 milhões se somam aos R$ 7 bilhões já pendurados no prego do prostíbulo.

Não se fazem mais acordos espúrios nos esgotos de Brasília. Agora é necessário dar-lhes divulgação ampla, como uma espécie de aviso aos outros bucaneiros: “Vem que tem!” As burras serão usadas por pilantras, safados e incompetentes. Bastam que sejam Lula’s Boys!

A classe desclassificada (perdão pela proposital incongruência) , apoiada na podridão oficial, privatiza a corrupção e o uso de nosso dinheiro. Qual “generosidade” deve ser pedida como contrapartida?

Obviamente, nenhuma que atenda aos brasileiros com vergonha na cara, pois a única que admitimos é NÃO AUMENTAR o rombo provocado pelas brocas da OGX e congêneres (agora a OSX, empresa que transportaria o óleo da OGX, que NÃO EXISTE!) e pela desfaçatez do lobista-mor de malandros e corruptos (corruptores idem).

A CEF ─ tão enaltecida em comerciais pela bela Camila Pitanga, que corre o risco de se transformar em um emblema do oportunismo ─ abriu os cofres. E sequer viu que ao agir assim, abria também as celas. Quem sabe um dia para que os bandidos de hoje possam entrar.

Não escondem mais nada. Cometem crime à luz do sol, certos da impunidade. Que, infelizmente, é a regra.

Lula conseguiu fazer do Banco do Brasil um entreposto de corrupção ─ como no mensalão. Quebrou a Petrobras. E agora usa a Caixa como meio de ajudar a quadrilha.

Eike agradece. Lula agradece. Dilma agradece.

São gratos ao nosso silêncio.

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LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.