domingo, 10 de novembro de 2013

Apaga-se a linha tênue que ainda separava a Venezuela de Cuba

A Venezuela caminha a passos largos rumo ao destino cubano. Isso todos já sabiam, apesar das tentativas de se preservar um verniz de democracia naquele país, enaltecido por vários intelectuais e políticos brasileiros. O ex-presidente Lula mesmo, disse que a Venezuela tinha “excesso de democracia” sob o tiranete Chávez.
Agora essa linha tênue que ainda separava ambos os regimes se apagou por completo. Um jornalista americano do “Miami Herald” foi preso e mandado para um centro de inteligência militar sem explicações, enquanto fazia reportagem sobre a escassez de alimentos no país socialista.
“Estamos muito preocupados. Parece não haver nenhum fundamento para sua detenção e estamos tentando descobrir o que está acontecendo”, disse a editora-executiva e vice-presidente do jornal, Aminda Marques Gonzalez, em comunicado. ”Queremos que Jim Wyss seja liberado imediatamente”, destacou ela.
Que os agentes cubanos têm passe-livre no governo venezuelano, já sabíamos. Mas que agora tomaram completamente o controle da situação, isso é novidade. E pensar que no Brasil o governo do PT vem tentando importar cubanos e garantir um livre acesso do alto escalão pelos corredores políticos. Vamos esperar passivamente que façam o mesmo com nosso país? Ou vamos reagir e expulsar, pelas urnas, esses golpistas disfarçados de democratas?

Aniversário da queda do Muro de Berlim,por Rodrigo Constantino

Hoje, dia 9 de novembro, completam-se 24 anos da queda do Muro de Berlim, marco histórico que simboliza o fracasso do socialismo e a vitória do capitalismo liberal na Guerra Fria. Em 2009, quando foi aniversário de duas décadas desse momento incrível, escrevi um texto para o jornal GLOBO, que vai abaixo:
Vinte anos depois
Dia 9 de novembro de 1989, 23h17, duas palavras selaram o destino da Guerra Fria. Uma multidão gritava em uníssono: “Abram! Abram!”. Eram os alemães do lado oriental, exigindo o direito de atravessar para o lado ocidental. O guarda responsável da fronteira finalmente cedeu, e ordenou: “Abram tudo”. Os portões escancararam-se. Era o fim do Muro de Berlim, ícone do regime socialista que vinha mantendo o próprio povo em cárcere desde 1961.
Inúmeras causas podem ser apontadas para esta conquista. De um lado, parece inegável o papel desempenhado pelos americanos, em especial o presidente Reagan, que exigiu em 1987: “Senhor Gorbatchov, derrube este Muro!”. Atrás da retórica, um expressivo gasto militar que expôs a incapacidade do regime socialista de acompanhar o ritmo americano. O colapso econômico do sistema soviético era cada vez mais evidente. A queda no preço do petróleo daria o golpe fatal. O contraste com o dinamismo das nações capitalistas era gritante demais.
Papel fundamental na derrubada do Muro, entretanto, foi exercido por alguns importantes líderes do Leste Europeu. Eis o que demonstra o jornalista Michael Meyer em “1989: O Ano que Mudou o Mundo”. Meyer foi chefe da sucursal da revista Newsweek na Alemanha Oriental durante o desenrolar dos eventos e pôde verificar in loco os fortes ventos da mudança soprando na região. Ele mostra como alguns “reformistas”, convencidos de que o sistema não funcionava, tomaram decisões cruciais que culminaram na derrocada completa do socialismo.
Entre esses líderes, Miklós Németh merece destaque, por seu corajoso golpe no governo comunista húngaro. Por meio de suas articulações políticas, a fronteira da Hungria com a Áustria seria aberta, fazendo um buraco na Cortina de Ferro. Os regimes comunistas sempre tiveram a necessidade de impedir a livre saída do povo, para não deixar que os cidadãos descontentes – quase todos – votem com seus pés. Assim, a fotografia de soldados húngaros cortando um trecho da cerca de arame farpado que separava a fronteira austro-húngara ganhou o mundo.
Outra grande conquista se deu na Polônia, onde o movimento Solidariedade, liderado por Lech Walesa, conseguiu uma incrível vitória pacífica nas eleições que o regime comunista, sob intensa pressão popular, aceitou realizar. Nas palavras de Meyer, “para os anticomunistas de todos os lugares, era como tomar um grande gole de coragem”. Aquilo que antes parecia impossível passava a ser visto como viável.
A Alemanha Oriental seria a próxima da lista, apesar da postura intransigente do poderoso dirigente Honecker. Não dava mais para conter o desejo de liberdade do povo. O Muro de Berlim representava a cicatriz da Europa dividida. Sua queda marca o fim da Guerra Fria, com a humilhante derrota socialista. Vinte anos depois, esta data merece ser celebrada, para jamais esquecermos os horrores do socialismo, que, por onde passou, deixou um rastro de miséria, escravidão e terror.
Alguns intelectuais e “movimentos sociais”, infelizmente, tentam ressuscitar na América Latina o que foi devidamente enterrado no Leste Europeu. Sob um novo manto, o “socialismo do século XXI” quer inegavelmente seguir os mesmos passos fracassados do passado. A diferença é o discurso hipócrita da “revolução bolivariana”, com que se pretende hoje vestir a ditadura, dando-lhe uma roupagem democrática. Trata-se do uso da “democracia” para destruir as nossas liberdades individuais mais básicas. O alerta antigo vale mais que nunca: “Aqueles que ignoram o passado estão condenados a repeti-lo”.  
A pedido da Atlas Foundation, gravei ainda um pequeno comentário em inglês (com legenda) em homenagem a esta importante data:
Por fim, segue esta emocionante performance do “Winds of Change”, da banda Scorpions, para lembrar que os ventos de mudança ainda sopram, e que o socialismo será sempre, cedo ou tarde, derrotado, pois o ser humano clama por liberdade:
Que momento glorioso ver aquele muro ser destruído!

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