segunda-feira, 18 de novembro de 2013

“A maldade usa a máscara mais conveniente para conseguir o seu intento.” (Filosofeno)

“A única coisa transparente em algumas prefeituras é a calcinha da secretária do prefeito.” (Mim)

“Entram reais no bolso, a empáfia assume o ser. Assim é o comum.” (Filosofeno)

Este espanhol não é o Barcelona- Santander volta a ser o banco que mais recebe reclamações no País

O MUAR VERMELHO- Padilha diz que governo planeja trazer mais cubanos

Poderiam trazer também Raul e Fidel e assim livrar o povo cubano de duas tranqueiras. Arre!

Reynaldo-BH: Nunca antes neste país foi tão necessário que eles continuem a mentir

REYNALDO ROCHA
“Eles são honestos: não mentem sem necessidade”. (Tchekhov)
Foram honestos até o fim, na visão cética e aética. O punho erguido no ar, as cartas dirigidas aos lulopetistas ensandecidos – embora endereçadas à nação.
A mensagem é pior que o mensageiro. Fala em nome da esquerda brasileira como se um João Amazonas fosse da mesma laia de um José Dirceu. Ou um Genoíno tivesse a dignidade de um Gregório Bezerra. Ambos personagens da história do Brasil por motivos que, se não comungo, aceito. Respeito a verdadeira honestidade, mesmo que estejam ligadas a ideologias e regimes que não me seduzem. Nenhum dos dois tem o nome incluído em condenações definitivas por corrupção e roubo.
O primeiro roubo cometido pela quadrilha de mensaleiros foi justamente contra a própria esquerda histórica brasileira. Roubaram-lhe os ideais e as ideias. Substituíram a história pela mentira. A decência pelo escárnio. Dirceu, Genoíno e Delúbio usam a luta de antes para cometer os crimes de hoje. E o ícone desta quadrilha é Lula, que já afirmou inúmeras vezes não ser “de esquerda”.
Então como Dirceu, Genoíno e Falcão ousam falar em “ataque às esquerdas”? Essas prisões nada mais são do a execução das penas que bandidos comuns, quando pegos, cumprem depois de serem condenados em última instância.
Não dá para aceitar o roubo da história nem o uso de rótulos para justificar roubos. Minha indignação não nasce de partidos ou ideologias fósseis, nasce do meu passado e do passado de tantos outros. Não sou “ista” de qualquer natureza. A única tatuagem que tenho é a da defesa do estado de direito. Esta me basta. Inclui a liberdade de expressão e o respeito às leis e às garantias constitucionais.
No meio de um comunismo de slogans, Dirceu e o bando resolvem continuar mentindo afirmando ser de esquerda e creditando a isto a condenação. É inimaginável que qualquer um deles faça uma autocrítica, admita a tentativa de atentar contra a democracia, comprando votos e consciências com o nosso dinheiro. Afinal, é disto que se trata.
“Eles são honestos: não mentem sem necessidade”. Nunca antes neste país foi tão necessário que eles continuem a mentir.

JANGO, DUAS VEZES DEPOSTO

Percival Puggina

Quem estabelece a narrativa histórica e comanda a leitura do passado, mais facilmente escreverá o futuro.

É esse controle da versão mais conveniente que vem sendo imposto ao Brasil nos últimos anos. Até a exumação do cadáver de João Goulart serve, qualquer que seja o resultado, para se atrair atenção à narrativa que convém ao poder. Há uma ampla perspectiva demográfica para isso. Dos 200 milhões de brasileiros vivos, apenas 15 milhões tinham 18 anos ou mais em 1964. Os outros 185 milhões conhecem apenas uma versão dos fatos ocorridos naquele ano, e em parte dos anos seguintes. Foram capturados por um único relato. A versão que lhes é insistentemente repetida serve ao projeto de poder de quem a concebeu. Não é outra a tarefa dos comissários da História, integrantes da tal comissão que insiste em ser conhecida como Comissão da Verdade.

Absolutamente justo que se prestem honras fúnebres ao ex-presidente. Ele morreu no exílio e não as recebeu. E será interessante observar as expressões emocionadas de antigos militantes da luta armada diante dos restos mortais do presidente a quem tanto desprezaram. Desprezaram, sim. Eles eram comunistas e Jango não. Viam-no como um fazendeiro tíbio, inseguro, inconfiável. Enquanto representou para os comunistas dos anos 60 um projeto de poder, Jango teve seu apoio. Fora do governo, foi ignorado pelos próprios companheiros à sua esquerda. Ninguém gastou um cartucho ou pegou um bodoque para restaurá-lo no posto presidencial.

Jango foi deposto pelo Congresso Nacional e pelos militares. E novamente destituído de qualquer importância pela maioria de seus parceiros. Brizola brigou com ele. O irrequieto cunhado, que projetava sombra em Jango presidente, olhos postos no mandato subsequente, continuou a projetá-la no exílio. Era em torno de Brizola que se articulavam alguns dos que foram à luta. No exílio, Jango só era visitado por amigos de pouco ou nenhum poder de mobilização.

Após sua queda, muitos dos que nestes dias o celebram em Brasília pegaram armas para reproduzir, aqui, as lições de sublevação revolucionária aprendidas em Cuba e na Rússia. No entanto, para a continuidade do projeto de poder ora em curso no Brasil é importante que esses inimigos da democracia dos anos 60 e 70 sejam aclamados como portadores dos mais elevados ideais libertários. Falso! Queriam implantar um projeto comunista no país, totalitário e muito mais brutal. Atrasaram a redemocratização. Aliás, a bem da verdade, a democracia tinha inimigos pelos dois lados da disputa. Uns aferrados ao poder, abusando da violência. Outros, sem nenhum apoio popular, buscando o poder pela violência, para impor um regime que, já então, havia gerado cem milhões de cadáveres no mundo. Felizmente nos livramos desse mal maior e a política venceu. Foi através da política que o país se redemocratizou, constitucionalizou, pacificou. E hoje convive com uma concentração de poder que, novamente, vai corrompendo a democracia.

É fraudulento o empenho de mistificar a história, de ocultar o fato de que muitos dos que hoje nos governam eram revolucionários comunistas e zombavam da democracia, que diziam ser coisa burguesa. Sua afeição à ditadura dos Castro (cubanos) e sua devoção a Che Guevara (argentino) ficam bem representadas nos exames a que será submetido o ex-presidente Goulart. Neles estarão atuando peritos buscados a dedo na notória ditadura cubana de tantos cadáveres e na mal disfarçada ditadura argentina.


ZERO HORA, 17 de novembro de 2013

Sete paradoxos do Estado socialista:

Ninguém trabalha, mas o plano é sempre cumprido. O plano é cumprido, mas as prateleiras das lojas estão vazias. As prateleiras estão vazias, mas ninguém passa fome; ninguém passa fome, mas todo mundo é infeliz, todo mundo é infeliz, mas ninguém reclama, ninguém reclama, mas as prisões estão cheias.

“Dizem que se parecemos com nossos donos. Eu não sabia que era um mau-caráter.” (Bilu Cão)

“Fiz regressão. Na minha vida passada não fui príncipe, nem mesmo uma grande magistrado, apenas um galhardo porteiro de bordel em Paris.” (Climério)

“Feliz do ser que tem dúvidas.” (Mim)

IRMÃO DOENTE

Um judeu na Rússia comunista pediu um visto para ir à América. Como a sua razão ele indicou que tinha um irmão na América que caiu doente e precisava de ajuda. O funcionário do escritório de passaportes disse: "Então por que o seu irmão não vem para cá?"
"Meu irmão está doente, mas ele não está mentalmente doente."


VENEZUELANO COM FOME

En Venezuela, un niño regresa de la escuela a su casa, cansado y faminto y
le pregunta a su mamá

- Mamá, que hay de comer?

- Nada, mi hijo.

El niño mira hacia el papagayo que tienen y pregunta:

- Mamá, por qué no papagayo con arroz?

- No hay arroz..

- Y papagayo al horno?

- No hay gas.

- Y papagayo en la parrilla eléctrica?

- No hay electricidad.

- Y papagayo frito?

- No hay aceite.

El papagayo contentísimo gritó:

PUTA QUE LO PARIÓ, VIVA LA REVOLUCIÓN BOLIVARIANA!!!

‘Continuam aprontando’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão
O Congresso Nacional está a caminho de cometer duas enormidades. Uma diz respeito ao sistema de votação ─ aberta ou fechada ─ em matérias politicamente sensíveis, como a cassação de mandatos parlamentares ou o exame de vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Legislativo. A outra, mais grave ainda do ponto de vista da ética, está embutida no trecho da chamada minirreforma eleitoral que pretende mudar as regras do financiamento das campanhas.
Sacudidos pelo impacto do escândalo do salvamento do mandato do deputado Natan Donadon, eleito pelo PMDB de Rondônia ─ já então recolhido ao presídio onde cumprirá a pena de 13 anos a que o condenou o Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato e formação de quadrilha ─, os dirigentes da Câmara decidiram não submeter a plenário nenhum outro caso do gênero, enquanto continuassem a ser resolvidos pelo voto secreto. O mesmo se aplicaria a condenações a perda de mandato propostas pelo Conselho de Ética da Casa, sujeitas à ratificação em plenário.
Como não raro acontece na política nacional, a boa iniciativa gerou o efeito perverso de transformá-la numa aberração. Por demagogia, vingança ou indiferença por suas consequências, a Câmara aprovou por unanimidade, em segundo escrutínio, um projeto de emenda constitucional de 2001 e esquecido desde que tramitou pela primeira vez, passados seis anos. A proposta, que decerto continuaria hibernando não fosse o vergonhoso episódio Donadon, estende a obrigatoriedade do voto declarado a toda e qualquer decisão de colegiados legislativos, no plano federal, estadual e municipal.
Na quarta-feira, por 54 a 10, o Senado endossou o despropósito em primeira votação. O pior é que a Casa já tinha aprovado duas vezes uma emenda ali apresentada no ano passado que restringia ao âmbito federal e à cassação de mandato o sufrágio público. O projeto vindo da Câmara, que atropelou o de sua própria lavra, entrará na pauta de deliberações do Senado na semana que vem. É quando os políticos que não perderam de todo o juízo tentarão fatiar a votação para evitar o desastre.
Se forem bem-sucedidos, continuaria secreta a apreciação de vetos presidenciais e de autoridades indicadas pelo Executivo ad referendum do Senado, bem como o voto para presidente nas duas Casas. É certo que o povo tem o direito de saber como se comportam seus representantes nos momentos de decisão. Mas não é menos certo que a consciência do parlamentar tende a prevalecer quando o sigilo o protege de pressões ─ do governo, de candidatos a postos em instituições do Estado ou de lideranças partidárias ─ a que raros ousam resistir. É nefasto, porém, quando serve para salvar mandatos enxovalhados pelos seus ocupantes.
A segunda enormidade que o Congresso se prepara para abraçar é o suprassumo em matéria de pôr a lei a serviço do interesse próprio do estamento político e dos partidos que o estruturam. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado repôs no projeto da minirreforma eleitoral, entre os pontos derrubados na Câmara, a permissão para que concessionárias e permissionárias de serviços públicos financiem candidaturas, ou do bolso de seus sócios e acionistas ou de outras pessoas jurídicas a elas associadas, numa mesma holding, por exemplo. É uma forma de passar a perna nas normas que procuram regular as doações eleitorais.
Também entidades sem fins lucrativos que não recebam dinheiro público ─ e por isso estão dispensadas de informar a origem de seus fundos ─ poderão doar a candidatos. É o alargamento das portas às doações ocultas. A empresa que não quiser aparecer como doadora repassará a bolada a uma dessas entidades com ela mancomunada para que a envie, lavada e perfumada, ao seu destino. Além disso, caiu a obrigação das legendas de destinar pelo menos 20% dos recursos recebidos do Fundo Partidário aos centros de estudos e pesquisas sobre questões públicas que devem manter. Afinal, o que interessa é ganhar eleições.
Por fim, as multas aplicadas a candidatos passarão a ser pagas em até cinco anos ─ desde que as parcelas não excedam 10% dos rendimentos dos infratores. E fazer boca de urna não dará mais cadeia.

Antonio Vieira: ‘A bola sete parou à frente da caçapa. Haddad vacilou e caiu de quatro’

ANTÔNIO VIEIRA
Guerra, comércio e pirataria estão sempre juntos e interligados. A constatação não é minha, é de Goethe. Talvez seja muita sofisticação buscar no grande escritor fundamentos para se entender o comportamento dessa mescla de corsários e piratas vulgares. Os rapinantes da Somália, mulambentos que avassalam cargueiros na costa oriental africana, bem poderiam aprimorar seus métodos com um estágio em qualquer prefeitura petista. Sairiam fortalecidos e confiantes para o desempenho de seu mister.
O caso atual da gatunagem na prefeitura de São Paulo, com os envolvidos circulando na ante sala do próprio prefeito, demonstra o quanto há de método, de comportamento recorrente, com essa gente de caráter deformado. Há, os fatos o demonstram, uma constante em tudo que o lulopetismo se envolve: a remição ao submundo, ao ilícito, ao ilegal, à fraude, à mentira e à enganação. O tal Donato, e outros certamente, como os mafiosos da Tattolândia, chegaram onde chegaram seguindo uma trajetória, verdadeiro processo de lenta, mas profícua aprendizagem.
O afastado vereador Donato era o capitão do time do Haddad; uma espécie de Zé Dirceu municipal. Uma figura assim com tais habilidades não se torna um homem de poder por alguma graça circunstancial, discricionária, de alguém que diz num estalo. “Ah! tem o Donatão… É gente nossa, gente boa; vamos botá-lo ali para tomar conta daquele pedaço!” Não! Não é dessa maneira que as coisas acontecem. É uma carreira, uma trajetória dentro de um sistema, onde o desempenho pregresso e a confiança são fundamentais para explicar a distribuição política de cargos de governo.
Arrivistas não têm chances com eles. Só os profissionais ─ e isso eles são. O petismo congrega uma organização na qual não seria difícil aplicar tipos extraídos do código penal. Os exemplos, inumeráveis, pipocam ano após ano nos noticiários. Um balanço das postagens da coluna de Augusto Nunes demonstraria a persistência, a amplitude e a coerência do modus operandi da turma.
Não é necessário ser profeta para vislumbrar o que vem por aí. As oposições deveriam pedir a abertura de processo de cassação dos envolvidos, não só na Câmara Municipal de São Paulo como no Congresso (o tal Jilmar Tatto é deputado federal). Não seria absurdo incluir no pacote o próprio Haddad.
Por muito menos, todos nos lembramos, mal terminara a apuração das eleições naquele já distante 1998, e os cães sarnentos petistas já rosnavam pedindo o “fora FHC”. Fotos da época mostram a proto-quadrilha em ação: Zé Dirceu, Genoíno, Tarso Genro, Palocci e outros fazendo coro no plenário do parlamento em Brasília, numa pole dance de patifes exibicionistas.
Uma oposição de verdade não perderia uma oportunidade dessa de mostrar a turma com a bunda de fora. São Paulo é amostra para o Brasil. No mínimo, informaria a todo o país que o mensalão de Lula e Dilma pode condenar alguns gatos pingados, mas a turma substituta, a do Haddad, já está a postos e atuante. Vamos, oposição! Upa! a bola sete parou à frente da caçapa. Haddad vacilou e caiu de quatro. Encaçape-o!

‘Por trás das notícias’, de Carlos Brickmann

OK, Mensalão, prisões, corrupção ─ chega! Noticiário político virou noticiário policial e esta coluna cansou. O mais importante é o que a fumaça da ladroeira encobre: que um assalto muito maior esfola o cidadão. O total de impostos pagos neste ano já superou R$ 1,4 trilhão. Esse monumental volume de dinheiro entregue aos governos reduz a capacidade de investimentos das empresas e a possibilidade de compra dos indivíduos; desestimula a iniciativa individual ─ pois, num bom número de casos, ganhar mais significa receber menos, já que o imposto dá um salto. É tanto dinheiro que permite gastos públicos injustificáveis ─ dos milhares de funcionários do Congresso à gigantesca frota de carros para governantes e políticos em geral, de recursos para o mensalão às mordomias oficiais.
No ano passado o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo levou 12 dias a mais para atingir R$ 1,4 trilhão. São os impostos crescendo, ano a ano.
Corrupção? Café pequeno, mesmo sendo muita. No excelente Blog do Noblat do dia 15, além do mensalão, há cinco casos de corrupção, envolvendo diversos partidos, diversos Estados e Municípios, diversos níveis de poder. O ministro Luís Roberto Barroso diz que “a corrupção não tem partidos (…) Nestes poucos meses, explodiram escândalos em um Ministério, em um importante Estado e em uma importante prefeitura”.
É muita corrupção e combatê-la é importante. Mas não tão importante quanto a Grande Esfola Tributária, mãe de todos os casos de ladroeira governamental.
Lá…
O ex-presidente alemão Christian Wulff está sendo julgado em Hannover. Motivo: um amigo, produtor de cinema, pagou sua visita à Oktoberfest de Munique e sua conta de hotel, no alor total de R$ 2.170 (700 euros). É pouco? Por isso, Wulff teve de renunciar à Presidência e abandonou os planos de candidatar-se a primeiro-ministro, na sucessão de Angela Merkel. Os promotores lhe ofereceram um acordo, desistindo da acusação se admitisse a culpa e pagasse € 20 mil de multa.
Wulff recusou: disse que preferia ser julgado e defender sua honra.
…e cá
Sete deputados federais brasileiros, para cumprir três compromissos em Nova York nesta segunda, 18, viajaram na última quarta, recebendo diárias pelo período integral. Henrique Alves (PMDB) tem direito a US$ 550 por dia; Fábio Faria (PSD), Márcio Bittar (PSDB), Esperidião Amin (PP), André Figueiredo (PDT), Danilo Fortes (PMDB) e Eduardo da Fonte (PP) recebem US$ 428 de diária. Os sete pegaram jatinho da FAB de Brasília para São Paulo, seguindo então, sempre por conta da Câmara, para Nova York. Todos foram com as esposas ─ estas sem diárias. Dois assessores viajaram antes, para preparar tudo.
E quais os compromissos tão importantes? Na segunda, encontrarão o presidente da Assembleia Geral da ONU, John Ashe, e o presidente do Conselho de Segurança, Liu Ji-ey. E darão entrevista à Rádio ONU. Cada passagem custa R$ 19 mil, ida e volta.
Festa macabra… 
A exumação do corpo do ex-presidente João Goulart foi preparada como uma festa política (a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, é candidata ao Senado no ano que vem, pelo PT). Uma empresa de promoção de eventos, a Capacitá, de Porto Alegre, foi contratada para organizar as cerimônias em São Borja, onde estava o corpo, e Brasília, para onde foi levado; cinco cerimonialistas prestaram serviços. A ministra exigiu a montagem de um palanque e pediu à Prefeitura a decretação de feriado. Doze peritos foram designados para exumar e examinar o corpo, em busca de indícios de assassínio. O neto de Goulart, João Marcelo, estuda Medicina em Havana (sem vestibular, indicado pelo PDT); e fez questão de trazer um professor cubano de quem gosta, Jorge Perez, para ajudar.
Deu tudo errado: num jazigo com oito corpos, por duas vezes os peritos do Governo retiraram caixões errados. Procuraram então o coveiro que fez o enterro; já tinha morrido. Mas tinha contado ao filho os detalhes do sepultamento. Foi o filho do coveiro que indicou à comissão internacional de peritos qual o caixão certo.
E foi o dono de uma funerária local que emprestou as ferramentas para retirar o caixão, já que a comissão internacional de peritos não as tinha levado.
…mas exclusiva
Decidida a exumação, o Ministério Público e o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul convocaram a PUC para retirar o corpo e examiná-lo. A ministra Maria do Rosário os afastou do caso: queria porque queria comandar a cerimônia.
E a comandou do seu jeito, de cima do palanque. Pois é.
Vinde a mim as criancinhas
Eduardo Gaievski, primeiro-assessor da ministra Gleisi Hoffmann, cotadíssimo para coordenar sua campanha ao Governo do Paraná pelo PT, preso pela acusação de pagar meninas pré-adolescentes para sessões de sexo, contratou um advogado famoso, Elias Mattar Assad. Assad tenta, na quinta, liberar seu cliente para passar Natal e fim de ano em casa, ao lado da família.
Ou de parte da família: seus irmãos Edmundo e Francisco foram presos preventivamente, acusados de pressionar testemunhas para obrigá-las a retirar suas denúncias.

IMPOSTURAS 1


IMPOSTURAS 1 – Por que Paulo Henrique Amorim não suporta ver um negro numa posição de destaque? Por que as entidades de defesa dos negros são tão covardes? Por que a CEF patrocina difamação, achincalhe, preconceito?

Joaquim Barbosa
Acima, Heraldo Pereira; no alto Joaquim Barbosa: há quem não suporte negros bem-sucedidos
Acima, Heraldo Pereira; no alto Joaquim Barbosa: há quem não suporte negros bem-sucedidos
Pode demorar um pouco, mas chegará o dia em que esta história será devidamente contada. Um leitor enviou para a área de comentários trecho de um, digamos assim, “texto” de Paulo Henrique Amorim sobre a decretação da prisão dos mensaleiros. Não fosse a página patrocinada pela Caixa Econômica Federal, uma estatal, eu deixaria pra lá. Mas é. Reproduzo trecho do texto. E isso é apenas parte das barbaridades que esse banco financia. Segue em vermelho. Volto em seguida.
*
No feriado, no Dia da República, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa expediu os mandados de prisão de membros da primeira geração de fundadores do PT, ao lado de Luis (sic) Inácio Lula da Silva.
Ainda não foi possível mandar prender Lula nem a Presidenta Dilma Rousseff.
O gesto fulminante, fora da rotina prisional, como se estivesse à caça de meliantes de alta periculosidade, o Presidente do Supremo se candidata de forma eloquente a um cargo supremo, no âmbito da Política.
E permite imaginar que tenha realizado um sonho de vingança.
Como Lula jamais justificou sua nomeação como derivada exclusivamente por méritos profissionais, Barbosa precisou mostrar que tinha outros atributos.
A ousadia, a obstinação, por exemplo.
Entrou para a História.
Em qual capítulo será preciso definir.
(…)
Dirceu, Delúbio e Genoino vão presos de cabeça erguida.
Com o braço erguido, desafiador.
Foram presos duas vezes.
Como lideres políticos em busca da Democracia e como vitimas dela.
Retomo
Ele escreve assim mesmo, nesse estilo esguicho de pato. A última linha é uma pérola mesmo quando se é Paulo Henrique Amorim. Então os petistas foram “vítimas da democracia”? Parece uma boa definição. Qualquer indivíduo lógico há de concluir que só é vítima da democracia” quem tenta fraudá-la, não é mesmo? Até este senhor é capaz de dizer uma coisa certa. Quando se distrai.
Mas isso não é o mais grave em seu texto. Eis como se refere a Joaquim Barbosa:
O gesto fulminante, fora da rotina prisional, como se estivesse à caça de meliantes de alta periculosidade, o Presidente do Supremo se candidata de forma eloquente a um cargo supremo, no âmbito da Política.
E permite imaginar que tenha realizado um sonho de vingança.
Como Lula jamais justificou sua nomeação como derivada exclusivamente por méritos profissionais, Barbosa precisou mostrar que tinha outros atributos.
Amorim está dizendo que Joaquim Barbosa foi nomeado para o Supremo porque é negro, não porque tenha currículo. A sugestão explica o uso da palavra “vingança”. Estaria se vingando, então, dos brancos. É impressionante! Quando decidiu atacar o jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, este senhor fez a mesma coisa. Além de chamá-lo de “negro de alma branca”, afirmou: “[Heraldo] não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde.”
Ele é livre para detestar Barbosa. Ele é livre para detestar Heraldo. Cabe, no entanto, uma pergunta óbvia, basilar, fundamental: e se os dois fossem brancos? Amorim, evidentemente, não poderia bater nessa tecla. Quaisquer que sejam as qualidades ou os defeitos do ministro e do jornalista, o que a cor da pele tem a ver com isso? É impressionante: Heraldo e Barbosa são negros. Heraldo e Barbosa são negros e bem-sucedidos. Heraldo e Barbosa são negros, bem-sucedidos e ocupam o topo das respectivas carreiras que decidiram abraçar. Nos dois casos, Amorim não se conforma. Acha que lhes foram concedidos privilégios só porque são… negros!
Quando esse cara vê um negro de vassoura na mão, servindo cafezinho ou lavando para-brisa no farol, não lhe ocorre dizer que aquelas pessoas só alcançaram a sua posição em razão da cor de sua pele. Isso não o incomoda? Parece que ele não suporta é ver um negro com a toga sobre os ombros. Parece que ele não suporta é ver um negro no Jornal Nacional, titular de uma coluna de política na maior emissora do país. O “Detector de Negros Injustamente Bem-Sucedidos” desse grande homem apita: “Aí tem coisa; se são negros e estão nessa posição, alguém decidiu ser bonzinho com eles: um branco!”.
A matriz desse registro, não há como, é o preconceito. No caso de Heraldo, a Justiça obrigou Amorim a publicar em jornais de circulação nacional uma retratação. Ele tentou debochar do juiz, mas acabou cumprindo a determinação. Fica evidente, no entanto, que não se emendou. O preconceito é mais forte.
Ora, é evidente que Amorim não se incomoda com negros bem-sucedidos que pensam o que ele pensa, que fazem o que ele acha que tem de ser feito, que se comportam da maneira que ela acha a correta. Esse Colosso de Rhodes da ética só não suporta negros que pensam errado, entenderam? Quando isso acontece, ele não tem dúvida: transforma a cor da pele num fator determinante de caráter — de um caráter que ele considera mau! É bem verdade que ser atacado por Amorim é uma distinção moral.
Cadê os movimentos negros?
Cadê os movimentos negros? Que covardia asquerosa é essa? No caso de Heraldo, já ficaram calados, não disseram um “a”, nada! Desde que o julgamento do mensalão começou, no dia 2 de agosto do ano passado, Joaquim Barbosa virou alvo dos ataques racistas os mais odientos. Também no seu caso, silêncio. Não é difícil saber por quê. Parte dos movimentos negros não passa de uma franja do PT ou está atrelada, de algum modo, ao governo federal. Esses grupos se tornaram oficialistas. São movimentos negros de alma negra, sim, mas a sua política é chapa-branca.
O arquivo está aí. Já critiquei Joaquim Barbosa dezenas de vezes. Há considerações que ele faz sobre política das quais discordo de modo absoluto. Já fiz reparos também a seu comportamento no tribunal. Mas eu discordo de um homem, de um ministro, de um juiz, não da cor da sua pele.
Para encerrar
A CEF deveria — mas sei que não vai — tomar cuidado com o que patrocina. Em 2011, uma peça publicitária do banco inventou um Machado de Assis verdadeiramente ariano, branco como leite. Apontei o absurdo aqui. A propaganda foi retirada do ar. Agora empresta o seu logotipo a um texto que atribui à cor da pele as decisões que toma Barbosa. E que se lembre: Henrique Pizzolato, o mensaleiro fujão, era diretor do Banco do Brasil, outra das estatais que financiam o vale-tudo na Internet.
Por Reinaldo Azevedo

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