segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Posso me tornar um santo.Basta que alguns mintam e que outros sejam iludidos." (Climério)

RATOS MAQUIADOS

Não há nada de novo por aqui
Os ratos continuam mais ratos do que nunca
Contaminaram a casa já meio bagunçada com urina e fezes
E o pior é ver eles na sacada
Acenando à multidão
Maquiados maravilhosamente
Para se parecerem
Não com ratos
Mas sim com araras multicores.

ABANDONADO

Um livro na estante
Letras sufocadas querendo gritar
O pó já entrando em suas bocas
O conhecimento sendo afogado
E os inquilinos da casa em êxtase
Completamente satisfeitos na companhia da ignorância.

Contam por aí que Brasília foi construída sobre um cemitério indígena da época Pré-Cabralina, os Mãos Grandes. Faz sentido.

“Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma só mulher para fazer todos de tolos.” (Pafúncio)

“A melhor amiga do homem é a cova.” (Paulo Coveiro)

A maldade nasce conosco ou é adquirida no ambiente no qual fomos criados?

“A história é feita de fatos mentirosos que se tornam depois verdades pela propaganda.” (Mim)

CONTO DE NOTÍCIA- Paulo Rosebaum- A República não é o Partido

Uma temerária cascata toma conta da República. A nova oligarquia política nos impinge dias em que a tríade clássica da democracia – independência de poderes, respeito à livre expressão e governo exercido para todos — está suspensa por decreto. A desenvolta ação envolve agora mais do que uma adesão acrítica aos companheiros de causa. Não há mais inibição no atropelo da legislação, unilateralmente aboliu-se o tópico “conflito de interesses”. Para obter produtos políticos, desmoralize-se o outro poder. Acusem o juiz, esqueçam a ordem das coisas, acionem isqueiros perto das instituições. Se for para intensificar o domínio da coisa pública borrem a constituição. E se for pelo poder, aí então, aplique-se o tal golpe imobilizador do vale tudo.

Sim, até para eles existem limites. A República não é o Partido.

Se a trama era refundar o Estado precisavam antes combinar com os eleitores.

Quando agentes governamentais agem aberta e corporativamente sob o pretexto que for, para desqualificar opositores e críticos. Quando o poder imagina que o diálogo com a sociedade é um detalhe desprezível. Quando as forças que poderiam coibir os abusos estão amedrontadas ou desmoralizadas pelas gavetas, chegamos nas bordas de um temível retrocesso.

Os cofres podem estar abarrotados de dossiês, e só a justiça pode discernir a verdade dentre calúnias e litigâncias oportunistas. Nem que seja por causas humanitárias, merecemos todos mais isenção e seriedade.

Nossas cabeças não aguentam mais picotar papel.

Doutrinação esquerdista em escolas particulares

Até agora tenho focado mais na doutrinação marxista nas universidades federais. Primeiro, porque usam os nossos recursos via impostos. Segundo, porque é mais sistematizado e organizado o ataque ao capitalismo nesses meios. Terceiro, porque é nessa etapa que os verdadeiros idiotas úteis da juventude marxista são formados (ou deformados), como massa de manobra para os oportunistas de plantão.
Mas isso não quer dizer que essa doutrinação não chegue no ambiente de escolas ou faculdades particulares, inclusive no ensino médio. Até porque os professores dessas escolas foram formados (ou deformados) nas tais universidades públicas. Ou seja, você pensa que está livre desse risco, pois colocou seu filho em uma boa escola privada, mas está enganado. Ele será aluno de um ser jurássico, quase certo no ensino de história, ao menos.
Vejam esse exemplo que um leitor me mandou. Ele é aluno de uma escola particular em Londrina, e essa questão foi de uma prova de história. Tomem um Engov antes:
Prova de hist
Saibam que isso ocorre com mais frequência do que se imagina. É preciso estar atento, e os pais devem participar mais, para cobrar da diretoria da escola uma resposta. Não podemos deixar nossos filhos serem vítimas desde a mais tenra idade desses marxistas que pululam pelo país, principalmente no setor de educação.
A adoção do pensamento único, quem quer são esses esquerdistas, que mentem, inventam coisas, distorcem o passado para manter vivo o maior equívoco ideológico de todos os tempos. Chega!

‘Na marra’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão

Conforme prometido pelo presidente Nicolás Maduro, a Venezuela está agora em plena “guerra econômica”. Parece ser o ápice da ruptura chavista com as leis de mercado. O preço a pagar ─ expressão apropriada no momento em que o governo impõe drástico controle de preços ─ será talvez mais alto do que o país pode suportar.

Sem o carisma do caudilho Hugo Chávez, essencial para dar sentido à loucura denominada “socialismo do século 21″, restou ao medíocre ex-motorista de ônibus Maduro apelar à força bruta para dirigir um país desgovernado.

Maduro mandou soldados do Exército ocuparem lojas de eletrodomésticos acusadas de cobrar preços que o governo considera muito altos. Administradores das empresas foram presos, e Maduro estimulou os consumidores a cobrarem das lojas a devolução do dinheiro que lhes foi “roubado”.

No dia seguinte, o presidente anunciou que a ação contra os varejistas não foi “nem a pontinha do iceberg”. Na TV, ele disse que a truculência foi necessária para “conseguir equilibrar a economia verdadeira, a economia real”, como se a inflação pudesse ser contida na marra, encarcerando os empresários. Segundo o discurso oficial, é essa “burguesia parasitária”, ao lado dos “esquálidos” políticos de oposição e dos “imperialistas ianques”, a responsável pela tragédia que a Venezuela enfrenta. Tudo ─ da inflação galopante aos constantes apagões ─ é visto como “sabotagem”.

Ainda assim, até Maduro sabe que, ao forçar a redução dos preços, haverá uma corrida desenfreada às prateleiras ─ algo que, aliás, já começou. “Não caiamos no nervosismo do consumismo”, pediu ele na TV. Dizendo que os venezuelanos não devem comprar “como loucos” e precisam poupar seu dinheiro ─ que é corroído pela inflação de 54% ao ano ─, Maduro deu um “conselho” a seus governados: que adquiram apenas o “necessário”. Assim, o presidente quer não apenas estabelecer o valor de uma mercadoria, mas também o quanto cada cidadão deve comprar. A história mostra que modelos assim são fadados ao colapso.

Ademais, ao anunciar o recrudescimento da fiscalização para flagrar preços que julga abusivos, deixando explícito que o destino dos que discordarem dessa violência é a cadeia, Maduro nada mais faz do que agravar a doença que ele diz combater. O controle de preços e a hostilidade aos empreendedores são a senha para desestimular a produção, gerando mais escassez, elevação de preços e comércio clandestino. Mas argumentos racionais não têm lugar na Venezuela chavista.

A alta dos preços decorre não apenas do desmonte do setor produtivo, realizado graças à estatização patológica da economia, mas, principalmente, do controle cambial imposto por Chávez. Como o varejo venezuelano depende de produtos importados, os preços são fixados não pela cotação irreal do governo, mas pelo mercado paralelo, onde o dólar é oito vezes mais caro. Maduro, no entanto, não tem a menor intenção de corrigir essa distorção. Ao contrário: seguindo o padrão de abafar a realidade quando esta não lhe interessa, como bem sabem os jornais que lhe são críticos, ele simplesmente mandou bloquear sites que divulgam o dólar no paralelo.

Não contente em apenas fixar preços, Maduro anunciou também que pretende tabelar os lucros em todos os setores da economia, assim que a Assembleia Nacional lhe conceder os poderes excepcionais que solicitou. Ele citou até mesmo textos religiosos para condenar o crime de usura, e anunciou a criação de tribunais especiais para acelerar o julgamento de casos de “roubo descarado”, ameaçando os empresários com até 30 anos de prisão.

É assim que Maduro, ao tentar proibir a inflação por decreto, conduz a Venezuela ao desastre. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que o país terá de enfrentar “escolhas políticas difíceis” em breve para estancar a sangria de suas reservas. Enquanto isso, o sucessor de Chávez antecipou o Natal por decreto, para “derrotar a amargura”, e criou o Vice-Ministério da Suprema Felicidade.

‘Bom dia a cavalo’, por Dora Kramer

Publicado no Estadão deste domingo

DORA KRAMER

Como qualquer cidadão, partido, entidade, meio de comunicação, sindicato, movimento, grupos organizados em geral, o PT dispõe de liberdade para dizer o que quiser e sempre fez uso dessa prerrogativa com estridência.

Não raro em contraposição aos fatos, muitas vezes ao modo de maquiagem da realidade ─ como faz, mais uma vez, o ex-presidente Lula da Silva ao dizer que a lei no Brasil “parece que só se aplica ao PT”─, mas é um direito que lhe assiste.

Até criou dois países diferentes, o “nós” e o “deles”, para simplificar a conexão com a sociedade, cuja maioria por um bom tempo nem percebeu que os “eles” de ontem estavam perfeitamente integrados ─ para não dizer encastelados – no Brasil que na fantasia petista não tem 513 anos; nasceu em outubro de 2002, com a eleição de Lula para presidente.

Mas, digamos que toda fabulação tenha um limite. Se ultrapassado, expõe os fabuladores ao risco do efeito bumerangue. Ocorre quando suas narrativas, por assim dizer, alternativas, se voltam contra eles próprios.

É o caso da recente ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal, acusado por dirigentes e parlamentares de partido de agir ao arrepio da lei. Ora, isso só acontece em regimes de exceção, ditaduras.

Estaria o PT se dando conta de que para defender companheiros presos diz que o país que comanda há 11 anos vive sob a égide de uma Justiça discricionária, situação contra a qual essas autoridades jamais se insurgiram? Ao contrário, compuseram a Corte onde ao menos duas vagas lhes foram franqueadas por aposentadorias antecipadas e dela esperavam uma compensação.

O discurso do PT atual já não ficaria bem se o partido fosse oposição. Sendo situação, soa a autoflagelação tão involuntária quanto imprudente e pouco inteligente.

Um governo reverente à democracia não convive com um Poder Judiciário arbitrário sem que no mínimo faça algum movimento em prol do retorno da instituição à legalidade. Se não faz, compactua ou é submisso a essa deformação.

Vamos à mais recente fala de Lula, que havia prometido nada dizer sobre até o julgamento dos recursos pendentes. A lei aplica-se apenas ao PT? Não condiz com a verdade. À ela: só no processo do mensalão foram condenados integrantes das cúpulas do PTB, PL (hoje PR), dois deputados do PP e um ex-líder da bancada do PMDB na Câmara. Além de assessores de três dessas legendas.

Por outros motivos políticos do DEM foram presos (embora não definitivamente), como o ex-governador José Roberto Arruda ou o ex-senador Demóstenes Torres, cassado pelo Senado e indicado pelo Ministério Público de Goiás por corrupção.

Dois parlamentares recentemente condenados pelo STF, deputado Natan Donadon e senador Ivo Cassol, tampouco pertenciam ao PT. O primeiro foi do PMDB e está sem partido e o segundo é do PP.

Acrescentem-se os vários governadores que tiveram mandatos interrompidos pela Justiça Eleitoral devido a abusos do poder econômico durante as respectivas campanhas. Entre eles um do PSDB.

E por falar em tucanos, está nas mãos do Supremo a ação contra o deputado, ex-governador de Minas e ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, com a perspectiva de ser julgada ainda em 2014. Acusação? Peculato e lavagem de dinheiro.

Por essas e várias outras que a memória não alcança e que mediante pesquisa acurada seriam muitas mais, não se pode dizer que só há infratores da lei no PT. Da mesma forma e por isso mesmo é falso afirmar que a lei no Brasil só vale para o PT.

O que existe, sim, é maior repercussão. Primeiro pela dimensão, segundo pela falta de cerimônia do esquema, e terceiro porque se trata do partido no poder, cuja conquista deu-se em boa medida por uma trajetória construída no altar da defesa da ética e dos bons costumes na política e adjacências.

Barulho sem gente

Quem acompanha as redes sociais, em que petistas radicalizados sustentam que os procuradores da República e os ministros do Supremo nomeados por presidentes petistas perseguem petistas, e juram que quem quer que não concorde com eles é da zelite, du zianque e da extrema direita, pensa que o PT inteiro está pintado para a guerra.

Não é bem assim: Olívio Dutra, fundador do PT, ministro de Lula, ex-governador do Rio Grande do Sul, disse que Genoíno, Dirceu e Delúbio se conduziram mal, que o processo não podia ter final diferente e que não os considera presos políticos. Do PT do Paraná, só Zeca Dirceu, filho de Dirceu, assinou o protesto contra a prisão. Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, ministros de Dilma, calaram-se - silêncio compartilhado pelo presidente do PT paranaense.

Carlos Brickmann

André Vargas e o assessor -cabide



Na foto ao alto, um turboélice da Força Aérea destacado para transportar o passageiro ilustre de Londrina para Brasília.
O passageiro ilustre é o segundo, a partir da direita, na foto do meio, a caminho do avião.
É o deputado federal André Vargas, que iniciou a carreira levando mensagens e trazendo incentivos aos chefes petistas e projetou-se no partido ao organizar a rede de “guerrilheiros virtuais”, que age como uma polícia política, cuja missão principal é difamar os inimigos (o PT não tem adversário, tem inimigo).
O PT a chama de MAV – Militância em Ambientes Virtuais. O nome mais apropriado, no entanto, seria Pestapo – Patrulha Especial de Truculência Aos que Protestam contra a OniPoTência.
As fotos foram feitas segunda-feira passada, quando Vargas assumiu por algumas horas a presidência da Câmara.
Ganhou avião, paparico da tripulação (foto mais abaixo) e até porta-terno (na foto intermediária, o último elemento da direita).
Porta-terno ou assessor-cabide: Vargas poderia requerer a patente de mais esta função, que contribui – decisivamente – para ampliar a oferta, como nunca antes na história, de emprego neste país.

Mil e uma utilidades. Coluna Carlos Brickmann

O inquérito suíço sobre a Alstom e os documentos fornecidos pela Siemens sobre irregularidades nas concorrências para o Metrô e os trens urbanos de São Paulo devem ser aprofundados, e logo. Não se pode esquecer que o inquérito da Suíça foi ignorado no Brasil por cinco anos, e que os pedidos suíços de colaboração ficaram engavetados, oficialmente "por engano", no Ministério Público Federal. Houve propina para dirigentes tucanos, desde o Governo Mário Covas, como informa um ex-diretor da Siemens? Quem recebeu, quem pagou, quem acobertou? Quais os cúmplices da ladroeira que elevou o preço de obras vitais?

A investigação tem de ser feita - mas, até que termine, há mil e uma coisas que podem acontecer rapidamente. Por exemplo, com base no inquérito suíço e nos documentos fornecidos pela multinacional alemã, parece haver motivos suficientes para afastar Alstom e Siemens, de imediato, de novas licitações; para promover auditorias independentes, afastadas de Governos, nos contratos de que participam; e para afastar de seus cargos oficiais, provisoriamente, as autoridades acusadas de receber propinas. Não se trata de prejulgamento; apenas, como o presidente Itamar Franco fez com seu amigo e ministro Henrique Hargreaves, de evitar qualquer suspeita de abuso de poder no inquérito. Comprovada a falsidade das acusações, retornariam a seus cargos, vitoriosas, como o fez Hargreaves.

O escândalo se iniciou no Governo Covas. Quem eram as autoridades encarregadas de evitar irregularidades nos contratos oficiais? Serão responsabilizadas?

Detalhando a denúncia

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer diz que propinas foram pagas em todos os Governos tucanos paulistas - Covas, Alckmin, Serra - e reforçaram o Caixa 2 de campanha do PSDB e de seu maior aliado, o DEM. As acusações, pela primeira vez, deixam de atingir apenas o segundo escalão e chegam a secretários de Estado e dirigentes de partidos aliados ao PSDB paulista.

E citam ainda multinacionais como Bombardier e Caterpillar, além de Siemens e Alstom.

2014 não é 2010 + 4

JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO - O Estado de S.Paulo


A mudança está chegando. O Brasil não é Westeros, Brasília não é King's Landing, mas 2014 está despontando como um Jogo dos Tronos na política brasileira. Que mudanças são o desejo de dois em cada três eleitores, o Ibope já mostrou. O significado desse desejo, porém, permanece incerto. Quem descobrir ganha o jogo.

"Mais do mesmo", o mote que elegeu Dilma Rousseff em 2010, é pouco para 2014. Há quatro anos, dois terços dos brasileiros queriam manter mais coisas do que mudar no governo. A proporção inverteu-se.

O cenário de mudança é necessário à oposição, mas insuficiente. O manual de autoajuda eleitoral mostra que há dois tipos de pleitos: os de mudança e os de continuidade. O primeiro é o sonho de quem está fora do poder e quer entrar. Já o "deixa estar para ver como é que fica" é a base das reeleições. Nem toda eleição "mudancista" resulta em vitória da oposição, porém. Vide a recapitulação dos sete reinados eleitorais do Brasil.

1989: com hiperinflação à toda, a primeira eleição presidencial pós-ditadura foi tão mudancista que os seis primeiros colocados eram de oposição. Dono do maior tempo de propaganda, o governista Ulysses Guimarães (PMDB) não alcançou 5% dos votos.

1994: o trauma de Fernando Collor seguido pelo topete de Itamar Franco apontavam para uma eleição de mudança. Aí veio a URV, o controle da inflação e a fulminante eleição do "pai" do real, Fernando Henrique Cardoso. Em time que está ganhando não se mexe, disse o eleitor.

1998: com crise econômica internacional e ilusão de riqueza por um real mais caro que o dólar, o cenário era ambivalente. O eleitor flertava com a mudança, mas temia perder a estabilidade que conquistara. E concluiu: em time que está empatando não se mexe. FHC manteve a coroa, mas logo perderia a popularidade.

2002: a derrota do crescimento econômico era evidente. Defender o governo não era um esporte praticado nem pelo candidato da situação. Todos diziam ao eleitor que queriam mudar. Venceu quem temperou melhor mudança com estabilidade. Lula moderou o discurso e se elegeu.

2006: o eleitor pôs o crédito no bolso e o mensalão na geladeira nova. O País se dividiu em diagonal. Os emergentes do Norte-Nordeste foram mais determinados que os indignados do Sul-Sudeste. Lula ficou e começou a se transformar em mito.

2010: com a popularização do consumo, Lula elegeu Dilma como símbolo da continuidade. Nenhuma mudança, quase uma prorrogação. Bastou dizer que Dilma 1 seria igual a Lula 3.

2014: menos eleitores acham que haverá um Lula 4. Mais gente quer mudar, mas o quê? O governo? A oposição? Talvez ambos.

Dilma tem 23% de eleitores espontâneos - três pontos a menos que há um ano. Os de Aécio Neves (PSDB) eram 3%, são 5%. Eduardo Campos (PSB) segue com 1%. Eleitores que não sabem em quem votar sem ver uma lista são os mesmos 40%. O que mudou? Há três vezes mais gente dizendo que vai votar em branco ou anular: a taxa foi de 4% para 13% em um ano. De onde vieram?

Dos 19% que declaravam voto em Lula um ano atrás só sobraram 8%. A intenção de voto espontânea somada em Dilma e Lula caiu 14 pontos de novembro a novembro. Mas só 1 em cada 3 desses votos virou oposição. A desilusão dos outros dois é irrestrita.

A rejeição a Aécio (45%) e a Eduardo (49%) é maior no quarto de eleitores que querem mudar tudo do que na média do eleitorado. A de Dilma (67%) também, mas ela compensa a alta rejeição entre os mudancistas radicais com um potencial de voto três vezes maior que o dos rivais no terço de eleitores que prefere continuidade à mudança. A presidente ainda leva uma vantagem de dois para um entre quem quer mudar muito, mas não tudo.

A mudança está vindo, mas só vai ajudar quem souber encontrá-la.

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