terça-feira, 26 de novembro de 2013

“Quando durmo estou seguramente entre os melhores homens deste país.” (Climério)

“O homem quando teve consciência de si não aceitou a ideia de que é finito. Para dar fim á sua angústia criou deuses e paraísos pós-morte.” (Filosofeno)

ZOÓLATRA

Conheci uma deusa loura
Numa festa de amigos
Meus olhos grudaram na pessoinha
Meu coração caiu de amores
Ficamos juntos por algum tempo
Até eu descobrir que ela era zoólatra
E como não sou cão nem gato
Pouco tempo depois
Recebi um pontapé na bunda.

PARADOXO

Vejam só como são as coisas
O defunto está deitado sobre uma cama de flores
Para ele agora pouco importa
O paradoxo fica por conta de quando vivo
Foi posto a dormir pelos mesmos floristas
Numa cama de espinhos.

NA ESPREITA

Abro completamente a porta do coração
E deixo a amizade entrar
Mas se eu não tomar cuidado
A falsidade aproveita a ocasião
E também entra junto.

Você sabe o que farão os comunistas se o mundo estiver acabando? Marcarão uma reunião para marcar uma reunião. E o mundo puzt!

Recordar é viver

‘O PT aprofundou o processo de desmoralização da política’, acusa Villa. Ser ‘amigo do rei’ nunca foi tão importante para o sucesso


RODRIGO CONSTANTINO
Publicado:26/11/13 - 0h00


“O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação. É uma República bufa, uma República petista.” Assim conclui Marco Antonio Villa em seu novo livro, “Década perdida”, onde disseca os dez anos de PT no poder. É um trabalho conciso de historiador, resgatando os principais acontecimentos desta triste época.

Villa optou por um relato cronológico, expondo os fatos mais marcantes de cada ano. Basta relembrar a quantidade infindável de escândalos para derrubar todos os mitos criados pelo PT, inclusive o maior deles: o de que Lula é um operário que chegou ao poder para mudar tudo e beneficiar os mais pobres.

O lulismo, ao contrário, foi um grande passo na mesma direção do que há de pior em nossa política. O patrimonialismo foi fortalecido, as oligarquias corruptas nunca tiveram tanto poder, os sindicatos jamais foram tão vendidos, o aparelhamento da máquina estatal foi total. A tudo isso, somou-se o culto à personalidade, o messianismo típico das republiquetas populistas latino-americanas.

Dispostos a tudo pelo poder, Lula e o PT abusaram das mentiras, das práticas mais nefastas na política, das alianças indigestas com os velhos “picaretas” acusados pelo partido, do mensalão, o maior esquema já visto para tentar controlar o Congresso e destruir a democracia.

O que Villa faz é mostrar um filme do enorme estrago causado pela passagem do PT pelo poder nessa década. Com fortes ventos favoráveis vindos de fora, basicamente pelo elevado crescimento chinês e o baixo custo do capital no mundo, o Brasil teve desempenho econômico medíocre.

Crescemos bem menos do que a média dos emergentes, e com inflação bem maior. O pouco que crescemos se deu por fatores insustentáveis, como o irresponsável endividamento do governo e das famílias, estimulado pelo próprio governo. Faltou um projeto de país, e sobrou a visão míope de se pensar apenas nas próximas eleições.

O engodo que foi o lulismo, incluindo dois anos de sua “criatura” Dilma, fica evidente no livro, com a quantidade absurda de promessas irreais, factoides criados somente de olho nas campanhas eleitorais. Foi a era do marqueteiro, tudo voltado às aparências, sem preocupação com resultados concretos.

O desrespeito com as instituições republicanas foi total, chegando várias vezes ao escárnio. “O PT aprofundou o processo de desmoralização da política”, acusa Villa. Ser “amigo do rei” nunca foi tão importante para o sucesso. As bases da pirâmide foram compradas com esmolas, no pior estilo coronelista, e o topo, representado pelo grande capital, teve o BNDES a seu dispor, em magnitude jamais vista.

Os artistas também se venderam pelo “apoio cultural”. Nada mais é realizado nesta área sem que tenha a participação estatal, criando-se uma relação de completa dependência. A esquerda caviar e o PT desenvolveram uma simbiose umbilical, destruindo qualquer chance de integridade artística na maioria dos casos.

No âmbito externo e diplomático, o lulismo também deixaria sua marca podre. O Itamaraty tem sido responsável por vexames internacionais, deixou de lado sua tradicional postura de isenção, aderindo ao bolivarianismo e se alinhando aos piores ditadores. O viés ideológico e os objetivos partidários estiveram acima dos interesses nacionais. O Mercosul é um atraso de vida, e acordos bilaterais de livre comércio não foram selados por culpa do PT.

Por trás de tudo isso, como aponta Villa, há uma oposição acovardada, tímida, incapaz de combater com determinação o avanço do lulismo. Em 2005, essa postura equivocada ficou evidente, no erro estratégico de deixar o PT sangrar com o mensalão na expectativa de derrotá-lo nas urnas. Foi um marco do “vale tudo” adotado por Lula. Sua vitória foi a derrota da ética, a morte da jovem República ainda em construção.

Como o autor reconhece, não será nada fácil tirar o PT do poder. Primeiro, porque muitos grupos de interesse foram capturados. O PT transformou as estatais e seus poderosos fundos de pensão em instrumentos partidários. “Estabeleceu uma rede de controle e privilégios nunca vista na nossa história.”

Segundo, porque boa parte da população parece não se dar conta do que é o PT, um partido que sequer respeita seu próprio estatuto, preferindo defender, em vez de expulsar, criminosos condenados em última instância pelo STF, com ministros escolhidos pelo próprio PT. O povo tem memória curta. E aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo. O livro de Villa é um antídoto contra esse esquecimento. Leiam!

TURBINANDO OBRAS

TURBINANDO OBRAS
A presidente Dilma volta a bater o bumbo no dia 10 de dezembro.
Nesta data, ela e um séquito de ministros do governo, estarão nas usinas [hidrelétricas] de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia. Ela vai inaugurar o início das operações das usinas e a primeira linha de transmissão que levará a energia gerada, pelo rio Madeira, ao sistema integrado nacional.
Serão inauguradas algumas turbinas e isto significa que a presidente Dilma pretende voltar ao empreendimento outras vezes durante o ano que vem.
Acontece que, quando concluídas, as usinas de Jirau terá 46 turbinas e a de Santo Antônio 50 turbinas.
A ideia no governo é, como se diz, chupar até o último bagaço da laranja.

As redes sociais radicalizam a política?

Em artigo no GLOBO hoje, Pedro Doria argumenta que o avanço das redes sociais foi diretamente proporcional ao radicalismo crescente nos debates políticos. Cada grupo procura apenas reforçar suas teses preconcebidas, encontram mais facilmente seus pares, e isso torna o radicalismo mais comum.
Doria tem um ponto. Podemos notar isso no Facebook, certo clima de Fla x Flu. Mas cita exemplos ruins para sua tese. Concorda com a ombudsman da Folha e com Míriam Leitão, ignorando que ambas simplesmente rotularam oponentes – Reinaldo Azevedo e eu mesmo, no caso da segunda – que nem são exatamente radicais.
Em seguida, citou Frei Betto para reforçar seu ponto, uma vez que o ex-guerrilheiro também escreveu sobre o radicalismo crescente à esquerda e à direita. Frei Betto? Agora virou ícone do ponto de vista moderado? Só no Brasil mesmo isso pode passar!
Eis justamente meu ponto de discordância com Doria: no clima tupiniquim, o radicalismo de esquerda passou a ser visto como postura moderada, enquanto qualquer visão mais liberal ou conservadora é automaticamente tachada de radical. Assim não dá!
Portanto, gostaria de sugerir outra tese: a de que as redes sociais permitiram que um grande grupo silencioso, sem representação da grande imprensa, tivesse finalmente voz. Cansados de ver esse suposto neutralismo da mídia, que no fundo sempre tem viés de esquerda, essas pessoas buscaram na internet opções para extravasar.
Afinal, muito antes do avento da internet, já tínhamos marxistas atuando na política. O marxismo, por acaso, não é radical? Como Doria explica isso? Não dá para afirmar que o radicalismo nasceu com as redes sociais, quando lembramos que o próprio PT sempre contou com milhões de simpatizantes. O PT não é radical?
O alerta de Doria deve ser levado a sério: devemos buscar o contraditório, o diálogo civilizado com quem discorda de nossa visão. Isso é saudável, e inclusive uma postura altamente liberal, pois parte da premissa de nossa falibilidade.
Mas procurar debater de forma aberta com quem discorda não é o mesmo que ser sempre em cima do muro, ou alçar o “pragmatismo moderado” ao patamar de religião. Em vários momentos fará mais sentido adotar um ponto com firme convicção. Não vejo mal nisso, e sim no dogmatismo típico dos fanáticos.
A grande imprensa está incomodada por perder espaço para a internet. Compreensível. Mas deveria usar isso para uma reflexão autocrítica também. Será que se deve apenas ao fator “bolha” das redes sociais, onde os similares se unem? Ou será que pode ter alguma ligação com esse falso neutralismo da própria imprensa?
Por fim, acrescento uma terceira opção: os próprios partidos de esquerda criaram um clima de segregação na sociedade. Obama claramente fez isso nos Estados Unidos, assim como Lula no Brasil. Nós contra eles, pobres contra ricos, trabalhadores contra empresários, mulheres contra homens, gays contra heterossexuais, negros contra brancos, enfim, a velha tática do dividir para conquistar.
Ao abusar dessa retórica, a esquerda conseguiu criar um verdadeiro racha em vários países. A reação do lado de lá passa a ser vista como radicalismo, enquanto, na verdade, vem combater esse radicalismo original da esquerda. Não me agrada a postura de Marco Feliciano, mas será que ele teria eco sem Jean Wyllys e tantos outros radicais “progressistas”?
Rodrigo Constantino

‘Uma babá de ouro’, de José Casado

Publicado no Globo desta terça-feira
JOSÉ CASADO
A morena de 29 anos, traços indígenas, olhos castanhos e cabelos clareados, encantou o senador. Levou-a para casa, para cuidar dos filhos.
Semanas atrás, descobriu-se que Gabriela Quintana Venialgo recebia um salário mensal equivalente a R$ 8.200: metade saía da folha de pagamentos do Legislativo; outra metade vinha do caixa de Itaipu Binacional, cujo controle é partilhado entre as empresas estatais de energia do Brasil (Eletrobras) e do Paraguai (Andes).
Gabriela agora é uma mulher famosa. Se tornou a “babá de ouro” do senador paraguaio Víctor Bogado, que também inscreveu uma voluptuosa ex-miss na folha salarial do Congresso.
Parecia ser apenas outro escândalo num trecho da América do Sul onde a corrupção ergueu um país de dois andares. O primeiro é reconhecido pela cartografia internacional e identifica o Paraguai com 406 mil quilômetros quadrados de extensão — área equivalente ao Mato Grosso do Sul.
O segundo andar é de papel pintado, plasmado nas escrituras de propriedade guardadas pelo governo. Tem 122 mil quilômetros quadrados. Esses dois Paraguais somam um território de 528 mil quilômetros quadrados — quase o tamanho de Minas Gerais. Na diferença entre o real e o de papel, cabem juntos os estados do Rio, Espírito Santo, Sergipe e mais uma área igual a duas Brasílias.
O Paraguai tem peculiaridades. Na economia, por exemplo, o contrabando é responsável por boa fatia do Produto Interno Bruto: para cada dólar registrado como receita de exportações realizadas ao Brasil, existem outros três dólares obtidos na venda ilegal de mercadorias ao mercado brasileiro, segundo dados oficiais.
Parecia ser apenas mais uma drenagem política do caixa de Itaipu Binacional. A construção dessa usina hidrelétrica, com represa da altura de um edifício de 65 andares, produziu fortunas e núcleos de poder tanto no Brasil quanto no Paraguai.
Elas surgiram entre 1975 e 1982 na poeira de despesas públicas colossais, como a compra de um volume de concreto suficiente para se construir 210 estádios do porte do Maracanã e de quantidade de ferro bastante para montagem de 380 torres Eiffel. Por anos seguidos a rarefeita contabilidade de Itaipu registrou a compra de caminhão com 30 toneladas de cimento a cada quinze minutos, 24 horas por dia.
Há dez dias, no entanto, o Paraguai vive uma convulsão política por causa do senador Bogado e sua “babá de ouro”. O Ministério Público resolveu processá-lo, mas 22 dos 45 senadores impediram a retirada da imunidade parlamentar. Desde então, assiste-se a uma avalanche de protestos contra a corrupção.
Entidades empresariais aderiram. Lojas, restaurantes e empresas médicas publicam anúncios pedindo a renúncia dos 23 que confundem imunidade com impunidade. Em Santa Catarina, hotéis onde políticos paraguaios veraneiam já expõem cartazes: “Os 23 não são bem-vindos.”
O escrache avançou no fim de semana. Restaurantes em Assunção se recusaram a atender as senadoras Blanca Fonseca e Zulma Gómez. Óscar Daher foi expulso de uma pizzaria aos gritos de “fora ladrão”. Outros foram impedidos de entrar em shoppings. Nas igrejas houve homilias e sindicatos começaram a organizar uma greve geral.
Há uma novidade nas duas margens do Rio Paraná: os donos do poder já não podem delinquir com impunidade absoluta.

QUALIDADE SOCIALISTA NA EDUCAÇÃO- BURROS VERMELHOS EM PROFUSÃO- Enem 2012 repete 2011 e mostra poucas escolas públicas na elite

O RELINCHO- Pesquisadores encontraram no norte do Mato Grosso uma antinha que não só fala asneiras como faz discursos demagógicos. Espíritas estão achando que é Hugo Chávez reencarnado.

O grande salto. Ou: Seriam os eleitores do PT como os lêmingues?

Após dois mandatos de Lula e um de Dilma, o PT ainda reclama da “herança maldita” da era FHC e pede mais 4 anos para, agora sim!, entregar bons resultados econômicos. Crescemos menos do que a média dos emergentes nesse período, e tivemos inflação mais elevada.
Os ventos de fora nunca foram tão favoráveis para um país como o nosso, com vastos recursos naturais, população jovem e dimensão continental. Não obstante, a economia segue patinando, com crescimento medíocre. Estamos praticamente em estagflação.
Fome Zero, Trem-bala, caças novos, Belo Monte, pré-sal, milhões de creches, transposição do rio São Francisco, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Primeiro Emprego, Programa de Aceleração do Crescimento, enfim, projetos grandiosos não faltaram – ao menos não nas promessas. Quase tudo foi um retumbante fracasso ou nem saiu do papel.
Enquanto isso, a carga tributária sobe sem parar e está em nível recorde histórico, assim como o endividamento do governo, que já passa de R$ 2 trilhões! Já temos 39 ministérios também, e que excelentes serviços prestados, não é mesmo?
Não importa! O PT pede mais 4 anos. É para, finalmente, o país dar um grande salto. Como o timoneiro Mao Tse-Tung também prometera aos chineses, nos tempos em que os comunistas de lá ainda não tinham se encantado com o capitalismo.
Pois bem: eis a imagem que peguei nas redes sociais e que representa com perfeição este grande salto petista:
O grande salto
É como no mito dos lêmingues, os roedores que supostamente cometeriam suicídio em massa durante a migração em busca de novo habitat. Não é verdade, até onde sei. Mas se fosse, os brasileiros que votam no PT seriam exatamente como esses roedores.
Os argentinos e os venezuelanos estão mais adiantados, e já deram o grande salto deles. Agora sim, vamos dar nosso grande salto! Ou não…
Rodrigo Constantino

Dirceu como concierge? Pouco provável…

Rodrigo Constantino
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceupediu nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para trabalhar durante o dia no Hotel Saint Peter, em Brasília. A informação foi confirmada, à noite, pelo advogado de Dirceu, José Luís de Oliveira Lima. Não foi esclarecido o trabalho que o ex-ministro fará no hotel, se o ministro Joaquim Barbosa concordar com o pedido.
Oliveira Lima disse que nesta terça-feira formulará o mesmo pedido à Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que recebeu delegação do STF para tomar as medidas necessárias ao cumprimento das penas dos condenados no processo do mensalão. O Saint Peter fica no Setor Hoteleiro Sul, na região central de Brasília, próximo da Esplanada dos Ministérios, do Palácio do Planalto e do Congresso.
Quer dizer então que Dirceu pretende trabalhar em um hotel? Fazendo o que? Como concierge? Carregando as malas dos hóspedes? Como garçom do restaurante? Pouco provável…
Mas lembremos que Dirceu já “trabalhou” em um hotel. VEJA fez uma grande reportagem sobre o assunto:
Desde que foi abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, tudo em que o ex-ministro José Dirceu se envolve é sempre enevoado por suspeitas. Oficialmente, ele ganha a vida como um bem sucedido consultor de empresas instalado em São Paulo. Na clandestinidade, porém, mantém um concorrido “gabinete” a 3 quilômetros do Palácio do Planalto, instalado numa suíte de hotel. Tem carro à disposição, motorista, secretário e, mais impressionante, mantém uma agenda sempre recheada de audiências com próceres da República – ministros, senadores e deputados, o presidente da maior estatal do país. José Dirceu não vai às autoridades. As autoridades é que vão a José Dirceu, numa demonstração de que o chefão – a quem continuam a chamar de “ministro” – ainda é poderoso.
[...]
Imagens obtidas por VEJA e que estão na galeria que ilustra esta reportagem mostram que Dirceu recebeu, entre 6 e 8 de junho, visitantes ilustres como o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias, todos do PT, e Eduardo Braga, do PMDB, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e os deputados Devanir Ribeiro e Cândido Vaccarezza, do PT, e Eduardo Gomes, do PSDB. Esteve por lá também o ex-senador tucano Eduardo Siqueira Campos.
[...]
Procurado por VEJA, Dirceu não respondeu às perguntas que lhe foram feitas. A suíte reservada permanentemente ao “ministro” custa 500 reais a diária. Quem paga a conta é o escritório de advocacia Tessele & Madalena, que tem como um dos sócios outro ex-assessor de Dirceu, o advogado Hélio Madalena. Na última quinta-feira, depois de ser indagado sobre o caso, Madalena instou a segurança do hotel Naoum a procurar uma delegacia de polícia para acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o apartamento que seu escritório aluga e, gentilmente, cede como “ocupação residencial” a José Dirceu.
Estamos todos curiosos: qual emprego Dirceu pretende buscar nesse hotel? Por via das dúvidas, aconselharia todos os hóspedes a não deixar nada de valor nos quartos. Nem mesmo nos cofres!

PEDRO LUIZ RODRIGUES- PT APRENDEU NA CARNE QUE SOCIEDADE ESTÁ FARTA DE CORRUPÇÃO

O PT vai fazer barulho, estrilar e se esgoelar na abertura de seu 5º Congresso (12 a 14 de dezembro, em Brasília), em favor de seus ex-líderes, hoje em cumprimento de penas no sistema penitenciário. Mas no fundo, no fundo, sabem todos, no partido e fora dele, que os mensaleiros, são hoje cartas fora do baralho. O PT, como o Governo, não dão um passo sem ter em mãos pesquisas sobre a reação da sociedade sobre os mais diversos temas. Sabem, partido e governo, muito bem, quais são as áreas críticas: segurança, saúde, educação e corrupção. A projeção que adquiriu o Presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa, ao longo do julgamento do mensalão trouxe, às grandes massas, uma satisfação muito particular: a de que os ricos e poderosos também podem passar temporadas atrás das grades.

Para a maior parte de nosso bondoso povo, não emerge da constatação um sentimento negativo, de vingança ou de ódio social. Ao contrário, nele começa a se construir a percepção da cidadania, de que todos somos, ou deveríamos ser, iguais perante a lei. Na festa de Brasília, o que vai acontecer é um grande teatro. Serão renovados os protestos contra as ‘arbitrariedads’ na execução das sentenças. Os dirigentes do partido vão promover um desagravo a Dirceu, a José Genoíno e a Delúbio Soares. Mas as lideranças do partido sabem que precisam ter muito cuidado, para não deixar que os gestos de simpatia aos ex-líderes sejam confundidos como de apoio às desonestidades praticadas. Da Presidente Dilma não os mensaleiros não esperavam, nem receberam (nem vão receber)qualquer afago ou palavra de carinho.

Afinal, foi a partir do vigoroso combate aos corruptos na administração pública que Dilma construiu sua imagem de líder corajosa e implacável com os incompetentes, os trapalhões e os desonestos. O próprio Lula, no começo, fez-se de desentendido. Dele – a cujo projeto de governo as trapalhadas mensaleiras tanto ajudaram, conforme consta nos autos – os políticos presos esperavam uma mal estendida, um gesto de apoio, uma palavrinha de reconhecimento. Para que isso acontecesse, foi preciso que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, criticasse o ex-presidente pela forma como vinha se comportando. Esse comportamento, na percepção do ex-ministro, poderia produzir reflexos negativos importantes na imagem do PT, capazes até de prejudicar a campanha eleitoral de 2014.

Dilma, um governo vazio e medíocre, por Jorge Oliveira

Vitória – Com exceção das privatizações – que os petistas insistem em chamar de concessões – o governo da Dilma chega ao seu terceiro ano na estaca zero. Não se conhece uma obra com a sua digital. A economia está em frangalhos, as obras de infraestrutura do PAC paralisadas, a inflação indomável, a violência se alastra e o crack destrói uma geração inteira, apesar da Dilma prometer na campanha de 2010 que iria combater a epidemia dessa droga no país. Três anos depois, nada mudou. O governo não move uma palha para impedir que os bolivianos abasteçam o país com todo tipo de entorpecente. As fronteiras estão escancaradas, porque o governo do PT entendeu que Evo Morales – que acumula as funções de presidente da Bolívia e a da Associação dos Cocaleiros – é um grande amigo do Brasil, mesmo depois de desapropriar a Petrobrás e ameaçar cortar o gás que abastece a maioria das indústrias paulistas.

O Brasil nunca esteve tão exposto as oscilações econômicas externas e a bagunça interna. Não existe comando nem liderança no país. Mais de 70% dos ministérios já sofreram intervenção da Polícia Federal que, invariavelmente, deixa os gabinetes com alguém algemado ou com provas irrefutáveis da corrupção. A bandidagem bateu às portas do Ministério da Fazenda e comprometeu dois altos funcionários do Guido Mantega com recebimento de propinas. As previsões do ministro são furadas, o PIB não se confirma e a produção industrial cai. Para piorar, a máquina do estado inchou e a folha de pagamento deu um pulo de 75 para 212 bilhões de reais nos últimos dez anos.

Na política externa, a presidente hostiliza os Estados Unidos, acusando o país de arapongagem, mas não consegue responder a espionagem da ABIN contra embaixadas em Brasília. Num lance propagandístico, ela vai aos EUA e evita falar com Barack Obama, principal parceiro econômico do Brasil, mas se permite uma audiência pública com Bill Clinton, um dos maiores lobistas do mundo, agora no Brasil para embolsar uma fortuna como intermediário de negócios.

A promiscuidade bate em todas as portas. Dentro do gabinete da Ministra Gleise Holfmann, a Polícia Federal arranca de lá um pedófilo, acusado de abuso sexual de dezenas de crianças, cabo eleitoral, protegido dela. A poucos metros do seu gabinete, outra ministra, Ideli Salvatti, é acusada de usar helicóptero para fins eleitorais em Santa Catarina enquanto pessoas acidentadas nas estradas morriam por falta de socorro médico. Quando esteve à frente do Ministério da Pesca, essa mesma ministra envolveu-se no escândalo da compra de lanchas hoje sucateadas. Outro ministro, Fernando Pimentel, foi acusado de receber milhões da Federação da Indústria de Minas Gerais sem comprovar que prestou os serviços.

Na Esplanada, a Polícia Federal invade o Ministério do Trabalho e encontra ali uma quadrilha que surrupiou mais de 200 milhões de reais. Algema vários funcionários, mas deixa solto o chefe da quadrilha, o ex-ministro Carlos Lupi, que continua dando as cartas no MT e no partido. No governo da Dilma nada é feito mais às escuras. A corrupção é visível porque falta comando, o governo, sem pulso, não impede as falcatruas. A própria presidente usa o expediente de mandar os corruptos para a Comissão de Ética, onde os notáveis normalmente os absolvem.

O governo vive dentro de uma ratoeira, onde os ratos se alimentam fartamente do queijo sem que a ratoeira dispare. Apenas uma vez ela capturou um deles. Para não ficar sangrando, o deputado Roberto Jeferson entregou a quadrilha da qual participava. Só assim, o Brasil conheceu os malfeitores da república, ladrões do dinheiro público. O resultado da deduragem do parlamentar petebista culminou com a prisão de vários mensaleiros. O Brasil precisa de mais Jéfersons arrependidos. Se isso ocorrer, dificilmente escapará um rato do braço mecânico da ratoeira para contar o final da história.

Da série Coisas do Brasil.
Diário do Poder

PALÁCIO DO PLANALTO TEM 10 VEZES MAIS FUNCIONÁRIOS QUE A CASA BRANCA

O Palácio do Planalto emprega atualmente 4,6 mil funcionários, exatamente dez vezes mais que os 460 servidores da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, que administra o maior orçamento do mundo (US$ 11 trilhões). Se contar os funcionários da Vice-Presidência e das secretarias, todos na conta da Presidência da República, o número de servidores do Planalto sobe para 8.861.
Diário do Poder

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