quinta-feira, 28 de novembro de 2013

“Alguns homens públicos são dotados de muita dignidade. Por exemplo: Só se vendem à vista, jamais em prestações.” (Mim)

“Se Fidel comesse o que o homem comum come em Cuba já estaria podre há trinta anos. Jamais chegaria a múmia.” (Cubaninho)

“Pessoas como Lula, por exemplo, não tem outro por dentro. Mas têm duas línguas: uma para dizer bobagens e outra para confirmá-las.” (Al Zen Aimer)

“Detesto reunião familiar. Nela sempre volta o assunto ‘capar o Bilu’.” (Bilu Cão)

“Nuvens escuras carregadas de ignorância passeiam pela América Latina. Torçamos para esta tempestade não nos dizime.” (Pócrates)

“Somos todos felizes em Cuba.” Frase ganhadora do Grande Concurso de Mentiras de Havana. (Cubaninho)

O GERENTE

Em um hotel de Brasília, uma perua espalhafatosa desce as escadas e avança na direção do balcão principal, aos berros:
- Fui roubada! Fui roubada!
O balconista, perplexo, tenta acalmá-la:
- Minha senhora, tem certeza disso? O que lhe roubaram?
- Meus lindos brincos de ouro! Da nova coleção! Valem uma fortuna!
- Calma, senhora. Será que não é algum mal-entendido? Já procurou em todos os lugares? Já perguntou à camareira?
- Não está em canto algum! Eu não perdi meus brincos! Ganhei de presente do meu marido e cuido muito bem deles. Estavam no COFRE! Entendeu? Dentro do cofre, com senha e tudo! Como alguém pode ter roubado meus brincos dentro do cofre?
O balconista ficou ainda mais perplexo. A situação era complicada mesmo. O que ele poderia fazer?
- De fato, minha senhora, se tem certeza disso, então temos um grande problema…
- Mas por que você acha que estou tão transtornada, meu filho?! Quer saber, não adianta eu falar com um subalterno. Chama logo o gerente desse hotel!
- Entendo… Aguarde um minuto, por favor. Temos um novo gerente, mas confesso que ele vive ocupado e quase nunca o vemos. Fica em uma sala dos fundos recebendo políticos e empresários, que chegam e saem sempre com malas. Vou chamá-lo agora mesmo.
Dez minutos depois, chega o gerente, usando um curativo no nariz (parece que tinha feito uma plástica recentemente):
- Pois não, em que posso ajudá-la?
- Já expliquei para o balconista. Eu fui roubada! Levaram meus enormes brincos de ouro de dentro do cofre, enquanto estava fora, fazendo compras no shopping! Exijo uma explicação imediatamente!
- A senhora me parece uma pessoa muito distinta, com muitas posses. Veja bem, essa coisa de roubo é bem relativa. Digamos que alguém levou sim suas jóias, mas para financiar uma causa revolucionária em nome dos pobres. Isso não seria mais compreensível?
- Como é que é?! O senhor está maluco??? Aquelas jóias são MINHAS! Meu marido as comprou! Que conversa furada é essa de revolução agora?
- O Brasil tem muita desigualdade social. A senhora nunca leu nada do Sakamoto? Deveria. Seus brincos não vão lhe fazer tanta falta, mas podem ajudar algum político ungido e abnegado a comprar votos no Congresso para aprovar reformas socialistas, controlar a imprensa golpista, e…
- Ei, eu estou lhe reconhecendo! Você não é aquele ex-poderoso ministro, que foi acusado de chefe de quadrilha e acabou preso e tudo? Como é que está trabalhando de gerente de hotel agora? E ainda por cima justificando o injustificável, o roubo de uma hóspede?!
Reconhecido, o gerente abaixa os olhos, mas depois insiste no discurso:
- Não importa quem eu seja. O importante é que a ética é algo muito relativo, e não podemos ser moralistas…
- Cala a boca! Quer saber? Isso não é caso para gerente resolver. Vou é chamar a polícia logo de uma vez. Quem roubou meu brinco tem que ir para a cadeia!
- Nem se dê ao trabalho, minha senhora. É para lá que eu vou assim que acabar o expediente mesmo.
Fim.
Rodrigo Constantino

Alec Baldwin, ícone da esquerda caviar, experimenta do próprio veneno

Rodrigo Constantino


Fonte: Veja
Uma declaração homofóbica do ator Alec Baldwin o colocou no olho na rua:
Se já não era um campeão de audiência com o Up Late with Alec Baldwin, talk-show que comandava uma vez por semana no canal pago americano MSNBC, Alec Baldwin se desgastou de vez após atacar um fotógrafo com declarações homofóbicas. O ator foi dispensado nesta terça-feira pelo canal. Com isso, o programa, suspenso desde o último dia 15, foi definitivamente cancelado.
Confesso que é divertido quando os ícones da esquerda caviar experimentam do próprio veneno. Baldwin foi um daqueles que acabaram cortados do meu livro, mas merecia estar lá, com destaque. É alvo do humor ácido dos criadores de “South Park”, que o esculacham no filme “Team America”.
Segue a parte do livro que acabou não sendo publicada:
Alec Baldwin
O ex-marido de Kim Basinger é um dos grandes representantes da esquerda caviar em Hollywood. Quase toda causa “progressista” encontra nele uma voz fiel. Como, porém, esse “amigo da Humanidade” trata aquelas pessoas mais próximas?
Melhor nem querer saber. Sua filha foi alvo de sua incrível compaixão pelo próximo, e não tem coisas boas a relatar. Na verdade, a gravação de sua secretária eletrônica prova como essa gente que ama a Humanidade pode ser cruel com o ente mais próximo. Baldwin disparou para sua filha: “Eu não ligo a mínima que você tenha 12 ou 11 anos de idade, ou que você seja uma criança”.
Deixando de lado o fato de o próprio pai não saber quantos anos ao certo sua filha tem, será que essa é uma forma humanitária de tratar as pessoas, especialmente crianças, especialmente a suacriança? Ele continuou com sua metralhadora giratória, afirmando que faria com que ela entendesse a “pequena porca estragada” (“rotten little pig”) que ela era.
Claro que nada disso impediu o sucesso de seu livro. O assunto? Pais divorciados e maravilhosos, que deveriam ficar mais tempo com seus filhos. Eis o titulo pomposo do livro: A Promise to Ourselves: A Journey Through Fatherhood and Divorce. Ele ataca o sistema judiciário californiano que trata os pais divorciados como cidadãos de segunda classe. Talvez, em seu caso particular, esse tratamento fosse merecido…
Na linha já conhecida de um peso para duas medidas, Baldwin era um feroz crítico da ajuda aos bancos durante a gestão Bush. Ele disse: “Para o inferno com Wall Street… Não dê dinheiro a eles!” Mas quando Obama assumiu, e pasmem!, expandiu a ajuda aos bancos, Baldwin abandonou toda a sua revolta.
Ele é ainda membro do conselho de uma entidade de caridade voltada às artes. Só um detalhe: seu financiamento vem de bancos como Merrill Lynch ou gigantes do petróleo como Exxon Mobil. Parece que o dinheiro dos banqueiros não é tão ruim assim quando o destino nos interessa.
Falando sobre a vitória de Bush em 2000, Baldwin a comparou com o atentado de 11 de setembro do ano seguinte, afirmando que as eleições causaram “tanto dano aos pilares da democracia quanto os terroristas aos pilares do comércio em Nova York”. Podemos apenas pensar qual seria a reação em Hollywood se um ator famoso fizesse uma declaração dessas envolvendo o aclamado presidente Obama…

O MODELO É DELA!

Rodrigo Constantino

“O modelo, meu querido, é meu”

“Na hora de se defender, todo mundo tem o direito de falar o que quer. O modelo, meu querido, é meu. Eu não tenho conhecimento de nenhum investimento dessa envergadura antes do meu governo, antes de 2013. Você me mostra aonde”.
Foi o que disse a presidente Dilma em Santa Catarina, depois de afirmar que o país passou 20 anos sem investimento em infraestrutura (isso inclui os 8 anos de Lula?). Concordo e discordo. Primeiro, a discordância.
Não é verdade que o país ficou esse tempo todo sem investimento, ou que algo mudou muito com Dilma. No fundo, o Brasil tem tido pouco investimento em infraestrutura em todos os últimos governos. O custo Brasil ainda é muito alto, e nenhum deles fez as necessárias reformas estruturais.
Mas o PSDB privatizou setores e empresas importantes, como o próprio setor de telecomunicações, e isso atraiu muito investimento (quase R$ 200 bilhões nos primeiros anos). As ferrovias também foram vendidas e bilhões foram investidos. Parte do setor elétrico passou pelo mesmo processo. Dilma, portanto, inventa factoides de olho nas eleições.
Quanto à concordância, não há como negar que o modelo é dela. O modelo que tem 70% de financiamento do BNDES, sem marco regulatório decente, que faz licitações e depois fica anos sem fazer novas rodadas por fatores ideológicos (como no setor de petróleo), que atrai grupos inexperientes para controlar ativos importantes (como em alguns grandes aeroportos), e que fez com que a Odebrecht tomasse conta do país, praticamente – este modelo é mesmo de Dilma.
Após anos na oposição condenando todas as privatizações, entrando com liminares na justiça, fazendo terrorismo eleitoral durante as campanhas, eis que o PT resolve privatizar também e ainda posa como o criador de um modelo todo especial que atrai mais investimentos. A cara de pau, minha querida, é sua!

Novo eufemismo para bajulador: Ciclista. Dobra os joelhos e anda curvado.

“A figura do demônio ajuda e muito no trabalho dos religiosos tosquiadores pecuniários. As ovelhas assustadas perdem a lã e permanecem prostradas.” (Climério)

“É o conteúdo que faz a vida. Dois dias podem ser mais longos que quarenta anos vazios.” (Krigenlein- Grande Hotel- de Vicki Baum)

“Os padres deveriam se casar. Isso para o saudável descanso de paroquianas assanhadas” (Mim)

“Creio que a única serpente que falou com Eva no paraíso foi a cobra do Adão.” (Limão)

“A insegurança toma conta de nós. O estado não garante mais ninguém. Homens frouxos, leis frouxas e bandidos sem medo. Aonde iremos assim?” (Mim)

“A solidão às vezes nos obriga a uma convivência difícil.” (Filosofeno)

Perguntar não é ofensa: Dirceu como gerente do hotel não afastará do estabelecimento clientes que não gostariam de ajudar no pagamento do salário de um comuna que detesta o capitalismo e a imprensa,digamos, sem controle social?

Se piorar, estraga

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo


Evidente que o PSDB adoraria ver o senador Aécio Neves explodindo nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência em 2014 desde já.

Mas, uma vez que o hoje pré-candidato fica ali patinando entre 13% e 15%, o partido prefere deixar de lado o conceito de "se a eleição fosse hoje" para trabalhar o cenário de maneira mais estratégica.

Mantém sob uma estreita vigilância os índices da presidente Dilma Rousseff e do governador Eduardo Campos. Óbvio, diriam o senhor e a senhora, moças e rapazes. Afinal de contas, quanto menos pontos Dilma ganhar, melhor para Aécio. O mesmo se aplicando a Campos, que disputaria com ele uma vaga no segundo turno, não é mesmo?

Não, da perspectiva do senador mineiro não é assim. Aliás, se não chega a ser radicalmente o oposto, é quase isso. A torcida na seara tucana daqui até o início oficial da campanha é para que a presidente não caia nas pesquisas de opinião. A última do Ibope lhe dá 43%.

Se subir um pouco - muito pouco, nada que indique vitória consolidada no primeiro turno - não faz mal. E qual a razão? Aí, sim, emerge a obviedade: porque quanto menos competitiva Dilma se mostrar, mais aumentam as chances de o ex-presidente Lula da Silva disputar para afastar o risco de o PT sair do poder.

Um detalhe antes de passarmos ao raciocínio de Aécio Neves em relação a Eduardo Campos: pelo mesmo motivo tem muita gente no PT que não vê com maus olhos a recuperação lenta dos índices de satisfação com o governo de Dilma. É a turma do "volta Lula". A maioria, e nem tão silenciosa, como reza a expressão.

Sobre o governador de Pernambuco, a visão também se baseia no princípio do nem tanto ao mar nem tanto à terra. Na ótica tucana, foi bom que a aliança com Marina Silva não produzisse efeito imediato sobre as intenções de votos de Campos (7%), mas também não será bom se esse índice não começar a melhorar. Antes que o governador pense ainda remotamente em desistir da disputa.

Mal comparando, no embate entre Paulo Maluf e Tancredo Neves no colégio eleitoral de 1985, deu-se algo parecido, registre-se bem, em circunstâncias totalmente diversas. Em dado momento Tancredo começou a abrir uma vantagem tão grande sobre Maluf que o medo passou a ser o de que ele renunciasse à candidatura e inviabilizasse a escolha do candidato de oposição.

Ou seja, na política também tem uma hora em que é preciso cuidar do equilíbrio ecológico para o ambiente não se deteriorar.

Essa preocupação com a estabilidade de forças inclui a segunda fase da eleição. Aécio Neves e Eduardo Campos estão em permanente contato e, de quando em vez, veem a necessidade de tornar essa aproximação explícita. Marcam um encontro - como se precisassem dessa formalidade para conversar - e posam para fotos. Sempre dizendo que é tudo muito sigiloso.

Constroem, assim, não só palanques estaduais, conforme alegam. Buscam principalmente solidificar pontes de apoio mútuo para quem conseguir passar à etapa final.

Empurra. A reunião da Mesa Diretora da Câmara para discutir a abertura do processo de cassação de José Genoino foi adiada sob a alegação de que parte dos deputados não estará em Brasília hoje.

E por que suas excelências diretoras não estarão? Para não dar número suficiente para que se realize a reunião marcada desde a semana passada para esta quinta-feira.

Bilheteria. Gerentes de hotéis em Brasília estranham o salário (R$ 20 mil) oferecido pelo Saint Peter a José Dirceu. Altamente inflacionado, segundo eles, em relação ao mercado.

Desconsideram, contudo, que Dirceu será uma atração à parte para o estabelecimento.

O erro do Papa Francisco. Ou: Cada macaco no seu galho

Prezado leitor, não sei se já reparou, mas não tenho texto algum sobre física quântica no blog. Sabe por que? Simples: porque não entendo nada desse assunto. Sou um completo ignorante quando se trata de quarks e coisas do tipo.
É verdade que de vez em quando me aventuro em águas distantes de minha área de especialização, a economia, mas sempre quando sinto que tenho algum conhecimento razoável sobre o assunto, e mesmo assim procuro ser mais humilde nessas horas.
Desde Adam Smith sabemos da importância da especialização. A quantidade de conhecimento disponível é tão grande que ninguém tem como saber de tudo. Por isso é bom ter cuidado quando for opinar sobre temas que fogem da área de atuação. Cada macaco no seu galho. É um bom conselho para o Papa Francisco.
Figura carismática, que conquistou minha simpatia, que exala sinceridade e compaixão. Mas isso não o impediu de tecer duras críticas ao capitalismo e aos “especuladores” em sua primeira exortação apostólica. Não é novidade. A Igreja Católica tem uma relação complicada e ambígua com o capitalismo desde sempre, e a Encíclica Populorum Progressio, escrita pelo Papa Paulo VI, era um documento completamente socialista.
Em uma das passagens, o Papa diz que é lamentável que o sistema da sociedade tenha sido construído considerando o lucro como um motivo chave para o progresso econômico, a competição como a lei suprema da economia, e a propriedade privada dos meios de produção como um direito absoluto que não tem limites e não corresponde à “obrigação social”.
Em outras palavras, o Papa Paulo VI lamentou que o capitalismo de livre mercado predominasse em relação ao socialismo. Os interesses coletivos, sabe-se lá quem os define, estariam acima do direito de propriedade privada, o que torna indivíduos meios sacrificáveis pelo “bem comum”.
O Papa ignora que, no livre mercado, o lucro é fruto do bom atendimento da demanda dos consumidores, ou seja, é o indicador de que os indivíduos, por meio de trocas voluntárias, estão satisfeitos. Todos sabem o que aconteceu nos países que tentaram abolir o lucro, a competição e o direito de propriedade privada. O resultado foi a miséria, a escravidão e o terror. São consequências inexoráveis do socialismo colocado em prática.
O Papa Francisco não foi tão longe, mas foi na mesma direção. Poderia entender se a crítica fosse voltada aos excessos do capitalismo, do individualismo, da especulação gananciosa desmedida. Mas especular é algo que todos fazemos, pois ninguém sabe o futuro. Foi o comércio, visto como atividade de filisteu por muitos intelectuais e católicos, que trouxe tantos avanços para a humanidade, inclusive no campo das virtudes morais.
Como diz Matt Ridley em The Rational Optmist, é “milagroso” o fato de que confiamos em um vendedor que nos é totalmente estranho e desconhecido. Nem sempre foi assim. Grupos tribais queriam exterminar o “outro”, o estranho ameaçador. Esse tipo de confiança moderna, de laço social, cresceu junto com a impessoalidade do capitalismo, tão atacado por gente da esquerda e também por alguns católicos.
Até mesmo as artes elevadas, que tocam o espírito humano, devem bastante ao capitalismo e à especulação. Basta lembrar que os centros artísticos eram também locais com o comércio mais desenvolvido, como Florença, Amsterdã, Londres e Veneza. Capitalistas ricos foram importantes mecenas das artes, inclusive as sacras.
Não pretendo ensinar o Papa a rezar a missa, muito menos em latim. Longe de mim! Mas seria bom se o Papa tampouco quisesse nos ensinar sobre capitalismo e especulação. Não é sua especialidade. Claro, ele tem total direito de emitir suas opiniões. Mas no caso, não passam disso: opiniões de um leigo no assunto. Que, infelizmente, repercutem muito e influenciam várias pessoas.
Depois a Igreja Católica fica perplexa ao constatar que perde cada vez mais espaço para os protestantes, que adotam discurso menos agressivo contra o capitalismo e o desejo natural que temos de enriquecer…
Rodrigo Constantino

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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.