sexta-feira, 29 de novembro de 2013

‘Soviete da Papuda’, um artigo de Antônio Machado de Carvalho

Publicado no jornal O Tempo desta quinta-feira
ANTÔNIO MACHADO DE CARVALHO
“Uma trinca de bandidos, convivas habituais de ricaços e poderosos, hospedou-se na Papuda. Gente distraída pode associar o nome incomum ao daqueles lugares exóticos do mundo tropical. Algo do tipo hotéis e Spa’s suntuosos, dos tantos que proliferam no Brasil, destinados a abrigar figurões em momentos de tédio existencial. Mas, não. Não é uma casa de repouso e sim uma reles penitenciária, agora tristemente famosa, similar às que no resto do mundo se devotam a punir malfeitores. A trinca, então, lá aportou, por determinação do Supremo Tribunal Federal, acompanhada de um séquito (outros condenados no processo do mensalão). Ao manter os prisioneiros na comarca de Brasília, o ministro Joaquim Barbosa revelou relevante preocupação: o sistema carcerário brasileiro poderia ficar contaminado caso os patifes fossem deslocados para outros estados da federação. Melhor seria, socialmente, se ficassem próximos da vasta grei que prolifera no ambiente depravado de Brasília.
Mas a companheirada dos quadrilheiros parece que não entendeu o alcance da medida. O ilustre ministro vem sendo atacado brutalmente por eles. Tuítam pela internet coisas do gênero: “Joaquim Barbosa, o negro que traiu o Brasil, negro mau-caráter. Graças ao Dirceu, ele foi nomeado ao STF e esse fdp agradece assim”, nestes exatos termos. Um espanto! Causa espécie que ruidosas lideranças que combatem o racismo nada digam a respeito. Aliás, nem a OAB, nem ONG’s variadas e nem pomposos mandarins acadêmicos, todos supostos defensores de ações afirmativas. Essa odiosa omissão se explicaria, talvez, pela peculiar visão de mundo petista. Nela, há bons crioulos (os “nossos” pretos, claro, os que caem de quatro a um aceno do sinhô), e negros ingratos, como o Barbosão, sujeitinho pernóstico que não sabe o seu lugar.
Filas se formaram às portas da Papuda em reverência aos novos hóspedes. Cuidem-se, rápido, o PCC, o Comando Vermelho e os Amigos dos Amigos. A nova elite penitenciária chegou. Quem manda no pedaço, doravante, é o Soviete dos Papudos, sob o tacão experiente de José Dirceu, secundado por Genoíno e Delúbio, forjados nas cartilhas de Lenine, Mao Tsé Tung e Fidel Castro. Uma inovação tropicalizada aos manuais leninistas se dará com a inclusão do lumpen-proletariado nas articulações para construir um novo Brasil. Em breve, Marcola, Fernandinho Beira-mar e Elias Maluco se curvarão prestando vênias aos companheiros de armas.
A Papuda propiciará um benefício adicional. Entrará no rol dos roteiros turísticos mais apreciados da capital da República. Quem sabe, o governo do Distrito Federal não constrói um shopping popular para vender artesanato e lembranças com imagens de tão caricatas figuras? O mercado capitalista tem dessas coisas. Em vez de “tudo acabar em livro”, como queria o poeta, tudo acabaria mesmo no comércio e na mais vil pecúnia. Vivas, pois, aos guerreiros e heróis da república lulista.

“Peço que não rezem por mim. Vai que por um grande azar eu acabe no paraíso junto do R.R. Soares, Edir Macedo e outros santificados? Como ficará a minha reputação? (Climério)

“Fui reprovado no ensino fundamental em Ensino Religioso. Fiz igual ao Woody Allen: tentei colar olhando para dentro da alma do meu colega.” (Mim)

Reportagem de VEJA expõe as sombras que envolvem a disputa entre a agência do PT e a tropa de Franklin Martins

Augusto Nunes
Por que será que a Pepper, depois que se tornou a agência do PT para a internet, conseguiu tantos clientes no governo e em estatais? Será que o PT está usando verbas do Estado para remunerar sua agência, cujo faturamento não para de engordar? Na edição que logo estará nas mãos dos assinantes e nas bancas, VEJA mostra que, além dessas perguntas à espera de respostas imediatas, há alguns mistérios a desvendar.
Um dos mais intrigantes é a disputa entre a Pepper e o ex-ministro Franklin Martins pelo comando da guerra suja nas redes sociais que o PT pretende travar contra os adversários. Franklin não aceitou trabalhar em parceria com a Pepper. O que ele quer é chefiar sem interferências o exército das trevas recrutado para agir na internet. A posição intransigente sugere que Franklin está decidido a usar como achar melhor a tropa liberticida? Até para combater a candidatura de Dilma Rousseff?
Franklin Martins é da tribo que acha que os fins justificam os meios. Nada do que vem de figuras assim é surpreendente. São incapazes capazes de tudo ─ menos de fazer a coisa certa. Confira a reportagem de VEJA.

Rodrigo Constantino dá dica de férias para a esquerda caviar


Dica imperdível de férias para a esquerda caviar

Alô, Wagner Moura! Alô, Chico Buarque! Alô, Verissimo! E tantos, tantos outros ícones da nossa querida esquerda caviar: anotem essa dica imperdível para suas próximas férias (e não digam que não sou um cara legal):
O Emoya Luxury Hotel and Spa, na África do Sul, tem uma atração especial para os seus hóspedes: a Shanty Town. Trata-se da reprodução de uma favela feita no resort de luxo para acomodar clientes “mais extravagantes”.
Com diária de R$ 192 (barraco para quatro pessoas), o cliente pode ter a experiência “autêntica” de viver em uma favela. O barraco é feito com os mesmos materiais das moradias originais da região.
Mas, ao contrário de um barraco tradicional – sem energia elétrica e aquecimento -, cada unidade da favela do resort tem sistema de aquecimento sob o chão e acesso à internet.
A favela de luxo recebe até 52 pessoas.
Vejam o vídeo promocional:
Isso é ainda melhor do que o lixão limpinho do Projac, onde Zé de Abreu se sentia em casa naquele personagem que lhe expandia o caráter. Vocês podem simular miséria sem nem ter de se misturar aos pobres de verdade!
Não é o máximo? Dá para brincar de pobre e voltar para o Leblon ou Paris de alma lavada! Pensem só, naquele próximo “jantar inteligente”, entre um caviar e outro, você poder jogar na cara da turma descolada:
- Agora sim, posso dizer que conheço a vida em uma comunidade! Fui pobre por uns dias. Fiquei hospedado em um barraco. A calefação era forte demais, isso foi um problema. Mas, tirando isso, que experiência! Entrei em contato com meu “eu”, sabem? Voltei muito mais “espiritualizado”. Ainda li um livro do Chalita durante a estadia. Sou outra pessoa. De verdade. Garçom, traz logo minha champanhe, droga! Que demora, caramba! A gente vai para esses hotéis e esquece como o serviço aqui é ruim…
Tenho certeza de que seus colegas vão babar de inveja. Se forem intelectuais, então, que amam o pobrismo, mas nem sempre podem pagar o voo de primeira classe para enaltecê-lo, é capaz que surtem com tanto rancor.
Boa viagem!

DOR

Existe uma expressão russa que diz: se você acorda sem sentir nenhuma dor, sabe que está morto. Embora a vida não seja apenas dor, a experiência da dor, que é especial em sua intensidade, é um dos sinais mais seguros a força da vida. Schopenhauer disse: “Imagine essa corrida transportada para uma utopia onde tudo cresce sozinho e os perus voam de um lado para o outro já assados, onde os amantes se encontram  sem qualquer demora e possuem um ao outro sem qualquer dificuldade; em tal lugar certos homens morreriam de tédio ou se enforcariam, outros lutariam e se matariam entre si, e assim criariam para si mesmos mais sofrimento do que a natureza inflige a eles. O pólo oposto do sofrimento é o tédio.” Acredito que a dor precisa ser transformada, mas não esquecida; contrariada, não obliterada.

Andrew Solomon- O Demônio do Meio-Dia

“Ainda não sabemos se existe vida inteligente em outros planetas. Quem sabe até possa existir, pois para o universo a cota de burros já foi preenchida pelos terráqueos.” ( Mim)

“Já tive dinheiro e amigos. Perdi o primeiro, perdi todos.” (Limão)

“Não leio escritores comunistas. O que terá de interessante para dizer um cego que não quer enxergar?” (Mim)

Suas meias aparecem furadas nos dedos? Já tentou cortar as unhas?

Certas madames são tão limpinhas que até suas pererecas tem o carimbo da Inspeção Sanitária.” (Eulália)

“Antes o SERASA que o cemitério.” Pafúncio)

“Antes ser um burro anônimo que uma cavalgadura famosa.” (Pócrates)

“Alma é igual político honesto: pode até existir, mas ninguém vê.” (Limão)

Reinaldo Azevedo expõe a moral “deles”, que é a completa imoralidade

Está excelente o artigo de hoje de Reinaldo Azevedo na Folha, sobre a mentira como método de luta pelo poder do PT. Dentre todas as atrocidades praticadas pelos petistas, talvez a que mais me tire do sério é esse abuso do duplo padrão moral. São capazes de reverter em 180 graus o discurso, dependendo de quem ou o que está sendo julgado.
Aprenderam com os comunistas do passado. Acuse o inimigo do que é, minta, dissimule, faça o que for preciso pela “revolução”. É só o que conta. Haja Engov para aturar essa gente. Abaixo, alguns trechos do artigo:
O PT nem inventou a corrupção nem a inaugurou no Brasil. Mas só o partido ousou, entre nós, transformá-la numa categoria de pensamento e numa teoria do poder. E isso faz a diferença. O partido é caudatário do relativismo moral da esquerda. Na democracia, sua divisa pode ser assim sintetizada: “Aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada, nem a lei”. Para ter futuro, é preciso ter memória.
Eliana Tranchesi foi presa em 2005 e em 2009. Em 2008, foi a vez de Celso Pitta, surpreendido em casa, de pijama. Daniel Dantas, no mesmo ano, foi exibido de algemas. Nos três casos, e houve uma penca, equipes de TV acompanhavam os agentes federais. A parceria violava direitos dos acusados. Quem se importava? Lula batia no peito: “Nunca antes na história deste país se prendeu tanto”. Era a PF em ritmo de “Os Ricos Também Choram”.
[...]
Até que chegou a hora de a trinca de criminosos do PT pagar a pena na Papuda. Aí tudo mudou. O gozo persecutório cedeu à retórica humanista e condoreira. Acusam a truculência de Joaquim Barbosa e a espetacularização das prisões, mas não citam, porque não há, uma só lei que tenha sido violada. Cadê o código, o artigo, o parágrafo, o inciso, a alínea? Não vem nada.
Essa mentalidade tem história. Num texto intitulado “A moral deles e a nossa”, Trotsky explica por que os bolcheviques podem, e devem!, cometer crimes, inaceitáveis apenas para seus inimigos. Ele imagina um “moralista” a lhe indagar se, na luta contra os capitalistas, todos os meios são admissíveis, inclusive “a mentira, a conspiração, a traição e o assassinato”.
[...]
José Dirceu quer trabalhar. O “consultor de empresas privadas” não precisa de dinheiro. Precisa é de um hotel. Poderia fazer uma camiseta: “Não é pelos R$ 20 mil!”. Paulo de Abreu, que lhe ofereceu o, vá lá, emprego, ganhou, nesta semana, o direito de transferir de Francisco Morato para a avenida Paulista antena da sua Top TV, informou Júlia Borba nesta Folha. O governo tomou a decisão contra parecer técnico da Anatel, com quem Abreu tem um contencioso razoável. Dizer o quê? Lembrando adágio famoso, os petistas não aprenderam nada nem esqueceram nada.
Aos amigos, tudo, menos a lei. Aos inimigos, José Eduardo Cardozo e Cade. É a moral deles.
Ou o Brasil se livra do PT, ou o PT acaba com o Brasil.
Rodrigo Constantino

LULA, NO CHILE, EL HOMBRE DE LAS BROMAS…EL EMBROMADOR!

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, sabemos, uma figura de inexcedível carisma. Poucos homens públicos dele se aproximam em termos de charme e de maleabilidade, qualidades valorizadas no mundo complexo e midiático de nossos dias. Lula encontrará pontos de convergência e assuntos para conversar com quem quer que esteja por perto, de George W. Bush ao Papa Francisco.
Esse seu jeito multifacetado produz, contudo, convulsões entre os que tentam encaixá-lo em compartimentos estanques, em termos filosóficos ou ideológicos. A gente mais à esquerda do espectro político, esta então, se irrita, sem saber o que fazer. No caso do Partido dos Trabalhadores, a questão assume características ainda mais dramáticas. O que seria o PT, em termos eleitorais, sem a presença Lula? Pouca coisa, principalmente agora que os outros carismáticos do partido (José Dirceu, Genoíno) são cartas fora do baralho.
Li, outro dia, interessante entrevista do filósofo paranaense Ivo Tonet, para quem Lula jamais foi um verdadeiro socialista. E, mais, teria ajudado a transformar o PT num partido burguês: “todas as ações práticas e concepções teóricas(sic) que hoje norteiam o PT são tipicamente burguesas. Chamar o Partido dos Trabalhadores de esquerda é não ter idéia do que é esse conceito”.
Ainda Tonet:: “Reformas pontuais qualquer partido pode fazer, uns mais, outros menos. Mas o PT é a expressão de grandes grupos econômicos que se digladiam com outros grupos econômicos, que estão no PSDB, no DEM, entre outros. É uma briga de cachorro grande dentro do capital. E Lula é do tipo “nem contra nem a favor, pelo contrário”. Lula é uma figura extremamente sagaz. Eu o comparo ao Prín­ci­pe de Maquiavel. Veja o Príncipe e verá Lula. Ele nunca diz “não” para alguém. Com isso, ele conseguiu costurar com Deus e com o diabo. Tudo servindo aos interesses do capital. Visto dessa forma, é claro que ele é um anticomunista. Mas claro que ele não vai dizer isso nunca. Mas, na prática, é.”
A entrevista de Tonet veio-me à memória ao ler, hoje cedo, no El País (Madri) que na visita que está fazendo a Santiago do Chile, Lula, depois de abraçar Camila Vallejo – a encantadora e decidida líder do movimento estudantil chileno, hoje deputada pelo Partido Comunista, declarou-a representante de um pensamento novo para a política latino-americana. Comunismo, pensamento novo? É de fazer a família Castro se esborrachar de tanto rir.
Mas talvez por ter percebido que havia se excedido, Lula deixou subentendido que o excesso era um afago que devia à Vallejo. Ela o havia convidado a visitar Santiago em 2011, no calor das manifestações estudantis, mas Lula não pode aceita-lo “para evitar problemas diplomáticos”, disse, em tom de brincadeira. El País registrou: “Los invitados, entre los que se contaba la propia geógrafa de 25 años, han celebrado la broma de Lula, que ha presumido de su labia y buen humor.
Os analistas chilenos tentaram interpretar a visita de Lula como uma iniciativa do Brasil para se aproximar do Chile. A atual administração do Chile, muito prudentemente, privilegiou os vínculos do país com a Aliança do Pacífico. Mas Bachelet, se vitoriosa no segundo turno das eleições de seu país, pretenderia reforçar as relações do Chile com o Brasil e a Argentina.
Foram palavras educadas, de bom vizinho. Governos chilenos, de esquerda, centro ou direita têm sempre claro os interesses de longo prazo do país e não são chegados a extravagâncias que possam comprometer o futuro.
Pedro Luiz Rodrigues

E como dizia o velho ermitão José que morava num buraco de tatu, não porque não tinha casa, porque não tinha nada, apenas para fugir das maldições e do bafo da velha mulher: "Peru esperto em dezembro só bebe água." (Mim)

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