quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

“Em currais faraônicos ornados de luxo os tosquiadores aguardam por suas mansas ovelhas. E para lá vão elas felizes, cegas pelo não pensar, sempre prontas para a tosa diária.” (Eriatlov)

“Algumas construtoras não entenderam que era para adotar menores abandonados e não maiores corruptos.” (Eriatlov)

“A morte, se quiser, que venha me buscar. Atrás dela eu não irei.” (Mim)

“A felicidade é compreender, viver em paz e ser livre o possível.” (Filosofeno)

“Vida de cachorro já foi sinônimo de vida sofrida, miserável. Hoje posso dizer que somos a elite.” (Bilu Cão)

"O Brasil tem jeito. Mas não nesta vida." (Mim)

“Só não sou uma pessoa melhor porque os meus defeitos não permitem. São extremamente possessivos.” (Climério)

“Em Cuba quando tem pão não tem manteiga. E quando falta os dois o povo se alimenta do discurso de Raul.” (Cubaninho)

“É claro que existe liberdade de expressão em Cuba. Para isto basta pedir permissão ao governo.” (Cubaninho)

“Admiro países em que há filas pra entrar. Já aqueles com grandes filas para sair não são do meu agrado.” (Mim)

“Quando morrer gostaria de ser cremado. Não estou preparado mentalmente para viver-morto num cemitério para cachorros.” (Bilu Cão)

“Fui convidado para latir no Programa do Faustão. Mas não irei, o Faustão é muito chato.” (Bilu Cão)

O mais cara de pau do mundo, por Rodrigo Constantino

Sei que um psicólogo poderia me diagnosticar, à distância, de masoquista, mas confesso que leio os artigos de Vladimir Safatle, mesmo sabendo que vou precisar de alguns Engovs antes e depois. Leio porque acho importante ver o tipo de falácia que a esquerda está utilizando no momento.
texto de hoje não me decepcionou. Lixo do começo ao fim (bom, mais no começo do que no fim). Parece até uma tentativa de resposta à minha série “Brasileiro é otário?”, sucesso de audiência aqui no blog. Se for, o militante do PSOL não teve sucesso. Vejamos:
Ao que parece, chegou a hora de saudar o Brasil como o novo país “do mais caro do mundo”. Foram necessárias décadas para alcançar tamanha conquista e, ao que parece, desta vez ela veio para ficar. Afinal, anos de trabalho árduo permitiram aos brasileiros ter o prazer de pagar o dobro no mesmo carro que outros mortais compram sem tanto sacrifício.
Atualmente, ser brasileiro é ter a satisfação de levar para casa o console Xbox mais caro do mundo. É poder humilhar os estrangeiros ao dizer o preço que pagamos em passagens aéreas, escolas, aluguéis e imóveis arrebentados em lugares com fios elétricos na frente da janela.
Para chegar a este estágio, foi necessário não apenas um conjunto substantivo de equívocos econômicos. Foi preciso muita cegueira ideológica para engolir a ladainha de que nosso troféu de “o mais caro do mundo” foi conquistado exclusivamente através dos impostos mais elevados e dos altos custos trabalhistas.
Não, meus amigos. Só em um mundo (como esse em que alguns liberais vivem) sem países como França, Alemanha ou Suécia o Brasil teria os impostos mais altos. Se nos compararmos aos EUA, veremos que a contribuição fiscal per capita de um brasileiro (US$ 4.000) é bem menor do que a de um norte-americano (US$ 13.550).
Que tipo de gente compararia o pagamento de impostos de americanos e brasileiros EM TERMOS ABSOLUTOS? Respondo: somente alguém que deseja apelar para uma artimanha para tentar convencer os idiotas úteis que pagamos poucos impostos!
Os americanos são, em média, quatro vezes mais ricos do que nós. Se pagamos US$ 4 mil por cabeça, aceitando o número do autor, então o equivalente para o padrão de vida dos americanos seria US$ 16 mil. Se eles pagam US$ 13.550, como o filósofo diz, então eles pagam 15% a menosdo que deveriam, em termos proporcionais, para chegar ao nosso patamar.
Elementar, meu caro Watson. Mas não é só isso. Pagamos mais impostos em relação ao PIB, e com muito mais complexidade. Ou seja, gastamos muito mais tempo para pagar os impostos, e isso também custa. Sem falar do efeito em cascata de vários impostos na cadeia produtiva. Enfim, detalhes que o gênio deixou escapar…
Na verdade, depois que se inventa o inimigo, é mais fácil esconder o verdadeiro responsável. Nosso troféu de “o mais caro do mundo” deve ser dedicado a esses batalhadores silenciosos do desastre econômico, a esses companheiros de todos os governos brasileiros: o oligopólio e a desigualdade.
A desigualdade econômica, esta tudo mundo conhece. Ela fingiu por um momento que estava se deixando controlar, mas deu não mais que uma unha para permanecer com todos os gordos dedos. Sempre se combateu desigualdade com revolução fiscal que taxasse os ricos, punisse radicalmente a evasão fiscal e limitasse os grandes salários. Mas, no país “do mais caro do mundo”, o tema é tabu. Assim, uma classe de milionários pode empurrar alegremente os preços para cima porque não tem problema algum em pagar pelo mesmo o seu dobro, desde que as lojas ofereçam manobrista VIP e água com gás na saída do estacionamento.
Hummm. Os Estados Unidos são um país bem desigual, basta ver o Gini. Mas nem por isso os carros são tão caros como aqui. Custam três vezes menos, apesar de eles serem quatro vezes mais ricos! Já em Cuba, todos são igualmente miseráveis, à exceção da cúpula do poder. Mas nem por isso eles possuem tantos Toyotas nas garagens. Eis o que podem comprar, quando podem:
Outro detalhe: qual o local com maior renda per capita no Brasil? Acertou quem disse Brasília, a ilha da fantasia dos funcionários públicos e políticos. Ou seja, em nome do combate à desigualdade, parece que antes é preciso concentrar bastante riqueza produzida pelo setor privado. E é bom ter carro por lá, pois se depender do projeto urbanístico do comunista Niemeyer, o transeunte está frito!
Já a nova onda de oligopólios é uma das grandes contribuições da engenharia econômica do lulismo: os únicos governos de esquerda da galáxia que contribuíram massivamente para a cartelização de todos os setores-chaves da economia. Com uma política de auxiliar a formação de oligopólios via empréstimos do BNDES, o governo conseguiu fazer uma economia para poucos empresários amigos. Nela, não há concorrência. Assim, os preços descobriram que, no Brasil, o céu é o limite.
Agora sim! Finalmente Safatle diz algo verdadeiro, após tantas colunas! Nossos oligopólios não são o resultado do funcionamento do próprio mercado, do capitalismo liberal, mas sim da intervenção do estado. É ele que cria privilégios, distribui subsídios, ergue barreiras protecionistas, dificulta a entrada de produtos e novos concorrentes.
Em outras palavras, tudo custa tão caro no Brasil porque temos elevada e complexa carga tributária, uma infraestrutura capenga, encargos trabalhistas absurdos, burocracia asfixiante, e muito, muito protecionismo comercial. Em todas as cenas do crime, lá estão as impressões digitais do governo, não do mercado.
Mas o que Saflatle, do PSOL, oferece como solução? Mais estado, mais impostos, menos mercado, menos concorrência capitalista! Gênio…
Muitos reclamam do “Lucro Brasil”, mas o problema é o “Custo Brasil”. As multinacionais não ficam mais gananciosas ao cruzar a linha do Equador. Não é o clima tropical que encarece os produtos. E jamais poderia ser o liberalismo, este que nunca nos deu o ar de sua graça. Só resta uma opção: o excesso de intervenção estatal. Eis o culpado, meritíssimo. Caso encerrado.
PS: Aproveito para comunicar que na semana que vem vou viajar para Miami e ficar uns dias longe do blog. É que não sou rico nem fazendeiro, e por isso não posso me dar ao luxo de comprar os presentes de Natal no Brasil, pagando o triplo por tudo.

Preparem-se: vem aumento de imposto em 2015 se o PT ganhar

Rodrigo Constantino
Uma rápida história: o Brasil ganhou na loteria, que se chama China, e ainda recebeu os fortes ventos a favor com o custo de capital negativo em termos reais nos países desenvolvidos. O governo do PT gastou por conta, endividou-se, fez os bancos públicos emprestarem como se não houvesse amanhã. Sempre usando a desculpa esfarrapada de medida anticíclica, que só tinha uma direção.
O dia do acerto de contas chegou. A economia foi caminhando para a estagflação, sem crescimento e com elevada inflação. Qualquer governo responsável cortaria gastos públicos e tentaria aprovar reformas estruturais. Não o PT. De olho somente nas eleições, o governo sentou o pau na máquina, tentando estimular a demanda. Sacrificou, com isso, o último pilar da herança positiva da era FHC: a responsabilidade fiscal.
Chegamos ao presente. Diante do quadro preocupante, há basicamente duas coisas que o governo pode fazer: finalmente reduzir gastos públicos e vender ativos; ou aumentar os impostos. A terceira alternativa, a de realizar as reformas estruturais, previdenciária, trabalhista e tributária, podem esquecer, pois é sonho de uma noite de verão.
Pergunto: alguém realmente acredita que o PT vai cortar gastos públicos? O discurso de fechar a torneira não se sustenta nem por uma semana! Logo depois o governo já está apelando para novos malabarismos contábeis, injetando mais capital no BNDES, negando a realidade e ridicularizando os “pessimistas” (realistas).
Sobra, portanto, um único caminho, que é aumentar impostos. A prefeitura de São Paulo já foi um balão de ensaio, com o prefeito Fernando Haddad aumentando o IPTU. O próximo passo deverá ser o aumento da alíquota de Imposto de Renda, podendo chegar a 35% para a categoria de maior renda.
O discurso do PT será o velho da esquerda: os ricos terão de pagar um pouco mais para ajudar o país. Falso, claro. Em primeiro lugar, não são os “ricos”, pois no Brasil classe média é vista como “rica” e favelados como “classe média”.
Em segundo lugar, os impostos maiores, supostamente sobre os mais ricos, sempre acabam recaindo sobre a classe média, já escalpelada pela fome insaciável do governo, que nada entrega em troca. A classe média precisa trabalhar para bancar as esmolas estatais para pobres (Bolsa Família) e ricos (BNDES). É espremida entre ambas pela mão visível do governo, e ainda tem que conviver com o ódio da “intelectual” Marilena Chauí, ícone da esquerda.
Outras possibilidades que o PT, sem dúvida, deve estar estudando são aumentar o imposto sobre herança (efeito concreto nulo ou negativo, mas simbólico para a esquerda invejosa) ou criar imposto sobre dividendos (dupla taxação, que afetaria todos aqueles que recebem na Pessoa Jurídica por lucro presumido).
Podem estar certos de uma coisa: votar no PT em 2014 é escolher aumento de impostos para 2015. Impostos estes que já chegam a quase 40% de tudo que é produzido pelo setor privado. É isso que queremos para o Brasil? Ou será que está na hora de escolher um caminho com menos gastos públicos e mais liberdade para os indivíduos? Você decide.

Bono: esquerda caviar ou neoliberal?- Rodrigo Constantino

Não tive como deixar “Bono Vox” de fora dos ícones de Esquerda Caviar. O famoso líder do U2, afinal, tornou-se mundialmente associado às causas nobres lideradas por governos ocidentais, como o combate à fome na África. Já elogiou até o ex-presidente Lula, mostrando uma foto sua em show no Brasil, recebendo vaias em troca.
Assim comecei o capítulo sobre ele:
Paul David Hewson é seu nome, mas pode chamá-lo de Bono (o bom). Ele merece! Afinal, quando pensamos nas pobres crianças africanas, automaticamente vem à mente sua imagem descolada, com óculos escuros da Prada, lutando por mais justiça na região. Bono, o salvador dos africanos!
O líder do U2 é um dos mais ativos defensores da tese de que os governos ricos ocidentais devem ajudar a combater a miséria africana. O único problema disso, como já vimos, é que tal “ajuda” acaba perpetuando a situação nesses locais, criando dependência ou ajudando a financiar as elites organizadas no poder, não raro ditaduras corruptas e violentas. Intenções valem mais do que resultados?
A estratégia usada por Bono é aquela conhecida da esquerda caviar: incutir culpa nas pessoas (ele mesmo diz reconhecer a sua). Seu discurso faz qualquer um com uma vida minimamente decente se sentir responsável pela pobreza africana.
Com essa tática, conseguiu convencer autoridades a perdoar dívidas desses países miseráveis, inclusive autoridades de países pobres como o Brasil. A presidente Dilma, tal como Lula fizera, perdoou quase um bilhão de dólares de dívidas africanas, beneficiando ditadores nababos e mostrando como fazer caridade com o chapéu alheio é fácil (e o Brasil nem precisa de recursos, pois, como sabemos, não tem pobreza). Resta explicar ao cantor e à presidente Dilma que, agindo assim, as nações mais ricas perdem o interesse em emprestar mais dinheiro a esses países pobres.
Assim que soube de uma nova biografia crítica a ele (sim, isso é a coisa mais normal do mundo fora do Brasil, onde apenas “biografias” autorizadas são oficialmente permitidas), resolvi comprar e ler. Trata-se de The Frontman: Bono (In the Name of Power), do ativista irlandês Harry Browne (não confundir com o libertário que foi candidato a presidente nos Estados Unidos e autor de “Por que o governo não funciona”).
A simbiose do músico com o poder é bem retratada, assim como sua hipocrisia ao se colocar como grande humanitário, enquanto vive entre os ricos e poderosos. Só tem uma diferença: o autor considera Bono um “neoliberal”, que peca por ser pouco esquerdista na prática!
Para o autor, a filantropia oculta uma agenda do capitalismo “neoliberal”, que seria nefasto e responsável pelas mazelas que assolam o mundo. Descobrimos que até a Rússia vai mal das pernas por culpa do “neoliberalismo” pregado por Bono e seu mentor de economia, Jeffrey Sachs.
O líder do U2 seria ganancioso, um especulador voraz e preocupado em pagar menos impostos. Para Browne, são pecados mortais! Ou seja, enquanto condeno a hipocrisia de Bono por posar de humanitário em vez de assumir abertamente as grandes vantagens do capitalismo calcado no lucro, Browne condena a mesma hipocrisia, mas porque Bono não defende de verdade os mais pobres (segundo o autor, isso só seria possível rejeitando o capitalismo “neoliberal”).
Por essa peculiaridade, foi um livro curioso de se ler. Concordava com o autor em vários aspectos, quando ele apontava as contradições de Bono, mas pelos motivos opostos. Bono não defendeu suficientemente o IRA, e isso, para o autor, é negativo. Bono acabou atuando na defesa dos transgênicos para aumentar a produtividade da agricultura africana, e isso, para o autor, é indefensável. Bono e sua banda migraram para a Holanda quando a Irlanda aumentou impostos, e isso, para o autor, foi absurdo (não a contradição com o discurso sensacionalista em si, que Browne aplaude).
E por aí vai. Descobrimos que Bono foi sempre próximo demais do poder ocidental, seja de Clinton, Bush, Tony Blair ou Obama, e que isso fez dele apenas massa de manobra para os interesses das grandes corporações que desejam explorar a África numa espécie de neocolonialismo. Sim, esse seria o “neoliberalismo”. Obama, o grande instrumento da colonização neoliberal? Risos.
O maior ponto de concordância entre mim e o autor diz respeito ao uso dos pobres do Terceiro Mundo como mascotes por essas celebridades. É para o velho regozijo pessoal, o “feel good sensation”, a visão entorpecente de que esses artistas, influenciando os políticos mais poderosos do mundo e os bilionários como Bill Gates, poderão “salvar o mundo”. Vão dormir certos de que jamais pisaram sobre a Terra seres tão bondosos e ungidos.
A grande diferença é que condeno essa postura por ela afastar a solução liberal dos mais pobres, enquanto o autor acredita que ela fomenta o “neoliberalismo”, que julga responsável pela desgraça desses povos. No meu livro, até reconheci esse lado em Bono, o do discurso mais capitalista tão condenado pelo autor, mas concluí que era um lapso de bom senso:
Apesar disso, conseguiria me surpreender com um lapso de bom senso. Na verdade, ele próprio ficaria surpreso. Em um discurso na Goergetown University, Bono simplesmente defendeu ocapitalismo como melhor forma para redução da miséria. Disse, após simular espanto por um roqueiro dizer tais coisas: “A ajuda é apenas um tapa-buraco. O comércio e o capitalismo empresarial tiram muito mais pessoas da pobreza do que as ajudas, é claro, já sabemos disso”.
Sabemos mesmo? Bom, eu sei, assim como boa parte dos leitores desse livro. Mas o público-alvo do cantor não sabe, e, como vimos, nem ele mesmo sabia. Seria fantástico se Bono usasse sua fama para divulgar os valores de livre comércio em vez de perdão das dívidas africanas. Eu até poderia tirá-lo da lista de ícones da esquerda caviar.
Contudo, foi apenas um “escorregão” mesmo. Logo depois, o megapopstar voltaria a seu normal, ou seja, um típico membro da elite culpada em busca de aplausos fáceis e da imagem de bom moço. Juntou-se ao chefe do chefe do mensalão, o ex-presidente Lula, considerado por ele um “tesouro internacional”, para propor esmolas assistencialistas planetárias. 
Ao que parece, o cantor pop, como humanitário engajado na política, não consegue agradar nem gregos, nem troianos. Nem liberais, nem esquerdistas radicais. O jeito é ignorar o Bono politizado e curtir apenas o músico mesmo. I still haven’t found what I’m looking for…

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