segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

“Dirija com cuidado. Não faça do seu carro uma alma.” (Mim)

“Tive muitos amores na vida, inúmeras alegrias e alguns chifres.” (Climério)

“No meu velório não quero ver mulheres se atirando sobre o meu corpo. Se quiserem que se atirem agora.” (Climério)

“Na vida beijei lindas e feias, sempre fui fácil; era só esticar o beiço na minha direção que eu me fazia presente.” (Climério)

“Minha avó era quase santa. Ela não latia e não mordia.” (Bilu Cão)

HUMANO

Estão lá
O céu
O sol
O horizonte sem fim
Mas por que meus olhos
Só visualizam os urubus?


“Terceira idade não seria o tempo que vive depois da morte?” (Pócrates)

"A noite sempre será uma criança para quem dorme até ao meio-dia.” (Mim)

Jesus está com Roberto Carlos e outros. Nada de biografia não autorizada. Vai que algum podre aparece?

DESABAFO DE LÚCIFER

“Ai, ai. A vida de diabo não está nada fácil. Melhor ser pastor evangélico na terra. Aqui um calor dos infernos, comendo mal e ainda por cima baixa remuneração, pois Deus não paga nada. Lá na terra é só conversa mole, alguns milagrinhos suspeitos, dinheiro, sexo, ar-condicionado e casa na praia.” (Lúcifer)

“Eu criei as abelhas, mas quem pôs o ferrão na bunda delas foi o diabo.” (Deus)

“Sabe Pedro, às vezes me pergunto como Adão pode ser tão besta de trocar a perereca da Eva por uma maçã. Vá gostar de maçã assim no inferno!” (Deus)

“É preciso ter cuidado. Salame quando é de graça tem bicho.” (Josefina Prestes)

“Beijei tantos padres que ainda não consegui livrar minha língua do gosto de hóstia.” (Josefina Prestes)

SUS: o problema é de gestão, por Rodrigo Constantino


Os problemas de acesso e cuidados especializados no SUS têm mais a ver com desorganização e ineficiência do que com falta de dinheiro.
Essa é uma das conclusões do Banco Mundial em relatório obtido com exclusividade pelaFolha que analisa 20 anos do SUS e traça seus desafios.
“Diversas experiências têm demonstrado que o aumento de recursos investidos na saúde, sem que se observe a racionalização de seu uso, pode não gerar impacto significativo na saúde da população”, diz Magnus Lindelow, líder de desenvolvimento humano do banco no Brasil.
Um exemplo citado no relatório é a baixa eficiência da rede hospitalar. Estudos mostram que os hospitais poderiam ter uma produção três vezes superior à atual, com o mesmo nível de insumos.
Antes de os esquerdistas pregaram mais e mais recursos públicos como panaceia para todos os nossos males, seria bom cobrarem do governo fazer mais com menos.
Muitos pensam que vamos resolver nossos problemas de saúde e educação com mais impostos. Mas já pagamos muitos impostos, bem acima da média dos países emergentes, e temos péssimos serviços prestados.
Faz sentido demandar mais verbas antes de sanar essas graves imperfeições na gestão pública? Claro que não. Por isso mesmo, nessa etapa ao menos, tanto os social-democratas como os liberais deveriam estar juntos na pressão por melhoria dos serviços públicos sem incremento no orçamento.
É loucura pedir ainda mais recursos públicos antes de mostrar eficiência com a montanha de recursos já arrecadados. Só fatores ideológicos ou muito amor pelos altos impostos (estatolatria) justificam uma postura dessas. Fazer mais com menos, eis o imperativo do momento.

“Algumas pessoas são tão interessantes que temos vontade de parar o tempo quando estamos em tão agradável companhia. Porém a grande maioria nos fazem calçar tênis para corrida.” (Eriatlov)

“Não entendo nada de masturbação. Este é um assunto para os símios.” (Bilu Cão)

“A vida começa aos quarenta. Começa sim, começa a ir embora.” (Mim)

“A ira é a mãe da desgraça.” (Eriatlov)

JORGE OLIVEIRA- CÂMARA DOS DEPUTADOS: UMA CASA (QUASE) PORNOGRÁFICA

Brasília – Um segurança que fazia a ronda nos corredores do prédio depois das sessões da Câmara dos Deputados, abriu um dos gabinetes e, gentilmente, fechou novamente a porta e saiu de fininho:

- Desculpe, senhor deputado.

O nobre parlamentar estava amassando uma jovem no tapete da pequena sala do gabinete. Nem o flagrante deixou o casal constrangido. Nus, agradeceram o vigilante por fechar a porta, e continuaram a saliência…

Não, não, este não foi o deputado que ao se dirigir ao púlpito da Câmara para fazer um discurso seríssimo sobre a crise econômica mundial deixou cair no meio do caminho uma calcinha com babados branco. Nem aquele flagrado no gabinete da liderança de um partido fazendo sexo com a secretária ao ar livre, numa área do jardim de inverno, enquanto seus pares, na sala ao lado, discutiam o destino do país.

Na Câmara dos Deputados, por onde passam milhares de pessoas diariamente, acontece de tudo. De tudo mesmo. Por lá transitam cafetinas e cafetões, agiotas, lobistas, prostitutas de luxo atrás de futuras pensões alimentícias, empresários, corruptos e até mesmo traficantes de droga. Isso mesmo, traficantes! O jornalista Domingos Meireles, que há pouco tempo fazia o programa Linha Direta da TV Globo, me confidenciou que certa vez a emissora impediu a exibição de um Globo Repórter, de sua autoria, por denunciar o tráfico dentro dos corredores da Câmara. Roberto Marinho, na época, achou pesado o programa e temia pelas críticas ao parlamento já debilitado se o programa fosse ao ar.

Pois, não é de se estranhar o que aconteceu na última quinta-feira no plenário da Câmara, quando dezenas de crianças ocupavam a galeria para assistir a uma sessão educativa, ciceroneadas por funcionários da Casa que explicavam como funciona o parlamento e quais as suas funções num regime democrático. A meninada ouvia as orientações educativas, quando foi atraída por um bate-boca entre o ex-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, (PT-SP), líder do governo, e o deputado Sebastião Bala Rocha (Solidariedade-AP):

- Só tenho a dizer uma coisa a Vossa Excelência: graças à minha formação, nunca fui algemado na minha vida – cutucou o deputado petista.

Bota, que já foi algemado por gatunagem em 2004 numa dessas operações da Polícia Federal, não gostou da provocação e retrucou:

- Eu fui injustiçado, seu porra, seu filho da puta, eu fui injustiçado!

O bate-boca e os insultos entre os dois nobres e engravatados senhores se prolongaram por alguns minutos. A educadora ainda tentou disfarçar a cena com um sorriso amarelo, mas as crianças não entendiam muito bem por que as vossas excelências tratavam-se de “filhos da puta”. As cenas de pugilato só não aconteceram porque um segurança ficou entre os dois exaltados cavalheiros. Nas próximas visitas, recomenda-se proibir as sessões para menores de 18 anos ou ensinar as crianças as lições de moral e cívica com o plenário vazio.

De tudo isso, porém, fica uma advertência: na democracia, é preferível um bordel escancarado a um convento sitiado.

Brasileiros se dividem entre mais ou menos estado, mas na política todos pedem mais estado!

Nova pesquisa divulgada pela Folha mostra um Brasil dividido entre os que pedem mais ou menos estado:
Para 47%, quanto mais benefícios receber do governo, melhor. Para outros 47%, quanto menos a pessoa depender do governo, melhor.
No Nordeste, a região mais pobre do país, e entre pessoas que recebem até dois salários mínimos, estrato mais baixo de renda, a preferência pela ajuda do governo atinge 53%.
Outra questão que divide bastante a população tem a ver com a elevada carga tributária do país e a qualidade dos serviços que o governo oferece. Para 49%, seria preferível pagar menos tributos e contratar serviços particulares de saúde e educação.
É o que pensam 60% das pessoas que ganham mais de dez salários mínimos. A formulação alternativa, pagar mais impostos e ter saúde e educação gratuitas, é preferida por 43% da população.
O Datafolha faz pesquisas sobre as preferências ideológicas da população desde setembro de 2012, mas esta foi a primeira vez em que os assuntos econômicos foram incorporados ao questionário. Foram realizadas 4.557 entrevistas em 194 municípios, nos dias 28 e 29 de novembro.
Os resultados mostram que o brasileiro médio preza valores comportamentais de direita, mas manifesta acentuadas tendências de esquerda no campo econômico.
Em todo o país, 41% identificam-se mais com ideias de esquerda ou centro-esquerda. Outros 39% são mais simpáticos aos valores de direita ou centro-direita.
A pesquisa deixa evidente a simpatia que os brasileiros têm pela ação do Estado. Quase 70% acham que o governo deveria ser o principal responsável pelo crescimento econômico do país, e não as empresas privadas.
Além disso, 58% entendem que as instituições governamentais precisam atuar com força na economia para evitar abusos das empresas.
Ainda é um retrato de um país com muita fé no “deus” estado, sem dúvida. Mas isso nós sempre soubemos. O histórico do Brasil e sua cultura patrimonialista sempre favoreceram aqueles que pregam mais estado e atacam a iniciativa privada.
O que chama a atenção, portanto, é a expressiva parcela que não compactua mais com essa receita. Metade dos entrevistados gostariam de menos impostos e menos interferência estatal. Não é uma parcela nada desprezível.
Entretanto, não é o que vemos na via política. Quando saímos do povo para os políticos, há uma perda de elo representativo. Afinal, todos os partidos defendem mais estado, mais intervenção.
Não temos, no Brasil, um partido abertamente liberal na economia e conservador no comportamento, o que soa muito estranho, pois, segundo essa pesquisa, teria ampla aceitação popular.
Um partido que fosse a favor de mais liberdade econômica, menos impostos, e proibição das drogas e do aborto aparentemente canalizaria o apoio de boa parte da população. Mas onde está esse partido?
Não resta dúvida de que existe uma demanda reprimida grande no jogo político nacional. Para mim, há claro espaço tanto para um partido mais liberal mesmo, na economia e no comportamento, como um conservador, liberal na economia, mas não no comportamento.
Rodrigo Constantino

‘O fator Copa’, por Dora Kramer

Publicado no Estadão deste domingo
DORA KRAMER
A indagação é recorrente: o desempenho do Brasil na Copa do Mundo pode influenciar o resultado das eleições?
Tendo em vista os últimos cinco pleitos, a resposta é negativa, mas a pergunta continua a ser feita porque desde 1994 o Mundial coincide com o ano eleitoral e muitas análises insistem em conectar um fato ao outro.
A realidade, porém, não autoriza o vínculo. Com uma única exceção, candidatos oficiais ganharam a eleição em anos em que o Brasil foi eliminado e perderam três meses depois de o país ser campeão.
Só em 1994 o presidente elegeu o sucessor três meses depois da vitória na Copa nos Estados Unidos. Ganhou Fernando Henrique Cardoso, candidato do então presidente Itamar Franco. Ainda assim, o resultado se deveu ao Plano Real, e não ao futebol.
Indo adiante, chegamos a 1998, quando Fernando Henrique ganhou a reeleição e o Brasil deu aquele famoso vexame na França. Quatro anos depois, na Ásia (Japão e Coreia) saímos vencedores; o governo, no entanto, viu seu candidato ser derrotado pelo PT, há anos na oposição.
Em 2006, perdemos a Copa na Alemanha em junho. Em outubro, o então presidente Luiz Inácio da Silva foi reeleito. Isso em pleno escândalo do mensalão.
A escrita se repetiu em 2010: o Brasil não conquistou o campeonato na África do Sul e a candidata de Lula, Dilma Rousseff, ganhou a eleição.
Ou seja, estatisticamente comprovado que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O entusiasmo ou a decepção com o desempenho no futebol não se transfere para a escolha eleitoral.
Assim tem sido, mas assim pode não ser em 2014. A Copa é no Brasil, que terá muitas responsabilidades além de buscar a vitória na final. Vai precisar ganhar o jogo também fora do campo.
Se correr tudo bem, a infraestrutura funcionar e for um sucesso de crítica e bilheteria, evidentemente os méritos serão creditados ao governo. Com justiça. Mas, se não for tudo nos conformes, se a Copa transcorrer na base dos “disformes”, a conta será cobrada no guichê do Palácio do Planalto.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, diante dos atrasos em obras e do acidente ocorrido no Itaquerão previsto para ser inaugurado em abril, quatro meses depois da data combinada, entregou literalmente aos céus: “Não temos plano B. O que a Fifa pode fazer é pedir a Deus, a Alá, a quem quer que seja para que não haja mais acidentes envolvendo a Copa do Mundo”.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, fez metáfora: “As noivas chegam atrasadas e nunca vi um casamento não acontecer por causa disso”. É fato, mas não assegura o sucesso do matrimônio.
Integrante do Comitê Organizador Local, o ex-jogador Ronaldo embarcou na canoa do improviso: “O gringo, em geral, não conhece o nosso jeitinho brasileiro de ser e fazer as coisas no último momento e começar uma correria, mas a gente tem garantia de que todos os estádios estarão prontos para a Copa”.
Fossem apenas os estádios até que estaria tudo bem, serão entregues, não há dúvida. Mas, e o resto? Os aeroportos, os transportes públicos, os táxis, a hospedagem, a dita mobilidade urbana, as estradas, os serviços, as comunicações, a segurança?
Isso sem falar nos superfaturamentos em obras e no questionamento sobre o “legado” do qual está prometido que o país poderá se valer. É preciso bem mais que “jeitinho brasileiro” para, senão resolver, ao menos equacionar essas questões a fim de não pôr a perder a oportunidade.
A “correria” citada por Ronaldo não é peculiaridade cultural a ser celebrada. É sinal de descaso e incompetência. Afinal de contas, desde o anúncio de que o Brasil seria sede do Mundial até hoje lá se vão cinco anos.
É o tipo do atraso que pode estragar a cerimônia de um casamento.

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