terça-feira, 10 de dezembro de 2013

“Estou mesmo ficando velho. Não suporto mais o calor que faz aqui.” (Satanás)

“Domingo todo mundo nos templos e igrejas.. Um mundaréu de gente reza para o ‘outro’. E eu só tomando pancada. Como não ficar deprimido?” (Satanás)

“Crescei e multiplicai-vos. Caso contrário de onde virão os pagadores de dízimos?” (Mim)

“Com tantos santos profetas trabalhando aqui em nosso mundo, sobrará lugar no tal paraíso para simples mortais como nós?” (Mim)

“Minha caixa de certezas está vazia. Em compensação meu baú de dúvidas está cheio.” (Filosofeno)

“Deus é o Papai Noel dos crentes.”(Mim)

“É uma grande utopia querer que a massa seja esclarecida quando ela prefere o domínio.” (Verrine)

“Antigamente os religiosos faziam voto de pobreza. Hoje os procuradores de Cristo possuem fazendas, mansões e um sem fim de bens. Faz-se necessário acordar os patrocinadores.” (Filosofeno)

ÁGUAS DE JUNHO

Desarmados e endividados, por Alexandre Garcia

Nunca antes na História deste país o brasileiro esteve tão endividado. Só para os bancos, os brasileiros estão devendo 1 trilhão e 215 bilhões de reais. Isso no mês das compras de Natal e no mês do 13º salário. Aliás, a soma das dívidas com os bancos é oito vezes o montante que os brasileiros vão receber como 13º. São dados do Banco Central. Os juros são altíssimos. O do cheque especial é de 149% ao ano - quer dizer, duas vezes e meia o valor da dívida. Quem tirou mil reais fica devendo 2.500 ao fim de um ano.

A dívida do crédito rotativo pelo cartão, segundo o Banco Central, tem o astronômico juro de 194% ao ano. Ou seja, ao fim de um ano, a dívida quase triplica. Mil reais se convertem em 2.940,00. No empréstimo pessoal, o juro é de 45% ao ano, em média. Tirou mil, devolve 1.450. O financiamento bancário para comprar automóvel é o menos exorbitante: 21,7% ao ano, em média. É para o governo estimular a indústria automobilística, além da redução do IPI. Nos últimos 10 anos, a frota de veículos subiu de 35 milhões para 80 milhões, mas os veículos não têm como circular livremente nem dispõem de área para estacionar. O caos no trânsito desestimula as pessoas a sair de casa.

E o governo estimula as pessoas a se endividar. Quando era presidente, Lula apelava aos brasileiros para que continuassem comprando. O Brasil teve crescimento com base no consumo, mas agora a capacidade de comprar está se esgotando. Os bancos oficiais oferecem crédito. Fazem propaganda como se o crédito fosse uma mercadoria essencial, como se vê na publicidade do Banco do Brasil, do BNDES e da Caixa Econômica. A Caixa chega a fazer propaganda de uma contravenção: o jogo de azar - e estimula as pessoas a contraírem o vício do jogo.

Enquanto isso, o governo finge não ter entendido a mensagem do referendo sobre desarmamento, em que dois em cada três eleitores foi contrário à proibição do comércio de armas. No país sem segurança, as pessoas precisam exercer seu direito de defesa. Nos Estados Unidos, onde toda família tem arma em casa, ninguém invade residência e os homicídios são 15 mil por ano, em 300 milhões de habitantes. Aqui, com as restrições às armas, os bandidos ficam à vontade e há 50 mil homicídios em 200 milhões de habitantes. Querem que sejamos cidadãos desarmados e endividados. Será que assim enfraquecidos seremos mesmo cidadãos ou cordeirinhos?
Alexandre Garcia é jornalista em Brasília e escreve semanalmente em Só Notícias 

Rodrigo Constantino- A destruição da Petrobras em apenas 3 anos de governo Dilma

As ações da Petrobras já caíram 45% em apenas 3 anos, desde o começo da gestão Dilma Rousseff. Essa é uma forma de ver o estrago causado pela péssima gestão e pelo uso político da estatal. Mas há outra forma mais adequada, e que retrata um quadro ainda pior.
É compará-la ao setor de petróleo americano. Afinal, a Petrobras lida com uma commodity internacional. Nada mais justo, portanto, do que avaliar seu desempenho com base em seus pares internacionais. O índice XLE é composto pelas principais empresas americanas do setor de petróleo, todas empresas privadas. Vejam o resultado:
PBR x XLE. Fonte: Bloomberg
PBR x XLE. Fonte: Bloomberg
Em apenas 3 anos, a Petrobras perdeu 70% de valor relativo ao setor! Os petistas, em negação à realidade, acusam o “ataque especulativo” ou besteiras do tipo. Mas o fato é inegável: investidores do mundo todo fugiram das ações da Petrobras, pois compreenderam que a atual gestão destrói valor para os acionistas.
A única coisa que cresce na Petrobras é o endividamento. O investidor que destinou US$ 1 mil de sua poupança às ações da estatal brasileira, teria hoje 70% a menos do que aquele que apostou no XLE, índice de empresas americanas do mesmo setor. Mas, segundo o PT, não deveria ficar triste. Afinal, o petróleo é nosso!

A tradição estatólatra da América Latina, por Rodrigo Constantino

Lendo para um colóquio um capítulo de The Capitalist Revolution in Latin America, de Paul Craig Roberts e Karen LaFollete Araujo, tive aquela sensação de déjà vu. O nosso continente, com raras exceções, é mesmo um caso de eterno retorno ao começo. E lá se encontra sempre o estado inchado.
O capítulo em questão trata daquilo que todos nós já sabemos: a tradição estatizante da América Latina. Só que quantifica e exemplifica, com vários casos e dados, aquilo que tínhamos apenas noção abstrata. A concentração de poder na esfera estatal é a marca registrada da tradição ibérica.
O mercado existente nas colônias espanholas e portuguesas era de cargos públicos, não de bens e serviços. Um sistema que incentivava a competição por cargos oficiais, mas impedia o empreendedorismo, não tinha mesmo como fomentar um mercado de capitais e instituições necessárias para uma livre sociedade.
A “House of Trade” (“Casa de Contratación”), também conhecida como “India House”, criada em 1503, detinha o monopólio do comércio nas colônias espanholas, com jurisdição que abrangia da Espanha até o Caribe ou Patagônia. Cada aspecto do comércio era regulado por ela. Nenhum navio zarpava sem sua permissão.
Em contraste ao modelo americano, com o poder disperso entre milhões de comerciantes, a “House of Trade” concentrava todo poder e delegava grande responsabilidade a poucos. Todos olhavam para o governo, portanto, como a fonte de oportunidade econômica.
Os mercados não tinham como funcionar livremente, com seu mecanismo de informação dispersa e “feedback” para os agentes tomadores de decisões. A primazia da política sobre o mercado significava, desde cedo, que os fracassos eram subsidiados e o sucesso penalizado.
Em um ambiente em que o governo era tido como o último detentor das riquezas, a venda de cargos públicos era vista como um meio para gerar receitas. Havia um intenso mercado de postos no governo, com leilões de posições de destaque e tudo. A política era uma atividade privada, ou seja, o patrimonialismo.
O esforço voltado para atividades empreendedoras era desviado para atividades no governo. Todos desejavam um emprego público como caminho para construir a própria fortuna ou gozar de estabilidade. Era difícil ficar rico produzindo algo de valor no mercado, até porque uma legião de burocratas arbitrariamente taxava ou regulava a atividade econômica.
O que os americanos chamariam de corrupção era apenas a forma pela qual o sistema espanhol operava nas colônias latino-americanas. A classe burocrática se entrincheirou e passou a ver a monarquia como sua propriedade. O próprio rei era constantemente roubado por seus subalternos, que concentravam imenso poder discricionário.
Monopólios abundavam, em acordo entre governo e “amigos do rei”, a economia era fechada, colônias não podiam concorrer entre si, e cada mínimo detalhe da produção era controlado pelo estado. Os direitos de propriedade eram, na verdade, privilégios concedidos, não recompensas pelo mérito próprio do trabalho produtivo.
A Igreja Católica participava da classe dominante, e possuía vastas terras. Os latifúndios eram formados com base nas restrições legais e inúmeras regulações que dificultavam a revenda das terras. O uso do solo era bastante controlado pelo estado, e terras eram confiscadas com base em regras ambíguas.
Com esse cenário, as inovações que permitiram a Revolução Industrial na Inglaterra não estavam presentes na Espanha e em suas colônias, pois o clima era hostil aos empreendedores. Até mesmo o preço do pão era regulado pelo estado!
Como resultado, faltavam produtos básicos no mercado. Para revolver tais problemas, a solução era sempre mais interferência do governo. Crises severas e rebeliões eram constantes.
O mercado de trabalho não florescia por restrição do governo, o mercado financeiro era subdesenvolvido e a Igreja Católica atuava como banqueira das elites. O contrabando era comum, e funcionários do governo facilitavam o mercado negro sob propinas, aprovando documentações falsas.
O sistema favorecia os que buscam privilégios, não os produtores eficientes, e drenava talentos, energia e recursos escassos das atividades que poderiam desenvolver a economia. Ou seja, o sistema maximizava a ineficiência e o desperdício.
Resta saber: mudou tanta coisa assim? Ou continuamos um continente que, via de regra, ainda olha para o estado como solução para nossos males, e para a atividade empreendedora econômica com enorme desconfiança, como se fosse coisa de exploradores?
Pesquisa recente da Datafolha mostrou que 70% dos entrevistados acham que cabe ao estado ser a locomotiva do progresso. Não aprenderam nada com a história!

Marilena Chauí e seu adubo filosófico



Fonte: Veja
Paulo Bressane é uma voz destoante na imprensa mineira. Tem a coragem de chamar as coisas pelo nome e colocar todos os pingos nos “is”. Foi o caso em sua última coluna, onde dissecou de forma bem objetiva o engodo que é a “grande filósofa” Marilena Chauí.
Vejam que paulada bem dada:
Filosofia Barata
Me enviaram uma palestra na qual a filósofa Marilena Chauí diz que odeia a classe média: “A classe média é o atraso de vida. A classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. A classe média é a uma abominação política, porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela éumaabominação cognitiva porque ela é ignorante”. Foi patético, mas o que mais me deixou estarrecido foram os aplausos e gritinhos extasiados da plateia. Claro que no auditório não havia membros do proletariado - como ela se autoconsidera - e é ai que mora o perigo. Ali, venerando aquele ódio infundado, estava uma pequena parcela das milhões de mentes sem pensamento próprio, movidas apenas pela inconsciência do acondicionamento repetitivo.
MARILENA CHAUÍ É MARXISTA até os ossos, por isso sabe distorcer a realidade e ampliar seu rebanho neste país onde a ignorância floresce contaminada pela ideologia utilitária. Jamais estudei filosofia, meu conhecimento literário sobre o assunto é limitado, mas não dá para engolir a inutilidade filosófico-demagógica de seus chavões emocionais. Chauí é professora titular de Filosofia Política e de História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Ela pertence à alta burguesia política e diz que “Quando Lula fala, o mundo se ilumina e tudo se esclarece…”. A desonestidade de suas reflexões imbecis é o pensamento do PT. Pobres alunos, pobre Brasil.
O ÚNICO CAMINHO SUSTENTÁVEL para se alcançar o desenvolvimento socioeconômico de um país é o da educação. É através dela que teremos acesso a melhores condições de vida. Está nela o poder transformador de uma nação, a chave para as conquistas sociais. Neste país de fadas e duendes, Marilena Chauí costuma proferir palestras estudantis onde é saudada como a mais importante intelectual do país. Ao demonstrar seu ódio pela classe média, a “mais importante intelectual do país” revela a ética amoral de seus pensamentos. Quanto à classe média, como seria impossível nivelar o país no patamar dos mais ricos, há de se pensar que a “mestra” acredita mesmo é na igualdade da miséria. Seu adubo filosófico.
Que existam néscios tidos como gênios por aí tudo bem, faz parte. O que revolta mesmo é o fato de sermos obrigados a pagar os altos salários de “intelectuais” dessa estirpe, que representam o atraso ideológico de nosso país, insistindo nesse imenso equívoco chamado socialismo. Até quando?

“Muitas decepções criam calos no coração.” (Limão)

“Um dia seremos todos esquecidos. Alguém duvida disso?” (Filosofeno)

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião quantas vezes eu quisesse. “ (Nietzsche)

“Pênis. Que seja eterno enquanto duro.” (Eulália)

“Fiz uma reflexão sobre minha vida e concluí que ela nada mais foi que um tirar e colocar calcinhas.” (Eulália)

“Dizem que somos todos filhos de Deus. Mas então por que a mesada de alguns é maior?” (Pócrates)

“Depois de morto eu não quero receber flores.” (Mim)

“Não gosto de quem apedreja mulheres. E também não gosto de gente que apoia tais criminosos.” (Mim)

“No meu velório que façam um bailão. Mulheres poderão dançar peladas desde que as calcinhas sejam jogadas no caixão.” (Climério)

“A vantagem de se ter muitos defeitos é ninguém defender a nossa canonização.” (Josefina Prestes)

“Conheço um sujeito tão pra baixo que sem demora ele pisa na própria bunda.” (Mim)

“Existem algumas vantagens de se morar num iglu. Uma delas é que nunca faltará gelo para o uísque.”(Climério)

“Devemos perdoar os gabolas. Nem todos possuem espelhos em suas casas.” (Mim)

“Com todo esse enorme litoral tínhamos logo que pegar uma Lula estragada? Putz!” (Mim)

"Pré-campanha"?, por Maria Helena RR de Sousa*

Você chamaria este período que atravessamos de pré-campanha? Pois eu, não. Posso até chamar de parte amena da campanha já que ainda estamos livres do pior: o programa eleitoral diário. Mas pré-campanha é que não é.

Toda a preocupação do Governo Federal é com 2014. Só se fala nisso. Dona Dilma viaja como nunca e sempre para alguma solenidade que exija umas palavrinhas dela, de preferência com a imprensa local ou em palanque previamente combinado.

Pode ser em dilmês mesmo, o brasileiro é muito bom de ouvido e aprende línguas rapidamente. Já está bilíngue.

Mas como ela é a Chefe da Nação e faz parte de suas funções cuidar do Brasil todo, não vejo mal que ela visite o maior número possível de municípios. Só não queiram me convencer que isso não é campanha para a reeleição!

Ou que é necessário que ela saia da capital em voo no avião da presidência para ir a São Paulo trocar ideias com Lula ou para aplaudi-lo no momento em que ele recebe mais um capelo. O custo dessas viagens não é baixo e elas são absolutamente desnecessárias ao país.

Ainda assim não é o mais grave. Grave é a calma com que o Governo Federal nos trata a nós cidadãos-contribuintes que, por uma lei muito da esquisita, somos obrigados a exercer um direito, votar.

Lembram quando dona Dilma disse que era muito importante "respeitar a votação recebida quando se está no exercício do cargo"? Na mesma ocasião ela foi sincera e disse que na campanha podia ser diferente, "podia se fazer o diabo na hora da eleição".

Muito bem pensado de sua parte. Só que dois ministros de áreas problemáticas já estão cotados para membros de seu staff de campanha: os da Educação e da Justiça!

Não são somente esses dois. Outros já se movimentam como candidatos e tratam de cuidar bem de suas bases, afinal eleição se ganha assim, agradando e cuidando do seu povo, não é? Isso de ficar em Brasília a cuidar do Brasil é para quem não quer mais nada, a não ser um ministério na Esplanada.

Da entrega de retroescavadeiras a caminhões basculantes a casas, vale tudo para estar bem na foto diante do eleitor. O Mais Médicos, essa mina de votos que o PT em boa hora desencavou, é uma festa.

Até o ministro do Turismo não deixou de acolher 36 médicos cubanos que chegaram para trabalhar no interior do Maranhão. Recepção que ele fez questão de comunicar pelo Twitter, vá que algum eleitor não tenha ouvido falar no evento?

Nada mais justo, ele é candidato à reeleição como deputado. Depois, tratar de cubanos é servir ao ministério do Turismo, não é não?

Mas o campeão dessa inusitada pré-campanha é o ministro da Saúde. Sua pasta, talvez a mais crítica do Brasil, não é impedimento para muitas viagens a São Paulo, onde ele precisa, urgentemente, se tornar conhecido. 

Seu padrinho é poderoso mas, como nós ali nascidos sabemos, paulista não é o mesmo que paulistano, é danado de implicante e quando cisma...

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Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa* - É, antes de mais nada, uma pessoa maravilhosa. Colabora para diversos sites e blogs com seus artigos sobre todos os temas e conhecimentos de Arte, Cultura e História. Ainda por cima é filha do grande Adoniran Barbosa. Escreve semanalmente para o site Brickmann & Associados 

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NÃO DEIXE DE CONHECER O BLOG DE MARIA HELENA - SOBRE ISSO E AQUILO: mariahelenarrdesousa.blogspot.com.br

O cadáver de Celso Daniel volta a incomodar Gilberto Carvalho



Carvalho: ele repudia a acusação e diz que processará Tuma Jr.
Carvalho: ele repudia a acusação e diz que processará Tuma Jr.
O ministro Gilberto Carvalho diz que vai processar o delegado Romeu Tuma Junior. Isso e lá com ele. Em entrevista à VEJA, Tuma Júnior o acusa de ter confessado a existência, sim, de um propinoduto em Santo André — nota: Carvalho era o braço-direito do prefeito. Mais do que isso. O agora ministro teria dito ao delegado que ele, pessoalmente, levava a dinheirama para José Dirceu.
Não é a primeira vez que o nome do petista graúdo aparece na história. O oftalmologista João Francisco Daniel, um dos irmãos de Celso, diz que Carvalho lhe fez, sim, a confissão. E nos mesmos termos.  Marcos Valério também afirmou à polícia que foi convidado a dar um cala-boca, com grana, em pessoas que chantageavam Carvalho e Lula, ameaçando contar o que sabiam sobre a morte do prefeito. Segundo disse, não aceitou a tarefa. Acho que é mais uma questão a ser investigada. Já escrevi sobre o estranho comportamento dos petistas quando Celso foi assassinado.
Recuperem o noticiário de janeiro de 2002, por ocasião da morte do prefeito. Antes que qualquer pessoa aventasse publicamente a possibilidade de que o PT pudesse ter tido algum envolvimento, os petistas botaram a boca no trombone e saíram acusando a suposta tentativa de incriminar o partido, exigindo, em tom enérgico, que a polícia fizesse alguma coisa. Montou-se uma verdadeira operação de guerra para controlar o noticiário. No arquivo do blog, vocês encontram alguns textos a respeito. Celso foi o primeiro de uma impressionante série de outo cadáveres.
O prefeito morto era já o coordenador do programa de governo do então pré-candidato do PT à Presidência, Lula. O partido seria o primeiro a ter motivos para desconfiar de alguma motivação política para o sequestro e imediato assassinato. Deu-se, no entanto, o contrário: o partido praticamente exigia que a polícia declarasse que tudo não havia passado de crime comum.
Celso Daniel com Lula pouco antes de ser assassinado
Celso Daniel com Lula pouco antes de ser assassinado
O último morto, por causa desconhecida (!), foi o legista Carlos Delmonte Printes, que assegurou que Celso fora barbaramente torturado antes de ser assassinado. Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do PT que acompanhou o caso em nome do partido e teve acesso ao cadáver, assegurou à família do prefeito, no entanto, que não havia sinais de tortura. O fato é conhecido porque foi denunciado pelos familiares do morto.
Carvalho movimentou-se freneticamente logo depois da morte do “amigo” para que prevalecesse a versão do partido: crime comum. O esforço deixou um rastro de conversas gravadas que vieram a público. Tudo muito impressionante. Leiam, por exemplo, este diálogo em que Sérgio Sombra, acusado de ser um dos assassinos de Celso, entra em pânico e pede para falar com Carvalho. Alguém garante que está sendo montado “um esquema”. Sombra, no diálogo abaixo, é o “personagem A”.
A – Ô Dias!
B – Oi chefe!
A – Onde é que você está cara?
B – Tô na avenida (…). Eu tô saindo, to indo praí.
A – (…) Fala prá ligá nesse instante (…) Pará de fazer o que está fazendo.
B – Peraí, Peraí, Perai. Ei! Oi! Escuta o (…) Já está aí onde está todo mundo (…) Alô!
A – Ô meu irmão!
B – Cara cê está no sétimo?
A – Ô meu! O cara da Rede TV está me escrachando, meu chapa! Tá falando que… Tá falando que é tudo mentira, que o carro tá pegando, que não destrava a porta, que sou o principal suspeito.
B – Ô cara! Deixa eu te falar. O que hoje tá pegando contra você é esse negócio do carro. Nós temos que fazer é armar um esquema aí: “porque as empresas de (…) junto com a Mitsubishi, por razões óbvias de mercado, se juntaram para dizer que você está mentindo, que o câmbio está funcionando”…Entendeu? Então é o seguinte…
A – Peraí. Perai, péra um pouquinho.
B – (…) Pô! Pegá o que Porra?
A – Chama o Gilberto aí! Chama o Gilberto! Tem que armar alguma coisa!
B – Calma!
A- Eu tô calmo. Quero é que as coisas sejam resolvidas.
Outro diálogo: “Puta! Tá dez!”
Há outro diálogo bastante interessante. Alguém liga para Ivone, tornada pelo partido a “viúva oficial” de Celso — consta que era sua “namorada” à época… E lhe dá nota dez por sua performance como “viúva” numa entrevista. Vocês entenderam direito. Leiam. Ivone é a personagem B.
A – Oi!
B – Oi meu amor. O Xande quer falar com você. Tá bom?
A – Ok.
B – Tchau.
C – Como vai minha querida?
B – Vou assim. Arrastando.
C – Ótima a sua entrevista! Viu?
B – Você gostou Xande?
C – Eu gostei muito mesmo.
B – É importante a sua opinião pra mim porque estou totalmente sem referência. Né?
C – Eu achei muita boa. Entendeu. Tá super. Tem coisas… tá perfeito!
(…)
B – Hoje tem uma coisa. Programa pra ir na Hebe.
A – É. Porque vai a mulher… a viúva do Toninho.
B – Sabe que o Genoino quer. E é uma merda, né? Uma merda!
A – Olha. Se você falar o que falou ai está 10. Puta! Tá 10, não parece estrela, a dor de uma viúva. Tá dez!
Como se nota, a morte do “companheiro” havia se transformado apenas numa questão de marketing e de guerra para ganhar a “mídia”. Com direito a nota pela performance da, sei lá como chamar, “atriz” talvez.
João Francisco: Carvalho lhe teria contado tudo
João Francisco: Carvalho lhe teria contado tudo
Bruno: até irmão de esquerda teve de sumir
Bruno: até irmão de esquerda teve de sumir
RetomoJá lhes contei aqui. Mesmo a ala petista da família Daniel rompeu com o PT. Um dos irmãos, Bruno, teve de se exilar na França com mulher e filhos. Estavam sendo ameaçados de morte no Brasil. Vale a pena, reitero, por curiosidade quase científica, voltar ao noticiário daqueles dias para constatar a frenética movimentação preventiva do partido, certo de que poderia conduzir para onde quisesse a opinião pública. Passada uma semana, quem estava na defensiva era a polícia paulista… Agora, a acusação de Tuma Junior se junta às de João Francisco e Marcos Valério.
Uma coisa é certa: o cadáver de Celso Daniel volta a se agitar no armário.
PS – Por favor, nada de acusações ou ilações além dos fatos nos comentários. O certo é pedir que tudo seja devidamente apurado. E pronto!
Texto publicado originalmente às 3h09
Por Reinaldo Azevedo

Reynaldo-BH: O PT tem a obrigação de assumir que é um partido comunista

REYNALDO ROCHA
Passou da hora de se chamar as coisas pelo nome. De dar nomes aos bois.
Nos últimos dez anos, o PT se disfarçou de partido democrático. Como gato, deixa o rabo de fora. Não é. Nunca foi.
documento que orientará o debate sobre suas posições pragmáticas é a prova inconteste de que é, sim, um partido stalinista.
Hoje, ser stalinista é ─ no mundo civilizado ─ uma pesada acusação. Por aqui, um orgulho para os lulopetistas.
No documento citado (para ler, é preciso tempo e estômago), o objetivo declarado é alcançar o socialismo do século XXI. O mesmo de Chávez, Evo Morales e outros populistas de boutique. Não se sabe o que venha a ser isso. Há UM (somente UM) documento ─ de um pesquisador americano (SIM!, dos USA!) ligado à Fundação Rosa de Luxemburgo ─ apoiando esta aberração.
E mesmo nesse texto ─ insisto, o ÚNICO  ─ o socialismo do século XXI é criticado. Pelos fatos posteriores ao paper.
Agora o PT assume a junção entre partido e governo: É fundamental mostrar como essas mudanças fazem parte de um projeto mais amplo de transformação da sociedade brasileira. Temos de evitar a autocomplacência, a perda de perspectiva crítica e analisar os obstáculos que se colocam à ação governamental e partidária.
Ataca o Judiciário: O sistema judicial, lento, elitista e pouco transparente tem sido igualmente permeado por interesses privados.
E expõe, cristalinamente, o que deseja para o Brasil: o controle absoluto dos meios de produção.
Ou seja, a ideologia comunista ─ a mesma que rege Cuba e Coreia do Norte: A agenda é vasta e complexa e envolve a discussão de formas de propriedade e de organização da economia, inclusive a democratização do espaço fabril e de todos os locais de trabalho. Envolvem, também, a democratização e socialização da política, mudanças radicais na esfera da cultura e no cotidiano, sob a égide da mais ampla liberdade e do respeito dos Direitos Humanos.
Precisa ser mais claro? Além do controle social da mídia, dos investimentos na impressa dita progressista, no aparelhamento do estado, na luta de nós e eles, temos agora a “democratização do espaço fabril e de TODOS os locais de trabalho”.
Sim, todos! Redações, escritórios, empresas privadas, universidades, associações e qualquer outro vetor da economia.
Que nome se pode dar a este delírio? Democracia? Sindicalismo à moda de Fidel? Ou controle da produção ao formato do socialismo bolivariano de Chávez?
Quem ousar criticar o DOCUMENTO OFICIAL nascido do PT será designado como direitista raivoso com receio de comunistas?
Antes, não seria HONESTO (minimamente) que os lulopetistas assumissem a posição ideológica explicitada no documento oficial? Assim poderia ─ sem ser rotulado ─ combater tais ideias bolorentas e do século XIX.
Não tenho (nunca tive) qualquer receio de comunistas. São risíveis e patéticos. Escondem a sujeira debaixo do tapete da história que eles mesmos tentam reescrever.
Mas há outra história: a verdadeira. Fatos, dados e números. Filosofia e sociologia. E até antropologia para explicar estranhas espécimes que se fossilizaram e tentam retornar à vida.
Que tenham coragem de se assumir publicamente, não em documentos oficiais para uso interno.
Eu sou contra o comunismo, assim como sou contra o fascismo.
Basta a mim que os comunistas se assumam como tal.
E saiam da barra da saia do PT bolivariano para a luz do dia.
Que sejam, por um único momento, decentes para assumirem suas próprias escolhas.
Eu assumo as minhas. E entre elas está a rejeição ─ reforçada por este panfleto bolorento ─ ao PT.

COMUNAS & BOLIVARIANOS

Um homem correu pelas ruas de Havana gritando: “Fidel é um canalha!”

Ele foi preso e condenado a 21 anos: um ano por difamação, e vinte anos por vazar segredos de Estado.




Uma comissão de inspeção chegou a um asilo de lunáticos na Venezuela. Para recebê-los, um coro dos pacientes cantou uma música de um filme popular que diz: "Oh, como é bom viver na Venezuela Bolivariana"
A comissão percebeu que um dos homens não cantava
"Por que você não canta?"
"Eu não sou louco, eu sou enfermeiro aqui."



Um homem assustado chegou ao chefe comunista do seu bairro em Cuba:  "Meu papagaio falante desapareceu."
"Este não é o nosso caso. Vá para a polícia criminal."
"Desculpe-me. Claro que eu sei que eu tenho que ir até eles. Estou aqui apenas para dizer oficialmente que não concordo com aquele papagaio."



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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.