sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

JORGE OLIVEIRA- AIRBAG: O VOTO OU A VIDA

Brasília – Mantega apareceu meio abobalhado no Jornal Nacional para tentar explicar o inexplicável: o adiamento da obrigatoriedade dos airbags nos carros fabricados no Brasil. Atendia, constrangido, aos apelos petistas, os office-boys da indústria automobilística, mesmo que a decisão provoque mortes e lesões em milhares de pessoas todos os anos. O adiamento da instalação dos airbags e dos freios ABS nos carros é uma medida tão leviana que pode levar Guido Mantega a responsabilidade criminal pelos acidentes com vítimas.

Sem autonomia no ministério, desgastado pelas previsões fantasiosas, responsável pelo pior PIB (Produto Interno Bruto) do G-20 em 2012, com o ministério envolvido em escândalo de corrupção, Guido Mantega virou marionete, um ministro de papel, descartável e desacreditado no mundo econômico. Ao aparecer na televisão para anunciar a morte de milhares de brasileiros por falta de segurança nos carros, Mantega atendia aos apelos populistas e demagogos de Lula e da Dilma que pretendem manter os preços dos carros a qualquer custo. O ex e a sombra do ex querem com isso manter o poder do partido com a reeleição da presidente em 2014. Troca-se, portanto, uma vida por um voto.

O incentivo a compra de carros a pretexto de manter os empregos na indústria automobilística foi uma política irresponsável do governo petista. Pretendia-se com isso evitar o tsunami da crise na Europa. A ordem era: incentivar o consumo com financiamento barato e a longo prazo para carros e eletrodomésticos com o governo se penalizando com a redução do IPI. Mantinha-se assim o consumo vivo, os empregos e o crescimento industrial. O que se viu depois foi um desastre. Sem planejamento, o país parou. O PIB de 0,5% foi o pior dos últimos dez anos, a inflação  galopa, as obras do PAC estão paralisadas, os juros voltaram a casa dos dois dígitos, a inadimplência das pessoas físicas chega a 1 trilhão de reais e a economia está em frangalhos. Os petistas, de verdade, não sabem planejar nem governar. Preferem o improviso, quando não estão ocupados em depenar os cofres públicos.

De 2002 até hoje os acidentes de trânsito cresceram 64%. Atualmente, morrem ou ficam mutilados nas estradas e nas ruas das cidades mais de 60 mil pessoas. O custo dessa tragédia é muito alto e sai do bolso do contribuinte. São gastos bilhões de reais com a saúde; a maioria dos leitos dos hospitais estão ocupados por vítimas de acidentes de carro e de motos; os hospitais são poucos para atender a tragédia; as cidades estão entupidas de carros; consomem-se mais combustíveis  a um custo altíssimo da produção de petróleo; derrubam-se prédios (até os históricos) para o lucrativo mercado de estacionamentos; e as cidades viraram um verdadeiro quebra-cabeça de viadutos e elevados construídos a preços exorbitantes, porque boa parte da grana vai para a caixinha da corrupção.

Como se pode ver, a irresponsabilidade de Guido Mantega não se restringe apenas ao adiamento de dotar os carros de segurança, a consequência desse ato eleitoreiro é mais grave do que se imagina. O governo do PT, para se manter no poder, negocia até a vida do brasileiro. Beneficia a indústria do carro e esquece de fazer uma política voltada para as pessoas, a quem as cidades deveriam beneficiar com mais transporte público eficiente, áreas de lazer e bem estar social.

Guido Mantega, que não apita mais nada no governo, ainda tem chance de deixar o governo antes do desastre total da economia. Se não fizer isso a tempo, está sujeito depois a disputar vaga de síndico. E perder.

"Mamei muito em tetas diversas,jamais em cargo público."(Climério)

“Algumas atrizes fazem aniversário, mas teimam em não mudar de idade. Conheço uma atriz que há dez anos não sai dos quarenta e nove.” (Eulália)

“Quem tem telhado de vidro que seja amigo do vidraceiro.” (Filosofeno)

“Bolso cheio e vergonha na sola do sapato. Conjuga o verbo roubar sem ficar rubro. É o tipo que recebeu seu voto?” (Filosofeno)

“Minha irmã mais velha é vegetariana. O tempo passa e ela não consegue um marido.” (Leão Bob)

“Minha patroa quer me convencer a ser capado. Não sei se ela percebeu que sou um cão, não um burro.” (Bilu Cão)

“Cuidado com o político que fala muito em beneficiar os menos favorecidos. Normalmente está falando dos próprios familiares.” (Eriatlov)

NO PARAÍSO

“Senhor, demorou, mas aconteceu.”
“Aconteceu o que Pedro?”
“Os anjos.”
“O que tem os anjos, Pedro?”
“Estão reunidos, querem formar um sindicato aqui no céu.”
“Um sindicato?”
“Sabe como é senhor; semana de 40 horas, férias, horas extras, direito de greve, insalubridade e por aí vai.”
“Sem problema, mas somente com uma condição.”
“Qual é senhor?”
“Não aceitarei como presidente nenhum anjo que não tenha todos os dedos. Já vi certos dedos faltantes destruir gerações. Aqui não!”

(Mim)

“Não fosse tão quente eu bem que gostaria de morar no inferno. Lá pelo menos tem vida noturna.” (Deus)

“Pedro, me chame o Adão. Os gastos deste homem com maçãs são inexplicáveis. Não é por nada que Eva só reclama. Adão só que saber de comer maçã. Depois, como fica o multiplicai-vos?” (Deus)

“Eu criei o inferno? Não lembro. Devo estar com Alzheimer...” (Deus)

AUGUSTO NUNES- O Brasil é a Inglaterra na contramão: removeu os alambrados antes de enfrentar a selvageria das torcidas organizadas

Em 1985, a federação de futebol do Reino Unido decidiu que chegara a hora de livrar os estádios dos hooligans, os mais selvagens torcedores do mundo. Por decisão da entidade, os times ingleses foram proibidos de participar de torneios internacionais até 1990. Um a um, os brigões das torcidas organizadas foram identificados, julgados e banidos das arquibancadas. A guerra terminou depois de cinco anos com a vitória dos defensores da lei e da civilização. O triunfo se completou com a remoção dos alambrados de todos os estádios britânicos.
Atormentado por torcidas organizadas que, vistas de perto, são organizações criminosas que se apossaram dos estádios com a conivência dos cartolas, o Brasil tornou-se uma Inglaterra pelo avesso. Embora não exista sequer um esboço de plano para a erradicação das batalhas campais entre torcidas, os dirigentes federais, estaduais e municipais, com o aval das autoridades que cuidam da Copa de 2014, resolveram acabar com os alambrados. O vídeo e as fotos abaixo lembram o que ocorreu em Joinville durante o jogo entre o Vasco e o Atlético.
“O Brasil está muito feliz em receber todos nessa Copa, porque somos um povo alegre e acolhedor”, disse Dilma Rousseff durante o sorteio das chaves da Copa. O palavrório foi desmoralizado pelas cenas apavorantes colhidas no estádio catarinense. São uma amostra do horror que logo fará parte da rotina do futebol brasileiro.
ATLÉTICO PR E VASCO
(Foto: Joka Madruga/Futura Press)
Briga entre torcidas na partida entre Atlético-PR e Vasco
(Foto: Geraldo Bubniak /Fotoarena/Folhapress)
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(Foto: Carlos Moraes/Agencia O Dia/Reuters)
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(Foto: Carlos Moraes/Agencia O Dia/Reuters)
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O lutador de jiu-jitsu identificado como Naíba (de bermuda azul e camiseta) troca socos com um torcedor (Foto: Joka Madruga/Futura Press)
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Na pancadaria com torcedores do Corinthians, em 11 de agosto, os vascaínos Jonathan Fernandes e Philipe Sampaio (em destaque): os dois também foram filmados brigando em Joinville (Foto: Sergio Lima/Folhapress)
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Philipe Sampaio na briga com torcedores do Atlético-PR, em Joinville (Foto: Reprodução)
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Jonathan Fernandes, de camisa branca, pisa em um torcedor do Atlético-PR; à esquerda, o homem identificado como Pierre, líder da torcida Ira Jovem (Foto: Reprodução)
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Leone Mendes da Silva, conhecido como Curirim, mora na Baixada Fluminense e está preso em Joinville (Foto: Giuliano Gomes/Folhapress)
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Torcedores do Vasco e do Atlético Paranaense brigam durante o jogo em Joinville, Santa Catarina. No destaque, Marcelo Souza – (Foto: Heuler Andrey/AFP)
vereador
O ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti foi flagrado durante o show de selvageria em Joinville (Foto: Geraldo Bubniak/FotoArena)

“Não me contem segredos. Meu maior defeito é ter a língua solta.” (Pafúncio)

“Acerto e erro por minhas convicções. Nunca fiz o tipo ‘vaca de presépio’.” (Mim)

“Por muito tempo fui proibido pela minha mãe de sair à noite. Isso aconteceu depois que um senhor foi parar no hospital depois de topar comigo no escuro.” (Assombração.)

“Feio eu sou agora. No passado eu era horrível!” (Assombração)

“Estive ontem num recém inaugurado restaurante para canibais. Pedi uma porção de Bunda Frita de Caçador Europeu. O cheiro é um pouco forte, mas o gosto é bom.” (Leão Bob)

“Enquanto os asnos fazem leis fica difícil para o povo também não comer capim.”(Pócrates)

POR QUE EU RIO?

Por que eu rio? 
 “Rio porque gosto da vida. E só não rio mais por causa de unha encravada, das doze facadas no peito e de um furúnculo que tenho na bunda.” (Chico Melancia)

“Durmo dentro de um caixão para ver se perco o medo da morte. O que tenho conseguido até agora é espantar visitas.” (Climério)

JANER CRISTALDO- O SÉCULO DE NETCHAIEV

Em 1946, Camus publicou em Combat uma série de artigos, sob o título genérico de "Ni victimes ni bourreaux", reflexões que antecipam O Homem Revoltado. Se o século XVII foi o século das matemáticas, argumenta Camus, se o XVIII foi o século das ciências físicas, se o XIX foi o da biologia, o homem contemporâneo vive o século do medo.

"Dir-me-ão que isto não é uma ciência. Mas, primeiramente, a ciência aí está para qualquer coisa, pois seus últimos progressos teóricos a levaram a negar-se a si mesma, dado que seus aperfeiçoamentos práticos ameaçam a terra inteira de destruição. Além disso, se o medo em si mesmo não pode ser considerado como uma ciência, não resta dúvida alguma que seja uma técnica".

Camus morreu em 1960, e quando escreveu estas linhas, o século nem havia chegado à sua metade. Muita água ainda haveria de correr pelas próximas décadas. Vivesse até nossos dias, talvez definisse o século XX como o século do terror. Pois desconheço século em que o terrorismo tenha sido tão prestigiado.

Em meados do século XIX, surgiu na Rússia tzarista um pequeno manifesto intituladoO Catecismo do Revolucionário, escrito na Suíça e assinado por dois revolucionários russos, Serguei Guennadovich Netchaiev e Mikhail Bakunin. Este panfleto tem sido até hoje a cartilha que inspirou todo terrorismo do século seguinte, desde Lênin, Stalin, Yasser Arafat, George Habash, Wadi Haddad, Carlos, o Chacal, Che Guevara, Aloysio Nunes Ferreira, Lamarca, Marighella e Fernando Gabeira, etarras ou OLP. Entre milhares de outros, bem entendido. (Se alguém não lembra mais quem foi Aloysio Nunes Ferreira, eu ainda lembro. Foi ministro da Justiça no governo Fernando Henrique). As estratégias do catecismo influenciaram todo o século passado e foram utilizadas pela Frente de Liberação Nacional na Argélia, pelo Vietcong no Vietnã, e pelos movimentos guerrilheiros latinoamericanos, entre outros.

Netchaiev tinha 22 anos na época da publicação do panfleto. Sem poder matar um tirano, acabou matando um estudante, Maxim Ivanov - suspeito injustamente de ser agente duplo da Ochrana, polícia política tzarista - o que lhe valeu o afastamento de Bakunin, que reprovou sua "repugnante tática". Netchaiev, condenado a 25 anos de prisão, continua conspirando mesmo entre as grades, planejando inclusive o assassinato do tzar. Morre nas masmorras da fortaleza Pedro e Paulo, em São Petersburgo, após doze anos de reclusão. 

A diferença entre Netchaiev e os terroristas do século passado é que Netchaiev morreu na prisão, com a pecha de terrorista. Os assassinos de multidões do século passado passado foram cultuados como deuses. Quando Stalin morreu, muitos não acreditaram, pois um deus não pode morrer. Mao, o assassino maior, foi o Grande Timoneiro, o libertador da China. Pol Pot, genocida menor – apenas dois milhões de cadáveres – foi preso pelo Khmer Vermelho. Não por seus crimes, mas por ter se tornado seu inimigo político. Fidel Castro, genocida medíocre – consta que míseros cem mil mortos – até hoje é reverenciado como libertador de um país que não era pobre e hoje vive à míngua. Che Guevara, assassino de gatilho fácil e responsável pela atual miséria de Cuba, é tido ainda como libertador do continente.

Quanto aos nossos – Marighela, Lamarca, Aloysio e Gabeira – os que morreram são cultuados como mártires e os vivos aí estão, ocupando postos importantes no país.

Mas o coroamento do século só ocorreu na semana passada, com a morte de Mandela. Condenado à prisão por seus crimes, conseguiu passar a imagem de herói na luta contra o racismo na África do Sul. Veja não teve pudores em dar-lhe a capa – com o título “o guerreiro da paz” – mais seis páginas de hosanas, que o saúdam como o “último grande homem do século XX”. Em algo a revista tem razão, é quando fala de último. Pois não sobram mais terroristas do estoque do século passado a serem cultuados.

A imprensa toda – no Brasil e no mundo – esqueceu o terrorista e teceu loas ao homem que oficializou o racismo oficioso da África do Sul, confiscando propriedades de brancos e privilegiando negros na política e na economia.

Ainda há pouco, citei artigo de Daniela Pinheiro: “O desemprego atinge 40% da população, mais que o dobro do registrado há duas décadas. Nas áreas rurais, 60% dos negros não têm ocupação. O número de pessoas que sobrevive com menos de 1 dólar por dia também duplicou nos últimos vinte anos. Um terço da população continua sem saber ler ou escrever. O índice de repetência aflige 70% das crianças negras. Com a maior epidemia de Aids do planeta (5,8 milhões de contaminados) e índices de criminalidade assustadores, a expectativa de vida dos sul-africanos caiu de 63 para 49 anos na última década”.

Mesmo assim, Mandela continua sendo herói. Durante anos estrela da lista de terroristas dos Estados Unidos, seu nome dela foi retirado em 2008, não por acaso o ano da eleição de Obama. Pela primeira vez na história, um presidente dos Estados Unidos – acompanhado por uma centena de dignitários – comparece aos funerais de um terrorista. 

Decididamente, o século passado foi o de Netchaiev.

BOMBA! ESCÂNDALO! ABSURDO!


BOMBA! ESCÂNDALO! ABSURDO! Pela primeira vez na história dos EUA, líder do Partido Democrata ataca a Suprema Corte na presença de Obama, que ouve tudo calado; partidários do presidente defendem criminosos presos e acusam os republicanos de serem financiados pelo tráfico de drogas; presente, Clinton incentiva o disparate

Estão espantados com a notícia? Não leram isso em lugar nenhum senão aqui? Estão chocados com o furo mundial que acabo de dar? Acham que os Estados Unidos, desse jeito, caminham para a lata de lixo da história? Entendem que o presidente Barack Obama é mesmo brasa encoberta? Alguém aí acredita que ele é inocente nessa história, que não sabia o que fariam seus correligionários?
Pois é. Nada disso se deu nos Estados Unidos. Algo assim jamais aconteceria na França. Na Alemanha, obviamente, também não. Ou no Japão. Nem no Chile ou no Uruguai, que é governado por Mujica Bolado, algo semelhante seria possível. O escândalo se deu, mudem-se as personagens, foi no Brasil mesmo. Na pátria de Dilma Bolada.
A presidente participou do congresso do PT. Foi recebida aos gritos de “José Dirceu guerreiro do povo brasileiro”. A rima infame foi repetida para José Genoino e Delúbio Soares. Na presença da chefe de Estado, Rui Falcão, presidente do PT, desceu o sarrafo no Supremo Tribunal Federal. E declarou a superioridade do seu partido, deixando claro que representa a exceção moral do país:“Ninguém pode se arvorar no direito de nos dar lição de ética. Ninguém pode se arvorar no direito de nos ensinar qual o verdadeiro sentido da política. Ninguém pode se arvorar no direito de nos ensinar o que significa justiça social. Mas nós, sim, podemos e devemos dar uma lição permanente, a nós mesmos, de renovação, autocrítica e de avanço”.
Os novos professores de ética: José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino.
Um congresso partidário recebe delegados. Não é gente miúda do partido, não. Havia 700 lá. Em coro, começaram a cantar: “Sou brasileiro e não me engano, a cocaína financia os tucanos”. Referiam-se à apreensão de quase meia tonelada de cocaína no helicóptero da família Perrella. O senador Zezé Perrella (PDT-MG) e seu filho, o deputado Gustavo Perrella (SDD-MG), apoiam a candidatura de Aécio Neves à Presidência. A história é enrolada, confusa, com lances absurdos, sim. Mas o que o PSDB tem a ver com isso? Nada! Mais: a Polícia Federal, cujo chefe é José Eduardo Cardozo, já descartou o envolvimento de pai e filho com o crime.
Um mínimo de decência, um mínimo de decoro, um mínimo de responsabilidade obrigariam os comandantes do encontro a desestimular manifestações dessa natureza. Especialmente porque lá estava a presidente da República. Mas quê… Na sua vez de falar, Lula fez rigorosamente o contrário: alimentou a delinquência.
Pressionado pela turma de Dirceu a defender os mensaleiros, o Apedeuta, inicialmente, afirmou que deixaria para falar sobre o assunto depois do fim do julgamento. Mudou de ideia e voltou a uma tese que já havia esboçado outro dia — a de que a imprensa esconde a notícia do helicóptero com cocaína, o que uma mentira deslavada. Afirmou:“Se for comparar os erros do PT com os erros dos outros partidos políticos… Se for comparar o emprego do Zé Dirceu com a quantidade de cocaína no helicóptero, a gente percebe que pelo menos houve uma desproporcionalidade no assunto”.
E a plateia, claro!, voltou a urrar delinquências.
E tudo se dava ali, na presença de Obama!
Obama assistia ao chefe de seu partido vituperar contra a Suprema Corte.
Obama assistia ao chefe de seu partido a defender criminosos.
Obama via Bill Clinton a sugerir intimidade entre os republicanos e o tráfico.
Obama via, em suma, Bill Clinton a atacar a imprensa.
Nessa toada, os EUA ainda acabam rivalizando com o Brasil. Ainda acabarão sendo governados por Dilma Bolada.

Por Reinaldo Azevedo

CELSO MING - O Estado de S.Paulo- Mancadas

Estranho o diagnóstico do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a economia brasileira avança pouco porque padece de males em duas pernas. No caso, o que deixa o setor produtivo duplamente manco é, para o ministro, o prolongamento da crise financeira global, que derruba as encomendas externas, e a desaceleração do crédito, que reduz o consumo interno.
Há nessa afirmação do ministro certas inconsistências que não se atêm apenas à imagem usada. Um animal pode ter problemas em dois locomotores e isso não impedir seus demais movimentos. Se for uma aranha, por exemplo, duas pernas lesadas corresponderão a apenas 25% de problema. Se for uma centopeia, serão 2%. A economia brasileira não é um bípede, que se abateria se suas duas pernas estivessem fora de combate. A economia tem dezenas de pernas. A questão é que várias delas enfrentam problemas nas articulações: a inflação, os desequilíbrios na administração das contas públicas, a falta de investimentos em infraestrutura...
Quando afirma que o PIB chinfrim se deve ao baixo consumo (prejudicado pelas fracas exportações pelo funcionamento precário do crédito), o ministro contraria as estatísticas que, ainda ontem, apontam para um avanço do consumo muito superior ao do PIB: 4,5% contra apenas 2,2% (veja o Confira). O problema não está no consumo, mas na baixa capacidade de oferta, a ponto de puxar excessivamente pelas importações.
Independentemente disso, apontar apenas dois problemas é de um reducionismo atroz. A crise externa, por exemplo, é menos prejudicial ao Brasil do que as próprias mazelas internas e, a rigor, não pode ser considerada uma perna da economia. Atribuir as dificuldades à crise externa é desviar as atenções de nossos próprios problemas.
É verdade que a crise externa está reduzindo as exportações de mercadorias produzidas no Brasil. Mas aí os problemas são nossos e mais profundos. Tanto são que a crise é a mesma para todas as economias e, no entanto, o desempenho do PIB brasileiro no terceiro trimestre do ano foi o pior no Grupo dos 20 (G-20), como apontou ontem a OCDE.
O setor produtivo brasileiro opera com baixa competitividade, porque enfrenta um custo Brasil excessivo: altíssima carga tributária, infraestrutura ineficiente, uma Justiça lenta e confusa, legislação trabalhista caótica, burocracia exasperante, e por aí vai. Afora isso, o País descuidou dos acordos bilaterais de comércio. Mais de 300 acordos do tipo estão em vigor no mundo, que dão preferência às encomendas da indústria dos países signatários e alijam as do Brasil.
Também quando diz que o consumo está sendo freado pela desaceleração do crédito livre às pessoas físicas, o ministro deixa de levar em conta mancadas mais graves. Os bancos avançam mais devagar no crédito porque a inadimplência (calote) aumentou. E só aumentou porque as famílias estão excessivamente endividadas. Também aí, as causas do mal desempenho da economia não são o desinteresse dos bancos ou alguma trava do sistema financeiro interno, mas os limites físicos, digamos assim, da capacidade de consumo do brasileiro.
A todo momento, as análises esbarram nas questões estruturais de sempre. E o primeiro passo para enfrentá-las é admitir os problemas, coisa que o governo Dilma não faz ou só faz com muita dificuldade.

JORGE OLIVEIRA - NÃO APOSTE UM TOSTÃO NA REELEIÇÃO DA DILMA

Brasília – Os atuais números da Dilma não são garantia de reeleição. O que pesa nos bons índices da presidente ainda são as mais de 13 milhões de famílias que vivem do Bolsa Família. Quando se transforma isso em eleitor – pelo menos três por cada família – têm um peso expressivo favorável a presidente. A análise mais cuidadosa desses estudos derrete o favoritismo da candidata quando constata que quase 60% dos eleitores ainda estão indecisos, o que significa que os candidatos Aécio, Eduardo e a própria Dilma estão dividindo um universo de votos de apenas 40% do eleitorado.

É muito cedo, portanto, para o PT cantar de galo. O Lula, experiente em campanhas políticas, sabe disso muito bem. Para chegar à presidência da república, ele disputou três eleições. Pra chegar lá teve que disputar um segundo turno com José Serra e,  já no cargo,  amargou  nova disputa  com Geraldo Alkmin, até então um desconhecido no Brasil. Ao contrário de FHC que ganhou as duas eleições já no primeiro turno.

Os números que aparecem nas pesquisas de vários institutos são meros instrumentos de amostragem do momento. A Dilma com 40%, Aécio com quase 20% e Eduardo Campos beirando os 10% não refletem o desejo da grande maioria dos eleitores do país. Mesmo assim, pode-se constatar, para desespero dos socialistas, que Marina Silva até o momento não acrescentou um votinho sequer à urna de Campos. Transferência de voto é coisa difícil quando não se tem ainda dinheiro nem estrutura de campanha.

Dilma não ganhou a eleição com atransferência de votos pura e simplesmente. Foi eleita principalmente porque Lula azeitou a máquina do governo, favorecendo-a. Transformou-a em Mãe do PAC quando o dinheiro era distribuído a rodo para prefeitos e governadores, a economia saltava aos olhos do primeiro mundo em crise; o fortalecimento de uma aliança que trouxe, entre outros partidos, o PMDB inteiro para dentro do PT; e a fragilidade do José Serra, um candidato paulista, que age como paulista e fala como paulista. Ou seja: desconhece a linguagem do povão e a necessidade das regiões mais carentes do Brasil, como o Nordeste, por exemplo, onde se concentra até hoje o maior eleitorado do PT.

No momento atual, a presidente não tem que azeitar a máquina para um sucessor. Vai lubrificar a sua própria campanha. Correr atrás para juntar os partidos e tirar deles um bom tempo de televisão para viabilizar a sua campanha, engenharia difícil hoje. Ocorre, entretanto, que a sua inexperiência política em eleições pode levá-la a perder terreno para dois dos seus principais rivais: Aécio, cujo partido, o PSDB, governa São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais; e Eduardo Campos, do PSB, que promete esvaziar o manancial de votos do PT no Nordeste, de onde ele oriunda.

Pesa contra Dilma a sua falta de base política. Nasceu em Minas Gerais e morou a maior parte do tempo no Rio Grande do Sul.Nesses dois estados nunca se elegeu a coisa alguma, portanto não tem intimidade com esse eleitorado. Quis o destino que chegasse à presidência atropelando a escadinha política. Ao contrário dos seus adversários, Dilma não tem o traquejo do político calejado, do abraço, do aperto de mão e da manha com o eleitor. Deve concentrar a campanha na televisão para superar todas as dificuldades como a de não ter uma marca  própria de governo, por exemplo, e viver à sombra de Lula.

Ora, se os seus principais adversários também acertarem a mão nos programas de TV, a Dilma terá uma eleição difícilmesmo usando a máquina e a força do partido. E no segundo turno, já previsto, não se deve apostar um tostão na reeleição da presidente.

Conspira ainda contra a presidente, segundo as pesquisas revelam,  o sentimento de mudança incorporado pelo povo para 2014.
Diário do Poder

RODRIGO CONSTANTINO- PT: um partido que endossa o crime

Há quem tente jogar todos no mesmo saco podre. Há, ainda, quem tente enaltecer a postura ética do PT, posição insustentável após a passagem pelo governo. Mas o fato é o seguinte: quem ainda tem vergonha na cara não pode mais permanecer em um partido que, em vez de seguir o próprio estatuto e expulsar criminosos presos, sai em público para defendê-los!
O que o PT fez em seu quinto congresso, com as presenças de Lula e Dilma, foi um ato vergonhoso. Claro que o histórico petista já era vergonhoso antes disso, sendo o mensalão seu ápice. Mas esperava-se, ao menos, um mínimo de compostura diante da situação. O próprio ex-presidente Lula tinha dito que não ia se manifestar agora sobre o assunto. Mas não consegue se controlar.
Para uma plateia inflamada de cúmplices ideológicos dos criminosos presos, o ex-presidente disse:
Nosso partido tem sido vítima das suas virtudes e não só de seus defeitos. Somos criticados pelas coisas boas que fazemos, não só pelos erros. Se for comparar o emprego do Zé Dirceu no hotel com a quantidade de cocaína no helicóptero, pelo menos houve uma desproporcionalidade na divulgação do assunto.
Tem que ter muito pouco apreço pela verdade e até pelos quase 90% de entrevistados simpatizantes do próprio PT que aprovam a prisão dos mensaleiros, para desviar tanto assim o foco da questão. O que tem alho com bugalhos? Não só a imprensa deu bom destaque ao helicóptero apreendido com drogas, como tem mais do que direito – tem a obrigação de investigar e relatar uma proposta de emprego tão suspeita como a feita para Dirceu. Tanto que foi logo desfeita, justamente porque a imprensa demonstrou que havia muito podre debaixo dos panos.
O presidente do PT, Rui Falcão, diante da presidente da República, ou seja, de todos os brasileiros, teve a cara de pau de afirmar sobre o julgamento do mensalão: 
É o típico caso da manipulação realimentando a mentira e da mentira realimentando a manipulação. A história vai provar que nossos companheiros foram condenados sem provas, em um processo nitidamente político, influenciado pela mídia conservadora.
Como pode uma presidente da República, que indicou vários dos ministros do STF junto com o ex-presidente Lula, ficar passiva diante de uma acusação tão grave dessas? Quem cala consente! Então quer dizer que Lula e Dilma colocaram no STF farsantes, “golpistas conservadores”? É isso?
A situação toda é bizarra demais, digna de uma República das Bananas. Em qualquer país sério do mundo isso seria motivo, no mínimo, para um processo contra a presidente. Ela tem a obrigação de se explicar. Participa de um evento de seu partido onde o presidente afirma, em sua presença, que a Corte Suprema do país não respeita as leis!
O PT não vai expulsar criminoso algum. Isso já ficou claro. Tampouco vai tentar ignorar essa enorme mancha em seu currículo. A opção foi pelo ataque às instituições republicanas mesmo. Com isso, o PT prova ser um partido que endossa o crime, que abriga e protege criminosos condenados e presos.
Resta perguntar: que tipo de gente ainda defende o PT? Não pode ser o mesmo tipo que defende o império das leis…

Reynaldo-BH: ‘Mais uma vez, a oposição só perderá a eleição para ela própria’

REYNALDO ROCHA
Será que é somente otimismo? Ou um caminho que parece sem volta?
O que Dilma apresentará como plataforma eleitoral?
1 ─ A história (e a mística) do PT. Impossível. Hoje o PT é sinônimo de corrupção, de ação entre amigos. A mágica não funciona mais.
2 ─ O messianismo de Lula. Dilma já se tornou conhecida. E todos sabem da antipatia, da estupidez no trato, da alergia a povo e a da arrogância da gerentona. Não é Lula passando o bastão. É Dilma tentando permanecer na raia de corrida.
3 ─ Herança maldita. Após 12 anos, o que resta como herança de FHC, tão insistentemente qualificada como maldita? Não é necessário defender esta herança. A questão agora é da incompetência do PT em alterá-la.
4 ─ Obras entregues. Quais? Os estádios da FIFA, fruto de contestação popular e claramente superfaturados? Alguma obra do PAC? Qual ferrovia? Transposição do São Francisco? Trem bala? As promessas de 2010 podem ser confrontadas com as de 2013. Serão as mesmas! E não adianta mentir com números. Os próprios dados oficiais não permitem.
5 ─ Inflação. Voltou e está atingindo o setor mais desfavorecido. Herança de quem mesmo?
6 ─ Alianças políticas. Como justificar Sarney, Maluf e Collor?
7 ─ Infalibilidade de Lula. Haddad é a contraprova. Dilma foi a pioneira.
8 ─ Bolsa Família. Basta assegurar que será mantido com indexação anual pela inflação. E comparar o que se gasta com o programa frente às obras que nunca saíram do papel. Estas são muito superiores.
9 ─ Educação. Os índices caíram. TODOS. E de nada adiantam mais universidades e programas se não há EMPREGO E RENDA após a formatura.
10 ─ Saúde. De que adianta ter médicos de fora (pagando 15% do que recebem) se não há hospitais, ambulâncias, remédios e postos de saúde? Dilma preferiu colocar médicos e retirar-lhes condições de trabalho. É como um pedreiro tentando construir um muro sem cimento…
11 ─ Segurança. Assaltos, explosão do crack, estádios de futebol, sequestros relâmpagos, tudo isso e muito mais é culpa da Secretaria Nacional de Segurança Pública do governo federal. Gasta pouco e o pouco que gasta é mal empregado.
Não se trata de plataforma eleitoral, muito menos de programa de governo. É o básico. O mínimo. A evidência absoluta.
Nunca o PT esteve tão enfraquecido. Com tantos adversários e com tamanha carga de podridão exposta a todos. Sem ter a quem tentar responsabilizar.
Mais uma vez, a oposição só perderá a eleição para ela própria.
Os números atuais estão longe, muito longe do cenário de junho/julho (pós-Copa) de 2014. Será outro cenário em uma corrida de tiro curto. Haverá sim um segundo turno.
E, neste caso, o PT perde. Alguém ainda duvida?

“Não crio limo, estou sempre pulando de cachorro em cachorro. Já morei com um gato, mas o abandonei quando ele começou a usar inseticida. Vida insegura.” (Pulga Lurdes)

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