segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

“Quero um amor que não seja só meu.” (Josefina Prestes)

“Gostaria de morrer de amor, não assim dependurado.” (Frango no frigorífico)

“O cúmulo da falsidade é um petista nascido no Paraguai.” (Pócrates)

“O condomínio aqui é bem legal. Não há trânsito e impera a lei do silêncio.”(Gentil Coveiro)

“O buraco da mediocridade em que estamos metidos foi cavado durante anos pelas mãos dos canalhas com mandatos.” (Mim)

“Eu sou um cão. Bem sei que sou um cão. Porém minha patroa me trata como se eu fosse uma criança dotada e entendesse tudo o que ela fala. Fosse isso tudo eu já estaria no programa da Oprah Winfrey.” (Bilu Cão)

“O povo deveria freqüentar mais bibliotecas e menos igrejas.” (Mim)

“Não desanime. Em algum lugar existe algo esperando por você. Quem sabe algemas?” (Pócrates)

“Não consegui meu lugar no mundo porque minha poltrona fui ocupada por um espertinho.”(Climério)

Romeu Tuma Junior contou para a TV Russa que Marcio Thomaz Bastos impediu prisão de mafioso russo em nome do PT

BLOG DO PAULINHO
No final de 2012, em entrevista a Russia TV, republicada com exclusividade, meses depois, pelo Blog do Paulinho, em que a pauta era o trabalho de investigação realizado no Brasil para prender o mafioso russo Boris Berezovsky,  Dr. Romeu Tuma Junior adiantou tudo o que saiu publicado na edição desta semana de VEJA e também em seu livro, recém lançado.
Ou seja, que apesar de ter em mãos ordem da INTERPOL para prender o chefão da Máfia, que estava em território brasileiro, foi impedido por ordem do então Ministro da Justiça do governo Lula, Marcio Thomaz Bastos, que depois viria a se tornar advogado dos réus do Mensalão.
Tudo porque Berezovsky havia se comprometido a financiar o partido - com seu dinheiro comprovadamente ilícito - e também comprar estatais brasileiras.
Por sorte, Tuma, às costas do Ministério, conseguiu manobrar junto aos órgãos policiais para deter o mafioso ainda no aeroporto, confiscando seus computadores.
Embora, depois, ajudado novamente pelo PT, Berezovsky tenha conseguido deixar o país, nunca mais teve coragem de voltar, sabedor de que corria risco grande de ser deportado para a Russia, país em que era condenado foragido.

“Tem gente que deseja mudar a natureza das coisas. Vejam bem se eu com essa juba de macho vou andar por aí comendo folhas, frutinhas e cagando verde?” (Leão Bob)

“Sem demora os certinhos irão querer que sejamos vegetarianos. O primeiro que irei devorar será o autor da proposta.” (Leão Bob)

“Amanheci com o rabo ardido. No jantar detonei um enorme prato de vatapá.” (Bilu Cão)

“Sou do tempo do pão com banha nos dois lados e café preto. A forja dos pneus começou naquela época.” (Climério)

“Morrer emagrece. Mas é um regime radical.” (Mim)

“Mulher lindona é igual dinamite: sem demora explode o bolso do marido.” (Pócrates)

“Minha filha irá cursar Veterinária para cuidar melhor do pai.” (Mim)

“Lula, agora mais quieto, é obrigado a torrar o próprio saco.” (Pócrates)

“Minha família é repleta de gente feia. Eu não sou exceção” (Assombração)

“Já tenho minha parcela de burrice. Portanto, para que ficar ouvindo discurso de gente besta?” (Mim)

Presidente da Câmara diz, com acerto, que decisão sobre financiamento de campanha tem de ser do Congresso, não do STF

Critiquei aqui com dureza o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), quando ele decidiu ignorar o óbvio: os mensaleiros tiveram o mandato cassado pelo Supremo Tribunal Federal — e, nesse caso, sim, na forma da Constituição e da lei. Prevaleceu depois uma outra interpretação, num outro caso? Sim. Mas, para os deputados mensaleiros, a decisão foi inequívoca. Assim como critiquei Alves antes, digo agora: ele está certo quando diz que Supremo está indo além de suas atribuições ao tentar definir o modo como se devem financiar campanhas eleitorais no Brasil.
Não dá! É escandaloso que a Justiça tome para si essa função. Formas de financiamento não existem num mundo das ideias puras, em sua forma perfeita, restando a nos, cá na esfera terrena, realizá-las. São escolhas políticas, que as sociedades fazem. Nas democracias, essas escolhas são operadas pelo Poder Legislativo, que as transformam, então, em leis. Cabe à Justiça zelar para que o arcabouço legal definido pelo Parlamento seja aplicado. As leis, é certo, têm de estar adequados ao desenho institucional definido pela Constituição. E se trata de uma forçada de mão, de uma escandalosa forçada de barra, afirmar que a contribuição de empresas a partidos e candidatos afronta a Constituição. Isso é só um delírio autoritário.
O presidente da Câmara manifestou nesta segunda a intenção de debater o assunto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mas disse preferir aguardar a decisão do Supremo. Teori Zavascki pediu vista e só entrega seu voto no começo do ano que vem. Faltam apenas dois para que as contribuições das empresas sejam declaradas inconstitucionais. Aí só o PT sabe!
Alves, e está correto nisto, acha que a decisão tem de caber ao Congresso. Cresce na Câmara e no Senado a convicção de que se deve permitir que empresas doem a partidos, mas não a candidatos individualmente. É claro que isso é melhor do que a proibição, mas também é evidente que se trata de uma medida contra a transparência. É preferível saber quem está sendo financiado por quem. Eu tenderia a fazer o contrário: só permitiria a doação a candidatos — para que o partido não servisse como uma espécie de “lavador” de recursos.
Uma coisa è certa: a decisão, qualquer que seja ela, tem de ser tomada por quem tem a competência para tomá-la, e são os deputados e senadores. Ou, agora, teremos um STF que diz que o Congresso é livre para votar desde que vote o financiamento público?
Por Reinaldo Azevedo

Governo desiste de adiar obrigatoriedade de airbags em veículos, diz agência

VEJA
O governo brasileiro desistiu de adiar a implementação da exigência para que automóveis saiam de fábrica com mais itens de segurança, disseram fontes do Ministério da Fazenda àReuters. Preocupado com uma redução na demanda por carros, o governo estava considerando adiar as normas de segurança, que obrigariam as montadoras locais a colocar airbags e sistemas de ABS em todos os veículos novos em 2014.
O ministro Guido Mantega também temia o impacto inflacionário da exigência, já que os itens encareceriam os preços dos automóveis. Contudo, a presidente Dilma Rousseff não concordou com a decisão e exigiu que o ministro voltasse atrás. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, em vez do adiamento, o governo reduzirá as alíquotas do imposto de importação para peças e componentes para amenizar o impacto nos preços. "Grande parte do impacto (nos preços) já aconteceu este ano e seu efeito será marginal em 2014", afirmou.
O dito pelo não dito - Na semana passada, o ministro afirmou que estudava maneiras de impedir que a mudança nas regras de segurança tivesse impacto no preço dos veículos. "Isso(airbags e freios ABS) eleva o preço do carro de 1.000 a 1.500 reais", disse Mantega a jornalistas após anunciar a prorrogação do programa de incentivo à compra de bens de capital conhecido como PSI até o final de 2014.
"Estamos estudando o que fazer. Possivelmente, nós vamos adiar a entrada em vigor. Hoje 60% dos veículos (que saem de fábrica) já têm. Ainda não fechamos a proposta. Vamos fechar na terça-feira que vem", disse o ministro.
A indústria de veículos pode encerrar 2013 com a primeira queda de vendas em dez anos. No acumulado de vendas de janeiro a novembro, os licenciamentos apontam para queda de 0,8%, diante de menor oferta de crédito pelos bancos e crescimento econômico fraco. 

JANER CRISTALDO- AUTOMÓVEL TEM DE SER IMPORTADO, LITERATURA SÓ PODE SER NACIONAL *

Bruno Bolson Lauda me pergunta: “E se coubesse a ti fazer uma lista de leituras para crianças e adolescentes no ensino fundamental e médio, quais livros escolherias e em que ordem? Incluirias algum autor brasileiro?”

Claro que incluiria. Esta pergunta me foi feita há oito anos, por Lisa Sedrez, doutoranda gaúcha na universidade de Stanford, Califórnia. Queria saber quais seriam as minhas dez obras escolhidas - entre autores nacionais, bem entendido - que um jovem brasileiro deveria ter lido ao fim do seu segundo grau, de forma a entender a literatura brasileira. Me restrinjo a leituras para jovens. Não vou entrar na área de literatura infantil.

Eu começaria pelo Quixote. Continuaria com as Viagens de Gulliver. Mais Crime e Castigo. Depois, A Montanha Mágica. Mais contemporaneamente, 1984. Para não ficar só em ficções, eu ajuntaria Assim Falava Zaratustra. E aí surge um problema, pois não me desagradaria juntar mais alguns de Nietzsche, que poderiam ser o Anticristo ou O Crepúsculo dos Deuses. Mas deixemos estes de lado. Em matéria de História: A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, que nos mostra o mundo pagão, antes de ser contaminado pela peste cristã. E, para ter uma idéia de Ocidente, Um Estudo de História, do Toynbee. 

Para manter firme a crença das gerações futuras no gênero humano, eu indicaria Fernão de Magalhães, do Stephan Zweig, e Schliemann, História de um Buscador de Ouro, do Emil Ludwig. E aqui já se foram os dez. Mas não me desagradaria ainda acrescentar O Julgamento de Sócrates, de I. F. Stone e alguns dos Diálogos de Platão, para contemplar o nascimento do pensamento ocidental.

Como esqueci de pôr um pouco de poesia em minha listinha, lá vai: José Hernández e Fernando Pessoa. Lidos estes autores, o estudante brasileiro estaria apto a fazer um juízo de valor da literatura brasileira. Só comparando se pode valorar. Depois deste confronto, se sobrar espaço para os Machados e Clarices da vida, até pode se pensar no assunto.

Ora, direis, de nacionais estes autores nada têm. Pois têm, digo eu. No momento em que uma literatura é traduzida ao brasileiro, ela passa a fazer parte do imaginário nacional. Quixotesco ou platônico são palavras que pertencem ao vernáculo, enquanto diadorinesco ou brascubano ainda não encontraram lugar em nossa língua. Machadiano existe, é verdade, mas é conceito exclusivamente literário. Muito antes de saber quem é Bentinho, temos uma idéia bastante precisa do que seja o Quixote. Muito antes de existir Machado, Cervantes já fazia parte de nosso acervo. E muito antes de Cervantes, Platão. Estes autores faziam parte da literatura brasileira, antes mesmo que literatura brasileira existisse. O Brasil não nasce na floresta. Nasce na Europa.

Me perguntou então a doutoranda gaúcha: "Quantos dos títulos que citaste podem ser lidos (e entendidos) pela massa dos adolescentes? Sem que eles cometam suicídio no segundo livro?"

Vou repetir aqui, sucintamente, o que respondi em 2002. Minha interlocutora subestimava os adolescentes. Exagerei no Toynbee, confesso. Ocorre que, ao citá-lo, eu não tinha em mente os dez volumes do ensaio original. Mas uma excelente síntese em 600 páginas, da Martins Fontes. Em papel A3, é verdade, mas o tamanho de um livro não deveria assustar um jovem. O ensaísta é claro, como deve ser todo bom escritor, nada dessas interpretações marxianas que exigem um glossário para serem entendidas. O mesmo diga-se de Fustel de Coulanges, que adoro ler no original. Tem uma frase enxuta e elegante, nada do francês confuso e quase gongórico dos autores contemporâneos. 

Por outro lado, é mais fácil para um adolescente seguir a lógica límpida de Sócrates em Teeteto do que encontrar norte no mar enevoado de um Guimarães Rosa. Se uma pessoa já na adolescência sabe distinguir doxa e episteme, jamais será, quando adulta, presa fácil das falácias de padres, políticos, psicanalistas e demais vendedores de vento. Não era para os jovens que Sócrates falava? Seriam os jovens de Atenas mais atilados que os contemporâneos? Que mais não seja, O Julgamento de Sócrates nada tem de hermético e nos mostra uma tragédia muito mais grandiosa que a do judeu aquele, inculto e conformista, crucificado pelos judeus.

Lendo Swift, um adolescente tem uma visão mais lúcida da sociedade hodierna do que visitando os sociólogos e historiadores ideologizados dos dias atuais. As Viagens de Gulliver, obra tida erradamente como literatura infantil, é a mais fagedênica denúncia da estupidez humana e não pode faltar ao conhecimento de qualquer pessoa medianamente culta. Se os adolescentes de hoje tivessem lido 1984, saberiam que Big Brother não é exatamente uma câmera que vigia o dia-a-dia de pobres de espírito. O personagem de Orwell é muito mais. É a Stasi, é a KGB, é o Estado totalitário, é o mais perfeito retrato das tiranias comunistas do século passado, mas isto os senhores formadores de opinião preferem calar, pois remete a uma história recente, dolorosa e ainda não remida. 

Há livros que você lê na adolescência. Inútil lê-los mais tarde. Nietzsche, por exemplo, deve ser lido antes dos vinte anos, quando o jovem ainda não perdeu seu potencial de sonho. Ler Nietzsche aos 50 é tão trágico como conhecer Paris aos 50: "meu Deus, como é que fui perder isso em minha juventude?" 

Se alguém quer comprar um carro, prefere o importado. Quando queremos um bom vinho, buscamos vinho importado. Uísque, idem. Por que razões literatura tem de ser nacional? Por que eu, brasileiro, tenho de ler literatura brasileira? E seu eu fosse ugandês, teria de ler literatura ugandesa? Em que tábuas sagradas está escrito isso? 

Nem só a Petrobras deve ser privatizada. A Livrobrás também. Abaixo o livro estatal!

JANER CRISTALDO- ZOOLÓGICOS DE POBRES FASCINAM TURISTAS

Desde meus primeiros dias de Europa, nos anos 70, observei prática que nunca entendi, a atração dos europeus pelas favelas do Rio. Jamais visitei uma favela e jamais me ocorreria visitá-las. Da miséria e do tráfico só quero distância. Mas já vi alemães, suecos e franceses encantados com uma visita aos morros. Na última Veja, leio entrevista com a antropóloga Bianca Freire-Medeiros, autora do livro Gringo na Laje - Produção, Circulação e Consumo da Favela Turística. Segundo a pesquisadora, a violência é o que mais seduz os turistas. "Ela é um atrativo. O filme Cidade de Deus, por exemplo, vende a imagem de que a favela é um lugar extremamente violento, de alto risco: os turistas querem ir lá motivados por isso", diz Bianca.

Grossa bobagem. A atração pelas favelas antecede em muito o filme. Atração não só por favela, como por tudo que é pobre e miserável no Brasil. Certa vez, nos anos 70, fui a um terreiro de umbanda. Mais precisamente, no Belfort Roxo, uma das mais conflagradas zonas do Rio de Janeiro. Obviamente, não fui por conta própria. Fui a convite de um diplomata francês. Que acreditava piamente que aquelas malucas girando sobre si mesmas estavam possuídas por alguma entidade. Curiosamente, entramos no terreiro com as bênçãos de um bispo católico.

Segundo a reportagem, o turismo em favela começou com a ECO 92, quando se passou a levar estrangeiros à Rocinha - pessoas ligadas em ecologia e interessadas em alternativas ao turismo de massa. É possível. Mas a atração fatal dos europeus do norte pelas favelas em muito antecede 92. Disse europeus do norte. Espanhóis e portugueses não são tão naïves, a ponto de sair a viajar para ver miséria.

Para a antropóloga, o turista busca situações de risco. Quer ver gente armada. “Mas, na maior parte das vezes, o turista não vê ninguém armado, porque as agências procuram evitar os locais de venda de drogas, que são menos seguros. Ninguém passa na "boca", por exemplo. Vale dizer que, para o turista, isso não faz muita diferença. Para ele, basta saber que há pessoas armadas na favela e que ele está numa situação de risco, para que haja excitação”.

Mais outra bobagem de pesquisador de gabinete. No Afeganistão, na Palestina, na Chechênia, armas e situações de risco é o que não falta. Mas europeus não fazem turismo por lá. Europeus gostam mesmo é da miséria dos trópicos. E turismo rende grana. Os turistas da miséria sabem que as armas dos traficantes estão lá para protegê-los. Afinal, não vão matar a galinha de ovos de ouro. Não é o mesmo na Palestina ou Afeganistão, onde há uma perigosa animosidade contra ocidentais.

Em meio a tantas bobagens, a antropóloga diz algo inteligente. É a chispa da ferradura quando bate na calçada, como diria Agripino Grieco. “Acho que a grande questão é explicar a transformação da pobreza em atração: os turistas estão em busca de uma situação de precariedade que eles desconhecem”. Bingo! Nunca fiz pesquisas científicas sobre essa atração mórbida, mas tenho quase certeza de que o turista europeu ou americano, ao contemplar uma favela, se regozija: feliz de mim que não vivo nestas condições.

A meu modo, até que gosto de favelas. Mas de outras favelas. Se você viajar pela Costa Amalfitana, na Itália, verá a mesma estrutura urbana do Rio em Positano, Amalfi, Ravello, Capri. Casas subindo morro acima. Mas casas de quem tem alto poder aquisitivo. Os ricos, na Itália, não foram idiotas como os ricos brasileiros. Subiram o morro antes que os miseráveis o tomassem. Uma outra cidade que tem esta mesma estrutura é Fira, na ilha de Santorini, na Grécia. Mas... é um dos recantos mais lindos do mundo. Nada de tráfico, quadrilhas armadas, miséria. Apenas beleza (de sufocar), magia, luxo, exotismo. Sobe-se até Fira com mulas. Os cariocas estão planejando teleféricos para facilitar a visita aos redutos de traficantes. Ora, mula é muito mais barato. E tem mais charme.

“Todo turista sabe que pode ser acusado de fazer algo de mau gosto, de participar de um zoológico de pobre. Mas, entre aqueles que entrevistei, não houve um que tenha saído insatisfeito do passeio” – diz a antropóloga. Claro que não. Visitar zoológico de pobre revigora a alma de um europeu. Um francês tem em Paris algo análogo à favela, e subindo um morro, Montmartre. É a Goutte d’Or, reduto de árabes logo abaixo da basílica de Sacré-Coeur. Parisiense evita a Goutte d’Or. À medida em que a mancha árabe se expande, cai o preço do metro quadrado. Miséria só tem charme ailleurs. Là-bas, como se diz por lá.

Segundo a antropóloga, “há coisas que não podem faltar. Não pode faltar a laje, onde os turistas tiram foto da paisagem e ouvem um discurso explicativo, coisas como "Ali embaixo, você vê a escola americana, que custa tão caro, e isso mostra como esse país é desigual. A laje é um momento pedagógico, impactante para o turista, que dali vê um oceano de casas, com o mar azul ao fundo."

Laje por laje, prefiro as de Santorini. Ou Positano. Quanto a oceano de casas, prefiro um oceano de águas. Tampouco viajo para contemplar do alto a finada luta de classes. Os turistas de zoológicos de pobres parecem não se dar conta de que, ao visitar favelas, estão financiando – e legalmente – os redutos de traficantes. 

No fundo, o que em francês se chama de mauvaise conscience. Má consciência. Como isto é coisa que jamais alimentei, prefiro as favelas do Tirreno ou do Egeu.

25/02/2010

“Tem gente que não consegue educar um cão, mas tem as soluções para o mundo.” (Limão)

“A criação exige indignação e dor. Todo o resto é perfumaria.” (Mim)

“Sou o fruto maduro das minhas experiências. Não posso negar que carrego bichos.” (Filosofeno)

“O mundo está muito barulhento. Não se pensa bem quando há muito barulho.” (Filosofeno)

PEDRAS NO CAMINHO

“Pedras são necessárias em nosso caminho.
Quem andou pela vida somente por jardins salpicado de flores
corre o risco de fenecer ao pisar num espinho.” (Mim)

A FORÇA

As forças nascem dos sonhos.
Tirem dos homens os sonhos, as esperanças.
Embalem então um monstro.

HAVERÁ AMANHÃ?

Haverá amanhã? Haverá paz? Todos são espertos, não?
As pedras jogadas para o alto um dia cairão.
Na cabeça de quem não se sabe.

RODRIGO CONSTANTINO- Aquele penetra indesejado em seu Natal e reveillon

Sabe quando aquele penetra indesejado aparece sem avisar no seu Natal ou na sua festa de réveillon? Pois bem: esse penetra é o governo. Quer soltar fogos de artifício para embelezar a festa? O governo leva mais de 60%. Quer estourar aquele espumante? O governo “bebe” mais da metade. Quer montar uma árvore de Natal? O governo fica com quase a metade. E por aí vai.
Os impostos não nos deixam em paz nem nas festas de fim de ano. A BDO, uma das Big 5 do setor de auditoria e consultoria em todo o mundo, fez um levantamento dos principais tributos embutidos em produtos mais consumidos na época de Natal e réveillon. E não se assustem, mas a carga tributária pode superar os 60% como é o caso dos fogos de artifício (64,25%).
Segundo o sócio-diretor de tributos da BDO, José Santiago da Luz, o peso tributário ainda inclui enfeites de Natal (47,25%), brinquedos (37,25%) bacalhau (27,25%) e panetone (21,25%). Confira a lista completa abaixo:
Fogos de artifício64,25%
Espumante/Champanhe54,25%
Enfeites de Natal47,25%
Presépio de Natal47,25%
Árvore de Natal47,25%
Brinquedos37,25%
Bacalhau27,25%
Nozes27,25%
Panetone21,25%
Peru/ Chester/ Pernil21,25%
* Fonte: BDO
Alguns pensam que o Papai Noel é marxista. Veste-se de vermelho, distribui presentes para ficar com a fama de abnegado, mas coloca outros para trabalharem em seu lugar e os pais das crianças é que pagam, de fato, pelas benesses. É uma hipótese. Mas como Papai Noel não existe, isso é o de menos.
Mais importante é a mão bem visível do governo, este penetra que invade nossas festividades de fim de ano para abocanhar quase metade do que gastamos. Não fosse o peso excessivo do governo, você poderia dar praticamente o dobro de presentes, ou então presentes duas vezes mais caros para os entes queridos.
Quando aqueles belos fogos de artifício enfeitarem os céus na virada do ano, lembre-se de que o governo obeso é sócio compulsório no espetáculo. Sócio majoritário. Boas festas!

RODRIGO CONSTANTINO- Michelle Bachelet é novamente a presidente do Chile. Risco de retrocesso no ar.

A socialista Michelle Bachelet foi eleita neste domingo a nova presidente do Chile.
A candidata de centro-esquerda da coalizão Nova Maioria (ex-Concertação) venceu o 2º turno no país com 62,16% dos votos, contra 37,83% da centro-direitista Evelyn Matthei.
Do total de 13,6 milhões de eleitores, 5,672 milhões foram às urnas. A alta abstenção de 53% marca a primeira eleição presidencial do país com o voto não-obrigatório. No 1º turno, 48% dos eleitores não foram votar.
O Chile, como sabemos, é o país mais avançado do ponto de vista institucional na América Latina. Com boa estabilidade política e econômica, o país tem avançado mais que seus pares nas últimas décadas.
Boa parte disso se deve ao período de reformas econômicas liberais da era Pinochet. Apesar de ser uma ditadura política, o fato inegável é que Pinochet deixou um legado positivo na área econômica, com as reformas lideradas pelos craques de Chicago.
Previdência privada, voucher educacional, estatais privatizadas, abertura econômica, preços livres, enfim, o típico manual de reformas liberais, que colocaram o Chile em trajetória de crescimento sustentável.
Mesmo quando a esquerda chilena chegou no poder, não ousou mexer nessas vacas sagradas. Foi uma esquerda bem mais responsável do que a média latino-americana. De fato, seria até chamada de “neoliberal” para os nossos padrões brasileiros.
A própria Michelle Bachelet seguiu essa tendência mais social-democrata quando foi presidente. Mas não foi capaz de entregar resultados bons, e o povo chileno, desejando mudanças, elegeu Sebastián Piñera sob um discurso liberal.
O rico empresário foi um bom presidente em termos gerais, mas enfrentou muitas dificuldades na questão da educação, sob constante pressão de manifestantes, e no aspecto social – os chilenos reclamam da desigualdade material no país.
Eis que Bachelet volta ao poder agora, só que com um discurso muito mais à esquerda que o normal para os padrões chilenos. Venceu com uma lista de propostas sensacionalistas, que ameaçam as conquistas econômicas do Chile.
Alega que será uma presidente de todos, mas há claramente o risco de retrocesso, de alimentar demais essa divisão típica das esquerdas latino-americanas, que jogam pobres contra ricos, como se estes fossem responsáveis pela situação daqueles.
O Chile ainda tem instituições mais sólidas que o restante, e não se desfaz da noite para o dia o legado das reformas liberais. Para começo de conversa, há a previdência privada, em situação muito melhor do que as demais na região (e até no mundo), servindo como fonte importante de capital para investimentos produtivos.
Mas nenhuma vitória é garantida ou eterna, ainda mais na América Latina. Ficaremos atentos, torcendo para que Bachelet tenha a responsabilidade de reconhecer o que fez do Chile um país melhor que os vizinhos, e preservar tais pilares. Que o Chile siga sendo um exemplo para nós, apesar de uma socialista novamente no poder.

“Sessenta anos de pecado, mas a danação é eterna? É preciso pensar para deixar de acreditar em fadas e duendes.” (Filosofeno)

“O governo petista deve ser o único no mundo que inaugura canteiro de obras.” (Pócrates)

“Sem o mérito como incentivo todos dormem até mais tarde.” (Mim)

“Não respire. A imbecilidade está no ar.” (Mim, o filósofo dos quebrados)

“Só os medíocres desejam ser tutelados pelo governo.” (Mim)

CLÁUDIO HUMBERTO- LULA CRIOU ‘GOVERNO SOMBRA’ PARA MONITORAR DILMA

  • É o ex-presidente Lula quem mais incomoda a presidenta Dilma, e não a bem-comportada oposição ao seu governo. Ela mesma já desabafou isso a raros confidentes. Lula criou um “governo sombra” em São Paulo, com dez ex-integrantes do seu governo, a maioria ex-ministros. Funciona no Instituto Lula e, a pretexto de “pensar o Brasil do futuro”, monitora Dilma, como fazem opositores em países parlamentaristas.
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  • Lula cuida da questão política e os membros do “governo paralelo” trabalham com metas, prazos a cumprir, e até estimando custos.
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  • No instituto, Lula recebe políticos, empresários, donos de ONGs etc, todos com interesses (alguns nada republicanos) no governo.
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  • Os pedidos mais importantes de Lula chegam a Dilma por meio do ministro Gilberto Carvalho, seu “espião com crachá”.
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  • Lula também sugere declarações públicas da presidenta, reclama de ministros, recomenda demissões e principalmente nomeações.
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Votação pífia imporá moderação a Bachelet; 74% dos eleitores chilenos não votaram nela; 58% não votaram em ninguém!

Podem sentar, que acho que Michele Bachelet, a presidente eleita do Chile (já governou o país entre 2006 e 2010) será mansa. A Concertacíon — parceria entre o Partido Socialista e a Democracia-Cristã — governou o país de 1990 a 2010. E não mexeu em muitos dos marcos institucionais que herdou do regime Pinochet. O país tem, sim, algumas correções a fazer, mas é um dos mais arrumados da América Latina. Desta feita, a Concertacíon resolveu abrigar também o Partido Comunista, formando a tal” Nova Maioria”, e o discurso de Bachelet foi mais para a esquerda. Ocorre que…
 Ocorre que a votação de Bachelet, na verdade, foi pífia, embora eleita em segundo turno com 62,16% dos votos. Ao contrário do que sugere a porcentagem, no entanto, isso é muito pouco. O voto no Chile não é obrigatório — o que, diga-se, é o certo numa democracia. Voto obrigatório como temos aqui, no Brasil, é uma excrescência, coisa de jecas. Apenas 41,95% dos 13.573.143 de eleitores chilenos compareceram para votar. Bachelet obteve, portanto, 62,16% dos votos entre os 5.694.291 que foram às urnas. Assim, meus caros, ela teve pouco mais de 3,5 milhões de votos daqueles quase 14 milhões que poderiam ter comparecido. Ou seja: contou com a adesão de 26% do eleitorado chileno.
 Quase 75% dos eleitores chilenos, portanto, não escolheram o seu nome. Não estou pondo em dúvida a sua legitimidade, é bom que fique claro. Essas são as regras do jogo, com as quais todos concordam. Portanto, ela será a presidente legítima do Chile. Mas alguém que chega ao poder com o endosso de pouco mais de um quarto do eleitorado sabe que tem limites.
É bem verdade que os mais de 58% que não compareceram ao pleito também não se interessaram por sua adversária, Evelyn Matthei, da direita. Ocorre que Evelyn não estará no poder, e Bachelet, sim.
A presidente eleita já governou a país entre 2006 e 2010. O mandato é de quatro anos, sem reeleição consecutiva. Desta feita, seu discurso foi mais radical do que da primeira vez, mas não creio que vá forçar a mão. Ela terá, sim, uma maioria no Congresso, mas bastante apertada. A Nova Maioria, coligação pela qual venceu a disputa, tem apenas 20 dos 38 senadores e 57 dos 120 deputados. Parece muita coisa, mas não para o sistema chileno.
Para reformar a Constituição, é preciso ter um mínimo de 80 deputados e 25 senadores; para fazer uma reforma eleitoral, 72 deputados e 23 senadores. A exigência tem se mostrado sábia. Ainda que o Chile tenha muitas distorções a corrigir, o país tem sido um dos mais estáveis da América Latina e um dos que mais crescem. Há uma grande pressão por uma reforma do sistema educacional, por exemplo, que foi bastante explorada na campanha. Os números do Congresso e agora o das urnas sugerem que a Bachelet mais radical da campanha tenderá a ceder àquela mais moderada que já presidiu o país.
Até porque, na chamada coalizão de centro-esquerda que a sustenta, há também os democratas-cristãos, que estão longe de ser radicais. Bachelet prometeu reformar a Constituição. Como a gente vê, não será uma tarefa tão fácil. A história chilena é a prova viva de que soluções cartoriais, sem a adesão da maioria do povo, só conduz à crise. A tragédia do governo Allende também serve de advertência às esquerdas sobre o que não fazer.
Por Reinaldo Azevedo

DO BLOG DO PAULINHO- O Governo, que atrasa salário de atletas, quer anistiar dívida dos clubes


Há três meses o Governo Brasileiro não paga o Bolsa Atleta aos mais de 5 mil atletas de alto rendimento do país que não tem condições mínimas de se manter.
Sim, o país dos Jogos Olímpicos.
Valores que variam entre R$ 300 e R$ 3 mil mensais.
O calote é jogado pelo Ministério do Esporte nas costas da CAIXA, e um acordo que, segundo o órgão, estaria em vias de fechamento.
A apuração da FOLHA, local originário da informação, desmente.
Interessante é notar que o mesmo Governo que dá calote em seus incentivos sociais - diferente do discurso da presidente Dilma, durante a semana - é o que luta para anistiar as dívidas de clubes de futebol, todas elas ocasionadas por má gestão, roubo e outros desvios de dirigentes.
Há, pelo menos, coerência na ação.
Outra fato que salta aos olhos é a CAIXA estar fazendo "jogo duro" com o Ministério do Esporte para beneficiar atletas que precisam dos recursos, mas "se abrir toda" na ajuda ao Corinthians para tomar dinheiro público do BNDES.
Deve ser porque os repasses não contabilizados de um sejam maiores do que o de outro.

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