terça-feira, 17 de dezembro de 2013

RODRIGO CONSTANTINO- Invidia: o socialismo como a idealização da inveja

Ainda no tema da inveja como principal força propulsora das ideias igualitárias do socialismo, segue uma resenha que escrevi sobre o ótimo livro de Helmut Schoeck, que recomendo na íntegra. É preciso desmascarar as “intenções nobres” da esquerda, que servem apenas para mascarar o mais mesquinho dos sentimentos humanos.
Invidia
“Envy is a drive which lies at the core of man’s life as a social being, and which occurs as soon as two individuals become capable of mutual comparison.” (Helmut Schoeck)
A inveja é um sentimento com profundas conseqüências para o progresso da humanidade, e caso não seja devidamente domesticada, pode limitar bastante nossos avanços. O filósofo austríaco Helmut Schoeck escreveu um brilhante livro sobre o tema, chamado Envy: A Theory of Social Behaviour. Seu trabalho deveria ser lido por todos, principalmente por aqueles que defendem uma utopia na qual seria possível construir uma sociedade igualitária, desprovida da inveja. O autor deixa claro, com sólidos argumentos e vasta experiência empírica, que não só é impossível a construção de tal sociedade, como o motivador de seus defensores é muitas vezes a própria inveja.
Em primeiro lugar, é interessante traçar as diferenças entre a inveja e o ciúmes. No caso deste, uma terceira pessoa está envolvida, e o ciumento pretende preservar algo que considera sua propriedade. Ele quer preservar seu ativo de terceiros. Já no caso da inveja, há um impulso destrutivo, onde o outro não ter algo é mais importante que tudo. A eliminação do próprio ativo passa a ser o objetivo. A inveja se mistura muito com o ressentimento, fruto de um sentimento de inferioridade, onde a desgraça alheia é mais importante que a satisfação pessoal do invejoso. Se um vizinho quebrar a perna, o invejoso irá regozijar-se, ainda que isso não faça ele andar melhor. Se um rico for à bancarrota, o invejoso irá comemorar, ainda que isso não o faça mais rico. O homem intensamente invejoso pode inclusive ser possuído pelo desejo de autodestruição, incapaz de tolerar que outros saibam aproveitar a vida e demonstrar felicidade.
Helmut conclui pontos interessantes sobre a inveja, como o fato de mínimas diferenças serem suficientes para despertar muita inveja no homem invejoso, ou que normalmente a inveja está mais atrelada à proximidade das pessoas. Em outras palavras, um não precisa ser um miserável para invejar um rei, sendo mais provável a inveja surgir entre empregados de um mesmo nível onde um deles recebeu um aumento relativo ou um elogio do chefe. Isso derruba o sonho dos igualitários em criar uma sociedade onde todos fossem materialmente iguais, como se isso pudesse eliminar a inveja do mundo. Pelo contrário, em tais sociedades – caso pudessem existir – a inveja seria de um nível bastante elevado, onde um simples agrado de alguém, o olhar de uma mulher, uma mísera demonstração de superioridade intelectual, faria despertar uma inveja incontrolável no invejoso.
No livro, o autor vai buscar os indícios de inveja – e os mecanismos desenvolvidos para evitá-la – nas sociedades mais primitivas que se tem conhecimento. A crença na magia negra, por exemplo, teria pouca diferença da fé socialista de que o pobre é pobre por ser explorado pelo patrão, ou a crença das nações subdesenvolvidas de que assim estão por culpa das nações mais ricas. O uso de algum bode expiatório, seja a magia negra, o desejo dos deuses ou o capitalismo explorador, serve para consolar aqueles invejosos que não suportam o sucesso alheio explicado por mérito ou alguma superioridade qualquer em relação a si próprio. Se o vizinho teve uma colheita melhor, não pode ser pela sua maior eficiência e produtividade, pois isso seria um atestado de superioridade que o invejoso não está disposto a dar. Diferente daquele que observa e admira o sucesso alheio, o invejoso vai buscar refúgio nas “explicações” fantasiosas, como o uso da magia pelo vizinho, a sorte, o destino traçado pelos deuses etc.
Se todos possuem, em diferentes graus, o sentimento de inveja, a busca de proteção contra o invejoso, o “mau olhado”, sempre esteve presente nas diferentes culturas também. Quanto mais uma sociedade conseguiu controlar os invejosos e dar mais espaço e liberdade para os inovadores, mais progresso atingiu. A alocação de escassos recursos não é eficiente quando o medo da inveja alheia é grande demais. Se o fruto do sucesso será tomado por medidas claramente invejosas como o imposto progressivo, deixam de existir os incentivos adequados para que o empreendedor se arrisque. Se as desigualdades não são toleradas, se alguém souber a priori que seu sucesso será motivo de forte inveja por parte de seus vizinhos, as realizações pessoais serão ínfimas, e por conseguinte a da sociedade em questão também.
Por isso que as comunas israelenses, os kibbutzin, jamais seriam capazes de evoluir da subsistência agrária, e o pouco avanço existente vem emprestado de fora, dos países industriais capitalistas. O socialismo, a pura idealização da inveja, onde todos devem ser iguais como os insetos gregários são, seria a vitória da mediocridade sobre o talento, sobre as conquistas individuais. Numa sociedade igualitária, a inveja derrota o sucesso, as realizações pessoais. Eis o ideal dos invejosos, que trabalham para incutir um forte sentimento de culpa naqueles que, de alguma maneira, destacaram-se na sociedade. Temendo a inveja alheia, muitos desses sucumbem também ao sonho – ou pesadelo – igualitário.
Com isso em mente, deixo a conclusão nas palavras do próprio filósofo: “O desejo utópico por uma sociedade igualitária não pode ter surgido por qualquer outro motivo que não a incapacidade de lidar com a própria inveja”. 

RODRIGO CONSTANTINO- Fafire: Cuba + Cristo = nonsense. Ou: Doutrinação em Recife


Fafire: Cuba + Cristo = nonsense. Ou: Doutrinação em Recife

Um leitor me manda o cartaz abaixo:
Fafire
Não conhecia a Fafire, mas nada que uma rápida busca em seu site não possa esclarecer:
Em 1940, pelas mãos da madre italiana Henrichetta Cesari, nascia o Instituto Superior de Pedagogia, Ciências e Letras Paula Frassinetti. Criado para atender o público feminino, o Instituto, que no ano de 1941 passou a se chamar Faculdade de Filosofia do Recife, fundamentou os seus princípios com base na missão e na intuição pedagógica de Paula Frassinetti - fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Dorotéia. Atualmente, denominada Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), segue com a tradição de promover uma formação humana e cristã de qualidade.
Ao longo da trajetória, que em 2011 completa 70 anos, a faculdade esteve atenta a responder uma demanda de educação superior compatível com as atuais exigênciasdo mercado, sem abandonar, é claro, sua missão pedagógica. Isso fez com que muitos aspectos fossem alterados, na verdade, aperfeiçoados para acompanhar a evolução e as necessidades da sociedade.
Bom, só se for o mercado de cargos públicos no governo do PT! O que um seminário sobre Cuba pode agregar em termos de “políticas inclusivas para o desenvolvimento local sustentável”? Que evolução é essa? Aquela existente em Cuba? Sério: o que uma ditadura assassina, no poder há meio século, que só trouxe miséria e escravidão, pode agregar em qualquer sentido?
Só se fosse um seminário para aprender o que não fazer. Duvido que seja o caso. Eis o que diz a missão da instituição:
Agora pergunto: como que um seminário sobre Cuba pode ajudar na formação de qualidade dos alunos, ou na construção de uma sociedade justa e fraterna? Princípios éticos e cristãos, em Cuba? Fuzilamento em paredão ou prisão pelo “crime” ideológico de discordar da ditadura socialista?
Não dá. Mas a doutrinação ideológica não tem limites. Espalha-se por todas as universidades desse imenso Brasil. É um câncer em metástase. Até quando?

“Não queiram me converter. Sou um pecador crônico.”(Climério)

Já que estamos todos no mesmo barco, um aviso: ele está afundando!

Amar é... Comer a lasanha horrível que ela fez e não fazer cara de quem está com cólica renal.

“Como todo e qualquer besta também me reservo o direito de estar quase sempre errado.” (Pócrates)

...E como dizia o velho ermitão José que morava num buraco de tatu, não porque não tinha casa, não porque não tinha nada, apenas para fugir das maldições e do bafo da velha mulher: "Peru esperto em dezembro só bebe água." (Mim)

Não idolatro ninguém. Admiro sim os cultos que são sábios.

“Estou procurando por uma mulher lindíssima para me dar a extrema-unção sexual.” (Climério)

“A felicidade é um troféu que muda de mãos.” (Filosofeno)

BAÚ

Abri um velho baú
Cheio de rasgos e pó
Tirei dele uma velha carta de amor
Daquelas amareladas pelo tempo
Ao abri-la senti o calor
Do abraço da saudade
Mas ao lê-la percebi
Que os nossos sonhos são temporais
E que não sobrevivem à realidade da vida.

NO CHÃO

Estando parado eu não me encontro
Andando menos ainda
Então eu caio e fico inerte como um defunto
Esperando talvez pelo pranto de uns poucos
Falso morto
Às vezes pisco os olhos
Para espantar os urubus.

NENHUM BUTIRÁCEO

Mesa posta
No meio da tarde
Pão seco
E café preto doce
Nenhum butiráceo
Cobrindo o pão seco
Mas quando a fome é grande
Pouco importa o engasgo.

REALISTA

Tem início meio e fim
Assim é a vida
Não adianta acalentar algo diferente
Perda de tempo só
Imortalidade fica apenas nos papéis
Melhor viver cada dia como se último fosse
E esperar a dona da foice com o coração em paz.

“Não gosto da dor. Acho que só quem gosta da dor é analgésico.” (Mim)

“Meu avô contava que eram bons os tempos de Tarzan e Jane. Eles sempre tinham muitas visitas e sempre sobrava pra gente um distraído.” (Leão Bob)

“Estou preocupado com o futuro de felinos como eu. Dizem por aí que zebras e gnus já estão nos monitorando por satélite.” (Leão Bob)

“Ontem tentei comer um caçador. Mas o danado reagiu a bala e quase me caguei todo.” (Leão Bob)

“Não está fácil a vida na savana. Ainda bem estão abrindo restaurantes por aqui.” (Leão Bob)

“Não espero a lua cair do céu. Vou até ela montado nos meus sonhos.” (Filosofeno}

“Ser chifrudo não me incomoda. Só o gasto com o verniz para dar brilho à galhada.” (Climério)

“Só fico de joelhos para minha mulher. E olha que ela precisa pedir com carinho.” (Climério)

“Não converse com uma criança como se ela fosse um bicho. E não converse com um bicho como se fosse uma criança.” (Filosofeno)

“Na segunda-feira estarei entrevistando alguns patrões para ver qual deles serve para mim.” (Climério)

“Minha fama ultrapassou os limites do meu quintal, Não há cobrador nesta cidade que não me conheça.” (Climério)

"A noite sempre será uma criança para quem dorme até ao meio-dia.” (Mim)

“Terceira idade não seria o tempo que vive depois da morte?” (Pócrates)

“Hoje careca e gordo sou um ponto de referência. Mas já fui um objeto sexual.” (Mim)

Governos e religiões têm o mesmo interesse: povo besta.” (Mim)

“Gazelas são lindas e saborosas. Porém não são boas companhias para uma conversa interessante. São fúteis, só sabem discorrer sobre conversas de salão. Putz!” (Leão Bob)

“Tive um primo que morou por cinco anos num zoológico. Contou-me que o mais difícil foi se acostumar com a falta de educação dos humanos.” (Leão Bob)

“Algumas mulheres são impressionantes. Saem de nossas vidas e deixam marcas no coração e na cabeça.” (Pócrates)

PALAVRAS CRUZADAS- ”Pedro, besta católica com nove letras? Como? Ratzinger? Deu certo. (Deus)

“Eu não falo tudo aquilo que penso. Se falar alguns familiares me enforcam.” (Climério)

A Lusa e a lei sem alma

LUIZ ZANIN - O Estado de S.Paulo
Francamente, em toda uma vida acompanhando o futebol, foi uma das cenas mais patéticas que presenciei. Enquanto os doutos juízes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva pronunciavam seu veredicto, vazava o som da torcida do Fluminense lá fora, comemorando cada voto como se fosse um gol. Nesse caso, o tricolor carioca venceu por goleada, 5 a 0 no tapetão. E não se pode dizer que o Fluminense nada tenha a ver com a coisa - fez-se até mesmo representar por seu advogado, que defendeu a causa do seu clube com paixão e competência jurídica. Pelo menos foi o que disseram os comentaristas jurídicos escalados pelos canais de esporte para acompanhar o julgamento. Comentaristas jurídicos. Vejam a que ponto chegamos!
De todo esse imbróglio, o que fica? Acho que a maioria admite que não houve dolo, ou seja, intenção de cometer infração à regra. Houve um descuido da Lusa ao escalar um jogador suspenso. Interferiu na ordem das coisas? Não. Nem no resultado do jogo, e nem, no mais importante, o destino do campeonato. A Portuguesa já havia se livrado do rebaixamento, antes. Não teria porque cometer a infração que poderia prejudicá-la. Héverton jogou pouco mais de 10 minutos, e o efeito de sua presença em campo foi apenas o de provocar mais essa inútil polêmica no futebol brasileiro.
O que fica, de fato, e isso vai mais além de um mero tribunal de justiça desportiva, é a maneira como se aplica a lei neste País. Um debate entre o formalismo estrito e espírito da lei. Não à toa cultivamos uma república bacharelesca na qual apenas os iniciados compreendem os meandros da legislação. Não são para o comum mortal. Nem mesmo para os leigos instruídos.
Direito é coisa para doutores, para juízes togados. Cabe a eles gerir o monstruoso dispositivo de leis e regulamentações que distingue, no País, o que é certo do que é errado. Um cipoal cuja finalidade me parece bastante clara - tornar essa distinção obscura e mesmo inacessível, de modo que possa ser interpretada à vontade, ao saber de interesses variados.
O povo? Ele se sabe alheio ao debate e reage, à sua maneira, com o ceticismo crescente diante da instituição. Nos bares, ri-se.
Se o futebol, em certa medida, representa a vida, a sua regulamentação também não deixa de representar esse emaranhado legal em que as pessoas tentam se mexer em suas vidas civis. O jogo da bola em tese é mais simples. Trata-se de garantir a lisura do jogo, sustentar a sensação de que a justiça está sendo feita toda vez que dois times se encontram. Mesmo número de jogadores, mesma bola, mesmo terreno para os dois. Uma partida no seu campo, outra no campo do adversário. Esse é o bê-a-bá. Há a regulamentação. Os jogadores têm de ser inscritos e se submetem ao, digamos assim, código penal do futebol. Cartões amarelos, vermelhos, cumprimentos de suspensões breves ou penas mais longas.
Clubes que perdem mandos de jogos por causa da violência das torcidas, etc. Estamos aqui no plano do crime e do castigo. E, humanamente, deveríamos saber interpretar a lei para que o castigo não seja desproporcional ao delito.
No caso da Lusa, um esquecimento, um desleixo da sua parte jurídica. Nada que mudasse a ordem das coisas. Não pode ser penalizada no tapetão com o rebaixamento que conseguiu evitar dentro de campo. O contrário pode ser dito do Fluminense. Caiu por seus próprios méritos, digamos assim. E agora ressurge por artes da matreirice. Teria de voltar por onde caiu: pelo campo. Qualquer outra coisa, para mim, é casuísmo. E, claro, o cumprimento da letra da lei, sem qualquer interpretação, sem levar em conta o contexto em que os fatos se dão, ou as consequências da penalidade imposta diante do delito cometido, não deixa de ser uma forma sutil de casuísmo. Essa lei sem alma é uma forma de beneficiar o mais forte em detrimento do mais fraco.
Conclusão: o que menos valeu foi o resultado dentro de campo. Vale mesmo é a forma da lei. Dá para levar a sério o futebol brasileiro? Da minha parte, a resposta é muito clara: não dá.

Mudança de rota

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
A presidente Dilma Rousseff não tem boas relações com o capital privado, seja da indústria, da agricultura ou do setor financeiro, certo? A insatisfação é cada vez mais explícita e preocupa os arquitetos de sua campanha à reeleição.
Tanto que o ex-presidente Lula da Silva aconselhou a sucessora a ser mais amável na fala, nos gestos e nas decisões relativas ao empresariado. Dilma tentou um movimento aqui, outro ali, mas o ambiente continua arisco.
Nesse espaço, os dois prováveis oponentes, Aécio Neves e Eduardo Campos, têm trabalhado com afinco e sem trégua. Rara a semana em que não há notícia de uma reunião do senador de Minas Gerais e do governador de Pernambuco com um grupo de empresários ou investidores.
Ainda que de maneira discreta, ambos têm colhido senão adesões entusiasmadas, inequívocos sinais de simpatia. Aproximam-se de um grupo do qual Dilma se distanciou. Isso tudo é fato.
Agora, uma suposição: caso sejam consolidados os bons humores de um lado (da oposição) e os maus de outro (do governo) nesse período que antecede o início oficial das campanhas, é de se imaginar que a disposição das empresas para ajudar financeiramente este ou aquele candidato seja influenciada pelos fatores de confiança, simpatia e identificação programática.
As empresas em geral dividem suas doações entre as várias forças, mas tendem a contribuir com aquelas que lhes pareçam em melhores condições de retribuir a ajuda.
E aqui não falamos - ou melhor, não entraremos no mérito - das chamadas "relações perniciosas" para não criminalizar desde já um sistema por ora legal nem misturar financiamento contabilizado com uso de caixa dois.
Ora, se o empresariado está insatisfeito com o modo Dilma Rousseff de governar e vier a se convencer de que Aécio ou Campos podem representar alternativas mais condizentes na perspectiva deles, é de se imaginar - mais, de se acreditar que os candidatos a oponentes estejam investindo nisso - que conseguirão arrecadar bom dinheiro com esse pessoal.
Isso não interessa ao PT, bastante satisfeito que está na proibição de doações por pessoas jurídicas. Claro, o partido tem posição favorável ao financiamento público e aqui estaria aberta uma porta para se tentar chegar lá.
Mas, ao mesmo tempo, se proibido o financiamento empresarial valendo já para 2014 - o que é factível, pois a discussão no Supremo Tribunal Federal não se concentra na legislação eleitoral que exige anterioridade de um ano para entrar em vigor -, os candidatos de oposição ficariam desprovidos dessa fonte de recursos.
O baque também atingiria a campanha do PT, é verdade, o partido tem sido o mais beneficiado pelos donativos. Em contrapartida, está no poder e tem muito mais condições de mobilizar pessoas físicas para doar.
Aliás, pessoas nem tão físicas assim. Funcionários terceirizados da Petrobrás, por exemplo. Podem ser convocados pelo partido a dar um dinheiro cada um, coisa pouca, mas que somado ao volume de gente com interesse em que o PT continue sendo governo para não perder o lugar, vira muita coisa.
Esse dinheiro vem do Estado. Bem como viriam do Estado recursos doados por pessoas físicas ocupantes de cargos de confiança, cuja boa vontade em contribuir seria motivada pelo mesmo sentido de permanência.
E os filiados a sindicatos e entidades que recebem substanciosas verbas governamentais? E por que não pensar no público de 12 milhões beneficiados pelo programa Bolsa Família devidamente instruídos a separar uns R$ 20 ou R$ 30 para não correrem o risco de vir a perder o benefício se eleito alguém da oposição?
São meras hipóteses. Mas demonstram que o fim das doações corporativas por si só não asseguram o equilíbrio de condições aludido pelos defensores da proibição.

“Não gosto de andar no meio da multidão. A multidão é um monstro sem cabeça que pode sofrer convulsões.” (Filosofeno)

“Fofoca é a arte de falar mal dos outros sem apor assinatura.” (Pócrates, o filósofo dos pés sujos)

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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.