quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RODRIGO CONSTANTINO- Qual o efeito do Bolsa Família no desemprego?

A taxa de desemprego caiu de 5,2% em outubro para 4,6% em novembro nas seis regiões metropolitanas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) avalia em seu relatório de Emprego e Salário. Esta é a menor taxa para os meses de novembro e se equipara à vista em dezembro do ano passado, também 4,6%, o menor nível de desemprego desde o início da série histórica da pesquisa, em março de 2002. Em novembro do ano passado, a taxa de desocupação estava em 4,9%.
Fonte: G1

Ao mesmo tempo, a geração do “nem-nem” aumenta sem parar. São aqueles que nem estudam, nem procuram emprego. A taxa de desemprego medida pelo IBGE depende da quantidade de gente procurando emprego. Se a pessoa está sem trabalho, mas não se coça para encontrar um, então ela simplesmente não faz parte do rol de desempregados, segundo o IBGE.
Além da quantidade crescente de pessoas que simplesmente não procuram emprego, temos umgasto com seguro-desemprego que também aumenta a cada ano. A conta não fecha! Uma taxa de desemprego em patamar mínimo histórico, com cada vez mais gente sem procurar emprego, e cada vez mais gasto com seguro-desemprego?
Por essas e outras que a estatística já foi chamada de “a arte de torturar números até que eles confessem qualquer coisa”. Como dizia Roberto Campos, ela é como o biquíni: mostra bastante coisa, mas esconde o essencial. O que está por trás deste aparente paradoxo?
Arrisco uma tese: Bolsa Família. Não digo que explique a coisa toda. Mas algum efeito razoável deve ter. E faltam estudos sobre o assunto. Quantas pessoas deixam de procurar emprego oficial porque recebem as esmolas estatais? Quantos podem se manter na geração “nem-nem” porque o governo banca sua sobrevivência?
Não temos as respostas. Deveríamos ter, ao menos, estimativas. Para avaliar o programa como um todo, seria importante ter estas informações. O que sabemos, por ora, é que soa estranho falar em mínima taxa de desemprego ao mesmo tempo em que temos cada vez mais gente sem buscar emprego e mais gastos com seguro-desemprego. Coisas do nosso Brasil.

RODRIGO CONSTANTINO-Agora o cubano que ganha $ 30 por mês já poderá comprar uma carroça sem autorização do estado!



Fonte: G1
Vejam que notícia maravilhosa: Cuba autoriza livre comércio de carros:
Cuba autorizou nesta quinta-feira (19) o livre comércio de veículos a preços de mercado, sem necessidade de apresentar uma “carta de autorização”, proibida durante meio século, em uma das medidas mais esperadas das reformas econômicas do presidente Raúl Castro.
“Serão publicadas durante os próximos dias no Diário Oficial novas normas jurídicas que colocarão em vigor a política para a importação e comercialização de veículos motorizados, segundo foi aprovada na quarta-feira na reunião do Conselho de Ministros”, afirma o diário estatal “Granma”.
A medida vem dois anós após a publicação de um decreto que autoriza a transmissão de propriedade de veículos por compra, venda ou doação entre os cidadãos cubanos. Segundo o “Granma”, as medidas implementadas em 2011 foram limitadas pelos poucos carros disponíveis, e à restrição dessa facilidade a um reduzido grupo de categorias ocupacionais, além da existência de um mercado paralelo.
“Diante desses problemas, e depois de vários meses de estudo, foi decidido eliminar os mecanismos existentes de aprovação para compra e venda de veículos ao estado”, diz o jornal. Com isso, ficam liberadas as vendas de motos, carros e outros veículos, novos ou de segunda mão.
A venda liberada, no entanto, será “implementada de maneira gradual e paulatina”, e será dada prioridade a quem já possui a carta de autorização. Fica mantida a limitação a que empresas cubanas e estrageiras vendam para as pessoas.
Não é incrível que em pleno século 21 ainda possamos ler notícias como esta? É uma máquina do tempo! Cuba parou em 1960, inclusive em termos de qualidade automotiva. O estado benfeitor finalmente libera a compra de carros e motos usadas sem tanto controle estatal.
Um professor ou um médico, que ganham US$ 30 por mês, salário médio na ilha caribenha, poderão juntar dinheiro por uns 5 anos e depois comprar uma bela carroça daquelas que os americanos consumistas abandonam no ferro velho. Vejam quanto progresso!
Tudo culpa do embargo americano, claro. Não fosse por isso, sem dúvida os cubanos já poderiam comprar Ferraris e Lamborghinis, ou pelo menos uns Volkswagens medianos. Quiçá um Lada fantástico daqueles! Esses ianques são muito malvados mesmo…
E pensar que há quem defenda o modelo cubano, elogie os “avanços sociais” e deseje isso para nosso país. A todos esses eu recomendo uma só coisa: comprem passagens só de ida para Cuba! Eu ainda dou uma singela ajuda de custo.

‘Partidobrás S. A.’, de Demétrio Magnoli

Publicado no Globo desta quinta-feira
DEMÉTRIO MAGNOLI
“As manifestações da população nas ruas mostraram que há uma crise muito profunda no modelo de representatividade. A origem desse mal está no sistema eleitoral”.
Desse diagnóstico, expresso por seu presidente, Marcus Vinicius Coelho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) extraiu a ação de inconstitucionalidade contra o financiamento empresarial de campanha em julgamento no STF.
A OAB alega defender um princípio político, mas, de fato, promove um fim partidário: a instauração do financiamento público de campanha. Nesse passo, a entidade dos advogados rebaixa-se à condição de linha auxiliar do PT e agrava o mal que reivindica combater.
“O poder emana do povo, não das empresas”, proclamou o eloquente Coelho, argumentando que o financiamento empresarial viola o princípio da igualdade política e inclina as eleições na direção do dinheiro.
Na prática, não é bem assim: os empresários doam para todos os partidos relevantes e são mais generosos com aqueles que ocupam o poder, como evidenciam as prestações de contas do PT nas campanhas de 2006 e 2010. Contudo, em tese, o argumento filosófico tem valor: a sociedade política é constituída por cidadãos, não por companhias.
O problema é que, entre os inúmeros princípios constitucionais violados por nosso sistema eleitoral, a OAB selecionou caprichosamente apenas um — e isso converte em vício a aparente virtude de seu impulso reformista.
Nas eleições de 2010, 98% das receitas de Dilma e Serra originaram-se de pessoas jurídicas. Sem uma reforma política e eleitoral, o vácuo nos cofres partidários gerado pela proibição de doações empresariais empurrará o Congresso à aprovação do financiamento público — coincidentemente, uma proposta do PT que não obteve apoio parlamentar.
No fim do arco-íris, a ação movida pela OAB completará a estatização dos partidos políticos, tornando-os ainda menos permeáveis à vontade dos cidadãos. O indômito Coelho que invoca a “população nas ruas” serve, efetivamente, aos interesses dos políticos nos gabinetes — e tem especial apreço por certos gabinetes.
No seu principismo seletivo, a OAB ignorou o princípio da liberdade partidária. O Brasil tem cerca de três dezenas de partidos, mas não tem liberdade partidária. Por aqui, curiosamente, um tribunal especializado decide sobre a existência legal de um partido com base em regras arcanas sobre números e distribuição geográfica de assinaturas.
A recusa do registro da Rede, de Marina Silva, equivale à cassação da expressão partidária de uma vasta parcela do eleitorado. Coelho não enxerga nesse escândalo uma flagrante inconstitucionalidade. É que os doutos líderes da entidade dos advogados concordam com o traço mais antidemocrático de nosso sistema eleitoral: a natureza compulsoriamente estatal dos partidos políticos.
A Justiça Eleitoral, uma herança do varguismo, cumpre essencialmente a função de oficializar os partidos políticos, um ato que lhes abre as portas para o acesso a recursos públicos (o Fundo Partidário e o horário de propaganda eletrônica). Daí deriva o dinamismo da indústria de criação de partidos, tão ativa quanto a de fundação de sindicatos e igrejas.
Um partido é um negócio, que se faz às custas do bolso de contribuintes indefesos. Mas, na santa indignação de Coelho, a invocação do “povo” não passa de uma estratégia retórica. “O poder emana do Estado e dos partidos, não do povo” — diria o presidente da OAB se ousasse ser sincero.
No seu principismo seletivo, a OAB ignorou, ainda, o princípio da liberdade de consciência. A substituição do financiamento empresarial de campanha pelo financiamento público, o fruto provável da ação dos ínclitos advogados, agride diretamente o direito dos cidadãos de não contribuírem com partidos que não representam sua visão de mundo.
Diga-me, Coelho: por que devo transferir dinheiro para um anacrônico defensor da ditadura militar, como Jair Bolsonaro, ou para um partido que celebra figuras condenadas por corrupção no STF, como o PT?
A OAB ilude os incautos quando alega se insurgir contra o atual sistema eleitoral. De fato, ao empurrar o Congresso para a alternativa do financiamento público, o que faz é completar o edifício político e jurídico da estatização dos partidos.
Nesse passo, os partidos alcançam uma “liberdade” absoluta — isto é, libertam-se inteiramente da necessidade de obter apoio financeiro dos eleitores. Não, Coelho, não venha com esse papo de “povo”: a ação que a OAB patrocina é uma oferenda à elite política e um escárnio do conceito de representação.
Uma reforma democrática do sistema eleitoral solicitaria enfrentar o conjunto das violações de princípios que formam a cena desoladora repudiada pelas “manifestações da população nas ruas”. Intelectualmente, é fácil imaginar um sistema decente.
Elimine-se a Justiça Eleitoral: qualquer grupo de cidadãos deve ter o direito de formar um partido e disputar eleições. Fora com o Fundo Partidário: partidos são entes privados e, portanto, devem se financiar junto a seus apoiadores. Fora com as coligações proporcionais: partidos servem para veicular programas, não para comercializar minutos na televisão. Abaixo as campanhas milionárias: voto distrital misto e limitação obrigatória dos custos de propaganda política. Só nesse contexto seria apropriado proibir o financiamento empresarial de campanha e estabelecer limites razoáveis para contribuições privadas.
Na prática, uma reforma segundo essas linhas enfrenta ferrenha resistência da elite política, que se beneficia das inúmeras distorções de nosso sistema eleitoral. Os políticos não querem abrir mão das benesses estatais e dos truques que lhes permitem escapar do escrutínio dos eleitores.
Meses atrás, o castelo no qual se entrincheiram foi assediado pelas manifestações de rua. Para sorte deles, e azar nosso, a OAB de Coelho decidiu erguer uma paliçada defensiva.

"Minha casa é um hospital. Só tomamos sopa." (Climério)

"Fui na onda do Lula e comprei uma geladeira. Agora não tenho o que colocar dentro." (Climério)

"Meu automóvel morreu por falta de pagamento.Estou esperando o banco vir buscar o corpo." (Climério)

"Estou tão quebrado que até moedas de cinco centavos guardo no cofre." (Climério)

"Para poupar água e sabão minha mulher está usando as calcinhas dos dois lados." (Climério)

"Para fazer economia vale de tudo. Estamos escovando os dentes com cinzas." (Climério)

Não deixe para ser infeliz amanhã.

Se você não tem mãe, não se avexe! Compre uma no Magazine Luiza.

Eu já gostei mais de mim. Agora estou só me aturando até a morte chegar.

Acontece com os vivos. Hoje estou mais para baixo que pé de enforcado.

Confiança é coisa muito séria mesmo.Tão séria que posso dizer sem ficar rubro que não confio em mim.Nem morto.

“Minha avó teve quinze filhos. Ela tinha problema para fechar as pernas.” (Climério)

“Meu filme preferido? ‘Vida no Açougue.’ (Leão Bob)

“Meus donos são um nojo. Aproveitam o café da manhã para discutir a relação e acabam se esquecendo da minha ração.” (Bilu Cão)

“Se que o paraíso é aqui quero passar minhas férias no inferno.” (Pócrates)

Seguidores

Arquivo do blog

LIBERDADE COMO NOSSO DOM MAIOR

Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.