sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Dora Kramer- Um giro no parafuso

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Leis draconianas não garantem a saúde legal do ambiente. Disso estamos cansados de saber e habituados a ver, principalmente quando negócios privados se misturam com entes públicos.
Decretar que isso ou aquilo é proibido, é ilegal, é inconstitucional tampouco basta para balizar comportamentos. Nem por essa razão se pode deixar de aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e repressão à ilegalidade ou de saudar novas ferramentas que permitam dar mais um aperto na rosca do parafuso.
Senso crítico é essencial até para separar atos bem intencionados, mas de pouca eficácia prática, de ações que realmente tenham o poder de atuar no cerne da questão. Aqui falamos de corrupção.
Mais especificamente da lei (12.846) que entrou em vigor nesta semana, cujo objetivo é investigar, processar e punir empresas envolvidas em ilicitudes na prestação de quaisquer serviços ao Estado.
Muito bem, a corrupção já é ilegal e, no entanto, grassa. No que mais uma legislação poderia mudar essa situação? Mudar totalmente e principalmente do dia para a noite é algo que, de fato, não vai acontecer. Mas, como dizia o então ministro da Fazenda Pedro Malan nos primeiros anos do Plano Real, é tudo uma questão de "processo".
A chamada lei da Empresa Limpa (inspiração óbvia) pode ser enquadrada nessa categoria da qual faz parte a lei da Ficha Limpa. Não obstante a evidência de que a correção na vida pregressa fosse um atributo indispensável a candidatos a cargos eletivos, nenhuma importância se dava a isso.
Até o dia em que uma emenda constitucional de iniciativa popular cruzou o caminho de um ano de eleições (2010), entidades civis se mexeram, a oposição saiu da inércia, a situação não teve jeito, foi a reboque e pronto: estavam plantadas as sementes.
A existência da lei não fará desaparecerem do cenário, como que por encanto, os candidatos fichas sujas, mas sem dúvida é um fator importante de inibição para o desfile de folhas corridas que acaba resultando num Parlamento cheio de gente com contas em aberto na Justiça.
Pois com todas as questões que ainda precisam ser resolvidas na nova lei anticorrupção - conforme apontam os especialistas, em relação à delação premiada e à ordenação da competência para instauração dos processos - o ponto essencial é este: ela sem dúvida alguma inibirá os corruptores e, por consequência, dificultará o campo de atuação dos potenciais corrompidos.
A legislação não prevê prisão, mas impõe multas altas levando em conta o faturamento bruto das empresas que podem ter suas atividades suspensas ou que, em último caso, podem até vir a ser dissolvidas. Isso independentemente de os donos serem os responsáveis diretos pelo ilícito. Mal comparando, é a teoria do domínio do fato aplicada no julgamento do processo do mensalão. Estando o negócio todo em jogo é de se acreditar que haverá, sim, muito mais precaução por parte dos empresários.
Quando põe no risco o empreendimento e torna o empreendedor responsável pelos atos do conjunto, a lei busca atingir a parte que sempre ficou fora do alcance dos grandes escândalos de corrupção, cujo fôlego costuma se esgotar quando se chega aos corruptos. Até por serem mais notórios.
Se um elo dessa cadeia de promiscuidade fica solto, o sistema vai se realimentando por si. Repetindo: a lei sozinha acaba com isso? Não, mas dá uma boa ajuda.
Muito maior e mais eficaz, por exemplo, do que se proibirem pura e simplesmente as doações lícitas de empresas para campanhas eleitorais na ilusão de que, assim, estará extinto o uso do caixa dois e, com ele, o ovo da serpente da corrupção no setor público.

O PINGUIM DE BOTAS- Cristina Kirchnner acaba de ligar para o Sarney pedindo a SUNAB emprestada

Salve um membro dos rolezinhos! Dê livros de presente para ele.

Existem campanhas para tudo. E quando teremos uma campanha pela paternidade responsável?

“Dirigentes comunistas são como cupins: instalam-se no governo por todos os cantos e fazem tudo virar pó, menos os seus bens camuflados.” (Cubaninho)

“A família Sarney toda é um monumento. Um monumento ao atraso.” (Mim)

“A velhice não torna ninguém sábio. Alguns velhos ficam até mais ignorantes e brutos.” (Limão)

“Se os sapos soubessem ler por certo não comeriam moscas.” (Climério)

O governo diz que não teremos apagão, mas o preço das velas estão subindo.

Além de Cristina Kirchner, Dilma é outra que não usa desconfiômetro. Precisam avisá-la que seu governo papel está muito perto do fogo.

O lixo nosso de cada dia: a porcaria nas ruas é o retrato de um povo sem educação


Em artigo publicado hoje no GLOBO, o engenheiro Carlos Aguilar fala sobre o excesso de lixo que nós brasileiros jogamos nas ruas. Compara com outras culturas, como a japonesa, que delega a cada um os cuidados com o próprio lixo. Diz ele:
É equivocado o pensamento de que limpeza urbana é um problema unicamente do poder público. Em muitos países, a população já compreendeu que o descarte e o tratamento do lixo também são de responsabilidade de quem o produz. Garantir que ele chegue ao destino adequado é uma questão de cidadania e respeito ao futuro.
Em Tóquio, por exemplo, não existe a necessidade de instalação de lixeiras nas ruas. Os moradores entendem que possuem a obrigação de levar o lixo para casa e separá-lo para a coleta seletiva. O sistema de reciclagem local abrange mais de dez categorias. Em alguns bairros, como Odaíba, a taxa de reaproveitamento do lixo chega a 100%. Em Toronto, no Canadá, a participação popular nos trabalhos de reaproveitamento do lixo chega a 96%.
O autor, em seguida, lembra da quantidade absurda que os cariocas despejam de lixo por ano nas ruas. São números impressionantes. O ano novo já deixa sua marca no dia seguinte: começamos cada ano recolhendo uma quantidade incrível de porcaria nas praias. O Carnaval vem aí, para repetir a dose.
Como conclui o engenheiro, as autoridades públicas não devem ficar isentas de responsabilidade, pois lhes cabe desenvolver sistemas de coleta mais modernos e fiscalizar os porcalhões. “Nada disso, porém”, diz ele, “apresenta qualquer resultado se a outra parte envolvida continuar ignorando o seu papel de fazer uma cidade sustentável. O problema do lixo é de todos”. Chama-se cidadania.
Escrevi sobre o assunto aqui, com base em um ótimo livro de Theodore Dalrymple, que recomendo a todos. No texto, concluí a mensagem da seguinte forma:
Eis o que precisamos para combater a crescente porcaria pública: incutir nas crianças que lixo é lixo, e que é simplesmente errado jogá-lo no chão. Para isso existem as latas e sacos de lixo. Se o desespero de Dalrymple no Reino Unido é grande, imaginem o meu no Brasil, país em que “mijões” pululam por aí e muitos acham que as vias públicas são depósitos de lixo para seus restos de comida.
É hora de limpar essa porcaria toda. O lixo, como sabem os autores de livros policiais, diz muito sobre a pessoa. E o lixo nas ruas diz muito sobre a cultura, ou o que restou dela…
Rodrigo Constantino

Argentina congela preços e culpa especuladores: a história se repete há 40 séculos!

O governo Kirchner anunciacongelamento “voluntário” de preços e culpa especuladores pela crise:
Na tentativa de conter a disparada de preços ocorrida após a maxidesvalorização na semana passada – a cotação do dólar oficial subiu de 6,72 pesos para 8,015, uma perda de 16,15% no peso -, a Casa Rosada anunciou nesta quarta-feira um acordo “voluntário” com empresas do setor de alimentos, insumos industriais, eletrodomésticos e outros produtos incluídos no chamado plano de “Preços Cuidados”, lançado recentemente, que estabelece um mecanismo retroativo para congelar os preços no patamar de 21 de janeiro. O congelamento tem prazo indeterminado e abrange todo o país, não só a área da Grande Buenos Aires.
No caso dos eletrodomésticos, o governo da presidente Cristina Kirchner permitiu reajuste máximo de 7,5%, abaixo dos aumentos de até 30% verificados nos últimos dias. O ministro da Economia, Axel Kicillof, voltou a questionar os comerciantes, e o secretário de Comércio Interior, Augusto Costa, chegou a dizer, em tom irônico, que “cortaria a cabeça de alguns que sobem os preços”.
Aprendemos com a história que muitos não aprendem com a história. A repetição de certos erros chega a assustar. Não há nada de novo sob o sol aqui.
Quando um país se abre para o fluxo internacional de recursos, é impossível controlar tanto a inflação quanto o câmbio. Várias crises recentes aconteceram em países que tentaram isso. Queriam ter e comer o bolo ao mesmo tempo.
No sistema de câmbio flutuante, os ajustes no fluxo de capital ocorrem por meio da taxa de câmbio. Com o câmbio fixo, entretanto, o governo não tem como controlar os juros e a inflação. Tentar fazer isto é como servir a dois mestres simultaneamente, e o resultado é a traição a ambos.
Nada disso é novo. Trocam-se os personagens, mas a trama continua a mesma. Robert Schuettinger e Eamonn Butler escreveram um livro em 1979, chamado Quarenta séculos de controles de preços e salários. Pelo título, já fica claro como esta política é antiga.
Tão velha quanto a Babilônia, para ser mais preciso. O Código de Hamurabi já impunha um rígido sistema de controles de salários e preços. Naturalmente, não funcionou. Os autores resumem:
O registro histórico mostra uma sequência sombriamente uniforme de repetidos fracassos. De fato, não existe um único episódio em que os controles dos preços tenham conseguido deter a inflação ou acabar com a escassez. Em vez de conter a inflação, os controles de preços acrescentam outras complicações à doença da inflação, como o mercado negro e a escassez, que refletem o desperdício e a má alocação de recursos provocada pelos mesmos controles.
A razão para o fracasso é clara: os controles de preços não atacam a verdadeira causa da inflação, que é “o aumento dos meios de pagamento superior ao aumento da produtividade”. O governo argentino insiste no erro. Pretende evitar o aumento da inflação decretando controle de preços e punindo “especuladores”. Não se brinca impunemente com os preços de mercado.
Outro grave problema do controle de preços é que sabemos onde ele começa, mas nunca onde termina. O economista austríaco Ludwig von Mises descreveu a desagradável experiência alemã:
Nos seus esforços para fazer funcionar o sistema de controle de preços, as autoridades ampliaram passo a passo a gama de mercadorias sujeitas ao controle de preços. Um após o outro, os setores de economia passaram a ser centralizados, sendo colocados sob a administração de um comissário do governo.
O controle de determinado preço gera consequências indesejadas, e novos controles são demandados para atacar os novos problemas. Algo como aqueles desenhos animados antigos, em que o personagem tentava conter o vazamento de água tampando um buraco, mas logo apareciam inúmeros outros buracos, levando-o ao desespero.
Seria bem mais inteligente atacar a raiz do problema, a saber, as finanças públicas fora de controle, a taxa de juros abaixo da inflação, o excesso de intervencionismo no mercado, etc. Infelizmente, a Argentina escolhe o caminho da desgraça anunciada. Quem não aprendeu uma lição de 4 mil anos, não aprendeu nada mesmo!
Rodrigo Constantino

Recordar é viver: e o trem-bala, presidente Dilma?

Nunca achei o trem-bala um bom projeto. Uma montanha de recursos escassos, retirados do nosso bolso, seria usada para algo economicamente inviável ou deficitário. O Brasil tem outras prioridades. Expliquei em maiores detalhes aquiporque considero o trem-bala uma furada.
Dito isso, não deixa de ser curioso voltar no tempo e lembrar o que a presidente Dilma falava sobre o assunto. Para ela, este era um grande e necessário projeto. E mais: que ficaria pronto antes da Copa! Era essa a promessa da então ministra chefe da Casa Civil:
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (3) que o trem-bala ligando Campinas ao Rio de Janeiro ficará pronto para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que acontecerá no Brasil, pelo menos no trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro. Ela reafirmou que o governo não pretende gastar recursos em estádios e que o foco dos investimentos públicos será em mobilidade urbana nas cidades escolhidas para sediar o evento, escolhidas no domingo passado (31/05).
“Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo. (…) Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014, para a Copa até porque esta é uma região muito importante em termos de movimentacao na Copa.”, afirmou a ministra.
[...]
A ministra reafirmou que o governo federal não pretende investir recursos na construção e reformas de estádios para a Copa do Mundo de Futebol. Ela destacou que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, tem garantido que os recursos para as obras em estádios virão da iniciativa privada.
Pois é. Nada como o passar do tempo. Não temos o tal trem-bala, mas tivemos vários bilhões do “contribuinte” enterrados em arenas esportivas que são verdadeiros elefantes brancos, inúteis!
Assim é o PT. Assim é Dilma. Promessas vazias, mentiras, enganação. E você foi acreditar nela? Agora toma!
Rodrigo Constantino

Se ser de direita é ser contra o que a esquerda representa sou direita sim senhor! Pobre, filho de operários, mas com neurônios,muita leitura e trabalho.Jamais terneiro em tetas públicas,teria vergonha,muita vergonha.

Só para deixar claro: Quando falo em terneiros ou chupins não estou falando do funcionário público concursado, mas sim dos apadrinhados políticos e suas boquinhas bem remuneradas.

Os rolezinhos socialistas

Leio que organizadores de rolezinhos se filiaram à União da Juventude Socialista. Surpreso? Nem um pouco. Se, por um lado, os rolezinhos começaram como pura bagunça de gente desocupada, por outro lado foi logo capturado pelos socialistas que semeiam o caos. Era natural que alguns rolezeiros, entre os líderes, vissem nisso um trampolim para o “sucesso” político. Eles explicam os motivos:
Segundo Vinicius, a UJS o fez enxergar a necessidade de construir uma nova sociedade, onde as necessidades da juventude da periferia sejam atendidas. “Não queremos briga, arrastão e violência. Queremos apenas nos encontrar, nos divertir, beijar na boca e ocupar todos os espaços sem sofrer preconceito por parte da elite ou violência por parte da polícia. Não iremos desistir e, com o apoio da UJS, vamos até o fim”, disse ele.
Ou seja, para o inferno com essa coisa de propriedade privada e respeito ao próximo! Isso tudo é papo de liberal chato, de pequeno-burgues. Onde já se viu alguém achar que um shopping center, propriedade particular, pode manter afastada uma turma de mil “manos” só porque querem dar um “rolezinho” e dançar funk na praça de alimentação?
Preconceito? Não custa repetir o óbvio, sempre tão ignorado nesse país: não há preconceito algum quando um indivíduo, um casal, um pequeno grupo frequenta o shopping. O problema, que não tem nada a ver com cor ou renda, começa apenas quando o comportamento é inadequado para o local, especialmente com uma horda de centenas de arruaceiros.
Mas os arruaceiros e os socialistas se cruzaram, e foi amor à primeira vista. Uns são a cara e o focinho dos outros. Não querem respeitar os outros. Não querem saber de propriedade privada. Só querem o apelo à vitimização, que rende votos e poder.
Qual é a surpresa, repito, que líderes dos rolezeiros tenham visto no socialismo uma oportunidade para subir na vida? Alguns podem chegar até a deputado, senador, ministro, presidente! Não temos vários precedentes? Ou o ex-presidente Lula fez muito mais do que ficar dando rolezinhos por aí com megafone na mão disparando bravatas raivosas contra a “zelite” no passado? Ops, e no presente também…
Rodrigo Constantino

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Não consigo mais me olhar no espelho.Sempre encontro mais e mais defeitos.Não é nada bonito ser feio.

Já que todos estão sabendo...- Padilha diz que vai cancelar o convênio com a ONG do pai

RUI BARBOSA ESTAVA CERTO.CHEGOU O DIA QUE ELE TANTO TEMIA- 'Vaquinha' para Delúbio arrecada mais de R$ 1 milhão - 600.000 hoje

Não, não estamos sozinhos.Estamos sim cercados de gente de reputação duvidosa. Arre!

“Não é fácil ser ateu. Agora é Deus que tenta provar que eu não existo.” (Mim)

“Como todo e qualquer besta também me reservo o direito de estar quase sempre errado.” (Pócrates)

...E como dizia o velho ermitão José que morava num buraco de tatu, não porque não tinha casa, não porque não tinha nada, apenas para fugir das maldições e do bafo da velha mulher: "Peru esperto em dezembro só bebe água." (Mim)

VIDA EM CUBA- YOANI SÁNCHEZ- Operação limpeza



Rua Infanta com Vapor, oito da noite. Um andaime range sob o peso dos seus ocupantes. O lugar está escuro, porém ainda assim dois pintores passam suas brochas nos balcões sujos, nas fachadas e nas longas passagens que dão para a avenida. O tempo urge, a II Cúpula da CELAC começará em apenas algumas horas e tudo deve ficar pronto para os convidados. As ruas por onde transitarão as caravanas presidenciais serão retocadas, o asfalto refeito, os buracos tapados e a pobreza escondida. A verdadeira Havana será dissimulada como cidade cenográfica, como se a ferrugem – acumulada por séculos – tivesse colocada por cima um tapete vistoso e fugaz.


“A limpeza humana” chegará depois. Os primeiros sinais de que outra cenografia está sendo montada são dados pelos celulares. Chamadas que não se completam, mensagens de texto que não chegam ao seu destino e nervosos sons de ocupado respondem às tentativas de comunicação com um ativista. Então chega a segunda fase, a física. Nas esquinas de certas ruas proliferam casais que não se falam, homens com camisas quadriculadas que nervosamente tocam nos fones dissimulados em suas orelhas, vizinhos que se postam defronte as portas dos quais ontem mesmo pediram um pouco de sal. Toda a sociedade se enche de sussurros, olhos atentos e medo, uma grande dose de medo. A cidade está tensa, tremendo, em alerta; começou a Cúpula da CELAC.


A última fase é de detenções, ameaças e prisões domiciliares. Enquanto na televisão oficial os locutores sorriem, comentam as conferências de imprensa e movem suas câmeras para as escadarias de dezenas de aviões. Há tapetes vermelhos, pisos polidos, samambaias semelhantes a árvores no Palácio da Revolução, brindes, foto de família, tráfego desviado, policiais a cada cem metros, guarda-costas, imprensa autorizada, discursos de abertura, gente advertida, calabouços repletos e amigos em paradeiro desconhecido. Nem à refinaria Nico López é permitido mostrar sua fumaça suja saindo pela chaminé. O postal retocado está pronto… Porém lhe falta vida.


Depois, depois tudo passa. Cada presidente e cada chanceler voltam ao seu país. A umidade e a imundície brotam sob a fina capa de pintura das fachadas. Os vizinhos que participaram da operação retomam seu tédio e os oficiais da #OperaciónLimpieza (Operação Limpeza) são premiados com hotéis com tudo pago. As plantas colocadas para as inaugurações secam por falta de água. Tudo volta à normalidade ou à absoluta falta de normalidade que caracteriza a vida cubana.


O instantâneo falso terminou. Adeus II Cúpula CELAC.


Tradução por Humberto Sisley

JORGE OLIVEIRA- GILBERTO CARVALHO, O ESPIÃO QUE SE MANTÉM NO GELO



Rio – Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência, informante de Lula no Planalto, não tolera a Dilma e a recíproca parece verdadeira. Carvalho também não tolera povo: “Bom, fizemos tanto por essa gente, e agora eles se levantam contra nós”? Isso mesmo, é assim, com desprezo e arrogância, que ele se referiu ao contribuinte, numa tradução livre: povo, povão, zé povinho, gentinha, gentalha, miseráveis, pedintes numa palestra que fez em Porto Alegre, onde se mostrou magoado com “essa gente” que vai às ruas lutar pelos seus direitos e pela moralização do país. Carvalho acha que as esmolas e o pão e circo distribuídos pelo PT iriam calar a boca da população descontente com o rumo do país, daí a sua frustração por não ter silenciado as vozes inquietas das ruas com as migalhas do poder.



À Dilma, Carvalho – que já anunciou que sairá do Planalto – tem reservado alguns comentários ácidos numa época sensível de campanha eleitoral. Numa de suas declarações, quando o Planalto festejava pesquisa fajuta que indicava a Dilma ganhando com larga vantagem, ele botou água no chope dizendo que as eleições iriam para o segundo turno. Ou tinha os números reais ou estava torcendo contra, quando incentivava a oposição a intensificar a campanha para confrontar a presidente. Agora, numa palestra que fez em Porto Alegre, foi mais longe. Disse que o modelo petista de governar dá sinais de desgastes e que é necessário debater um novo projeto.



Pela primeira vez, um alto integrante do governo petista reconhece que a política de pão e circo está chegando ao fim ao afirmar que “um novo projeto de governo precisa ir além da inclusão social e distribuição de renda”. Enquanto a oposição, por razões eleitoreiras, silencia, tem medo de debater o assistencialismo do Bolsa Família, o próprio PT faz autocritica e pede mudança do modelo que deu três mandatos presidenciais ao partido.



Gilberto Carvalho fez essas declarações, publicadas discretamente nos jornais, em um debate sobre crise do capitalismo e democracia, no Fórum Social Temático de Porto Alegre. Ali, ele também confessou outro fracasso da Dilma ao dizer que o governo foi surpreendido pelos protestos de 2013, e que falhou ao não garantir a qualidade dos serviços públicos a uma população cada vez mais exigente.



E não teve receio em contrariar a cúpula do governo e do seu próprio partido ao enfatizar que “não há duvida nenhuma de que os sinais de desgastes estão dados. As conquistas importantes nós tivemos. Foram importantes, mas foram absolutamente insuficientes”.



Essas críticas mostram que existe um conflito dentro do Palácio do Planalto entre os lulistas e os dilmistas. Os lulistas nunca acreditaram na pureza petista da Dilma, que fez carreira política no PDT; e os dilmistas querem de toda forma se ver livre do monitoramento dos lulistas que impede a Dilma de governar. Assim é que perderam espaço lá dentro o próprio Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia, o aspone que tenta até hoje conduzir a política externa brasileira à sua maneira xiita.



Para enfrentar o poder dos dilmistas no Planalto, Lula jogou sua última cartada: botou lá dentro Aloísio Mercadante, político experiente de faro fino e habilidoso. Com o Mercadante dando as cartas no principal ministério do governo, Lula aumenta mais ainda o seu poder na administração. E o mantém como coringa para provável candidato à presidência caso se torne agudo o fracasso da administração da Dilma neste primeiro semestre. Lula pensa em repetir com Mercadante a fórmula que deu certo com a Dilma que chegou à presidência depois de um estágio na Casa Civil.

Reynaldo-BH: Os ‘soldados da web’ do PT foram mobilizados para a invasão dos blogs de quem tem mais de um neurônio

REYNALDO ROCHA
Há um movimento nas redes sociais comandado pela tropa de “soldados da WEB” do PT que saiu em defesa de Dilma e do lulopetismo neste ano de eleições. E que invade blogs independentes para ofender e provocar comentaristas não alinhados com o pensamento único.
Nada disso é novo. Há anos sei o que é isso e como funciona. Assim como o titular deste blog.
Reinaldo Azevedo publicou nesta terça-feira um post em que explicita este comportamento e o acusa de tentar impedir a interação entre quem tem ideias (nós) e quem segue cartilhas e ordens (eles). É verdade.
O aviso, certamente, será útil para muitos. Não pensem que estamos, comentaristas, imunes às agressões ou mesmo ameaças.
Não estamos, nem estivemos nestes anos negros. É uma prática comum aos milicianos de plantão, que usam a rede para tentar pasteurizar a corrupção e implantar um regime protoditatorial.
Só discordo da opção de Reinaldo Azevedo, a quem respeito sempre! Não preciso que me “protejam” de ataques e ameaças. Deixem-me escolher o que farei ou como agirei, dentro das regras de cada espaço.
Mas é importante que todos saibamos de mais esse desvio de caráter da canalha petista, que paga por opiniões amestradas e defesas do indefensável.
Não é lenda urbana nem desconfiança exagerada. A coisa tem nome, identidade e regras, como se vê nos sites do tal movimento do PT para tomar de assalto a internet.
Nada contra usar a WEB. Tudo contra falsificar a opinião e o número de aderentes (modess) a partir de uma trupe paga e dependente de neurônios.
É a censura às avessas. Se não se pode (ainda, nos sonhos deles) censurar, que ao menos se emporcalhe o espaço de debates.
Alguns colunistas ─ a exemplo de RA ─ não permitem a entrada dos ratos nos ambientes. Outros oferecem o espaço em troca de surras de rabo de tatu e abraços de jegue, o que só excita os pretensos invasores em busca de masoquismo. E outros tentam uma convivência com alguém que tenha um mínimo de respeito pelo espaço democrático que disponibilizam.
2014 é guerra. E não será por uma tropa de descerebrados que vamos abandonar nossa frente de luta. Nem deixar de ridicularizar os filhotes de Dilma.
Sei que quase nada se aproveita depois de eliminados os palavrões. Quando assim acontecer ─ se houver algo a responder ─ estaremos por aqui.
Sempre. Eles são pagos. Nós somos LIVRES.

“Das figuras feias, monstruosas, nós fugimos. Abrimos nossas portas e corações para tipos impecáveis de fala doce e mansa. Digo que é preciso ter cuidado com o modelo R.R. Soares.” (Pócrates)

Stephen Hawking nega existência dos buracos negros

Isso porque ele não conhece a cabeça do Leonardo Boff e do João Pedro Stédile, além de milhares de dirigentes e jornalistas amantes do PT.

“Sempre estou ao lado da igreja. Lado de fora.” (Mim)

“Diante de um tolo se faça de mais tolo ainda, para que ele guarde para si as flechas da inveja.” (Filosofeno)

“Não se deve dar um harém para um garanhão que definha.” (Pócrates)

E SEM CORRER RISCOS- Mercado evangélico gira R$ 15 bi por ano

Na política são poucos que prestam.Mas os piores são os que se diziam santos.Vou-me embora pra Liliput!

CORREIO DA VICUNHA FEBRIL- Nicolas Maburro deve estar doente.Não criou nenhum ministério ontem.

PERGUNTAR NÃO É OFENSA- Governo de Cuba está no Programa Bolsa-Família do BNDES?

Janer Cristaldo-MORRE MAIS UMA BOBAGEM COM FOROS DE CIÊNCIA

Não acredito em Deus nem em ponto G, costumo afirmar. Muito menos no aquecimento global. É sintomático que, como a histeria em torno ao racismo, a idéia de aquecimento global tomou força após a queda do Muro e o desmoronamento do comunismo. Urge encontrar novos pretextos para lutar contra o capitalismo. Já escrevi sobre o assunto.

Mentira morta, mentira posta. A grande ameaça deixou de ser o capital. Passou a ser o aquecimento global. O que no fundo dava no mesmo. Era a sociedade capitalista, com seus índices de consumo, o fator maior de aquecimento. Nem as vacas – que produzem carne, este luxo capitalista – foram poupadas. Suas flatulências destruíam a camada de ozônio. Por trás da nova denúncia, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática, ligado à ONU).

O IPCC foi desmascarado em 2009, quando o famoso climatologista Phil Jones, diretor da Unidade de Investigação do Clima da Universidade de East Anglia, foi acusado de haver manipulado dados para exagerar os efeitos da mudança climática. Ele renunciou depois que foram divulgadas na internet mensagens que supostamente demonstrariam a fraude. Em um dos e-mails invadidos por hackers, Jones menciona um "truque" empregado para maquiar as estatísticas de temperatura para "ocultar uma redução".

A teoria do aquecimento global teve seu guru precursor, James Lovelock, inventor do Electron Capture Detector, aparelho que ajudou a detectar o (suposto) buraco crescente na camada de ozônio e outros nano-poluentes, considerado “uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade”, é o criador da chamada Hipótese Gaia, que vê a Terra como um organismo vivo.

Não há de novo sob o sol. Aliás, desde o Qohelet não havia. Já comentei há alguns anos. Lovelock chegou à conclusão que a raça humana está condenada. Que mais de seis bilhões de pessoas morrerão neste século. Enquanto caminhava em um parque em Oslo, declarou ao escritor americano Jeff Goodel:

- Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Em entrevista para a Veja, em 2006, falando sobre seu livro A Vingança de Gaia, lançado naquele ano na Inglaterra, Lovelock brandia o apocalipse. O repórter, não por acaso um dos crentes no efeito estufa, queria saber quando o aquecimento global chegaria a um ponto sem volta. Respondeu o guru, com a convicção dos profetas:

- Já passamos desse ponto há muito tempo. Os efeitos visíveis da mudança climática, no entanto, só agora estão aparecendo para a maioria das pessoas. Pelas minhas estimativas, a situação se tornará insuportável antes mesmo da metade do século, lá pelo ano 2040.

- O que o faz pensar que já não há mais volta?
- Por modelos matemáticos, descobre-se que o clima está a ponto de fazer um salto abrupto para um novo estágio de aquecimento. Mudanças geológicas normalmente levam milhares de anos para acontecer. As transformações atuais estão ocorrendo em intervalos de poucos anos. É um erro acreditar que podemos evitar o fenômeno apenas reduzindo a queima de combustíveis fósseis. O maior vilão do aquecimento é o uso de uma grande porção do planeta para produzir comida. As áreas de cultivo e de criação de gado ocupam o lugar da cobertura florestal que antes tinha a tarefa de regular o clima, mantendo a Terra em uma temperatura confortável. Essa substituição serviu para alimentar o crescimento populacional. Se houvesse um bilhão de pessoas no mundo, e não seis bilhões, como temos hoje, a situação seria outra. Agora não há mais volta.

- O senhor vê o aquecimento global como a comprovação de que sua teoria está certa?
- O aquecimento global pode ser analisado com base na Hipótese Gaia, e, por isso, muitos cientistas agora estão se vendo obrigados a aceitar minha teoria.

Quem se viu obrigado a fazer meia-volta – quem diria? – e negar sua própria teoria, foi Lovelock. Como o planeta teimava em não aquecer-se, Lovelock confessou em abril de 2012 ter sido alarmista: "cometi um erro".

- O problema é que não sabemos o que o clima está fazendo. Pensávamos que sabíamos nos últimos vinte anos. Isto levou a alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia óbvio, mas isto não aconteceu. O clima está fazendo seus truques usuais. Não há nada realmente acontecendo ainda. Já era para estarmos a meio caminho de um mundo tórrido. O mundo não aqueceu muito desde a virada do milênio. Doze anos é um tempo razoável... a temperatura permaneceu quase constante, enquanto devia ter-se elevado. O dióxido de carbono está aumentando, não há dúvida quanto a isso. 

Lovelock arrebanhou milhares de malucos no mundo todo que saíram a fazer campanhas para impedir a construção de barragens e hidrelétricas. Isso sem falar nos que condenavam a pecuária brandindo a flatulência das vacas como fator de aquecimento do planeta. Era tudo alarme falso. A retratação de Lovelock ocorreu há dois anos. Mas até hoje não falta jornal que recidive, propositadamente ignorando a retratação do autor da teoria.

Outra de minhas descrenças era em torno dos tais de buracos negros, teoria criada pelo físico inglês Stephen Hawking, da Universidade de Cambridge. Verdade que, bem antes de Hawking, Carlos Duccati, do curso de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já me falara sobre o assunto. Figura muito popular em Porto Alegre nos anos 60, Duccati não é terráqueo, mas orionino. Isto é, vem da galáxia de Orion e se encontra em missão na Terra.

Hawking tornou pública sua teoria em 1974. Uns cinco anos antes, Duccati já me falava dos buracos negros. Ele os conhecia muito antes do físico inglês. O viajante astral andava em busca de Galactus, ser galático que odiava a vida e se alimentava de planetas. Galactus fora, inicialmente, uma ilação teórica. Com o correr do tempo, sua existência passou a ser um imperativo de ordem conceitual, única explicação plausível para o desaparecimento de civilizações cósmicas multimilenares.

Sempre achei que tanto Duccati como Hawking andavam lendo muito histórias em quadrinhos. A idéia de um buraco que devora galáxias – como também a idéia de Deus - é por demais inverossímil para ser aceita pelo intelecto. Não sei o que pensa hoje o orionino. Em entrevista para a revista científica Nature, Hawking acaba de se retratar. "Não existem buracos negros" - disse. 

A declaração tenta colocar um ponto final em uma discussão que se arrasta há décadas – diz a revista - e que, em última instância, está na base de um dos principais desafios da Física: unificar a Teoria da Relatividade (que explica o mundo macroscópico) com a Mecânica Quântica (que explica o mundo microscópico).

A idéia de buraco negro - um objeto cosmológico resultante do colapso de uma estrela, cuja massa gigantesca (que pode ser milhões de vezes maior que o Sol) é condensada em um único ponto, com tamanha força gravitacional que suga tudo o que está a sua volta, até mesmo a luz -- vem do início do século 20.

Sem nada entender de Física, sempre vi Hawkings como uma espécie de vigarista talentoso. Explico. Há muito anos, o vi dando uma entrevista em sua cadeira cheia de recursos tecnológicos. Com o único dedo que podia mover, o físico digitava as respostas e um processador transformava o texto em voz. Só havia um problema, para processar uma frase eram necessários longos minutos, muito mais que o tempo exigido para digitar.

Pergunta-se: por que a enfermeira que o acompanhava não lia o texto? Seria bem mais prático. Sua postura era de uma arrogância tecnológica semelhante a de Miguel Nicolelis, este senhor que aspira ser o primeiro Nobel brasileiro, trabalhando em um pesado, complexo e caríssimo exoesqueleto para paraplégicos, quando existe um atalho bem mais singelo, prático e barato, a cadeira de rodas. Me lembra conto que li quando jovem, sobre pesquisadores que queriam criar uma laranja e acabaram chegando à conclusão que plantar uma laranjeira era bem mais prático. 

Pergunta que se impõe: como ficam os institutos e autoridades científicas que publicaram centenas de fotos de algo que não existe, os buracos negros?

Se eles têm Chico Buarque, nós temos Bruce Dickinson!


Fonte: Exame
Como todos sabem, o ícone da esquerda caviar é Chico Buarque, aquele que adora Cuba lá de Paris. Mas se eles têm Chico, nós, da direita Miami, temos Bruce Dickinson, o líder da clássica banda de metal Iron Maiden.
Sou fã há anos, admito. Escuto Iron Maiden desde os tempos de disco de vinil (“Killers” foi o primeiro álbum que comprei). Além do rock bem tocado, o grupo tem melodia e letras inteligentes. Mas nada disso vem ao caso aqui. Bruce é um empreendedor capitalista de sucesso, e não tem receio de admiti-lo!
Esteve no Brasil, em São Paulo, para dar uma palestra sobre empreendedorismo. A Exame fez uma matéria:
Ele pilota o próprio avião. Tem uma cerveja própria. Viaja de São Paulo à Europa na mesma semana. Parece turnê de rock star, mas é a rotina de Bruce Dickinson, líder do Iron Maiden, rodando o mundo para falar sobre empreendedorismo.
Investidor-anjo, mestre cervejeiro (a banda tem sua própria cerveja, a Trooper) e historiador. Dickinson explora sua criatividade em várias frentes e defende que empreendedores devem aprender sobre os mais diferentes assuntos.
[...]
Dickinson comparou o mundo dos negócios com o oceano. “Se você fica parado, como o peixe, você será comido por tubarões. Se você tem fãs, clientes fiéis, então você tem algo realmente valioso. Desenvolver negócios é desenvolver algo valioso. Se você quer ficar no mercado, tem que pensar o que é valioso e o que seu negócio faz que é único e especial”, compara.
Exatamente. O empreendedor deve focar no cliente o tempo todo, deve procurar servi-lo com algo valioso, segundo sua própria perspectiva. Por isso os empreendedores são os heróis dos liberais, enquanto burocratas e políticos arrogantes são os ídolos da esquerda caviar, que não liga para os consumidores
Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino- FT: Brasil é o grande perdedor em Davos. Ou: O tiro de Dilma saiu pela culatra!

Deu no FT (publicado no Valor): Brasil foi o grande perdedor em Davos:
O Brasil saiu como o grande “perdedor” do encontro de Davos, a despeito das tentativas da presidente Dilma Rousseff de resgatar a imagem do país entre investidores estrangeiros. Já o México seria o grande “vencedor” entre as nações participantes. A avaliação foi feita pelo blog “Beyond Brics”, do jornal britânico “Financial Times”.
De acordo com a publicação, “não era fácil ouvir algo de positivo sobre o Brasil” em Davos. A falta de investimentos estruturais e o excesso da participação do consumo no crescimento do país foram os fatores citados para o pessimismo dos presentes com a economia brasileira.
A presidente Dilma ainda não se deu conta de como funciona o mercado. Acredita que dá para enganar os investidores do mundo todo só com o gogó. Acha que as mentiras que conta por aqui, e que podem enganar parte da massa de desatentos, conseguem iludir gestores de bilhões de dólares acostumados com todo tipo de governante embusteiro.
Em sua coluna de hoje na Folha, o economista Alexandre Schwartsman resumiu bem a coisa:
Visto em certos círculos como capitulação, a presidente discursou em Davos numa tentativa de recuperar a confiança perdida pelo país junto a investidores internacionais. Intenção louvável (ainda que tardia) à parte, o resultado não foi dos melhores. O discurso está permeado dos mesmos vícios que criaram o problema, a saber, autossuficiência no limite da arrogância, assim como uma inacreditável incapacidade de entender as críticas ao desempenho medíocre do país.
[...]
Em nenhum momento houve reconhecimento dos erros (e não foram poucos!) de política, os diagnósticos equivocados, a execução malfeita de projetos. Houvesse autocrítica, certamente seria possível construir uma base para a credibilidade acerca de rumos futuros que incorporassem a correção dos enganos anteriores.
Assim, se tivesse que resumir o discurso, seria algo na linha: “Estamos fazendo tudo certo, mas vocês não reconhecem; tratem de admitir que somos fantásticos e invistam”.
Essa postura é sinônimo de chamar os investidores todos de otários. O tiro de Dilma saiu pela culatra. A ida a Davos serviu apenas para todos terem certeza de que nada vai mudar. Dilma acredita em seu modelo equivocado nacional-desenvolvimentista.
Se a maioria dos eleitores brasileiros se der conta disso a tempo, o modelo irá mudar trocando a presidente; caso contrário, teremos de mergulhar no caos argentino ou algo próximo disso para que haja a noção plena de que o projeto é um fracasso.
Rodrigo Constantino

Celso Ming-Ligaram o aspirador

Celso Ming - O Estado de S.Paulo
Em apenas 15 dias, o ambiente global, que era relativamente favorável, virou contra a economia dos emergentes.
Ainda na metade de janeiro, o Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC) comemoravam a facilidade com que empresas brasileiras, entre as quais a Petrobrás, captavam novos empréstimos externos. Essa fonte secou abruptamente porque a percepção entre os senhores do dinheiro é de que a reversão da atual política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e a desaceleração da China provocarão o sumiço de recursos para o financiamento do rombo dos países emergentes.
Na última segunda-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, advertiu na London School of Economics que começou a funcionar um gigantesco "aspirador de pó" de dólares, que provocará não só secura financeira para os emergentes, mas também certa fuga de capitais, que começou pela Argentina e pela Turquia.
A resposta da Turquia foi dar um choque nos juros, ou seja, foi reduzir substancialmente o volume de moeda (a lira turca) para neutralizar a desvalorização diante do dólar. Podem não estar claras as proporções dessa alta porque a Turquia trabalha com vários segmentos de oferta monetária, com juros diferenciados em cada uma delas. Mas foi uma paulada, como tentativa destinada a evitar a excessiva desvalorização de sua moeda.
A reação das autoridades do governo Dilma foi dizer que o Brasil não está sujeito a contágios, porque tem fundamentos sólidos e tal. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, assoviou ontem essa música, que não convence ninguém.
O avanço econômico do Brasil segue insignificante, a inflação está à altura dos 6% ao ano e o rombo das contas externas é alto. Os grandes beneficiários da política econômica do governo Dilma, os tais 40 milhões incluídos às classes médias, mostram-se insatisfeitos organizando rolezinhos em shopping centers e protestos contra a Copa do Mundo.
O BC tem agora razão adicional para seguir puxando para cima os juros básicos, hoje em 10,50% ao ano. A maior inconsistência da política econômica do governo Dilma é de que a política fiscal e a política monetária caminham em direções opostas. O Ministério da Fazenda eleva as despesas para estimular o consumo e a atividade econômica; e o BC reduz o volume de moeda (aumenta os juros) para conter a demanda e a inflação.
A presidente Dilma prometeu para o início de fevereiro novas metas de política fiscal, que determinarão a sobra de arrecadação destinada a pagar a dívida (superávit primário). É uma excelente oportunidade para dar coerência à sua política econômica e evitar que os juros tenham de ir à lua para contrabalançar o aspirador de pó de que falou Tombini.
Não basta anunciar metas fiscais mais apertadas, coisa que este governo fez em cada um dos últimos três anos e não cumpriu. É preciso que essa meta carregue dose suficiente de credibilidade. A erupção do azedume externo pode ser o elemento que faltava para convencer a presidente Dilma de que não pode ficar parada e que precisa dar mais consistência à sua política econômica. A ver.

DORA KRAMER- Excessos sigilosos

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Dizer que Dilma Rousseff não entendeu direito a essência da reação crítica à sua escala técnica de 15 horas em Lisboa para abastecer o avião que a levava da Suíça a Cuba seria menosprezar a capacidade da presidente (e de seus conselheiros) de tergiversar.
Como qualquer ser humano dotado de um mínimo de habilidade cognitiva, ela compreendeu perfeitamente do que se trata. Mas, convenientemente, preferiu dissertar de maneira professoral sobre a divisão da despesa entre os participantes do jantar no restaurante Eleven, na capital portuguesa.
"Eu escolho o restaurante que for porque eu pago a minha conta", iniciou ao seu peculiar modo autossuficiente, para continuar austera - "não há a menor condição de eu usar o cartão corporativo e misturar o que é consumo privado e público" - e encerrar em figurino exemplar: "No meu aniversário (em Moscou) eu também paguei. Tem gente que acha esquisito uma presidente dividir a conta. Acho isso extremamente democrático e republicano".
E por aí foi detalhando suas exigências na partilha dos gastos com almoços e jantares; falou sobre a autonomia de voo da aeronave presidencial (um problema também enfrentado pelos governos do México e da Argentina, ficamos sabendo) e das escalas cogitadas até a opção por Portugal.
Como se as questões em tela fossem essas. Pagar a conta do restaurante em compromissos privados pode até não ser um hábito entre autoridades brasileiras, mas trata-se de uma obrigação. E, no caso, de um instrumento de rodeio.
As despesas de hospedagem em dois hotéis de luxo - suíte presidencial a R$ 26 mil - e transporte da comitiva ficaram fora da dissertação presidencial. Assim como ficaram e ficarão longe da vista e dos ouvidos dos cidadãos por que, por determinação da zelosa presidente, os gastos com viagens presidenciais passaram a ser incluídos entre as informações a serem mantidas em sigilo.
E é desse segredo que se cuida. A ele também se dá o nome de ausência de transparência, que fere o artigo 37 da Constituição onde estão previstos os pressupostos a serem obedecidos pelos ocupantes de cargos na administração pública.
O argumento da Presidência ao baixar a norma foi a genérica alegação de razões de segurança. É de se perguntar no que a segurança presidencial estaria ameaçada se o público soubesse o quanto está pagando pelas despesas das comitivas oficiais mundo afora.
Mas a presidente não reivindica apenas o direito de gastar sem dar satisfação. Quer, nessas viagens, aproveitar as escalas técnicas para passear e ter alguns momentos de lazer como "cidadã comum", longe dos olhos da imprensa. Vale dizer, do País.
Por esse método, desde 2012 fez seis paradas que só apareceram depois na agenda oficial. Desta vez, soube-se que estava em Lisboa porque o Estado descobriu. A Presidência justificou que a decisão havia sido tomada de última hora, no sábado, e o governo português desmentiu; fora avisado na quinta-feira.
Não há outro jeito de dizer: o governo brasileiro mentiu. E a presidente da República, cobrada, fez-se de desentendida. Não há razão para isso.
Se a chefe do governo quer momentos de folga em suas viagens internacionais, deveria dizer isso com clareza, sem usar o subterfúgio da parada técnica porque o reabastecimento do avião é algo a ser resolvido com alguma rapidez.
Não é preciso desembarcar a comitiva, transportá-la, hospedá-la, proporcionar-lhe lazer e levá-la de novo ao cumprimento da próxima etapa de trabalho. O fato de nesse meio tempo cada um pagar a sua parte na conta do restaurante, francamente, é o de menos.

CORREIO DO PAPA HÓSTIA LINGUARUDO- Padre de Farroupilha fala em imprudência de jovens na Kiss e associação pede retratação

Tal declaração só poderia partir mesmo de um descerebrado que acredita na existência do Mandrake celestial.
Que falta de humanidade!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tadinho dos aviões

Marcelo Guaranys, presidente da Anac, Agência Nacional da Aviação Civil, ficou irritadíssimo com os acontecimentos da sexta-feira passada, quando passageiros da linha Cuiabá ─ São Paulo da Gol, depois de duas horas encarcerados no avião parado, no escaldante sol carioca do Aeroporto do Galeão, abriram de seu jeito a porta de emergência e saíram andando pela asa do Boeing.
Guaranys ficou irritado com o comportamento da empresa, que deixou seus passageiros cozinhando ao sol? Não. Irritou-se porque os passageiros pisaram na asa (e sem nem limpar a sola dos sapatos!) “Isso não pode virar moda”, disse Guaranys. “Episódios como esse colocam os passageiros em alto risco, podem danificar o avião e atrasar outros voos. Foi um dos maiores absurdos que eu já vi”.
Este colunista concorda com o responsável pela fiscalização e supervisão das empresas aéreas no país: este é um dos maiores absurdos que eu já li.
Carlos Brickmann

‘Os sem-noção’, por Carlos Brickmann

Às vezes o problema não é a quantia, nem a legalidade. Comprar um picolé e saboreá-lo ao lado de um garoto que pede pão envolve pouco dinheiro e é totalmente legal. Mas é indecente. É coisa de, para dizer o mínimo, gente sem noção.
Pode-se escolher um nome mais duro. Mas evitemos chamar de cafajestada um anúncio em rede nacional sobre as maravilhas do Governo maranhense, enquanto no presídio de Pedrinhas nem houve tempo para lavar o sangue do chão.
Sua Excelência a governadora Roseana Sarney, a propósito, foi quem, no meio de toda a crise das decapitações, dispôs-se a abastecer a despensa do Palácio e de sua casa de praia com lagostas, camarões, uísque 12 anos. Sem noção.
Há crianças fora da escola, hospitais públicos em mau estado, às vezes sem remédios básicos. Temos presos amontoados em celas inadequadas, comandados pelo crime organizado. Mas não faltam verbas para os espetaculares edifícios dos tribunais ─ projetados, claro, por Niemeyer. Os prédios do STJ, TST e Procuradoria-Geral da República, mais um anexo do Supremo, custaram quase R$ 1,5 bilhão. Nos EUA, só o presidente da Suprema Corte tem carro oficial. Aqui, de desembargador para cima, todos têm carro oficial com motoristas. Sem noção.
Maria Antonieta, rainha da França, era popular. Mas os gastos da Corte e um presente que recebeu do marido, Luís 16 ─ o belo palácio Petit Trianon ─ foram mal vistos pelo país em crise. Ela, sem noção, só percebeu que seu prestígio se esvaíra quando o povo se revoltou.
Como os presos do Maranhão, foi decapitada.

DISCRIMINAÇÃO É ISSO

Augusto Nunes

Discriminação é isso

“Queremos nos congratular com a militância que, solidariamente, vem contribuindo para as multas, injustas e desproporcionais, impostas aos companheiros condenados na Ação Penal 470 no STF”.

Trecho da nota emitida pelo PT nesta segunda-feira, depois da reunião da Executiva Nacional, em agradecimento aos que fizeram doações para pagar as multas de Delúbio Soares e José Genoino, sem explicar por que não recorre ao mesmo tipo de coleta para socorrer companheiros como Marcos Valério e Valdemar Costa Neto, que tanto contribuíram para o sucesso financeiro da quadrilha do mensalão.

Dora Kramer- Passado a limpo

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Não está claro quando a verdade saiu contundida: se no presente ou no passado.
Mas, tenha maquiado a realidade antes ou esteja agora adaptando o discurso às circunstâncias eleitorais, fato é que o governo apresenta versões diferentes daquelas que divulgava meses atrás sobre os protestos de junho e o grau de dificuldade da reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Todo mundo tem direito a mudar de opinião. Desde que, principalmente em se tratando de governos, fique bem explicado e justificado que se trata de uma mudança de posição. Do contrário, o que se tem é um exercício de "apagamento" da memória coletiva, a falta consentida de compromisso com a palavra dita.
Na sexta-feira passada, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse no Fórum Social, em Porto Alegre (enquanto Dilma falava no Fórum Econômico, na Suíça) que houve perplexidade no governo federal e até um sentimento de "ingratidão" em relação aos manifestantes do mês de junho de 2013.
Segundo Carvalho, levou-se "um susto" em Brasília. "Nós ficamos perplexos". E, por "nós", explicou, falava do governo e dos "movimentos tradicionais". Sentiram "dor", como quem diz, "fizemos tanto por essa gente e agora eles se levantam contra nós", relatou o assessor presidencial à plateia.
Perplexo e assustado certamente ficou, ao ler a declaração, quem se lembrava das declarações de governistas à época dos protestos. Nada a ver com o que disse o secretário-geral agora.
A avaliação corrente entre esse grupo era a de que as manifestações ocorreram devido aos êxitos das administrações do PT, pois elas melhoraram a vida das pessoas e aumentaram o nível de exigência dos incluídos. Além disso, os protestos, afirmavam com razão, não eram contra o governo federal, mas contra todos os partidos e políticos.
A presidente Dilma, especificamente, disse mais de uma vez que entendia e ouvia a voz das ruas, que o "Brasil acordou mais forte" e que as queixas e os queixosos mereciam todo respeito e consideração. Onde a mágoa? Onde o sentimento de ingratidão? Onde a sensação de que "fizemos tanto por essa gente e agora eles se levantam contra nós"? Onde a verdade? Neste caso, provavelmente na fala atual de Gilberto Carvalho. Maquiados estavam os discursos oficiais da época.
Reportagem de João Domingos publicada na edição de segunda-feira do Estado, tendo como personagens vários petistas importantes, mostra que na avaliação do partido a disputa eleitoral será muito difícil e sem perspectiva de vitória no primeiro turno.
Os analistas citados: Gilberto Carvalho, o ex-presidente Lula da Silva, o presidente do PT, Rui Falcão, e o vice- presidente da Câmara, André Vargas.
Eram os mesmos que juntos a outros tantos até recentemente ironizavam a oposição, menosprezavam os oponentes, provocavam, davam a entender que a eleição seria praticamente uma formalidade. Apenas por acidente Dilma não seria reeleita no primeiro turno.
O jornalista João Santana, tido como 40.º ministro tal a sua influência como arquiteto das magias palacianas e eleitorais, disse em altaneiro tom após a primeira grande queda da presidente nas pesquisas, ao prever a recuperação: "A Dilma vai ganhar no primeiro turno, porque ocorrerá uma antropofagia de anões. Eles (os adversários) vão se comer lá embaixo e ela, sobranceira, vai planar no Olimpo".
Onde a verdade? Nas palavras de Santana, na arrogância anterior das lideranças ou nas avaliações mais comedidas de hoje? Aqui, tudo indica que as circunstâncias atuais recomendaram uma conciliação entre realidade e humildade. Pela razão prática do recuo estratégico para abrir espaço ao avanço tático.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

VIDA EM CUBA- SEM COMPROMISSO

YOANI SÁNCHEZ
Vermelho e preto são as cores do jornal Granma. Porém, diferentemente da famosa obra de Stendhal, o leitor não encontrará realismo em suas páginas, mas sim proselitismo. Quando o órgão oficial do partido comunista escolhe uma manchete tem mais intenções de impor uma ideia do que de informar sobre esta.
Assim ocorreu com a frase que se destacava no primeiro plano deste diário na quinta-feira passada. Tiradas do discurso de Raúl Castro em Santiago de Cuba aquelas palavras enfatizavam que “A revolução continua a mesma, sem compromissos com ninguém em absoluto, só com o povo!”. Com essa manchete tanto o orador como os editores queriam reafirmar algo que na realidade não deixaram muito claro. Vale à pena tentar decifrar o seu significado.
Passaram-se já 55 anos desde que começou a chamada Revolução Cubana, pelo que esta referência a possíveis compromissos não deve remontar as suas origens. Cabe imaginar que o General não aludia, com ela, a ruptura e a ingratidão com certos respaldos e subvenções que os rebeldes tiveram há meio século.
Então não soa como um adeus aos velhos companheiros de rota que puseram o ombro e o bolso para sustentar este sistema por décadas.
Quem é então esse “ninguém” de quem Raúl castro retira qualquer possibilidade de reclamação? Evidentemente tampouco aponta o Palácio de Miraflores pelo volumoso subsídio que Cuba recebe da Venezuela. Pois este apoio econômico gerou mais ataduras políticas para o governo mantenedor do que para o mantido.
Pensar que é uma insinuação desobrigando-se das responsabilidades políticas por pertencer a CELAC resultaria ingênuo, pelo menos. Então sobre que falava este homem de uniforme militar, frases herdadas e discurso por escrito? A que se refere? A resposta aponta tanto para a Casa Branca como para Bruxelas.
Toda negociação ou conversação precisa de um mínimo de obrigações a serem cumpridas. Qualquer parte implicada num acordo se certifica que a outra ceda em igual ou maior medida ao que ela faz. É evidente que em 2013 tanto os Estados Unidos como a União Européia deram passos para atenuar a temperatura diplomática entre eles e a Praça da Revolução.
Piscadelas, flexibilizações e anúncios de um novo caminho chegaram a ser ditos por alguns políticos em relação à Maior das Antilhas. O prato estava servido para o festim do acordo e do diálogo. Como resposta o ingrato convidado parou e virou a mesa.
“Sem compromissos…” Gritou Raúl Castro e apressurou-se a grafá-lo em letras vermelhas no jornal Granma. Aos que a frase é dirigida já o sabem, já estão advertidos.
Tradução por Humberto Sisley

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