terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A sociologia dos rolezinhos

Que a esquerda sabe ser oportunista como ninguém, todos sabem. Basta sentir cheiro de gasolina no ar, que já risca o fósforo em busca de explosões vantajosas para si. Se for em São Paulo, então, vira uma obsessão, pois se trata do reduto tucano que é verdadeira tara do PT para quebrar resistências ao seu projeto bolivariano de poder.
Por isso o tema dos “rolezinhos” ganhou esta dimensão, e vários “intelectuais” saíram em campo com suas “teses” feitas sob medida e com moldura chapa-branca. O editorial do GLOBO de hoje não deixou barato, e colocou o dedo na ferida. Merece os meus parabéns. Segue um trecho que resume bem a coisa:
Entrou em cena a manipulação do “pobrismo”, ideologia de cepa populista, segundo a qual toda a “Verdade” emana das faixas sociais menos favorecidas. O pobrismo, somado ao interesse de Brasília em criar dificuldades para o governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, o inimigo a ser abatido nas urnas de outubro, injetou malignidade no rolezinho, que deixou de ser aquele convocado pela garotada. Surgem MST e partidos no rolê convertido em manifestação de rua. Vêm daí declarações do ministro Gilberto Carvalho, setorista de “movimentos sociais” no PT e governo, contra a ação policial (da PM estadual) nos rolês paulistas, e a racialização do assunto pela ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros.
Na visão pobrista, racialista e partidária, shopping passou a ser lugar adequado a manifestações de rua, em prejuízo dos frequentadores, lojistas e seus empregados. Ora, tanto quanto o hall de entrada do Planalto, onde Gilberto Carvalho dá expediente, estabelecimentos comerciais não podem ser espaço de atos políticos. Querem criar uma “sociologia do rolezinho” com objetivos sequer imaginados por jovens das redes sociais.
Fica aí uma ótima sugestão para a rapaziada entediada nas férias e avessa aos livros: que tal dar um “rolezinho” lá na entrada do Planalto, onde Gilbertinho bate ponto? Acho que ele, acima de todo preconceito e sem nenhum tipo de viés autoritário, vai adorar a visita da turma…
Rodrigo Constantino

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