quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Inflação na Argentina passa de 25%. Se cuida, Brasil!

Deu no GLOBOInflação na Argentina passa de 25%, segundo sindicatos
Em dezembro passado, a inflação argentina foi a mais alta de 2013, alcançando 3,16%, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Central Geral de Trabalhadores (CGT), entidade opositora ao governo, comandada pelo líder do sindicato dos caminhoneiros, Hugo Moyano, ex-aliado do governo Kirchner. Segundo o Observatório de Dados Econômicos e Sociais da CGT de Moyano (que convive com uma CGT oficialista), o país fechou o ano com inflação de 25,03%, a mais alta desde 2003, quando os Kirchner chegaram ao poder.
Nos próximos dias, deverá ser publicado o Índice de Preços do Congresso (IPC) anual, calculado com base em projeções de consultorias privadas, que, entre novembro de 2012 e o mesmo mês do ano passado, estimaram uma inflação de 26,9%. Com variações, as medições extraoficiais de preços confirmam que este ano a inflação será, como em 2013, uma das principais pedras no sapato da economia argentina.
Já o Indec, o IBGE de lá, que não goza de mais nenhuma credibilidade, vai mostrar uma inflação próxima de 10% no ano, uma piada de mau gosto. Encontra-se gente que ainda acredita em Papai Noel em Buenos Aires, mas não quem acredite nos dados estatísticos oficiais.
Para esse ano, muitos esperam uma inflação perto de 35%. A Argentina caminha rapidamente na direção da Venezuela, que fechou 2013 com quase 60% de inflação! Não existe imposto mais nefasto para os pobres do que a inflação. Ela rasga o tecido social e gera o caos, não apenas econômico. A Alemanha dos tempos de hiperinflação sabe bem disso, quando Hitler chegou ao poder.
A Venezuela já é recordista mundial em homicídios. O país está comovido, em choque, porque uma ex-miss Venezuela foi morta durante um assalto. O “presidente” Maduro falou da violência como um “mal social”, mas finge que as medidas chavistas bolivarianas que mantém não têm elo algum com a situação caótica.
É o socialismo do século 21 destruindo os países latino-americanos, assim como o socialismo do século 20 fez. O Brasil ainda não está no mesmo patamar de desgraça. Nossa inflação, por exemplo, tem se mantido perto de 6% ao ano – com vários preços administrados pelo governo congelados, é verdade.
Mas a coisa, por enquanto, não saiu do controle. Ainda é possível reverter o quadro e impedir o pior. Só não creio ser possível fazer isso com essa equipe que aí está, e com essa chefe de equipe, que é quem dá as cartas e toma as decisões econômicas. Se cuida, Brasil!
Rodrigo Constantino

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