sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

RODRIGO CONSTANTINO- As escolhas de São Paulo e o monopólio dos fins nobres

Temo me tornar repetitivo. Mas que posso fazer se a esquerda é extremamente repetitiva em suas falácias? Uma das mais adoradas é justamente o monopólio das virtudes. Funciona assim: o esquerdista não debate os melhores meios para os fins nobres que a maioria defende, e sim toma para si esses objetivos louváveis, alegando que quem discorda de seus métodos propostos só pode ser contra o fim também.
Foi exatamente o que fez Oded Grajew em seu artigo publicado na Folha hoje. Grajew é um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, antro de esquerdistas que se unem anualmente para cuspir no capitalismo e defender, inexoravelmente, mais estado. Foi também assessor especial do presidente Lula. Eis o que ele diz:
A sociedade paulistana precisa fazer sua escolha: procurará pagar menos imposto e, consequentemente, colocará menos recursos para os serviços públicos, omitir-se-á na cobrança e na fiscalização do governo e se conformará em morar numa cidade extremamente desigual com enormes carências e péssima qualidade de vida, ou exercerá a sua cidadania, fiscalizando a aplicação do dinheiro público, cobrando do governo ética e competência, sendo mais solidária e usando sua riqueza para ajudar a reduzir a desigualdade e oferecer qualidade de vida e bem-estar a todos os habitantes.
Em outras palavras, segundo o esquerdista, há apenas duas alternativas: ou você é contra tantos impostos e, por tabela, só pode ser contra os mais pobres; ou você defende altos impostos e fiscaliza o governo, sendo, então, um defensor dos mais pobres. Quem condena os pesados impostos só pode ser um rico insensível, eis a mensagem nem tão disfarçada assim.
Mas é pura balela. Se formos debater os meios, dentro do mundo real, veremos que esses impostos todos têm servido apenas para desvios, corrupção, fins questionáveis e eleitoreiros, e muita, muita incompetência na hora de executar os serviços prometidos. Eis a realidade, ao contrário do discurso, que aceita qualquer coisa.
Portanto, apresento uma alternativa mais realista: ou você defende a redução drástica do tamanho e do escopo do estado, com a concomitante diminuição da carga tributária, permitindo o aumento da riqueza e a melhoria da qualidade de vida dos mais pobres; ou você pede sempre mais e mais governo, com mais e mais impostos, e ignora os terríveis resultados concretos dessas medidas, para continuar posando (ou pousando, como diria Emir Sader) como um grande defensor dos mais pobres.
PS: A prefeitura de São Paulo é um balão de ensaio do PT para o país. Se os avanços estatizantes do prefeito Fernando Haddad forem bem-sucedidos (do ponto de vista político, não econômico), será assim pelo Brasil todo. Portanto, meus caros paulistas que ainda não perderam o juízo, resistam!

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