quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

RODRIGO CONSTANTINO- A bolha imobiliária de Ipanema é o de menos; o problema é a bolha da esquerda caviar!

Sou adepto da tese de que ainda não há uma bolha imobiliária no Brasil, mas ela se encontra em gestação, estimulada pelo próprio governo, via Caixa principalmente. Falei sobre isso aqui.
Não obstante, sem dúvida alguns locais já vivem uma bolha. É o caso da zona sul carioca, basicamente Leblon e Ipanema. Com oferta muito limitada (ajudada pela própria prefeitura, com restrições a reformas para “combater a especulação imobiliária”) e cobiçados pelo mundo inteiro, os apartamentos nessa região são negociados a preços absurdos.
É o caso desse apartamento de 600 metros quadrados no Cap Ferrat, ícone de luxo na orla de Ipanema. O proprietário pede R$ 66 milhões! O leitor leu o valor certo: sessenta e seis milhões de reais! Soma astronômica que dá para comprar apartamentos luxuosos bem em frente ao Central Park. E olha que vem Garotinho, Lindbergh ou Crivella aí, gente!
Mas nem era disso que eu queria falar aqui. Preciso justificar o título do artigo. É que, na matéria, encontra-se essa passagem solta por lá:
A transação de valor mais alto feita recentemente na cidade envolveu a venda de um apartamento, em meados de 2013, por R$ 32 milhões, no Edifício JK, em Ipanema, comprado por um nigeriano do ramo do petróleo. Por sinal, o JK é um dos mais cobiçados do Rio. Com projeto de Oscar Niemeyer, ele já foi endereço de Caetano Veloso. Paula Lavigne, sua ex-mulher, pôs o imóvel à venda por R$ 37 milhões.
Há algo mais esquerda caviar do que um prédio milionário feito pelo comunista adorador de Stalin, Oscar Niemeyer, com apartamento de Caetano Veloso e Paula Lavigne? Creio que não. Reparem no valor que Paula Lavigne pediu pelo imóvel: a bagatela de R$ 37 milhões!
Com essa fortuna, fica mais fácil defender as bandeiras esquerdistas, os black blocs e tudo mais, não fica? Agora ficou mais fácil entender também a reação dela com relação às biografias não-autorizadas. Como ela mesma explicou, o problema era o escritor falar dos famosos e estes, tadinhos!, não ganharem nada com isso.
Onde já se viu?! Um biógrafo, normalmente podre de rico, falar da vida de Caetano ou Chico (da Paula acho que não haveria muita demanda) sem que estes recebam um tostão por isso? Absurdo! O taxímetro deve estar ligado o tempo todo. Mencionou o nome, paga! (será que devo pagar alguma coisa por falar deles aqui?).
Afinal, não é nada fácil para a esquerda caviar se manter no topo com esses preços inflados, com essa bolha imobiliária. Paula Lavigne quer vender seu apartamento por R$ 37 milhões? Mas como faz para comprar esse outro, cujo proprietário pede R$ 66 milhões? Coitada…
E lembremos: gananciosos são os outros, aqueles que defendem o lucro, o empreendedorismo, o sistema capitalista e meritocrático. A esquerda caviar, felizmente, está livre desse mal, não tem ganância alguma, não é vaidosa, e só se preocupa com os pobres e com Amarildo. #sóquenão!

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