segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rodrigo Constantino- Pondé x Gancia: isso não se faz!

Muitos acompanharam aqui minhas divergências com Barbara Gancia, aquela cujo principal argumento contra mim foi o de que sou feio com cara de melão. Logo, tenho todos os motivos do mundo para sentir até certo regozijo quando a jornalista é humilhada. Mas não sou tão sádico. O que a Folha fez hoje não se faz!
O assunto eram os “rolezinhos”, e cada um deu seu depoimento, publicado lado a lado. De um lado, Luiz Felipe Pondé; do outro, ela, Barbara Gancia. O contraste salta aos olhos. Conteúdo e forma, diga-se de passagem. Pondé faz umaanálise precisa do fenômeno, enquanto Ganciaapela para o lugar-comum da elite politicamente correta: os brancos têm medo dos pobres!
Diz Pondé:
Dizer que o medo que as pessoas nos shoppings tiveram do “rolezinho” é preconceito é típico da ignorância dos movimentos (anti) sociais, do tipo que quis invadir o JK Iguatemi anteontem.
O que assustou as pessoas (e não falo de “rico”, falo da gente comum que anda e trabalha nos shoppings) foi o número de jovens de uma vez só, a correria, o barulho e alguns furtos.
Ninguém gosta de bagunça no shopping. Ora, sempre que há multidão, há risco, isso nada tem a ver com racismo ou luta de classes. Quem pensa que tem é a “playboizada esquerdopata” dos colégios de rico da zona oeste, mitomaníacos sociais.
Olhando para o cenário e para os “atores sociais” ali, eu diria: deixem as pessoas andarem em paz nos shoppings. Que consumam em paz. E se der pra pegar uma mina, melhor.
Agora comparem este depoimento com o de Barbara, com os seguintes trechos:
A obscenidade das portas cerradas em pleno sábado é expressão da histeria que domina a psique do urbanóide acuado. A engenheira Lucia Santos dá sua receita para o tema: “Deveriam começar a controlar a partir da internet”.
Lembro a ela que existem casos de estudantes brancos, de “bixos” (pessoal da FEA no Eldorado, está no YouTube) que fazem fuzarca, mas que ninguém chama polícia ou entra em pânico com isso.
“Mas estes de agora são orquestrados”, ela adverte. Pergunto por quem. “Pessoal no meu trabalho diz que é pela Dilma, o Lula”. E se não for? Ela reconsidera: “Bem, nesse caso… Quando é branco ninguém faz nada… Então eu acho que todos devem ter o direito de se manifestar”. 
Pois é. Temos o contraste perfeito entre quem fala certas verdades e quem gosta de apelar para o sensacionalismo que conquista a esquerda caviar, defensora das “minorias oprimidas” por estes brancos malvados da “zelite”.
Achei maldade o que a Folha fez. Barbara deveria ter sido poupada de tanto constrangimento…

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