quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A raiz dos protestos na Venezuela

O Estado de S. Paulo
1.Quando e por que começaram os protestos?
As primeiras manifestações foram registradas no dia 4 em San Cristóbal (Estado de Táchira, oeste do país), em protesto contra a violência e a insegurança, após tentativa de estupro de uma estudante da Universidade Los Andes, na noite anterior. Os protestos se estenderam a outras cidades, incorporando reclamações contra a inflação, desabastecimento e exigindo que estudantes detidos sejam libertados.
2.Em que momento começaram os incidentes?
Os primeiros incidentes graves ocorreram no dia 6, quando jovens com o rosto coberto atacaram com pedras e coquetéis molotov o palácio do governo do Estado de Táchira, em San Cristóbal. Estudantes negaram participação no ato. No dia 12, nas manifestações em Caracas, ocorreram incidentes entre grupos que se identificavam como estudantes e outros, como partidários do governo. Houve três mortes e dezenas de detenções. Desde então, grupos que se identificam como estudantes provocam excessos em Chacao, bairro nobre da capital.
3.Que grupos políticos apoiam as mobilizações estudantis e como se identificam?
As manifestações receberam o apoio do setor mais radical da Mesa de Unidade Democrática (MUD), de oposição, particularmente de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular, da deputada independente María Corina Machado e do prefeito da capital, Antonio Ledezma. Sob o lema "La Salida", o grupo adota a tática de ocupar as ruas para forçar a saída do presidente Nicolás Maduro, eleito por estreita margem de votos em abril.
4.Existem mecanismos constitucionais para uma saída antecipada do poder?
Na Venezuela, existe a possibilidade de um referendo revogatório, mas somente a partir da metade do mandato. A coleta de assinaturas para pedi-lo só poderia começar em abril de 2016. Fora isso, os outros mecanismos legais seriam uma renúncia espontânea ou um juízo político por mau desempenho das funções, processo que deve ser movido pelo Tribunal Superior de Justiça.
5.Qual a posição do líder opositor Henrique Capriles?
Capriles e o que alguns definem como o setor moderado da MUD distanciaram-se da tática de oposição nas ruas. Ele defendeu que a oposição deve "canalizar o descontentamento", mas alertou que "não há condições para pressionar a saída do governo".

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Ser livre para ir e vir!Pela liberdade de expressão.Pela humanidade contra os pregadores da escuridão que assolam nosso mundo moderno.Democracia verdadeira sempre,não aquela de fachada que persegue quem não compartilha de suas idéias.