quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

De uma vez por todas: os nacional-socialistas eram antiliberais!

Um amigo me mandou a reação de certa Maria Cecilia Costa Junqueira ao meu artigo de hoje no GLOBO. É vice-presidente do Pen Clube do Brasil e foi jornalista no JB e Gazeta Mercantil. Dúvida: ignorar, como ela merece, ou processá-la por calúnia e difamação, o que daria certo regozijo, confesso, por levar a esta gente um pouco de seu próprio veneno? Optei por não fazer nem uma coisa, nem outra, e sim expor, aqui, para efeito pedagógico, como a esquerda realmente é e age na prática.
Vejam a mensagem que a moça publicou:
Enfim, vou indo, vou indo, de página em página, folheando rápido, quando dou de cara com Rodrigo Constantino. Entre meu amigo José Casado e Marcelo Freixo. Gostaria que ele fosse esmagado, aliás, por essas boas almas, mas boas almas não esmagam ninguém. Quando é que O Globo vai tirar este pústula de suas páginas editoriais? Ele é o que mesmo? Presidente do Instituto LIBERAL? Liberal é a vovozinha. O cara é nazista de carteirinha. Queimou o Reichstag em 33. Livros na noite de 10 de maio. O último presidente do Instituto Liberal, que conheci bem, o Donald Stewart Jr (1931-1999), dono da Ecisa, era um outro nazistão. Dava medo só de olhar. Não sou contra que as pessoas professem o seu liberalismo, defendam a liberdade de entupir nossos ouvidos e mentes com suas atrocidades a la Goebbels. Não podemos proibir ninguém nem mesmo de falar besteira, se achando um gênio da lâmpada cega. O livro de cabeceira desta gente deve ser Mein Kampf. Não me venham falar em livre arbítrio. Liberdade de escolha. Apego aos ideais democráticos. Ou tábua de mandamentos dos imigrantes do Mayflower, os fundadores dos EUA. O cara está paradão mesmo é lá no alto da Berchtesgaden, com a soberba de quem se acha uma esperta águia aconchegada em seu ninho oracular, no meio da gélida neve alpina.
O ídolo do Constantino e seus amigos queimadores de livros…e de pessoas de esquerda. Ou ciganos, homossexuais, pensadores críticos, pintores, escultores, poetas, escritores, feministas e , por que não? alguns verdadeiros liberais. Como todos sabemos, onde se queimam livros e tentam torrar nossas ideias – e a paciência, a paciência – com suas chamas mefistofélicas, acabam por queimar homens.
É um espanto! A doce mulher quer me esmagar! E faz pressão para o GLOBO me tirar de lá, pois sabem como é, ela adora a pluralidade, a liberdade de expressão, a diversidade. Convive muito bem com o contraditório, como podem ver.
Em seguida, afirma que sou nazista (talvez eu repense aquela coisa de processo). Que meu livro de cabeceira é “Mein Kampf”. Que Donald Stewart Jr. também era um “nazistão”. Só posso concluir uma coisa: esta senhora jamais leu uma única página de um livro meu, do Donald ou do próprio Hitler. Se leu, temos um caso de analfabetismo funcional ou profunda falta de caráter. Não há outra alternativa.
O nacional-socialismo era totalmente antiliberal, detestava os liberais com mais força do que os comunistas, que na verdade eram concorrentes diretos pelo mesmo tipo de alma obtusa. Basta conhecer o plano de governo do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista, que levou Hitler ao poder, para ver as semelhanças ao socialismo. Era coletivista ao extremo, anti-capitalista.
Já expliquei isso tudo em outra ocasião, em 2006. Mas ainda tem gente que apela para a própria ignorância ou má-fé para chamar de nazistas os liberais que sempre cuspiram no nazismo. Vejam, por exemplo, o que o próprio Hitler falou:
Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? Nós socializamos os homens.” (Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pg 218-219)
Mas a tal de Maria Cecilia não quer saber dos fatos. Reage feito um cão de Pavlov, babando de raiva, de forma instintiva, sem um pingo de conhecimento ou reflexão. Notem a incapacidade de argumentação da moça. É constrangedor. Meu artigo a tirou do sério, e sem condições de rebater meus argumentos, partiu para as ofensas pessoais, para o ad hominem, de quem sabe, no fundo, não ter razão.
Ainda me acusa de queimar livros! Não, Maria, liberais não queimam livros. Eu até tenho livros de Marx, de Foucault, de Derrida, de Marcuse, e até do Hitler, o outro socialista da lista. É preciso conhecer os inimigos, certo? Quem fez fogueira de livros foi Heidegger, a primeira dentro de uma Universidade alemã, Freiburg. Heidegger, não custa lembrar, é o xodó das esquerdas.
Aqui no Brasil quem costuma queimar livros são sindicatos de professores, todos… de esquerda! E claro, quem queimava ou fuzilava liberais eram comunistas. Portanto, sua infindável ignorância é chocante. Não espero, com estas provas de sua falta de conhecimento, fazê-la refletir, pois já ficou clara sua incapacidade para tanto.
Apenas uso você como exemplo de nossa miséria intelectual à esquerda, repleta de autômatos que aprenderam a reagir com agressão e violência a qualquer divergência ou contradição exposta, fruto de dissonância cognitiva e muita lavagem cerebral, quando não ausência de caráter. Acusar-me de nazista não vai apagar a hipocrisia da esquerda que eu dissequei no texto. Vai apenas prová-la.
Rodrigo Constantino

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