quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MENSALÃO: Há ministros que estão no Supremo para julgar. Outros, estão lá especificamente para absolver

Ricardo Setti
O acompanhamento da cobertura ao vivo do julgamento dos embargos infringentes apresentados por mensaleiros condenados que querem se livrar do crime de formação de quadrilha, ou bando, e, portanto, livrar-se também da condenação à pena de prisão em regime fechado, conduz a uma conclusão.
A sessão acaba de terminar, com o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e relator do processo do mensalão, precisando quase extorquir do ministro Luís Roberto Barroso a palavra “absolvo” — relativa a TODOS os réus que o Supremo havia condenado por formação de quadrilha, que Barroso absolveu sem que, em seu voto, utilizasse, até então, o verbo “absolver”.
A conclusão a que se chega, com absoluta clareza, é que há ministros no Supremo que para lá foram guindados com a missão de “cooperar” com o lulopetismo no poder — inclusive aliviando a vida dos criminosos já condenados pela maioria da alta Corte, antes que aposentadorias compulsórias mudassem a composição do Plenário.
Essas figuras apequenam a grandeza histórica do Supremo Tribunal Federal e enodoam seus quase 125 anos de existência sob a República.
Não foi por acaso que, irritado, o ministro Joaquim Barbosa chegou, a certa altura da sessão, a perguntar se o ministro Luís Roberto Barroso se ele tinha o voto pronto antes de chegar ao Supremo — ou seja, se ele ingressou no tribunal com a predisposição de beneficiar os mensaleiros.

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